The Life I Always Wanted.

1 Capítulo 01 - A new life.


Notas iniciais
Yoo minna! Bom venho aqui dar umas informações básicas, fic sera postada mensalmente :3 Quero seus comentários e favoritem... Obrigada, boa leitura e tomara que gostem da historia (:

A new life.

Dói ver o que queremos tão longe, tão longe que de maneira alguma chegaríamos perto. Dói quando perdemos uma pessoa e só depois vemos que a amamos. Dói quando... Tudo recomeça, quando o fim deveria ter mais que chegado, pois lá vem às lagrimas a tristeza de novamente por ter perdido alguém, alguém que deveria ser eu... Por que ele fez isso? Aquele tiro era pra mim, era para eu estar morta, mas por quê? Por que Pai? Por que se jogou na minha frente, o senhor nunca demonstrou me amar, Por que me salvou?

– Senhorita Heartfilia? Senhorita Heartfilia?

– Lucy Heartfilia?

Eram flashes, câmeras e muitas vozes a minha volta, mal pude sair do carro, pois as víboras, as cobras ou como todos as chamam as Jornalistas, os repórteres... Todos queriam uma palavra da senhorita Heartfilia, todos queriam saber mais um pouco sobre o ato heroico de Jude Heartfilia.

Às vezes me pego pensando, se meu pai não tivesse conseguido a fama do maior empresário de Magnólia, será que teria alguma chance de eu ter o pai que sempre quis? Mais isto não importa agora que ele esta morto, em um mundo paralelo ao meu ou apenas em uma escuridão eterna... Só juro para mim que nunca mais me passarei por falsa, como fiz varias vezes para poder mostrar que eu era a filha perfeita do maior empresário de Magnólia.

– Senhorita Lucy Heartfilia – uma linda moça estendeu a mão a mim, mas para minha ilusão ela também era uma repórter e como todos os outros a minha volta naquele momento ela também gostaria de uma palavra de Lucy Heartfilia – Nos perdoe senhorita Lucy sei que não deve ser muito legal falar sobre isso neste momento... Mas gostarias do seu depoimento, como é vir ao enterro de seu Herói?

– Não precisa pedir perdão, ou melhor, precisa sim passei os últimos dez anos da minha vida dando satisfação da minha vida a pessoas que eu nem conheço, ué Lucy Heartfilia não pode sair com amigos de classe baixa, porque vai passar nos jornais que a senhorita Heartfilia esta andando com pessoas de classe inferior e que estão tendo supostamente pode estar se drogando... Já estou de saco cheio de todos vocês, e sabe oque seria legal?... Seria legal se pudesse ver um de cada vez se jogando do decimo andar de um prédio – abaixei um pouco a cabeça sentindo um imenso alivio como se um nó tivesse saísse de minha garganta, respirei fundo arrumando o longo vestido preto e pegando o buque de rosas vermelhas que havia deixado sobre o banco do carro – Se poderem me dar licença, tenho um enterro para ir.

Os olhares se desviaram dando-me passagem formando um imenso corredor de câmeras, de flashes há todos segundos... E em passos largos cheguei ao fim de todas aquelas câmeras, de todo aquele barulho, e de repente do barulho para o silencio profundo o caixão de meu pai na minha frente e com ele algumas poucas pessoas que eu mesma desconheço, mas parece que eles me conhecem, pois assim que me viram vieram vários me abraçando e muitos outros apenas com palavras tentando me confortar.

– Lucy – senti um abraço apertado daqueles que tira ate o ar, é claro que com este jeitinho delicado só podia ser ela com seus lindos e longos cabelos ruivos – Lucy como esta? Tudo bem?

– Erza – ficamos abraçadas enquanto varias pessoas se aproximavam com a mesma intenção da Ruiva, um abraço apertado ou apenas mais palavras – Fique perto de mim...

– Por quê? Não esta bem?

– Estou bem, estou bem... É que eu não me lembro de ninguém que esta aqui, me sinto deslocada.

~*~

– Que tal agente dar uma fugidinha? – já não estávamos mais abraçadas, ela estava ao meu lado e entre comprimentos e abraços de pessoas recém-chegadas ela cochichava em meu ouvido – Vamos sair daqui você parece cansada, vamos comer alguma coisa e voltamos...

Formavam-se filas ao meu lado, eram muitas pessoas querendo dar uma palavra de apoio ou falar o quanto Jude Heartfilia fara falta e o quanto ele me amava, muitas pessoas com a falsidade na ponta da língua... Passaram-se uns quarenta minutos quando finalmente já havia mais ninguém a minha volta apenas Erza.

– Acho que vou ficar louca – ela mostrou um pequeno sorriso enquanto eu olhava no relógio da praça há frente do cemitério... 17h45min – Vamos fugir antes que alguém chegue.

E quando todos notaram Lucy Heartfilia já havia sumido, saímos pelo portão lateral do cemitério fugindo das câmeras que me aguardavam no portão principal... Fomos andando ate playground onde algumas poucas crianças brincavam.

– Acho que não somos crianças, ou somos? – questionei olhando para os brinquedos do playground, sentindo uma vontade louca de correr para o balanço – Sabe playground me lembra de quando você vinha passar as férias comigo e a gente deixava as empregadas lá de casa loucas, lembra?

– Como eu poderia esquecer – rimos feito loucas lembrando-se das nossas bagunças, mas mesmo entre as risadas pude perceber que ela procurava por alguém – Sabe não somos crianças, mas acho que ele é...

– Hã? – só entendi quando mesma apontou para um menino de cabelos azuis sentado em um dos balanços olhava no relógio, impaciente esperando alguém — O conhece?

– Vamos lá – pegou-me pela mão e saiu me puxando, paramos em frente ao tal garoto – Demorei muito?

– Pensei que não iria voltar – disse ele fazendo biquinho para a ruiva que deu uma risadinha, logo o biquinho sumiu e seu olhar ficou fixo em mim – Ei qual seu nome, Dama de preto?

– Ah meu nome é Lucy Heartfilia prazer em te conhecer... Qual seu nome?

– O prazer é todo meu senhorita Heartfilia, sou Jellal Fernandes.

– É TÃO DIFICIL ENTENDER QUE EU NÃO GOSTO DE SER CHAMADA DE SENHORITA HEARTFILIA? LUCY ME CHAME DE LUCY, SÓ LUCY – direcionei meu olhar ao chão abaixando minha cabeça, respirei fundo me acalmando – Desculpe-me por este chilique.

Ele apenas sorriu... Conversamos, desconversamos, e voltamos a conversar, descobri um pouco de tudo da vida dos dois ou devo dizer da vida do casal, sim Erza namora com Jellal a mais ou menos um ano...

– Melhor irmos embora, né, Lucy? – já fazia horas que estava no balanço, e não me cansava acho que poderia passar dia aqui... Mais não posso.

– Espera deixe-me tomar coragem para enfrentar as câmeras.

– Quero só ver nos jornais de amanha: Senhorita Heartfilia foge do enterro do próprio pai – disse o azulado debochando de minha cara.

– Acabei de ter uma ideia... Se amanha vou estar no jornal, vamos fazer do meu jeito!

– Hã?

– Vamos ao Shopping? Fiquei sabendo de umas lojas novas...

– Desculpe Senhorita Heartfilia – a voz vinha de traz, era Virgo minha baba a mesma trazia em suas mãos um Tablet e seu olhar mostrava a raiva – A senhorita vai para casa comigo... AGORA!

– Erza, podemos concordar que antigamente ela não demorava tanto para nos achar? – a mesma começara a rir, enquanto a rosada a minha frente poderia me matar com um piscar de olhos – Sabe Virgozinha... Poderia deixar eu ficar só mais um pouquinho?

– NÃO... – disse secamente, em seguida começou levou seu olhar ao Tablet e começou a ler – Em um site diz “Senhorita Heartfilia some em pleno o enterro de seu próprio pai”, o outro diz “Onde esta Lucy Heartfilia? A jovem foge do enterro de seu Herói”, o ultimo e que trouxe mais polemica “Oque se passa na cabeça de Lucy Heartfilia? Em frente ao cemitério a mesma declara — Seria legal se pudesse ver um de cada vez se jogando do decimo andar de um prédio...”.

Erza me abraçou e em meu ouvido disse baixinho: — Relaxa, eu também gostaria de ver eles se jogando do decimo andar de um prédio.

– O Shopping fica pra outro dia então...

Mal pude me despedir, Virgo foi logo me empurrando para dentro do carro... Ela reclamava do que eu fiz com o vestido, reclamava que ele estava cheio de terra.

~*~

Já havia se passado cinco dias deste a morte do meu pai, cinco dias, mas mesmo cinco dias não foram suficientes para apagar o fogo dos paparazzi... Fazia três dias que havia tomado uma decisão, eu quero recomeçar, amanha será outro dia, outra vida, outra escola, outros amigos, outras pessoas... Vou seguir meus sonhos...

~*~

Era o dia. Levantei e olhei as malas prontas, isso só serviu para me deixar mais ansiosa. Roupas, itens de higiene e itens pessoais, tudo ok. Passei as mãos nos cabelos loiros amarrotados por causa do sono. "Bom, hora de acordar.". Fui ao banheiro e liguei o chuveiro. Tentei relaxar o máximo possível. A viagem não iria demorar muito, estava ansiosa, feliz e também com um pouco de medo. Medo de não ser aceita... Vesti uma calça jeans com uma T-shirts branca, no pé uma sapatinha de lacinho. Sequei os cabelos e me aprontei.

– Lucy, pensei que fosse brincadeira quando disse que iria para Magnólia – entrou Virgo em meu quarto choramingando

“Claro que poderiam ser lagrimas de felicidade por estar se livrando de mim... Ou também podem ser lagrimas de tristeza por estar perdendo seu emprego...”- pensava comigo em quando a albina me abraçava forte.

– Vou sentir sua falta senhorita Heartfilia.

– Também sentirei sua falta, Virgo... Erza já esta ai?

– Sim e ela trouce aquele namor...

Ignorada com sucesso! Sai correndo deixando Virgo lá em meu quarto vazio...

– ERZA... JELLAL – abracei os dois quase os levando ao chão – Vieram se despedir de mim?

– Viemos tentar fazer você ficar, mas já que sabemos que não tem jeito de isso acontecer – a ruiva falava o azulado ao seu lado concordava com tudo.

Queria poder leva-los comigo na mala como bichinhos de pelúcia, mas como meu pai mesmo sempre dizia: Querer não é poder... Então era a despedida ou apenas um ate logo...

Virgo me ajudou a levar as malas para o carro. Despedi-me de todos e entrei no carro.

– Chegamos senhorita...

O céu nublado parecia adequado para aquele momento, vagarosamente empurrei o grande portão do cemitério que chiou com este movimento.

O vento frio era cortante e forte, as folhas caídas no chão voavam e grudava-se à minha roupa, desviava-me dos carvalhos secos e lápides ali espalhadas, tudo ali parecia se encaixar perfeitamente em uma cena de filme.

Em minhas mãos segurava a dúzias de rosas avistei o seu túmulo, hesitei, respirei fundo e seguiu adiante.

Ajoelhei e coloquei as rosas recostadas na lápide, passando a mão pela mesma.

– Olá, papai... Às vezes me pego pensando onde o senhor esta? – por um momento me senti lá como uma louca falando com o vento — Hoje começarei a vida que eu sempre quis... Adeus, papai.

Conforme a paisagem mudava, pude ver Fiore ficando para traz e com ela todo meu passado. Não demorou muito para Magnólia surgir sobre os vidros do carro. Era uma cidade alegre e grande. O carro entrou numa rua calma calçada com árvores por todos os lados e então eu vi. Um prédio imenso se ergueu na minha frente, sim será neste prédio que eu morarei os próximos anos de minha vida... E se vir jornalistas... Que tal o prédio tenha dez andares... Assim que o carro parou, o motorista desceu rapidamente para abrir a porta para mim e em seguida me ajudar a subir com as malas... Oitavo andar... Entramos no prédio. Havia uma sala enorme onde havia pessoas conversando, a maioria destas aparentava ter mais ou menos a minha idade. Havia uma grande tv, pebolim, sofás e cadeiras, uma prateleira cheia de livros. Em cada lado da sala, pegamos o elevador com um destino certo, oitavo andar, o elevador subia lentamente, muito diferente da velocidade do meu coração que batia... Quando o elevador parou e as portas se abriram me deparei com um corredor enorme eram cinco portas a terceira era minha...

– A senhorita ficará bem? – minhas malas estavam em frente à porta quando o motorista teimou em repetir a pergunta novamente — A senhorita ficará bem?

– Estou começando a realizar meu sonho, como poderia não ficar bem?

– Boa sorte senhorita...

Girei a chave na fechadura. O quarto era retangular e tinha paredes lilases Havia uma janela grande com cortinas brancas, um armário no canto esquerdo, uma cama o cato direito e uma mesinha com uma cadeira, ao lado do armário uma porta que dava entrada a um pequeno banheiro.

"É tão bonito e aconchegante. Vou adorar aqui!"