The Life Is Just A Game — Interativa
1 Capítulo 1 — O Jogo Dos Deuses
Notas iniciais
Capítulo 1 — O Jogo dos Deuses
Salão da Eternidade — Movimento Zero
A Escuridão o seguia.
Sua imponente figura trazia uma sensação de medo e temor apenas por olhá-lo. Seu corpo era completamente negro, as sombras circulavam-no, fazendo-o se tornar um ser feito de puras sombras. Sua pose de soberania o fazia ser visto como sua verdadeira face: Um Deus. Seus cabelos eram negros, completamente escuros e cobertos pelas sombras que o circulavam. Seus olhos pareciam Buracos Negros, absorvendo toda e qualquer luz existente. Sua pele escura se misturava com a capa de céu noturno, com poucas estrelas, enquanto as trevas provenientes dele pareciam que pintavam o ar de preto. Seu rosto era bonito, as cores negras de diferentes tons contratavam entre si, provocando uma beleza inacreditável, apesar de sua expressão ser séria e concentrada. Um de seus braços estava dentro de sua capa, enquanto que o esquerdo estava jogado ao lado de seu corpo, segurando uma enorme e branca espada — o que a tornava em evidência e chamativa, pelo grande contraste pela cor predominantemente negra do ser.
Tenebrae, o Senhor da Escuridão, estava se dirigindo ao centro do Salão da Eternidade — uma sala infinita e que se encontrava no Núcleo do Universo, onde todas as mudanças das realidades ocorrem, o lugar mais importante do Universo —, onde uma mesa grande, larga e transparente se encontrava na área cinza do grande salão, a área neutra da grande sala. O piso era repleto de quadrados pretos e brancos, quase como um enorme tabuleiro, as únicas partes do Salão que não seguia esse padrão era cada um dos extremos da sala, onde as cores pretas e brancas predominavam, além do meio onde tudo era da cor cinza.
Após chegar na Secção Neutra, Tenebrae visualizou sua irmã e eterna rival se aproximando.
Lumine, A Dama da Luz, estava andando calmamente para o irmão. Suas roupas brancas, claras e brilhantes emolduravam um corpo lindo escultural, perfeito em todos os aspectos. Sua pele esbranquiçada — Uma espécie de tom albino muito agradável — se contrastava com os olhos de chamas, insuportáveis de olhar, pela semelhança há uma enorme estrela. Seus cabelos brancos caiam como cascata em seu rosto, emoldurando a verdadeira definição de beleza. Seu rosto, coberto por um lindo véu branco, estava numa expressão de curiosidade, receio e preocupação. Em sua mão direita uma enorme e ameaçadora espada negra se sobressaia à sua cor clara.
Os dois chegaram na mesa ao mesmo tempo, se pondo cada um num dos cantos, respectivos a seus lados do Salão. Os pares de olhos — um buraco negro e uma gigante estrela — se encararam por um tempo quase que interminável, até que Tenebrae, desconfortável, finalmente pronunciou-se:
— Olá Irmã. Como estás? — Sua voz era grossa e apavorante. Era rouca, como se tivesse acabado de acordar. Lumine moveu a cabeça para a direita, curiosa.
— Por que me chamastes aqui, Tenebrae? É mais um de seus inconvenientes truques para me derrotar? — A voz doce e melodiosa era agradável aos ouvidos de muitos, mas Tenebrae parecia sentir desconfortável com a pronúncia da rival.
— Ora pois, cara irmã. Estou aqui para acabar de vez com nossa eterna rivalidade. Como nossos antepassados se livravam de guerras, a mesma maneira pelo qual algumas “peças” fizeram a mesma coisa, há muito tempo atrás. Estou lhe propondo o fim dessa interminável luta. O que me diz? — Após a fala, duas grandes e confortáveis cadeiras surgiram na mesa central. Tenebrae puxou uma e sentou-se, fazendo um sinal com a cabeça para a outra, que fez a mesma coisa que o Senhor das Trevas. Tenebrae depositou a Espada Branca em cima da mesa, na diagonal. Lumine também depositou sua Espada, cruzando-a em cima da outra, formando um grande X com as lâminas e as bainhas.
— O que queres dizer com isso, Irmão? — Questionou a divindade, as sobrancelhas erguidas, em dúvida sobre o que o rival queria na realidade com aquela conversa.
— Estou pedindo para que aceite jogar uma partida comigo do Jogo dos Deuses, Lumine. O vencedor entregará sua Lâmina para o outro. Você sabe o que quero dizer com isso.
— Vai apostar sua própria Espada numa Partida Decisiva, Tenebrae? Isto não é do seu feitio. O que houve com sua pose de durão? — Provocou a Rainha da Luz, recebendo um sorriso de canto como resposta.
— Qual é a sua resposta, minha cara? Aceitará ou não? Está na hora de terminarmos logo com nossa Infinita Guerra.
Lumine encarou o rival, seus dedos da mão esquerda tamborilando a mesa, os olhos de estrelas encarando o irmão, analisando-o e parecendo pensativa. Tenebrae debruçou-se sobre a mesa, seu rosto se aproximando da outra, que fez a mesma coisa. Estavam frente a frente, os olhos batalhando numa longa encarada, quase como uma guerra silenciosa entre os Buracos Negros e as Gigantes Estrelas.
— Tu me convidaste para essa Partida, Tenebrae, mas onde está o tabuleiro? — O moreno sorriu, voltando ao normal, assim como sua contraparte. Estalando os dedos, a Mesa se modificou aos olhos deles, enquanto um enorme e tridimensional tabuleiro surgia. As Espadas foram jogadas para seus respectivos donos enquanto que as cores pretas e brancas do mosaico tridimensional brilhavam fortemente.
— Você conhece as regras do Xadrez Divino Irmã, Quarenta e Seis peças para cada, o triplo do convencional. Vinte e quatro Peões, seis Cavaleiros, seis Bispos, seis Torres, três Damas e, é claro, um Rei. O jogo será como antigamente. Utilizaremos ambos os territórios, o Divino e o Mortal. Cada um escolherá Quarenta e Seis Peças dentre as milhares disponíveis no Tabuleiro Mortal. As Espadas serão tomadas e armazenadas fora de nossas mãos, como coringas para nosso jogo. O Primeiro a fazer o Xeque-Mate ganhará ambas as Lâminas. — Seu sorriso alargou-se. — E nós dois sabemos o que acontece quando alguém tem em posse ambas as Espadas do Infinito.
— Não diga coisas que eu já sei, Irmão, mas sim, eu aceito. Escolheremos as Peças quando?
— Agora. Coloque sua Espada no Tabuleiro, Lumine.
— Eu não irei ser enganada, Irmão, você primeiro.
— Como queira.
Levantando a Espada Branca, Tenebrae ergueu e inseriu a espada na mesa, a lâmina para baixo. A Lâmina desapareceu assim que entrou na estrutura da Mesa, deixando apenas a bainha para fora. Apesar de ser transparente, a lâmina não era vista nem dentro da mesma, nem do lado oposto, como se a lâmina tivesse desaparecida, a Espada estava incrustada na mesa.
— Sua vez.
Lumine ergueu sua própria arma, fazendo o mesmo processo do irmão. A arma foi enfiada na mesa, desaparecendo conforme a lâmina era fundida e desaparecia dentro da mesa transparente. Logo que apenas a Bainha sobrara, ambos os apoios brilharam numa cor acinzentada, antes de desaparecer. A cor foi levada para os Tabuleiros, que brilharam ao mesmo tempo. Lumine sorriu.
— Então escolheremos as peças?
— Oh sim, Irmã, escolheremos. Vamos começar logo com isso.
— Quem começará? — Questionou Lumine, recebendo um sorriso em troca.
— Nunca jogou Xadrez antes? As Brancas Começam.
Continua...
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