The Legend Of Floyd

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Minha primeira songfic, pessoal :)
Para quem não viu, é baseada na música Floyd, da banda Lynyrd Skynyrd.
Espero que gostem e até as notas finais!

Gadyer — 1872

A pequena cidade abrigava um cenário como de todas as outras da época: as típicas construções de madeira; o saloon sempre movimentado; as carruagens levando e trazendo estrangeiros; o xerife Boudreaux sempre sentado à frente de sua delegacia junto de seus fiéis amigos caninos; as pessoas acostumadas com suas vidas pacatas, acordando todos os dias para cuidar do centro comercial ou de suas fazendas...

Mas distante dali vivia um caçador solitário. Floyd ditava suas próprias leis e era um homem de bem, aventurando-se pelo pântano para conquistar sua própria comida. Gostava de polir sua espingarda enquanto admirava a imensidão vazia à sua frente. O silêncio era seu maior companheiro.

Quando pessoas passavam por ali, costumavam olhar para o homem com medo. Talvez por sua alta estatura: Floyd tinha um metro e oitenta. Ou seria por sua longa barba grisalha? Não havia como saber. Os únicos que não se importavam eram seus vizinhos – se é que podiam ser chamados assim à distância que moravam.

Quando em raras ocasiões o homem se cansava, preparava aguardente e ia até a cidade vende-la. Se fazia algo com o que ganhava ninguém sabia e, mesmo que guardasse, era estranho que não tivesse a quem deixar alguma herança.

Naquele dia Floyd resolvera ir até Gadyer vender a aguardente que terminara durante a manhã. Cavalgou lentamente, observando a paisagem à sua volta e assobiando uma canção. O habitual macacão surrado estava em seu corpo esguio, levava um chapéu na cabeça que lhe cobria os olhos e um sorriso perturbador estendia-se em seu rosto.

Já na cidade, as pessoas o olhavam com temor:

– Quem é esse afinal?

– Por que esconde os olhos?

– Seria um bandido?

A atenção atraída pelo homem atraiu também dois policiais, que resolveram vir a seu encontro. Mas se Floyd não gostava de regras, gostava muito menos daqueles cães da lei.

– Quem é você? – um policial indagou.

– Quem eu sou não interessa – respondeu já irritado.

– Interessa a nós, que somos da lei. Ousa mesmo nos desafiar?

O olhar que Floyd lançou, apenas os dois puderam ver, mas foi o suficiente para que quisessem correr. O homem não faria mal a ninguém, mas havia algo de errado em tudo que acontecia a seu redor, uma aura de tragédia.

Estranhamente, os dois policiais simplesmente sumiram de Gadyer. As pessoas assustadas lembravam diretamente do estranho que escondia os olhos e então cantavam Aye, aye, aye, aye hear the hound dogs moan / Aye, aye, aye, aye now that Floyd is long gone / And the creeper was a creepin' and the souls they were hollerin' / Singin' / Aye, aye, aye, aye, aye.

(Aye, aye, aye, aye, ouça o gemido dos cães de caça / Aye, aye, aye, aye, agora Floyd já está muito longe / Este sujeito era estranho e as almas estavam gritando / Cantando / Aye, aye, aye, aye, aye)

Mas não fazia diferença, ele já se aventurava pelo pântano, um sorriso demoníaco em seus lábios enquanto mirava suas presas.

Os homens do governo foram atrás do tal, mas o pântano possuía seus perigos, suas armadilhas. Um deles se afogou com a profundidade. Era impossível que o estranho assassino se escondesse por ali.

Enviaram então seus cães do inferno: as presas e garras longas e brilhantes; os olhos vermelhos injetados; seus pelos negros como a noite. Os cães encontraram Floyd, mas quando este os olhou, eles simplesmente correram para longe, gemendo e cantando, cantando uma canção de horror. How how how how how.

O xerife descobriu o que pôde sobre o estranho e foi até sua casa. Questionando os vizinhos, as coisas ficaram ainda mais estranhas.

– Deve ter sido comido por um crocodilo, o Floyd – dizia um.

– Ainda ouço sons estranhos vindos de sua casa – outro meio assustado completava.

A lua sempre brilhante estava cheia e amedrontadora. Qualquer um que a olhasse, sentia um frio percorrer a espinha e pensava ver a silhueta de um homem alto e esguio à distância. Porque a lua cantava, a lua cantava aye, aye, aye.

Nenhum ser vivo descobriu sobre o paradeiro do homem, mas até hoje os gemidos de almas são ouvidos, cantando sobre Floyd, a lenda de Gadyer. Cantando Aye, aye, aye, aye, hear the hound dogs moan / Aye, aye, aye, aye, now that Floyd is long gone / Aye, aye, aye, aye, now that Floyd is long gone / There's a full moon now / The moon was shinin' bright singing / Aye, aye, aye, aye, aye.

(Aye, aye, aye, aye, ouça o gemido dos cães de caça / Aye, aye, aye, aye, agora que Floyd está muito longe / Aye, aye, aye, aye, agora que Floyd está longe / Há uma lua cheia agora / A lua estava brilhando muito e cantando / Aye Aye Aye Aye Aye)

Mas Floyd, ah, Floyd está em casa. Cantando, polindo sua espingarda e gargalhando, gargalhando ao ouvir as lendas sobre si. Porque ele sempre foi apenas um homem comum.

Ou talvez nem tanto.

Notas finais
Floyd O.O huhaushau
O que acharam? Esperando opiniões, leitores lindos ;3
Beijinhos
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!