The Legacy of The Originals
6 Kidnapping part.1
Notas iniciais
Beacon Hills, 06hr31min
Um nó na garganta entalado. Era isso que Olivia sentia naquele momento. Desde que a garota loira havia despertado, o sentimento mútuo de confusão, desespero e choque trabalhavam juntos. Ela tinha apenas um objetivo: procurar um grimório. No ponto de vista de Olivia, não era um qualquer. E sim O Grimório.
Ela não sabia o que tinha de tão especial naquele pequeno livro, mais sentia uma enorme ligação como sentia com Hope. Essa era outra que perturbava a mente de Olivia. Nos últimos dias, a pequena Mikaelson não via Hope mais. Ela tinha apenas deixado uma pequena carta avisando que voltaria para sua cidade natal, New Orleans. Esse foi a primeira suspeita de Olivia de que algo estava errado.
Pelo pouco tempo que ela tinha passado com Hope, ela soube que a mesma odiava coisas antigas ou tradicionais. E mandar cartas, além de não ser o feitio dela, também era uma coisa antiga, o que fazia Hope repudiar não?
Olivia acordara cedo. Confusa, não sabia se ficava em casa ou se ia para outro lugar expandir as ideias. Ela estava totalmente perdida, tanto mentalmente quanto fisicamente. Então, pensando por um curto tempo, resolveu ir à escola. Fazia tempo que não aparecia lá, e ela ainda teria de terminar seus estudos.
Lentamente, levantou da cama bolando mentalmente em como entraria no quarto de sua “irmã” mais velha sem que a mesma percebesse. Davina tinha um sono muito leve, o que atrapalhava os planos de Olivia. Silenciosamente, a garota saíra de seu quarto e em pequenos e rápidos passos, chegou ao quarto de Davina. Dera um trabalhão na hora de abrir a porta, já que não poderia fazer um mínimo de barulho.
Mais se arrependera na mesma hora em que entrou. Sua irmã dormia serenamente e ao seu lado, estava o carinha que a salvou. O que ela não sabia, e que deixara a mesma surpresa e chocada, é que ela notava que eles já tinham uma certa intimidade. Deixou isso para lá, repetindo mentalmente que não devia esquecer-se de perguntar isso mais tarde. Logo, focou em sua missão mais ou menos suicida.
Procurou em todo o closet e cômodas de Davina sem fazer um mínimo de barulho, e se encostara a um pequeno espaço da parede entre duas estantes para descansar. Mais como a sorte nunca está a favor de Olivia, o quadro que lá continha no pedaço de parede caiu fazendo um estrondo. Rezou baixinho que isso não tivesse acordado Davina ou o rapaz que não sabia o nome e que a acompanhava.
Mais o choque fora maior. Havia um teclado com números, e Olivia analisara lentamente a fim de saber o que atrás do pequeno teclado, estava escondido. Logo, ela tentava loucamente descobrir a senha. Tentou várias vezes e escutara uma voz conhecida. Não era no mundo real que a voz a chamava e sim mentalmente.
Ela apenas ignorou e continuou a tentar senhas. Já estava louca o suficiente para dar bola a uma voz irritante de sua mente idiota.
E novamente a voz a incomodara. Ela não dera ouvidos e a cada vez que ignorava a voz, ficava pior. E de repente, ela se lembrou de um fato de suas memórias roubadas. Quando tinha seis anos, Davina lhe dera o grimório que ela tanto procurava. Olivia ainda pequena, não entendia o que estava acontecendo. Tinha raras dores de cabeças por causa das vozes que a perturbavam. E Davina lhe ensinara que não podia ignorar as vozes. Não antes de escutar o que elas queriam.
E Olivia se permitiu concentrar–se na voz que a incomodava agora. Era uma voz conhecida e que lhe trazia conforto. Ela lhe pedia ajuda. Olivia desesperada tentava se comunicar com a voz, mais não conseguia. Ela realmenteprecisava treinar sua magia. Engoliu em seco e pediu novamente ajuda a voz que a ajudasse a decifrar a senha. E por sorte, Olivia conseguira se comunicar. A voz não lhe dera a senha em si, mais dera pistas para encontrar. “a senha se resume em um sobrenome de seu ente querido e seu sobrenome verdadeiro.”
Olivia realmente ficara confusa. Ela sabia que seu nome era Olivia Claire. Era tinha plena certeza disso. Pediu novamente ajuda da voz. “lembre–se da primeira vez que usou seus poderes vocais. Lembre–se de uma pessoa em especial. Ela será o ponto chave tanto para a senha quanto para o nosso problema.”
Poderes vocais? Isso era brincadeira! Além de ser alguma coisa sobrenatural–desconhecida, ainda tinha essa depoderes? Ela riu secamente. A voz a lembrou novamente de que essa era a resposta. Tanto para resolver a senha, quanto para ajudar a voz. Olivia suspirou e se lembrou do dia em que conhecera Hope. Era isso!
Colocou a senha que achava que era, e mordendo os lábios terminou apertando o pequeno botão verde. E por um momento, ela achara que aquela não era a senha. E a porta se abrira, fazendo Olivia abrir a boca surpresa.
O bom da coisa, é que a porta não fazia o mínimo de barulho que fazia Olivia agradecer mentalmente por seu plano estar dando certo. Olhou tudo de boca aberta para a sala. Como Davina pôde esconder isso dela? Isso era uma sala secreta ou algo do tipo? A mesma indignada e um pouco chateada por Davina não ter a mostrado a sala para ela, deixou isso de mão. Não agora quando já estava no final do plano.
Foi em uma mesa cheias de livros e encontrou um separado. Olivia reconheceu a capa e sorriu orgulhosa de si mesma. Ela tinha encontrado o grimório. Ela o segurou firmemente e saiu da sala. Colocou a senha novamente e a porta se fechara. Tinha mais um passo para finalizar seu plano. Sair do quarto. Ela não sabia se Davina já tinha acordado, mais torcia para que isso não fosse verdade.
Suspirou e saiu do closet, olhando para a cama. Suspirou aliviada vendo que Davina ainda dormia com o bonitão de cabelos castanhos. Ela tinha de saber o nome dele e de chama–lo de carinha ou bonitão.
Ainda receosa de acordar Davina, deu passos silenciosos e mais rápidos. Arfou aliviada em missão cumprida após sair do quarto de sua irmã. Agora vinha a pior parte: ir para a escola. Não que fosse ruim – o que era – mais ela realmente não precisava encontrar pessoas conhecidas, vulgo seus amigos. Ou eles eram realmente amigos da mesma? Mesmo depois de ter mostrado que era uma aberração da natureza. Claro, um pouco exagerado. Mais isso se tratava de Olivia. Então sempre teria exagero no meio, ou um pouco de drama.
Entrou em seu quarto indo direto em direção ao banheiro. Tomou um banho rápido, já que estava um pouco atrasada e ainda tinha de passar em alguma cafeteria. Colocou uma roupa confortável e pegou bastante dinheiro, pois não sabia que horas iria voltar para casa. Arrumou sua mochila e pegou seu celular e o objeto mais importante naquele momento, o grimório.
Desceu as escadas e pegou as chaves de seu carro. Entrou no mesmo suspirando cansada tanto fisicamente quanto mentalmente, e partiu. Ligou seu GPS em uma cafeteria mais próxima. Estacionou e pegou apenas dinheiro e o grimório. De jeito algum, Olivia poderia se separar daquele misterioso livro de magia.
Saiu do carro segurando firmemente o precioso livro de magia em seus braços e adentrou a cafeteria. Rodeou os olhos atrás de uma mesa bem escondida e achou uma perfeita. Deu passos rápidos e sentou-se à mesa esperando ser atendida. Colocou cuidadosamente o livro na mesa como se fosse de vidro e abriu o livro engolindo em seco. Claro que ela estava nervosa. Da última vez que lera esse livro, ela quase matara alguém. Isso quando tinha seis anos de idade.
—– O que deseja? –– a voz do garçom soou nos ouvidos de Olivia.
—– Hm, um cappuccino e alguns muffins. –– pediu olhando atentamente o cardápio.
O garçom saiu e a menina finalmente poderia ler aquele livro pela segunda vez. Folheou a primeira página encontrando a única magia em que usara em toda sua vida. Ela ficou surpresa por entender tudo o que estava escrito nas folhas amareladas, pois o idioma que lá continha era o latim, a língua morta.
Folheou mais algumas páginas que considerava importante e murmurava baixinho para si mesma, alguns feitiços. Ela gravava cada um que achava que fosse útil para se proteger e proteger as pessoas em sua volta.
—– Até quando vai ficar fazendo esse joguinho hein?
Aquela voz soou como uma bela música para os ouvidos de Olivia. Aquela voz calma, suave e rouca, que fazia a garota se arrepiar da cabeça aos pés. Que trazia uma calma infinita para a mesma. Aquela voz que não ouvia a muito tempo.
—– Que joguinho? E do que você está falando? –– respondeu finalmente levantando a cabeça e encarando Isaac.
—– Está me ignorando! O que foi que eu fiz? –– ela engoliu em seco. Realmente, ela estava ignorando ele. Mais era para o bem dele, para sua segurança. –– Não vai me responder?
—– Isaac, eu estou fazendo isso por uma boa causa ok? Não quero que você se machuque por minha causa!
Ele riu sarcasticamente. –– Então é por isso? Sério? Olivia, se ainda não percebeu, eu sou uma criatura sobrenatural, então vivo bastante em perigo. E eu já até me acostumei.
—– Mais por suas razões! Não vou permitir que por minha causa, você ou o resto das pessoas maravilhosas que conheci se machuquem também. Então, o certo a fazer é ignorar vocês o que está sendo muito difícil. –– ela explodiu.
—– E sabe qual é a parte pior? –– ele indagou. –– Ficar sem falar com você!
Ela arfou surpresa. Ela não sabia que o garoto de olhos azuis na sua frente, pensava dessa forma. Isaac por outro lado, estava aliviado por ter jogado a limpo suas cartas sobre o que achava a respeito do afastamento da garota que lhe perturbava os pensamentos.
Ele realmente gostava dela. Preocupava-se bastante. Mais era ruim quando não se era correspondido. Até agora. Ele se surpreendeu ao saber que a garota se preocupava com ele o que era uma surpresa até mesmo para ele. Não era nenhuma novidade de que ele não tinha ninguém que se importassem, talvez seus amigos, mais outras pessoas que mal conhecia, não.
—– E que livro é esse? –– perguntou apontando para o grimório aberto.
Olivia arregalou os olhos e fechou o livro guardando rapidamente engolindo em seco. –– Nada! É só um livro emprestado que peguei de Davina.
Olivia era uma mentirosa nata. Só que o nervosismo daquele momento, deixou um pouco suspeito sua resposta. Logo, ela respirou aliviada ao ver o garçom trazendo seu pedido. Ela levantou rapidamente da mesa dando um rápido tchau para Isaac. Ela tentou usar sua velocidade sobrenatural como já tinha usado uma vez, mais parece que a sorte não estava ao seu favor.
Ela entrou em seu carro rapidamente, mais ao olhar o banco do passageiro, Isaac já estava lá sentado e mexendo no rádio a procura de alguma música. A garota bufou e ligou o carro partindo direto em direção à escola. Sabia que não seria fácil despachar a companhia de Isaac. Se ela fugisse, ele viria atrás.
—– Não vai falar nada, blondie?
Ela revirou os olhos. –– De que adiantaria? Você vai me perseguir mesmo.
—– Não é bem perseguir, mais sim não deixar você me ignorar! Um bom plano não?
—– Ótimo.
E o resto do caminho foi silencioso. Por um lado foi bom, já que Olivia planejava mentalmente em como fugir de Isaac sem que ele percebesse. Por outro lado foi ruim, pois ela odiava silêncio. O único barulho que tinha naquele momento era o rádio em que tocava uma musica eletrônica em um volume bem baixo.
Chegaram na escola e ela estacionou o carro em uma vaga próximo a um carro extremamente conhecido pela mesma. Ela já tinha visto ele em algum lugar, ela tinha certeza. De repente sua cabeça começara a doer. Ela instantaneamente levara a mão à testa a fim de tirar a dor.
—– Olivia? Está bem?
—– Humrum... Apenas uma dor chatinha.
Mais na verdade não era bem uma dor chatinha. Sempre que se sentia perseguida ou que achava que algo iria acontecer, Olivia sentia dor de cabeça. Era como um pequeno presságio do que viria por vim.
Separou–se de Isaac alegando que iria ao banheiro feminino. Só assim, pôde se separar dele pelo menos um momento sem ser grossa ou mal–educada. Se bem que sua companhia durante esses minutos aumentara bem o humor da nossa querida loirinha. Olhou–se no espelho e engoliu em seco.
Por algum motivo ela estava nervosa. Abriu a bolsa e observou o grimório, e mordeu o lábio ansiosa. Não faria mal ela matar apenas uma aula não? Olhou para o longo corredor, observando dos dois lados para ver se haveria alguém perambulando ainda, ou alguém da escola de alta autoridade.
Suspirou e andou até a biblioteca da escola. Sabia que tinha alguém por lá. Então fez um feitiço de invisibilidade para apenas alguns segundos. Só até passar pelo balcão em que ficava a bibliotecária, para ir em direção as mesas de estudos.
Abriu a porta lentamente, fechando em seguida torcendo para que não fizesse nenhum barulho que estragasse seu plano. Passou normalmente pelo balcão da biblioteca e chegou até a última mesa da biblioteca, onde poderia se esconder perfeitamente. Pegou o grimório e estudou todas as páginas amareladas. Alguns feitiços eram extremamente fáceis, mais alguns complicavam até a alma.
Curiosa até o extremo, ela queria saber da existência das bruxas. Em todos os livros em que lera, achara vários artigos de diferentes modos contados, mais de um mesmo assunto. Mais em todos os livros citavam as Bruxas de Salém.Eram apenas mitos. Mais Olivia vivia em um mito não? Era até um ser que fazia parte do mito. Então não tinha do que temer, já que não era a única por aí.
Ela pegara mais dois livros e sentara-se à mesa pronta para ler. Quando a dor de cabeça veio novamente. Olivia arfou nervosa e levantou, recitando um feitiço de barreira. Assim, ninguém entraria por ali. Pelo menos era isso que a garota esperava. Deu de costas para a barreira, quando sentiu se colidir com alguém. A pessoa na qual Olivia colidira, segurou sua boca fortemente para não a deixar gritar.
—– Se gritar, eu te mato sem piedade. –– sussurrou para Olivia.
Ele soltou a boca da mesma e a menina já preparada, usou toda a sua voz para gritar. Enquanto gritava, tudo tremia a sua volta. Não sabia quanto tempo passou gritando, mais foi tempo suficiente para pegar sua bolsa junto com o grimório e correr velozmente. Ela tinha de chegar o mais rápido até seu carro. Seu cabelo voava em câmera lenta, devido à velocidade constante. Mais aí, deu tudo errado.
Quando chegara à porta da escola, foi barrada por uma barreira invisível como fez na biblioteca. Mais essa barreira era diferente, pois queimava insuportavelmente.“Ah não! Isso agora não!”.
Olhou para baixo e viu um rastro enorme de pequenas pétalas arroxeadas. Olivia não sabia o que era aquilo, mais sabia o efeito daquela plantinha causava. Ela já estava ficando enfraquecida por conta do contato com aquela planta e tentou correr para outra saída.
Seu tempo era curto até chegar ao carro e avisar Davina de que estava sendo perseguida novamente. Afinal, o que eles queriam com ela? Olivia já estava cansada de ser saco de pancadas de alguém.
Infelizmente, todas as saídas estavam cobertas por aquela pequena planta. Sentiu–se ser puxada bruscamente pelo braço.
—– Ah é? Quer brincar a força loirinha? Bem que Amélia me avisou que você tinha uma voz baita poderosa! –– exclamou o moreno de olhos verdes.
—– Afinal como é seu nome? –– Olivia cuspiu as palavras.
—– Harry, gata. –– e deu uma piscadela. –– Desculpa mais eu terei de fazer isso.
E levantou a mão em direção à pequena planta na saída da porta e rapidamente, a pequena planta parara em suas mãos. “Telecinese, Olivia.” A garota desesperou–se e gritou quando a planta entrou em contato com seu rosto. A cada vez que ele passava a planta por seu rosto, a energia de Olivia se esvaía.
—– OLIVIA! –– a voz rouca de Isaac sobressaiu no cenário naquele momento.
Harry já adiantado da situação, apenas mexeu no bolso de seu casaco e tirou um pequeno pote de vidro, que dentro continha um pó azul. E ele jogou no ar, parando certeiro em Isaac, fazendo o lobisomem se curvar no chão sem ar. Olivia arregalou os olhos marejados e tentou se soltar inutilmente de Harry. Mais o garoto era mil vezes mais forte que Olivia.
—– Agora loirinha, você viu com que se mete em meu caminho. Entendeu?
E ele colocou as mãos no pescoço de Olivia, quebrando logo em seguida fazendo a pequena loirinha enxergar apenas a escuridão infinita.
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