The Life Of Vampires In Mystic Falls
2 Capítulo 1 - Bem-vindos à Mystic Falls
Notas iniciais
POV Blake
- Eu não acho que esse seja um bom lugar para passear. – dizia uma mulher enquanto se encostava cada vez mais em mais um dos vários homens que passavam por ali.
- É tão legal ver os humanos tão lerdos... Nem sabem que vão morrer — Katherine sussurrou para nós, enquanto reprimia um riso.
- Cale a boca, Katherine! Foco! — Lynnia respondeu, já com os olhos vermelhos.
- Fiquem espertas vocês duas. — falei enquanto jogava um galho para assustar o casal, e sim, esse é o meu jeito de começar uma caça — Vamos.
- Eu sempre fico. — Katherine resmungou e atacou a mulher. Para ela, contando que seja sangue humano tá ótimo.
Lynnia revirou os olhos e atacou o homem.
- Ei!Por que vocês nunca deixam a diversão para mim também? — falei, enquanto descia da árvore onde estávamos, e ia andando até o local.
Katherine jogou o corpo da mulher no chão, totalmente sem sangue.
- Eu tava com fome ok? O próximo você pega. — ela pegou seu isqueiro e queimou o corpo da mulher. — Coitada da família dela... — e riu.
Lynnia ainda sugava o corpo do homem, ela é a mais nova de todos nós. 300 anos e alguma coisa. Ela sabe dizer.
- Se houver um próximo, né? Você não vê noticias? Já estão comentando sobre nós, questão de tempo até aqueles policiais bobocas começarem a ter alguma noção do que está acontecendo.
- Nós estamos em direção a aquela cidade, onde tem mais alguns vampiros. Não tão velhos quanto nós, mas até...interessantes. — Kate mordeu o lábio enquanto olhava o corpo da mulher se desfazendo em chamas.
- Parece que lá é um bom lugar para se esconder, Blake. — Lynnia argumentou.
- O que importa? Todos os vampiros têm medo de nós. E isso é simplesmente um saco — chutei o corpo do homem que Lynnia acabara de matar. — Ao menos que demos a sorte de encontrar com aqueles três...
POV Katherine
Enquanto falava, Blake parecia cada vez mais irritado. Falar de Damn não o deixava nada bem. E eu não o culpo, afinal, aquele vampiro estava na vida dele a mais tempo do que imaginamos, e ele sempre faz questão de um dia reaparecer na nossa frente, e no outro desaparecer.
- Blake, ok, já entendemos, tá? Agora, nos meus... Er... 490 anos de vida, eu já entendi que você o odeia. Mas nós temos que ir logo para Mystic Falls. Ouvi boatos dos irmãos Salvatore, e de outras duas vampiras. Parece bom ficar por lá. — eu disse meio impaciente.
- É, vamos logo. — Lynnia concordou, com tédio.
- Temos que ir mesmo, o sol já está nascendo e eu esqueci o meu anel. — Blake tentava sumir com os restos de cinza que a mulher deixou ao morrer, se e que havia algum resto por ali.
Entrei no meu carro, ele é um porsche preto, e eu simplesmente o amo. Botei o cinto, e vi de canto de olho quando Lynnia tentou entrar no carro com suas botas inteiramente sujas.
- Cara, meu carro! Tira as botas e entra. — falei meio irritada enquanto passava meu batom vermelho-sangue.
- Porque não corremos até Mystic Falls? — Lynnia disse, tirando as botas e entrando no carro.
- É idiotice, vamos chamar muita atenção.
- Como se um porsche, no meio de uma cidade pobre feito essa, não fosse chamar atenção. Muito legal o seu plano, Katherine — Blake olhava para a auto-estrada que havia ao lado do lago, enquanto ouvia as sirenes tocarem. — Vamos logo que esse barulho me incomoda.
- Bem, chama menos atenção do que corrermos por ai, tenho certeza. Mas, você que manda, chefinho. — ri e pisei fundo no acelerador. Em algumas horas chegaremos até Mystic Falls. — Hey, roubaram o hospital, não foi?
- Claro. Porque se dependesse de vocês, eu morreria de fome.
O resto da viagem foi até tranquila, Blake e Lynnia adormeceram na parte de trás do carro, e eu pude ter um momento sem vozinhas chatas falando sobre roupas, ou uma certa pessoa irritante falando sobre os seus pés frios.
"Bem-vindo a Mystic Falls" A cidade era linda, desde o começo. Tinha belas paisagens e ótimos lugares pra se tirar fotos, que é meu hobbie predileto.
- Já chegamos? — Blake acabara de acordar, e já estava arrumando sua roupa que havia amassado enquanto dormia.
- Estamos entrando na cidade. Como eu sou muito prevenida, tem uma casa perto da floresta lá, que é minha. — falei, ainda dirigindo e olhando a cidade. Como mudou... sinto falta da Mystic Falls de antes, mas lá é sempre perfeito.
- Amém! Você dirige muito lerdamente, Katherine. — Lynnia revirou os olhos.
- Adoro florestas, podemos fazer mais caças — Blake mexia na sua mala de roupas, quer dizer, uma das malas. Ele possui tipo, umas dez mil roupas, e ele não usa nem metade delas. E nunca podemos pedir emprestado, porque é sempre "não" — O que? Precisamos ficar bonitos até para caçar.
- Ei, você não teria um sapato para me emprestar? — Lynnia perguntou, e sim, eu já estava pronta para rir da cara dela.
- É mais fácil você pedir alguma coisa pra mim, do que pra esse imprestável de roupas. — e comecei a rir.
- Isso é por que precisamos fazer compras. Mas certa pessoa, apelidada de Kate, só sabe dormir, e nunca sobra tempo para ir ao shopping. Parece que você nasceu para comer e dormir.
- Deixe pra lá!Eu só quero chegar logo na casa, acelera Katherine.
- Aqui tem lojas legais ok? Vamos passar por algumas lojas aqui. E, já chegamos.
Era um casarão de três andares, todo rústico, com 5 quartos, 2 salas e 3 banheiros, entre outros cômodos. Era lindo na minha visão. E o melhor de tudo: não tínhamos vizinhos.
- Adoro aqui! Logo vou visitar meus amigos, e vocês vão se divertir por aqui. Ah! Não se descontrolem.
- Se é para fazer compras, eu prefiro em Paris, e eu tenho uma casa lá. — Blake tirou suas malas do carro, pegou alguns pacotes de sangue, e saiu correndo para o casarão. Ele gritou algo como "o maior quarto é meu”, é, acho que foi isso.
- O MAIOR QUARTO É MEU, A CASA É MINHA, BLAKE! NEM VENHA! USE O SEGUNDO MAIOR! — bufei — Pode entrar na casa, Lynnia.
Entrei sem esperar, levando duas malas minhas, e entrando no maior quarto. A cama de casal era royal, e bem antiga, mas ainda sim era lindo. Guarda-roupa grande e marrom, com uma escrivaninha ao lado, e uma penteadeira antiga, entre outras coisas. Ah, era uma suíte.
- Ok, agora me diga como somos vampiros, e mesmo assim você é mais rápida que eu — Blake entrou na minha suíte, olhando para cada canto e com certeza tendo inveja porque aquilo tudo era meu.
Ri fraco.
- Blake, eu conheço a casa, você não. É bem obvio. — comecei a desarrumar minhas malas, com meus vestidos, calças, blusas etc. eu não tinha muita roupa, mas gostava de tudo organizado, e por fim, ficava com umas 5 malas. — Não mexa na minha penteadeira antiga!
- Depois eu que sou chata. Enfim, vamos, me leve para conhecer essa sua casa.
Corri até a porta e fui mostrando cada detalhe da casa. Até o armazenamento de verbena. Até o porão e o sótão.
- Por que mesmo temos verbena? — Blake perguntou enquanto descíamos uma escada que eu havia escondido, para o caso de emergências, como fugir de outros vampiros.
- Logo verá, meu caro. Sabe meu sobrenome Salvatore? Esconde muitos segredos. — falei misteriosamente, subindo para o "jardim" da casa.
- Segredo é um assunto que eu gosto muito. — ele falou enquanto tentava se soltar do galho de uma árvore — Mas, como viemos parar aqui mesmo?
- Saída de emergência. É bom que você saiba disso. — eu disse — Enfim, você vai saber mais rápido do que pensa esse segredo. — entrei na casa — Blake são 4 horas da manhã. Vou dormir um pouco, e mais tarde irei sair. — me virei de costas para ele, mas logo virei-me de volta — Ah! Não se esqueça que tens 17 anos. — pisquei e fui para o meu quarto. Queria dormir.
POV Blake
O lugar estava escuro, e havia apenas eu no meio de vários corpos, todos frios, sem sangue algum correndo pelo corpo. Eu andava e andava, mas não havia nenhum sinal vivo naquele local, e o silencio me dava raiva. Até ouvir passos atrás de mim, e ao me virar, dei de cara com a pessoa que eu menos esperaria por ali, ou seja, Damn.
- Damn, o que você está fazendo aqui?
- Não vai me abraçar, Blake?Vamos!Você sabe que passamos ótimos momentos juntos. – ele me olhava profundamente, enquanto tentava, em vão, me persuadir novamente.
- Talvez, se voltássemos 300 anos.
- Blake, por que sempre tão frio? – ele tocou o meu rosto, aquela mão carinhosa, acolhedora e... Droga, concentre-se.
- Você me tornou assim, agora agüente Damn. Eu não sou mais aquela pessoa.
Virei-me, pronto para ir embora, mas fiquei lá parado. Eu esperava que ele pegasse minha mão, e finalmente me pedisse desculpas, vai... vai... nada?
- Você é lerdo ou o que?
Quando me virei novamente, ele já havia sumido. Não deu um “tchau”, algum “adeus”, apenas saiu, como ele sempre faz. Não é tão difícil se despedir, vampiro maldito. Então, agora era só eu e o barulho do despertador, eu realmente não gosto disso e além do mais... Tem um despertador tocando?
Acordei com a cara no chão do quarto, e falando serio, isso dói. Levantei e olhei as horas, ainda era 1 hora da manhã, droga Katherine, você é simplesmente uma vaca por acordar tão cedo.
- QUEM FOI QUE AJUSTOU ESSA MERDA DE DESPERTADOR?
Peguei o despertador, fui andando até a porta do quarto da Kate, e joguei aquele aparelho irritante na porta, a ouvi falar um “bom dia” de dentro do quarto, e fui em direção ao banheiro, para me preparar para a caça.
Nova cidade, novas vitimas, sempre fico animado ao pensar nisso. E não é só nisso que eu tenho pensado, aquele sonho pode ter sido um sinal muito estranho para dizer que o Damn está escondido aqui na cidade. Sim, Damn, eu finalmente te encontrei? E é pensando nisso que eu volto ao meu quarto, abro o meu armário, e ah, obrigado Katherine por um espaço tão grande como este, cabe todas as minhas roupas!
- Bom dia, querido chefinho. — Katherine disse encostada na porta. Ela tinha uma mania irritante de me chamar de chefinho. Enfim, ela estava com uma calça de couro preta, uma blusa vermelha com um decote não muito grande, jaqueta também de couro preta, e o ankle boots favorito dela: preto. — Dormiu demais, não acha? — e riu.
- Para falar a verdade não, o que eu menos fiz foi dormir. – estava tentando decidir qual a calça que combinaria com a minha camisa do Ramones, e novamente, obrigada Kate, ela simplesmente apontou para uma calça jeans rasgada que eu havia jogado no puff, e sim, a calça ficou perfeita.
- Sério? Bem, eu dormi muito bem por aqui. Adoro minha cama. Enfim, eu vou sair, lembra que eu te disse? Precisa de alguma coisa? — ela sorriu.
- Você não vai para a caça comigo? – falei enquanto escolhia um All Star na minha prateleira – Precisamos conhecer quem atacar por aqui.
- Senhor! Aqui não podemos caçar. Não por enquanto ok? Essa cidade tem históricos com vampiros. Temos que ter cuidado. Mas logo você poderá caçar. Agora posso ir?
- Você está de brincadeira né? – ela me olhou com uma cara de “estou falando serio, agora me responda antes que eu te mate”, e você nunca vai querer ver essa cara, porque com certeza terá pesadelos de tão horrível que ela é – Ok, vai logo.
Deitei de novo na cama, e olhei para o lustre que havia no teto, enquanto escutava a porta batendo e o barulho do alarme do carro de Katherine.
- Aonde será que ela está indo com tanta pressa?
Imaginei a Kate, em uma boate, no meio de um monte de vampiros-gatos. E tenho que confessar, essa cena foi hilária. Comecei a rir loucamente, e quando me dei conta, Lynnia estava na porta, totalmente arrumada, olhando para mim como se esperasse explicações.
- Bem, nós não podemos caçar hoje. E a outra vaca foi para uma boate, quer dizer, ela saiu.
- Ótimo. Então vou voltar a dormir.
- Nada disso. Vamos conhecer a cidade.
- Você pode me dizer como CHEGAMOS na cidade?
- Fácil, somos vampiros.
POV Katherine
Entrei no porsche, e fui até a casa dos irmãos Salvatore. Espero que eles não tenham mudado de endereço.
É a casa ainda era a mesma. Estacionei na frente da casa, e sai. Bati na porta. Tinha alguém na casa.
O Damon abriu a porta. Sorri, e ele ficou surpreso.
- Ka...Katherine?
- Sim.
- Prima! — ele exclamou, e me abraçou.
Notas finais
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