The Legacy Is Lucy - HIATUS
1 Pilot
Notas iniciais
O despertador tocava, anunciando mais um dia chato de escola, levantei meio zonza, já estava no 3º ano, fim da tortura! Faculdade eu faria depois.
Fui para o banheiro olhar meu estado, pior que nem estava num estado deplorável, só com olheiras.
Joguei água no meu rosto, bufei e desci as escadas ainda com sono, havia dormido 4 ou 5 horas, passei a noite pesquisando, estou determinada a achar meu pai com ajuda ou sem de minha mãe, que não movia um músculo pra ajudar, sempre dizendo que eu não deveria o conhecer, que ele nos abandonou, mas seja quem for esse infeliz eu vou achar ele!
Cheguei na cozinha e estava tudo arrumado, como eu tinha deixado ontem de noite, minha mãe não costuma dormir até tarde, no caso essa hora ela já estaria tomando café pra ir pro hospital, ela é enfermeira.
Minha infância não foi das melhores, acordava ia pra escola, fazia meu almoço, arrumava a casa, fazia os deveres e esperava minha mãe chegar, mais já tinha que estar com o jantar pronto, ela era muito ocupada, foi assim que achei meu registro de adoção, e a confrontei isso não foi uma boa ideia porque ela acabou no hospital com baixa pressão e quase desmaiando ou fazendo as seninhas dela.
Isso não importa já descobri o nome do cara é Jill ou Jean ou Dean, uma coisa assim!
Ele é de Lawrence, e veio fazer alguma coisa aqui a alguns anos, encontrei o nome dele numa carta que ele havia escrito para ela, na carta o sobrenome era Hickham, o que é impossível porquê não havia ninguém com esse sobrenome na cidade ou nos condados.
Abri a geladeira dei uma olhada e a fechei, minha mãe me mataria se me visse agarrada na geladeira só pensando e gastando luz.
Achei melhor ir ver se ela tinha mesmo saído, subi as escadas, e fui em direção ao seu quarto, abri a porta e entrei a cama estava arrumada, e a janela aberta, com certeza ela saiu atrasada de novo e comeu em uma lanchonete qualquer mesmo.
Dei as costas fechando a porta mais ouvi um gemido vindo do banheiro.
–Mãe? -Perguntei abrindo a porta com cautela.
–Mãe! -Disse me ajoelhando do seu lado.
–Estou bem, deve ser alguma coisa que eu comi... — Ela falou, estava pálida e suava frio, seus olhos em volta estavam marcas de olheiras bem fundas e horríveis.
–Vem mãe te ajudo! -Disse puxando ela até o seu quarto e a colocando na cama.
–Você esta com febre pelo jeito... -Falei, peguei uma toalha de rosto no banheiro a molhei e levei até o quarto, coloquei a toalha de rosto em sua testa.
–Minha filhinha cresceu tanto, e eu nunca pude te acompanhar... -Falou sua expressão era de cansaço.
–Ta tudo bem mãe... -Disse forçando o sorriso.
–Eu nunca vou me perdoar, mas talvez possa fazer alguma coisa que preste... -Disse apontando para uma gaveta de sua escrivaninha — Abra a do meio, de baixo do pano que ganhei da tia Miilken, pegue uma agenda. -Falou enquanto tirava a toalha de rosto molhada de sua testa.
Assim fiz fui até a gaveta a abri e debaixo da toalha havia uma agenda.
–Me de! -Disse ela já ofegante.
A entreguei me sentando do seu lado, fazendo força ela abriu a agenda, ela lia os números com presa.
–108, 109, 110, 118, 124, 135. -Ela parou no 135- Pegue uma caneta... -Disse.
Peguei uma caneta que estava em cima da escrivaninha e a levei. Ela circulou um número de celular, com a caneta de cor azul.
–Aqui! Ligue para esse homem! -Ela falou me olhando.
–Por que? -Perguntei pegando a agenda e olhando o número.
–Ele é seu pai... -Falou fitando meus olhos, passou a mão em meu rosto e deu um suspiro calmo, sua respiração ficou calma... E num segundo seu corpo não pulsava mais sangue.
–Mãe? -Perguntei esperando uma resposta- Mãe... -Disse com a garganta seca.
Fechei seus olhos, enquanto deixava lagrimas imundarem meu rosto, limpei as mesmas e liguei para emergência.
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