The Last of Us
1 Prólogo
Notas iniciais
Aquele escabroso vírus já havia infectado muitos países, apenas algumas nações estavam livres daquela epidemia. Por enquanto. Milhares de pessoas já haviam sido dizimadas pelo abominável vírus EQ-6, um vírus nunca visto antes pela ciência de rápida infecção e propagação. Uma vez infectado, o indivíduo passava por estágios até atingir completamente a morte. Do primeiro ao quarto estágio, o indivíduo é transformado em um morto-vivo, infectado pelo vírus, o atual ser possui uma fome insaciável de carne humana. Qualquer ser vivo mordido por um infectado, torna-se um deles em questão de dias. 1/3 da população já havia morrido infectada, enquanto os outros 2/3 estavam distribuídos pelo mundo onde a grande maioria é composta por infectados e aqueles que procuram incessantemente uma cura ou simplesmente aguardam seu doloroso fim. Nesta situação, o caos pairava sobre o mundo, principalmente no continente europeu.
Nas ruas de Madri rondava o exército espanhol, pelo menos aqueles que haviam sobrado. Descendo uma travessa quieta vinha um homem de cabelos cor de chocolate, olhos cor de esmeralda e pele radiante, protegido pelo uniforme e equipamento militar, que realçava seus músculos.
"Nada tem sido o mesmo desde que isso começou..." Disse o rapaz. Ele sentia falta das crianças que corriam brincando e rindo pela rua, das pessoas caminhando felizes, dos pássaros cantando. Nada era o mesmo desde que a epidemia havia chegado em seu país. O moreno atendia pelo nome de Antonio. Antonio Fernandez Carriedo, um jovem de 25 anos alegre e gentil, porém já aclamado pelo exército espanhol apesar de sua pouca idade. O rapaz já havia servido quando completara a maioridade, porém, desde que a epidemia começou a espalhar-se pela Europa, muitos exércitos de diversas nações ficaram alarmados e convocaram a população para servir.
O vírus já havia infectado Espanha, Itália, Portugal, Inglaterra, os países baixos, Bálticos e até mesmo a Alemanha, onde viviam Gilbert e Ludwig Beilschmidt, respectivamente melhor amigo e irmão do melhor amigo de Antonio. Ludwig havia conseguido fugir do país com alguns membros do exército alemão. Infelizmente, o melhor amigo do espanhol não havia tido a mesma forma. Boatos afirmavam que o rapaz havia sido infectado e deixado para trás.
Antonio balançou sua cabeça tentando afastar aqueles pensamentos. Pensar em seu melhor amigo sucumbindo à um vírus que dizimou 1/3 da população e que provavelmente dizimaria o resto doía.
O moreno escutou um barulho o qual já estava muito acostumado a ouvir. Era um infectado a procura de alimento, e parecia ter percebido o espanhol. Exaltado, o infectado aproximou-se faminto do rapaz e, no mesmo segundo, teve seu cérebro estourado pela arma do moreno.
'Não existe uma cura para essa doença, continuamos, dia após dia, a matar esses infectados que tentam se alimentar de nós. Estamos apenas prolongando o inevitável. A humanidade está danada a sucumbir à esta peste.' As palavras ecoavam na mente de Antônio enquanto ele continuava a rondar pelas inertes ruas de Madri.
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