The Last Survivor - Interativa
8 Corrente de ódio.
Notas iniciais
Sakichi POV — Day 7.
Acordei um pouco tarde, talvez por ter dormido muito tarde, mas acordei da pior maneira possível. Ouvindo tiros de onde morava Juan, me arrumei e comecei a ir para o abrigo dele, para checar o que era, indo com cuidado, para ter certeza que não tinha ninguém por perto.
Apesar de Juan saber se virar, decidi ver como ele estava.O caminho dessa vez parecia bem mais longo do que da ultima vez, apesar de a ultima vez eu ter ido andando e agora eu estava indo correndo.
Chegando mais perto, os tiros continuavam, mas de repente, o silêncio tomou conta do local, talvez a luta estivesse acabado, entrei no abrigo do Juan com calma, ao chegar, vi o corpo do próprio caído ao chão.
– Juan! Quem fez isso...? — Perguntei, ele estendeu o braço para mim.
– Não sei como ele me descobriu, mas, acho que essas serão as minhas ultimas palavras.
– Ele? Quem foi? — Perguntei novamente, ele sangrava muito, tentava estampar o sangramento, mas não adiantava.
– O americano... Ele estava atrás de você. Vá até o final do abrigo, tem uma gaveta, abra a gaveta, tem uma arma e munição. Ganhe o jogo. Você consegue. — Ele sorriu para mim. — Você é um cara incrível. Mas, me escute... Não tenha ódio do americano. Se você tiver ódio dele, alguém terá ódio de você e isso tudo irá se tornar uma corrente de ódio, algo horrível. Não se renda para este lado!
– Você morreu por minha culpa. — Algumas lágrimas escorreram do meu rosto.
– Apenas jogue, não pense assim. — Seus olhos fecharam lentamente, ele estava morto.
Finn havia indo embora, revistei todo o abrigo, ele não estava mais lá, peguei a arma, que era um revólver, como Juan me disse, com muita munição, talvez para o jogo inteiro e a guardei comigo. Ele lutou por mim, mas ele pediu para eu não ter ódio.
Juan foi a primeira pessoa que tive uma relação forte no jogo, ele era um grande amigo, que morreu com um sorriso no rosto. Finn estava querendo me matar, mas por qual motivo? Eu não sabia.
Makena POV — Day 7.
Logo de manhã, o menino que andava se escondendo havia indo embora daquele abrigo, não sabia para aonde ele teria ido, mas eu iria atrás dele, porque ele era o meu foco atual. Talvez por ele parecer ser mais fraco ou algo do tipo, mas ele ainda deve ser muito forte, provavelmente ele tem uma estratégia interessante ainda.
Ainda cedo, comecei a procurá-lo antes que anoitecesse e a busca ficasse perigosa.
Sophia POV — Day 7.
Ao acordar, percebi que Isabela já estava acordada, ela estava ao meu lado, me observando enquanto eu estava dormindo.
– Você ainda não confia em mim, né? — Perguntei.
– Pois é. Só com um tempo mesmo. — Ela me respondeu, trocando o olhar para o céu, mas eu não queria fazer mal nenhum a ela, mesmo por ter deixado-a sozinha a ultima vez, eu estava pronta para ajudá-la até o final.
– Pode confiar em mim. Estou arrependida desde a ultima vez e acho que devemos nos unir para eliminá-la. Ela tentou nos matar. — Expliquei para ela que o nosso alvo era Makena.
– Ela devia ter seus motivos, não? — Isabela era muito diferente de outras pessoas. Ela sempre pensava que a pessoa poderia ter seus motivos, que ela podia ser boa ou que ela podia ter se enganado, mas nunca pensa no negativo. Mas comigo ela estava assim, porque não ajudei-a.
– É, você está certa. — Foi a única resposta em que pensei. — Você é incrível na hora de defender as pessoas, né?
– Acho que sim. — Ela respondeu e logo ficou em silêncio, sem falar mais nada.
Finn POV- Day 7 (Antes da morte de Juan).
Ao entrar em um abrigo estranho, logo ouvi tiros e ao entrar dentro, encontrei vários móveis do abrigo quebrado e uma pessoa no chão, que havia tomado um tiro na barriga, o sangue era muito, ela morreria.
– Você fez isso sozinho? — Perguntei.
– Esse jogo... É muita pressão! Saia daqui, um amigo está vindo para cá, ele vai querer te matar! — O menino me respondeu.
– Certo. Eu sinto muito pela sua morte. Mas desistir é o pior tipo de morte, pois você será um covarde para o resto da sua vida. — Fui em direção a porta do abrigo, não valia a pena salvá-lo, ele já estava morto, ele cometeu suicídio.
Acredito que cerca de 3 pessoas já haviam morrido: O arqueiro, este menino e talvez até mais um ou uma. Havia alguém se aproximando do abrigo, logo corri para o lado oposto em que essa pessoa estava vindo, nem se quer sabia quem era.
Luna POV — Day 7.
Desde quando matei aquele arqueiro, não aconteceu mais nada de interessante, apenas me escondia, sabendo que aquele Finn poderia estar atrás de mim, querendo vingar o seu aliado. Logo de manhã, havia ouvido tiros, fiquei com medo de olhar o local, mas acho que nesse horário já dava para saber quem havia morrido. É sempre bom manter informações.
Encontrei o local de onde eu havia ouvido tiros, entrei nele com cuidado, tendo certeza que não tinha ninguém ali, ao entrar, vi uma pessoa jogada ao chão e uma pessoa segurando uma pá, que estava bem antiga, provavelmente era do abrigo.
– Você... O matou com essa pá? — Perguntei.
– Não, foi o americano... Eu irei enterrá-lo, para ele poder descansar em paz. — Logo consegui ver quem era, era Sakichi. — Ei, espera, você é a da Espanha, não?
– Sim. Ainda bem que você ainda está vivo! O americano está querendo te matar! Ele tinha uma aliança com o arqueiro, que morreu. — Expliquei para ele a situação.
– Entendo, o alvo deles sou eu. Obrigado por me falar. — Ele levou a pá para fora e começou a cavar, em uma parte o chão que era feita de terra.
– Espera. — Impedi ele.
– O que foi?
– Vamos nos juntar! Para eliminar o americano! Ele causou muitas coisas ruins para nós, não? — Ele me olhou com uma cara de desprezo, acho que havia falado algo errado.
– Me falaram para nunca me vingar de ninguém, porque alguém me odiaria e eu ficaria em uma corrente de ódio. — Logo a cara de desprezo dele mudou para um sorriso. — Peço desculpas por não poder ajudá-la.
Ele continuou cavando, mas de repente parou, ele olhava o buraco que havia cavado e quando eu olhei, havia ossos dentro, pareciam ser de humanos.
– O que isso significa? — Ele perguntou, ele parecia estar muito surpreso, assim como eu também estava.
– Este não é o primeiro jogo? — Perguntei.
– As informações diziam que sim, mas... — Ele se ajoelhou no chão. — Eu preciso pensar. Vou terminar de enterrá-lo para ele descansar em paz e irei pensar sobre as alternativas.
– Eu vou te ajudar. Não posso ficar sozinha, está tendo muitas duplas, eu preciso de uma também! — Falei para ele.
– Então vamos fazer assim, você me usa como sua dupla e em troca, nenhum de nós nos matamos, tudo bem? — Ele me perguntou.
– Sim. — Eu respondi.
Fale com o autor