The Legend Of Shadow And Light
5 Wind Fate
Notas iniciais
Desculpa pelo tempo sem postar, agora vou tentar criar um ou dois capítulos por semana ^^
–- Capítulo 4 --
Wind Fate
A neve escorria por entre os galhos de uma árvore, que lentamente cedia e caía ao chão, espalhando suas folhas mortas por sua volta, que sumiam sendo engolidas pela neve.
O frio, que trazia mágoas e lembranças passadas, castigava a todos, rompendo lentamente suas esperanças.
No meio de todo aquelo branco frio, havia uma neblina. Não apenas uma neblina, mas uma chance. Uma ultima chance. Cores se fundiam e se partiam, girando em tona a longo de toda aquela neve, levando todo o sofrimento e libertando memórias perdidas.
Um garoto segurava-se as raízes de uma velha árvore, que com o tempo havia se retorcido em volta da grande montanha de neve abaixo dela, ficando com toda sua parte central caída a borda da montanha. O garoto olhava fixamente para a névoa, esperando que aquela chance desse certo, que tudo que havia acontecido valesse por algo.
Um clarão de luz explodia por entre a névoa, fazendo ela se mexer loucamente cada vez mais. Toda a neve parecia estar sendo sugada, tudo a sua volta parecia subir, trazendo destruição.
A montanha em que o garoto estava lentamente era puxada, fazendo a madeira da árvore ficar cada vez mais desgastada.
– Uma chance... — murmurava o garoto, levantando-se apoiado nas raízes, tentando ver melhor o que estava acontecendo.
A luz ficou negra. A neve sugada era agora repelida a todos os cantos, caindo e se espatifando. Algo preto estava empurrando toda a névoa para o lado, surgindo perante a escuridão. Toda a neve agora espalhada ao chão parecia estar sendo solidificada a gelo; um gelo cinza e áspero, que levantava-se cada vez mais.
– Não! — gritou o garoto, abaixando-se com pressa para pegar uma bolsa marrom ao seu lado
Uma parte da névoa foi arremessada para o lado, como se fosse sólida. Por onde ela tocava, tudo parecia secar, envelhecer. O gelo estava explodindo para todos os lados, as árvores subiam na direção da névoa e quebravam-se em um milhão de partes logo em seguida.
O óculos de proteção que o garoto usava explodiu, mandando pedaços de vidro por entre o topo da montanha. Soltando um grito, ele sentiu sua bolsa escorregar para o lado, ficando presa a alguma parte da montanha. Sem conseguir ver nada, pondo sua mão sobre a armação do óculos, o garoto se arremessou para direita, na direção de onde estava o tronco retorcido da árvore.
A montanha solidificada logo também explodia, subindo na direção da nevoa e se partindo cada vez mais.
Destruição e perda total.
– Qual seu nome? — perguntou o doutor, sentado a uma pequena cadeira circular, a frente de sua mesa.
O menino o olhava um pouco confuso, coçando sua cabeça. Soltando um pequeno suspiro, pôs sua mão sobre a mesa
– Por que eu estou aqui? — perguntou ainda sem entender
– Seu pai não podia cuidar de você, então mandou-o para ficar aqui — respondeu educadamente o psicólogo, chegando mais próximo a sua mesa — e já que eu me interessei por você, achei legal fazer umas perguntas
– Oh... — murmurou voltando suas costas a cadeira giratória, pondo suas mãos nos bolsos de seu agasalho — entendi
– Então, qual seu nome? — voltou a peguntar o doutor
– Wind — respondeu diretamente o menino, soltando outro suspiro
– Bem, o meu é Hoary — complementou o psicólogo, abrindo uma pequena gaveta de sua mesa — quantos anos você tem, Wind? — perguntou pegando um bloco de papel da gaveta, junto com uma caneta preta, logo a fechando e repousando novamente a sua cadeira
– 11... — respondeu com calma — bem, 12 se contar que hoje é meu aniversário — continuou, olhando com um sorriso gentil para Hoary
– Oh, é seu aniversário? — Hoary perguntou surpreso, devolvendo um sorriso a Wind
– É... — murmurou voltando seu olhar para baixo — mas é só mais um dia comum
– Ah, entendi... — disse com tristeza o doutor, repousando suas mãos sobre o braço da cadeira — bem, vou pegar algumas coisas aqui, se quiser ir dar uma explorada em quanto isso...
– Oh, claro! — exclamou entusiasmado Wind, voltando seu sorriso, e logo levantando-se da cadeira
– Só não vá se perder — brincou Hoary dando uma risada
– Hehe, pode deixar — então, logo se virando na direção da porta de saída, caminhou até lá abrindo a porta
Wind usava uma camisa vermelha, com um pequeno ratinho vestido de guerreiro estampado em branco no centro; também vestida um agasalho preto, com um bolso em cada lado. Usava jeans também pretas, com pequenos desgastes por sua superfície, e um tênis também preto, com sua ponta branca.
Ele tinha um cabelo ondulado marrom claro, com olhos cinzas que pareciam ser um pouco azulados. Um colar com uma pedra pontiaguda branca estava colocado em seu pescoço, balançando lentamente em quanto se mexia.
– O que se tem para fazer aqui...? — pensou em voz alta, alterando seu olhar por todo o lugar
Pessoas velhas estavam sentadas em cabines particulares, usando computadores antigos. Havia pilhas de papel pelo chão, e pó por todos os lados.
Olhando para o lado direito, Wind viu uma grande estante de aço, branca, fixada sobre a parede. Andando até lá, pôde ver uma espécie de motocicleta de trabalho, que servia para levar produtos pesados de um lado para o outro.
– Hum... — murmurou soltando um sorriso — parece interessante
Puxando com cuidado o veículo para seu lado, colocou seu pé sobre o pedal direito , logo ficando ao centro do veículo.
Então, apertando o guidão esquerdo, e empurrando com sua perna para pegar impulso, sentiu o veículo se mexer, e cair logo em seguida.
Saltando para o lado, sentiu o chão ao seu lado vibrar, fazendo um barulho de colisão ecoar por todo o lugar
– Ops... — sentindo sua pele ficar toda vermelha, coçou sua cabeça olhando para os velhos
Todos olhavam-o com um olhar de desaprovamento, balançando negativamente suas cabeças
Ainda com a mão na cabeça, abaixou-se para pegar o veículo, erguendo-o novamente
– Por que não funcionou...? — murmurou em quanto o erguia
Novamente colocando seu pé sobre o pedal, posicionou-se ao centro do veículo e apertou o guidão
Os pneus giravam loucamente, raspando no chão da sala
Olhando para o pneu direito, pôde ver uma bota preta de plástico prensada sobre a lateral do pneu, impossibilitando-o de se mexer.
– Você... — indagou bravo, erguendo sua perna direita
Dando um chute na bota, sentiu-a deslisar um pouco ao lado, porém continuava presa
– Oh, então é assim?
Soltando sua mão do volante, ergueu novamente sua perna, chutando novamente com força a bota de plástico
Uma rajada de vento o empurrou para trás quando a roda se soltou, mandando todo o peso do veículo para frente já que o guidão havia ficado preso pelo tanto de segura-lo
Girando por entre a barra de ferro, segurou o braço esquerdo com rapidez e dificuldade, fazendo o veículo mudar sua direção.
Escorregando sem querer por entre o pedal direito, percebeu que seu tênis direito havia sido arremessado para longe, ao veículo começar a se mexer
Com esforço, conseguiu finalmente apoiar-se sobre os dois guidões, colocando a mão sobre o freio; ou o lugar por onde devia estar o freio, pois havia apenas o guidão de velocidade ao lado direito. Olhando com medo para frente, viu uma pilha de papel gigante ao lado da cabine de um velho. Seu veículo movia-se para lá
– Droga! — gritou com medo segurando-se firmemente a barra de direção, tentando desesperadamente puxar o guidão de velocidade para trás
O pneu bateu sobre a grande pilha de papel, e sentindo o chão abaixo de si sumir Wind foi arremessado na direção de outra pilha de papel mais a frente
Com o veículo girando ao chão e todo o papel voando e caindo espalhado ao chão, a cabine do velho também caiu. Uma montanha de papel cobria a porta da cabine, e o velho batia desesperado na porta, gritando por ajuda
Empurrando a pilha de papel em cima de si para o lado, Wind apoiou-se sobre uma mesa de madeira ao seu lado, colocando a mão em sua cabeça novamente para checar se estava tudo bem
Uma velha senhora caminhava até ele, parando ao seu lado o olhando brava
– Han... você tem uma pá, ou algo do tipo? — perguntou com vergonha Wind — aquele velho vai morrer subterrado por papel se a resposta for não
– Wind, por aqui! — gritou um homem parado a frente de uma cabine maior
Virando-se para trás, Wind viu Hoary acenando para ele, dando risada
– Oh, bem, tenho que ir — disse Wind a senhora, levantando-se e batendo em suas vestes para tirar o pó — desculpa qualquer coisa
Então, correndo na direção de Hoary, entrou no escritório sentindo a porta bater atrás de si.
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