The Life
1 Capítulo 1
Notas iniciais
La estava eu novamente encarando o teto. Pensando, imaginando-me conhecendo o mundo, me divertindo, fazendo o que eu gosto. Já estava acabando minha faculdade de Biologia, e atualmente tenho 18 anos, mas algo não me deixava ir, algo me prendia naquela cidade, naquele bairro, naquela casa.
Meus dias, sempre a mesma coisa, jogar, ler, deitar, pensar. Eu quero mudar, eu não saia do lugar, não progredia nem regressava. Aquela vida tosca estava me enchendo, me matando. Pensamentos de suicídio e morte me cercavam a quase todo o momento, mas eu não tinha coragem de ir em frente.
Até que escuto pequenos e delicados passos subindo a escada e foram eles que, tiraram-me daquele outro mundo em que eu estava. Só podia ser Anna, só ela é daquele jeito, delicada e pequenina, sinceramente, nem sei mais como Anna é. Eu evito-a por causa de um acontecimento de muito tempo atrás. Que até hoje eu me culpo, e não consigo olha-la, tenho medo de feri-la novamente.
******Flashback******
—Anna, corre. Vamos nesse brinquedo. – Uma de minhas mãos apontava para o brinquedo enquanto a outra eu estiquei para que Anna segurasse.
—Mas Elsa, mamãe e papai falou para a gente nem se aproximar desse aí. – Disse ela segurando minha mão e encarando o enorme brinquedo na sua frente.
—Vamos, vai ser divertido, além do mais, eles não estão aqui, nunca iram descobrir. – Falei dando um sorriso de canto de boca, na tentativa de convence-la.
—Tá bom, mas vamos logo antes que eles voltem.
Eu fui na frente, puxando-a pela mão. A gente ficou lá na fila por mais ou menos 5 minutos porque tive problemas com a altura de Anna que dava um palpite sobre sua idade,8 anos, até que menti e disse que ela tinha 10, que era a idade permitida. Quando a gente entrou no carrinho um homem veio e abaixou a barra de proteção. No início tudo foi tranquilo, aquela montanha-russa era sensacional, a melhor que fui até hoje. Era muita adrenalina correndo nas minhas veias, todos a minha volta gritando de medo e emoção, olhei para Anna e ela estava sem nenhuma expressão, suas mãos estavam segurando com força a barra de proteção e seu olhar estava fixo no banco a sua frente.
Talvez ela só esteja com medo. Pensei comigo mesma, e abracei ela de lado, na tentativa de conforta-la, recebendo um pequeno sorriso nervoso.
Antes que eu pudesse tirar minha vista de Anna, percebi algo acontecendo, como se o carrinho estivesse saindo do lugar, como se estivesse indo para o lado, descarrilhando. Foi tudo muito rápido, só pude olhar para o rosto de Anna e vê-la desesperada com medo, tudo passava ao meu redor girando e em câmera lenta. Até que eu desmaie, mas quando abrir meus olhos novamente, tudo estava parado, procurei Anna, mas, ela não estava lá, ela não estava ao meu lado.... Logo me desesperei, minha irmã, onde ela estava?!
A barra de proteção não estava mais lá, o carrinho já estava no chão, pessoas se aproximavam enquanto eu tentava sair, mas não conseguia, me sentia inútil, talvez até mesmo uma assassina, teria matado minha irmã???
Me tiraram de dentro do carrinho e me esticaram no chão, eu estava com uma dor enorme em minhas costas, um pouco tonta talvez, acho que eu ia desmaiar de tanta dor, foi quando virei minha cabeça para o outro lado e vi Anna em meio as ferragens e uma barra de metal atravessando sua barriga perto da pelve, aquilo simplesmente me matou. Ela virou sua cabeça e nossos olhares se encontraram, ela deu um sorriso, igual ao último, eu pedi desculpas para ela apenas sussurrando, pois não tinha forças para ir lá e segura-la em meus braços e pedi milhões de desculpas.
Ao acorda vi tudo branco, TALVEZ EU TENHA MORRIDO? Não! Era apenas a luz forte do quarto de hospital em que eu me encontrava
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