Notas iniciais
Olá ;3

Eu havia o encontrado o cara que me abandonou seu olhar era de indagação eu o olhava com raiva mas ao mesmo tempo um sentimento eu queria o abraçar um abraço que nunca ganhei, mas não poderia meu orgulho e nem meu passado deixavam, vi ele o moreno se olharem.

– Como você tem o meu número? — Perguntou olhando a tela do celular.

Eu estava paralisada o olhando, então era ele, ele era o meu pai!

–Hey, não vai responder?! — Gritou.

Segurei as lagrimas, minha mãe não gostaria de me ver chorando pelo cara que ela tentou me proteger a vida toda.

– Ah, sim — Falei falei voz roca, havia uma bola em minha garganta — Você deixou na recepção na sua fixa e deixou cair, então anotei é tipo um hobbe. — Disse limpando as lagrimas, foi a desculpa mais esfarrapada possível!

– Conta outra! Você deve ser algum demônio imune a água benta! — Falou pegando uma arma.

– Como assim demônio? Vocês são que tipo de psicopatas? — Gritei me afastando e desviando da cova.

– Calma... — Disse o moreno esperando que me apresentasse.

– April! — Menti, falei apressando o passo enquanto eles faziam o mesmo ao meu encontro.

– Nós não vamos te machucar... Sou Sam, mas por quê estava nos seguindo? — Perguntou olhando para Dean como um sinal para abaixar a arma.

– Eu... eu não segui vocês... — Protestei e vendo que não viria nenhuma outra desculpa, corri, é isso foi idiota, mas eles queimaram um corpo! Fizeram eu me cortar, jogaram um treco em mim, e ainda estavam armados! Mas muito esperto de minha pessoa correr no cemitério tudo escuro eu sem lanternas e eles com duas, e claro quando eu corri os dois dispararam atrás de mim, ótimo! Como dizia minha mãe: "Se você não se mexer o cachorro não faz nada, agora se você correr, é pra correr!"

Acabei perdendo o equilíbrio ao pisar numa poça e cai dando tempo para Sam chegar e apontar a arma pra mim.

– Não atire! — Falei botando minhas mãos na frente como se isso me protegesse...

– Não vou, só quero saber quem... — Começou Sam mas Dean o interrompeu.

Dean chegou mirando a arma para mim ainda no chão.

– Quem são vocês? Maniacos, psicopatas, loucos ou... — Comecei mas o barulho do Dean destravando a arma me fez calar a boca.

– Não vamos repetir! — Falou grosso.

– Tudo bem, eu não estava seguindo vocês... — Falei então Dean levantou a arma agora parecia serio ele ia atirar.

– Não, não! Você não atiraria em sua filha! — Gritei o olhando, sua reação foi a mais inesperada, ele abaixou a arma e partiu pra cima de mim com uma faca.

– Dean! Dean! — Gritou Sam o tirando de cima de mim, o infeliz fez um corte profundo no meu rosto, eu gritei sentindo o sangue escorrer pelo meu rosto, fora perto do meu olho esquerdo

– Seu Cretino! — Falei em prantos, não queria chorar, segurei ao máximo, mas doía muito.

Me levantei com dificuldade, tirei minha blusa e a pressionei contra o corte, minha mochila estava detonada.

– Você acha que é quem Dean?! Me diz que tipo de homem você é que parte pra cima de uma garota com uma faca! — Eu gritava entre soluços, os tão esperados soluços quando visse o desgraçado, quando ficasse face a face com ele.

– Cala a boca sua vadia! — Disse irritado, segurando a faca com raiva.

– Dean! Calma... — Resmungou Sam.

– Calma Sam? Ela vem aqui dizendo que é minha filha! Esse monstro merece morrer só por usar nosso sobrenome! Quem é você? — Gritou dessa vez falando comigo.

– Quer saber quem eu sou, sou uma idiota estupida, que pensei que meu pai, que ME ABANDONOU ia querer saber de mim, sabe quem eu sou Dean? Eu sou Lucy Revend filha de Jane Ravend, se lembra agora? —
Quando falei o nome da minha falecida mãe, ele congelou tirou aquela cara de idiota que estava, fitou o chão por alguns segundos e depois voltou a me encarar.

– Você é filha da Jane? — Perguntou, pude ver seu arrependimento.

– Sou, que bom que se lembra... Lembra de ter nos abandonado também Dean? — Perguntei irônica, o que soou um sarcasmo que não conhecia. Ele engoliu em seco.

– Jane... Não me disse que estava gravida. — Falou me olhando nos olhos, Sam me encarava.

– Não te disse... Essa é boa, dizer o que Dean? Você sumiu no dia seguinte, ela não conseguia contato com seu celular, você desapareceu da face da terra! Depois dos 3 meses, os pais dela expulsaram ela de casa! Ela me criou sozinha Dean! — Gritei lhe dando as costas — E não ousem me seguir. — Falei chorando, aquela conversa havia me feito lembrar de minha mãe, não que eu não gostasse mas certas coisas, machucam.

Entrei na picape e voltei para o hotel, me joguei na cama chorando, meu rosto doía, meu braço doía, mas um sentimento ruim bateu em mim, tristeza, culpa, arrependimento, peguei meu MP3 e coloquei a musica que minha mãe cantava pra mim dormir. (Across The Universe).

Resolvi tomar um banho, fiquei muito tempo em baixo do chuveiro, sai enrolada numa toalha, botei um pijama.

Abri o bolso da mochila e tirei a lamina, a olhei e mordi meus lábios com força fui pra frente do espelho, me olhava como se pudesse ver além do espelho, do meu reflexo.

Puxei a manga da blusa e passei a gilete com força o que doeu muito e abriu um corte profundo, mas não o suficiente para atingir a veia.

– Isso não vai resolver... — Suspirei pegando o estojo e tirando o estilete.

Peguei uns remédios dentro da minha bolsa, remédios para dor de cabeça, alguns para febre, no vidro deveria ter uns 20 em cada um, os abri e joguei em cima da cama, peguei um pouco e coloquei água com dificuldade meus pulsos latejavam, já me sentia um pouco tonta, comecei a engolir de cinco em cinco e tomando pequenos goles de água.

Peguei uma tesoura a forcei contra a veia do pulso, e puxei a lamina, a veia foi rompida e o sangue saia em grande proporções.

Jamais tiraria minha vida, mais eu não tenho mais vida, minha família morreu, minha mãe morreu! Nada existia para mim. Haviam algumas cicatrizes eram antigas de quando eu tinha 12 anos, foi uma época difícil...