The Legend of Anorle
5 • Christmas Special •
Notas iniciais
Era uma vez um mundo completamente diferente, onde as pessoas eram diferentes e faziam coisas diferentes. Haviam animais, aves e insetos, havia rios, lagos e mares, havia extensões gigantescas de terras e rocha. Havia selvas, florestas e ilhas. Talvez pense que era um mundo perfeito, sem caos, sem escuridão nem trevas. Mas nem tudo que pensamos é possível. Dentre as florestas mais escuras e turbulentas, havia separado dela uma aldeia, pequena como uma fazenda. Tinha sete casas, separadas uma da outra, havia um moinho e uma torre de vigília, onde somente um guarda vigiava no período noturno. Tinha uma farmácia, um mercado e também um estábulo onde ficava os melhores cavalos. No fundo da aldeia havia uma floresta calma, e ao longe podia-se notar o céu completamente azulado.
Naquela aldeia era diferente como o mundo. Nela morava pessoas sossegadas e que tentavam viver a vida ao máximo. A aldeia era habitado por anões, e não pense que estes eram decaídos e fracos, ao contrário. Os anões eram caracterizados pela boa inteligência e auto-estima, buscava se esforçar no que precisasse, se queria algo lutava para ganhar. E assim vivia a aldeia, com anões de todo gênero.
Na casa mais distante da aldeia, morava um garoto anão, tinha os cabelos pretos, abaixo usava um óculos redondo onde transmitia a coloração castanha de seus olhos. Usava uma roupa confortável e tinha nos pés um calçado de couro e na ponta era arrebitado para cima. O tal anão era muito conhecido ali, pois nascera com um dom que qualquer um queria, a sabedoria, a inteligência, a arte de captar conhecimentos e armazená-los em sua mente. Morava com seus pais e era filho único. Geralmente ficava em casa somente com a mãe, pois o pai era caçador e voltava tarde da noite.
Era manhã, o almoço seria servido em breve na casa do anão, que chamava-se Pofotta. O mesmo brincava no quintal da casa com seu falcão, tinha as penas marrons e o peito era mais claro, os olhos eram negros e tinha as garras finas. Era doméstico, então inofensivo. O anão tinha uma pele de couro no pulso, onde o falcão repousava. Dava um impulso e a ave começava a deslizar pelo céu, produzindo aquele silvo adorável.
— Pofotta, o almoço está pronto. — Disse a mãe do anão. Usava uma seda no pescoço e tinha o cabelo castanho, os olhos eram facilmente identificados pela cor, verdes.
— Já vou mãe. — Pofotta assobiou o falcão desfilou no ar até chegar em seu pulso.
O anão caminhou do quintal até a casa feita de madeira, tábuas e outros materiais. Colocou o falcão na varanda para que pudesse descansar e então foi até a cozinha, onde encontrara sua mãe. Viu um prato com frango assado, ervilhas, milho e arroz.
— Estou morto de fome. — Disse Pofotta sentando-se na mesa e então deliciando a comida.
A mãe era preocupada, com o marido, com o filho, com ela mesma e com a aldeia. Afinal só tinha uma torre de vigia, qualquer ataque poderia destruí-la e em seguida a aldeia. A mãe, chamada Negala era doméstica e cuidava da casa perfeitamente, muitas das vezes ia até a floresta mais próxima em busca de lenha e levava consigo uma adaga, que persistia em esconder de Pofotta na gaveta do quarto.
— Mãe, que barulho é esse? — Disse o sábio menino que ouvira um estrondo vindo da entrada da aldeia.
Negala fora rapidamente para fora, abriu a porta de madeira e deu de cara com seu marido, machucado e com uma estaca de madeira enfiada na perna. A esposa chorou e então o agarrou levando-o para dentro da casa, subiu até o andar de cima onde ficava o quarto e repousou-o na cama de penas. Pegou alguns remédios e pomadas no guarda-roupa de madeira e então massageou o ferimento do esposo.
— On-de você se machucou assim, Rulavir? — Perguntou a esposa pedindo à Pofotta que pegasse um pano molhado para diminuir a febre do homem.
— Estão vindo-o, vo-vocês preci-sam fugir. — Disse gaguejando de dor. Apertou a mão da mulher e então fechou os olhos, não aguentara a dor e faleceu.
— Não-o, nã-não! — Disse a esposa beijando-o fortemente e abraçando-o. — Pofotta! Pofottaaa! — Gritou a mãe.
O garoto anão chegou no quarto e encarou o pai morto, chorou ao pensar nele. Sempre trazia algo toda noite, brinquedos de madeira, alguma animal de estimação e acima de tudo aquilo que deixavam eles de pé, alimento. O garoto foi puxado pela mãe quando ambos ouviram o barulho de espadas e lanças sendo rangidos. Saíram pela porta vendo a aldeia sendo atacada por esqueletos arqueiros e guerreiros, eram feitos de ossos e usavam espadas e arcos com flechas flamejantes e afiadas. Correram os dois para a floresta, Pofotta já não sabia de nada, estava amedrontado e não parava de pensar no pai morto, caído na cama.
Depois de muito correrem, chegaram então a uma cidade completamente linda com águas fluentes em todo lugar, a natureza com harmonia e ouvia-se conversas e sinos a badalar. Ficaram de tocaia pensando se era boa ideia entrar.
Era noite e estava frio, Pofotta estava deitado sobre a relva e sua mãe saíra para buscar alimento. Ainda não sabiam se poderiam entrar, apenas observava os vigias nas duas torres ao lado dos portões. O anão acordou assustado e suando frio, viu a ausência da mãe e rapidamente levantou-se assustado. Ouviu barulhos de passos vindo em sua direção, apagou a tocha que fazia-lhe esquentar e ficou na escuridão, suando e tremendo de frio e medo. Virou-se para trás e então correria, porém debateu-se com ossos grossos que carregavam uma espada e então enfiaria no peito do anão a qualquer momento. Nada poderia fazer e então ajoelhou-se, esperando a morte.
Mas algo inverteu-se, a mãe do jovem anão apareceu e enfiara uma adaga por entre os ossos do esqueleto, revidou e então acertou a espada na mulher, fazendo-a sangrar.
— Quem está aí? — Disse o guarda da torre esquerda que avistara o ruído e o choro do anão. Desceu então rapidamente da torre, atravessou o portão com seu arco preparado e uma flechada na cabeça do esqueleto foi o suficiente para matá-lo.
— Venha comigo. — Disse o guara. — Ela já não está viva. — Insistiu para que o anão fosse com ele, para dentro da cidade.
— Não, não posso deixá-la. Era uma guerreira, protegeu a mim... simplesmente não posso. — Disse o anão que abraçava a mãe.
O guarda o pegou e virou-se de costas, deixando o corpo na relva. Adentrou a cidade e levou o menino para o palácio a cidade, Drohat. Lá os quatro espíritos governavam e então ordenou que o garoto anão ficasse na cidade e que um velório em nome de sua mãe fosse feito no dia seguinte. A partir daquele dia Pofotta viveu sozinho em Drohat, sendo cuidado por fadas e elfas que visitavam o garoto para levar comida e vestimenta. Pofotta dedicou-se aos estudos, tornou-se a pessoa mais sábia para Drohat e então foi convocado, depois de anos, para uma missão com mais quatro companheiros. Drohat havia lhe dado moradia e conforto, agora era a vez dele retribuir.
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