Notas iniciais
A gente tarda, mas não falha. Pensei que quando entrasse nas férias eu conseguiria descansar, mas não, esse final de semana foi muito corrido, começando na sexta que joguei basquete dia inteiro e não terminei o capítulo, sábado tive churrasco de formatura e dormi fora e domingo tive cinema e voltei tarde pra casa, tudo contra mim, mas terminei após mais de 10 dias. Peço desculpas pela demora.

Dia 01 — Pedro.

O brasileiro Pedro de Almeida estava olhando o mar de cima de uma montanha. Querendo ou não, era uma vista linda, isso deixava a situação um pouco engraçada. Pensou em pular e tentar sobreviver, mas ele sabia que morreria. E mesmo que conseguisse nadar, aquele mar era perigoso. Ao lado de Pedro, havia uma placa, avisando perigo de tubarões. Era difícil acreditar, mas aquele lugar era realmente perigoso.

'' Que lugar é esse...? É impossível existir algo tão perigoso. Será que juntaram animais de diversos lugares? '' Pedro não sabia como tudo aquilo era possível, mas era tudo um pesadelo para o menino.

Ele sabia que também possuía animais selvagens por lá. Enquanto andava até encontrar a montanha, ele viu pegadas de animais grandes, mas ele não fazia de qual era. Tudo era perigoso. Todos eram seus inimigos.

Pedro não fazia ideia do horário no momento, imaginou ser mais ou menos 14h. Decidiu sair dali. Era muito perigoso ficar em um lugar aberto, ele estava exposto ao perigo.

Voltando para a floresta, ele brincava com a sua faca. Odiava aquela arma inicial e sua maior dificuldade era sobreviver no começo.

Enquanto andava pela floresta, foi pego pelo susto. Um barulho de uma cobra, ele deu um grito de leve e virou, vendo uma cobra, era uma cobra coral. Ele decidiu não arriscar, seu conhecimento por cobras era 0. Apenas acelerou o passo, ignorando-a. Quando se viu, não sabia em que parte estava.

'' Ah cara, aonde é isso? Me descuidei. '' Pedro pensou, ele ficou desesperado pelo fato de ter medo de qualquer tipo de cobra.

– Posso ajudar? — Era a voz de um homem velho, Pedro olhou para o lado e viu um homem que provavelmente era o mais velho dali. Era o sueco Aaron Johnsson. Pedro olhou para as mãos do homem. Ele segurava uma faca.

– Wow! Calma, não quero guerra. — Pedro sorriu, mostrando a sua faca. — Mas se for o que você quer, um de nós conhecerá Deus mais cedo.

– Ou o Lúcifer. — Aaron riu de leve e começou a correr em direção ao brasileiro, que estava com os olhos focado no sueco.

Aaron tentou acertar a faca no peito de Pedro, mas ele desviou para o lado com facilidade, ele deu um chute nas costas do homem que caiu no chão, segurando-o pela camiseta, Pedro cochichou nos seus ouvidos:

– Fora daqui, eu praticava Judô, Karatê e Taekwondo. Eu era um dos melhores. Você está perdido. — Pedro riu. — Eu não queria fazer isso, mas... Você que procurou guerra. Não se preocupe, você pôde ser o melhor da Suécia. — A faca na mão de Pedro atravessou Aaron. O sangue jorrava. Pedro retirou a faca e enfiou novamente dentro de Aaron. Todo o sangue saía de Aaron e um pouco de sangue jorrou na blusa de Pedro.

Mal ele percebeu, mas ele sorria. Vendo o que tinha feito, fechou o sorriso. Ele havia matado uma pessoa. Estava cedendo o seu lado humano para um jogo maluco como aquele.

O mínimo que pôde fazer pelo seu inimigo falecido, que também havia cedido o seu lado humano para o jogo, foi fechar seus olhos.

– Apesar de tudo, agora você parece estar apenas dormindo. — O brasileiro disse com calma. — Te vejo no Inferno, meu amigo. — Pegou a faca do jogador sueco e saiu daquele lugar. O cheiro de sangue estava forte.

Dia 01 — Alice.

Já longe das áreas rochosas, Alice percebeu algo estranho. Enquanto andava em direção à floresta (Aonde provavelmente teria mais gente e era o que ela queria), ouviu o barulho de um helicóptero.

'' O que é isso? '' Ela pensou por um momento. ''Ou vieram nos resgatar, o que é impossível, ou alguém morreu e vieram disponibilizar armas, já que seria o único jeito '', a inteligência de Alice era visível, a sua segunda ideia era a certa. O único jeito de novas armas aparecerem, era com helicópteros para mandarem, após a morte de alguém.

Um helicóptero que estava por perto derrubou algo e Alice começou a acelerar o passo para ver o que era e chegar primeiro ao local. E realmente foi. Dentro da carga, ela viu uma arma de choque.

Alice não gostava muito de arma de choque, mas já era uma vantagem para ela, até ela conseguir se aproximar de alguma casa abandonada perto das florestas, o que era longe para ela ainda. Andar de dia era mais seguro, mas era mais fácil de ela ser vista, então preferia de noite, mas se arriscou dessa vez e valeu a pena.

Dia 01 — Wesley.

De outro lugar, um menino assustado corria. Ele também havia ouvido o barulho do helicóptero e achou que era um resgate, já que no jogo virtual, as armas simplesmente apareciam em alguns lugares, sem nenhum aviso (O que fazia com que os jogadores tivessem que prestar o dobro de atenção). Era o inglês Wesley, que mesmo sem faca, estava fazendo o impossível para encontrar algo.

Ao se aproximar do lugar aonde viu o helicóptero soltar algo, estava uma caixa fácil de abrir, mas ainda fechada. Com cautela, olhou pelos lados e correu em direção a caixa, logo abrindo-a. Havia um isqueiro. Apenas com o isqueiro, Wesley não conseguiria fazer nada. Era uma arma inútil para todo o começo, como sempre é, pelo fato de ser a primeira morte.

'' Quem será que morreu? '' Wesley se perguntou mentalmente. Ele não lembrava de todos ainda, mas havia um que não esqueceria, nem em seus pesadelos. Makoto. Lembrou dele e ficou parado por um tempo, não conseguia se mexer, pelo medo de reencontrá-lo. Ao conseguir, percebeu estar muito exposto e se escondeu novamente, mas com o isqueiro. Ele tinha que usar da sua inteligência para conseguir utilizar bem a sua arma. E a sua maior qualidade era a sua inteligência e a sua estratégia.

Dia 01 — Raul e Isabela.

O último barulho do helicóptero foi perto do francês Raul e da canadense Isabela.

– Ouviu isso? — Raul perguntou, Isabela concordou com a cabeça. — Eu vou olhar o que é. Fique aqui.

– Certo, tome cuidado. — Isabela ainda estava machucada e mancava para andar, mas já podia falar normalmente e sentia menos dores.

Raul andava com calma, enquanto segurava a sua faca. Torcia para ser alimentos, mas sabia que as chances eram mínimas. Ao chegar no local, viu uma caixa de madeira já aberta. Com cuidado, se aproximou e viu se tinha algo dentro da caixa, mas já estava vazia. No mesmo momento em que olhou, algo foi jogado para perto dele. Deu tempo do francês olhar, era uma granada de fumaça.

Sem tempo para fugir, ele começou a tossir e sua visão ficou fraca. Apenas ouvia passos. Ouviu a respiração de uma pessoa, ela estava atrás dele. Raul percebeu isso e se abaixou, talvez tenha evitado um golpe ou uma facada fatal.

'' Estou em um teste aonde é matar ou morrer.Só posso confiar na minha audição. As granadas de fumaça no jogo duram 2 minutos, tenho que sobreviver por 2 minutos e depois posso ficar de igual para igual com seja lá quem for. '' pensou Raul. Raul era capaz de se manter calmo nas situações mais complicadas.

Novamente ouviu uma respiração, mais perto dele ainda. Dessa vez não foi rápido o suficiente e sentiu a faca acertar a sua perna. Deu um grito alto, como em um filme quando o personagem principal é torturado pelo vilão.

Mais uma respiração, dessa vez à sua frente. Seu adversário era rápido, mas dessa vez o francês foi mais ainda e desviou para o lado, viu a faca passar por onde seu corpo estava há um segundo atrás. A fumaça foi diminuindo e viu uma menina correndo para longe. Ele não sabia quem era, estava ruim de ver.

Dia 01 — Luna.

A menina era a espanhola Luna. Após correr muito, viu que estava salva. Mas seu maior objetivo havia falhado. Não conseguiu se livrar de Raul, ela estava decepcionada consigo mesma. Ainda restava duas granadas de fumaça, na caixa de madeira, havia apenas três. Nas próximas duas, ela não poderia falhar.

Ela lembrou do seu último dia, quando estava partindo da Espanha. Naquele dia, ela se despediu da família e do melhor amigo, na qual gostava fazia anos.

'' Ei,Ramon... '' Ela pensou no amigo. Ela chorou um pouco, em silêncio para não ser ouvida. '' Será que é algo ruim sentir saudades de alguém e medo de nunca mais vê-la? '' Se encostando sobre uma árvore, seus pensamentos pararam ali naquele momento. Seu melhor amigo que dava forças para ela continuar, não estava ali. E pior, talvez ela nunca mais pudesse vê-lo.

Quando uma pessoa está com medo, ela só consegue pensar em coisas assustadoras e era o caso da Luna naquele momento. A menina nunca aproveitou a sua vida ao máximo, ela era apenas uma que vivia por viver.

Dia 01 — Min Young.

O céu já estava escuro e a coreana Min Young estava cansada, mas ela sabia que não podia dormir. Se dormisse e algum inimigo a visse, as chances dela morrer eram grandes. Andando pela floresta, ela encontrou uma pequena cabana. As janelas estavam quebradas e a porta em um péssimo estado. Era provavelmente uma armadilha.

Mas e se dentro da cabana, tivesse algo de importante? Ela decidiu se arriscar, Min Young seguia um lema: '' Prefiro me arriscar e me arrepender, do que não arriscar e me arrepender ''. E foi com essa frase em sua mente, que ela se arriscou, entrando na cabana. Abriu a porta com delicadeza e olhou o redor do local. Não tinha ninguém e o lugar não aparentava ter sido encontrado por ninguém.

'' Esse lugar... Foi preparado para um jogo. '' Min Young concluiu nos seus pensamentos. Vasculhando a cabana, não encontrou nada demais, fora um papel, que estava escondido, embaixo de uma mesa.

O papel dizia '' Sala de controle ''. A menina não entendeu. Olhou ao redor novamente, procurando algo, principalmente pelo teto. E então foi surpreendida ao encontrar uma pequena luz vermelha. Estavam sendo monitorados.

Com aquele papel em que encontrou, tampou a luz vermelha e decidiu que estava na hora de encontrar um lugar seguro para descansar. Chegando de noite, muitos iriam parar para descansar, pelo dia cansativo.

Dia 01 — Makoto.

Era noite, que para Makoto, era o melhor momento para agir e procurar lugares novos. Com uma faca na mão direita, outra presa a sua calça e uma lanterna na mão esquerda, que no momento estava desligada para economizar pilha e também não chamar atenção.

Andava com passos lentos, para evitar o barulho do meio da floresta, mas sua tranqüilidade acabou, ao ouvir um choro. Indo em direção ao choro e com a faca na mão, Makoto viu um garoto e virou-o para si próprio com rapidez. Era o brasileiro Pedro de Almeida.

– Ei, o que aconteceu? — Makoto perguntou, se sentando ao lado de Pedro.

– Fui eu... — O rapaz dizia em voz baixa, quase como um sussurro, aonde pouco a pouco, a sua voz se elevava. — Foi sem querer, por defesa própria. Não sei o que aconteceu comigo, mas ele tentou me atacar. Então... Eu matei ele.

Para Makoto, que ainda estava meio confuso, as peças do quebra-cabeça começavam a se juntar. O barulho do helicópteros significava a morte de alguém. Mas quem será? Ele não sabia, mas tinha o assassino da vítima a sua frente e poderia matá-lo se quiser. Mas será que era o certo? O jogador parecia estar fora de si.

– Matar aqui não é errado. Não quando é preciso. A pergunta é: O que você quer? Entrar no jogo e cair na armadilha do pensamento de que matar é certo e que o único jeito de sair daqui, é nos tornarmos psicopatas ou morreremos? Ou parar o jogo e mostrar ao dono disso, que todos possuem o seu lado humano, na qual podemos não querer jogar e sim sair com todos vivos? Se isso é o Inferno, temos que sair daqui juntos. — Após ouvir isso, Pedro começou a se controlar e olhou para o japonês, que estava com a mão estendida. — Eu sou Makoto, do Japão. Junte-se a mim. Vamos vencer os nossos inimigos, que são: O medo, a maldade e a dor.

O brasileiro sorriu e segurou a mão de Makoto.

– Meu nome é Pedro, do Brasil. Não sei o que se passa na minha cabeça agora, mas quero me juntar a você. Quero mostrar que estou arrependido.

– É ótimo te conhecer. Vamos mudar tudo.

Na realidade, Makoto pensava outras coisas naquele mesmo momento. '' Ele está sofrendo de dupla personalidade. Para ajudá-lo, o melhor a se fazer é mostrar que este jogo está errado. Não irei jogar contra os bons, apenas contra os maus. Estou entre 8 pessoas que passaram suas tardes atrás de um computador, aonde matavam pessoas e aprendiam essa experiência na vida real. É quase certeza que serei inimigo de todos, mas enquanto eu puder evitar isso, irei mudar ao menos um. Nascemos para cuidar dos outros e não para matá-los. ''.

A conversa daquele momento foi interrompida, com uma voz alta, parecendo passar por toda a ilha.

– Primeiro dia finalizado, vocês lutaram bem. Pena que nem todos conseguiram se salvar, temos o primeiro morto: Aaron Johnsson, da Suécia. Ele lutou bem, mas... Não tanto quanto os outros. Continuem lutando e lembrem-se: Se querem ver novamente a família e os amigos, terão que se matar. — Era a voz do homem mascarado. Aquela voz destruía Makoto por dentro.

– Não ouça. — O rapaz sorriu para Pedro. — Ele é apenas um mentiroso. Sempre tem uma maneira. Apenas ignore-o e vamos ser aliados.

– Certo. — Pedro concordou, mas também tinha outros pensamentos.

'' Eu preciso sair daqui para rever todos. Meu pai nos abandonou e minha mãe está sozinha agora, não posso morrer. Se ela ficar sozinha, nada fará sentido para ela. Ela irá morrer sozinha. Me desculpe, Makoto. Só posso te ajudar enquanto muitas pessoas ainda estão vivas. ''

Notas finais
Mudei o modo de narração um pouco, falaram que a maneira que mudava o personagem narrado era muito rápida, então comecei a deixar. Dia 01 - Fulano. Obrigado por lerem até aqui, até mais.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.