The Last Storm (A Última Tempestade)
42 Capítulo 42 - Um Pouco De Frio
Notas iniciais
Tudo bem com vcs?
Perdão pela demora mas eu estive doente... Começo de pneumonia :(
Ontem voltei a ativa e hoje... segue mais um cap... eles realmente não estão mto longos masssss ou é assim ou eu demoro pra postar... Reescrevo quinhentas vezes =/
Beijos e comentemmmmmmmmmmm
Eu estava em um jardim escuro. Mesmo com a minha facilidade em enxergar na escuridão, não consegui disfarçar minha frustração, em tentar aumentar minha visibilidade. Árvores gigantescas, tornavam o aspecto daquele lugar ainda mais aterrorizante. Algo muito familiar me cercava, embora eu não fizesse idéia do que exatamente. Meus pés descalços, faziam barulho ao passar sobre a grama úmida do chão. Notei minha roupa e vi cortes e sinais de luta por toda parte. Meu joelho esquerdo sangrava um pouco, fazendo com que um protesto de dor, escapasse por meus lábios. Não havia ninguém ali e mesmo assim, a sensação de que eu estava sendo observada, estava me transtornando.
Quando alcancei uma clareira coberta de damas da noite, escutei um choro vindo de longe. Forcei meus ouvidos a trabalharem com mais clareza e foi ai que vi uma sombra próxima de mim. Caminhei em direção a ela, da melhor forma que pude, evitando trombar nas árvores defeituosas. Quando estava próximo o suficiente notei que a sombra, parava de se mover. Dei alguns passos vacilantes em sua direção com medo de que começasse a correr novamente. E foi ai que notei que se tratava de alguém, vestindo um capuz escuro e gasto. Antes que pudesse reagir, a pessoa virou para me encarar. Era uma jovem menininha e algo muito similar nela, estava me intrigando ainda mais. Seu cabelo castanho, era na altura dos ombros e sua pele quase translúcida. Ela me lembrava muito ser um Moroi jovem, de aproximadamente cinco ou sete anos. Seus lábios estavam manchados de sangue seco, mas isso não chegou nem perto de me chocar, quanto a cor dos seus olhos. Um tom de marrom quente. Olhos como os de Dimitri.
Acordei em um salto, sentando de uma forma bastante desajeitada na grama do jardim. Tentei me focar em algo e encontrei os olhos curiosos e atentos de Dimitri. Laika estava em seus braços e como se notasse a mudança de foco de Dimitri, sua cabecinha, se voltou para mim.
-O que aconteceu Roza? – Dimitri me perguntou, aproximando sua mão do meu rosto suado.
-Eu tive um sonho ruim – Concordei de olhos fechados. –Eu apenas...Apenas preciso descansar um pouco. – Mechi em meu cabelo desastrosamente, enquanto ficava de pé.
-Quer que eu te acompanhe até o quarto? – Dimitri perguntou receoso e eu o encarei.
-De forma alguma. – Dei de ombros, enquanto voltava a sentar na grama. Alguns copos plásticos e meu livro denunciavam o recém piquenique que havíamos feito no jardim. – Mesmo por que eu não vou mais dormir.
-Você está meio pálida Roza... – Dimitri insistiu, enquanto tocava meu rosto com seus dedos quentes.
-Camarada eu já disse que estou bem... – Dei um tapa em sua mão e Laika deu uma risada. -Eu acho que ela gosta de me ver batendo em você – Gargalhei e Dimitri fez um som estrangulado.
-Roza...Roza... – Dimitri suspirou e eu ergui meus braços para pegar minha filha.
-Estou com saudades dela – Beijei sua testa ainda gelada e a coloquei mais perto do meu corpo. – Não está exatamente calor Dimitri, mas é verão... Por que ela ainda está gelada? – Franzi o cenho enquanto o encarava pensativamente.
-Talvez ela esteja com fome – Dimitri encarou Laika sorridente e pegou sua pequena mãozinha. – Está com fome filha?
-Você realmente entende bem de bebês – Ironizei rindo e recebi um olhar fingindo indignação da parte dele. -Eu acho que ela só precisa de um pouco de calor materno – Afaguei seu cabelo castanho e Laika sorriu ainda mais. – Onde está Adrian? – Perguntei a Dimitri, enquanto olhava ao redor. Adrian e Sidney, haviam participado de nosso desastroso piquenique, mas sumiram, antes mesmo de eu acordar.
-Eu acho que foram ao centro, com Vicky – Dimitri respondeu preguiçosamente, enquanto esticava suas longas pernas na grama. – Estamos só nós dois e minha avó.
-Sua mãe também foi ao centro? – Franzi o cenho.
-Na verdade ela foi visitar uma amiga dela...Mas algo me diz que é mais do que isso. – As feições preocupadas de Dimitri, finalmente me alcançaram.
-O que quer dizer? – Perguntei, embalando Laika em meus braços.
-Quero dizer que se conheço bem a Sra. Belikova, apostaria todas as minhas fichas de que ela está mechendo uns pauzinhos por ai.
-Relacionado a o que exatamente? – Continuei perdida. – Acha que ela esta conversando com meus pais? – Não sei por que eu havia falado daquela forma ou pronunciado o nome deles. Abe e Janine estavam foragidos. Preocupação passou por mim. Eu sabia que os dois estariam em qualquer raio de problemas.
-Abe e Janine estão bem e você sabe disso – Seu olhar me confortou. – Aliás, eles irão vir ver Laika em breve.
-Eu odeio esse ar misterioso das coisas. – Encarei o nada – Eu não gosto de estar tão fora dos assuntos assim.
-Roza... é só por mais algum tempo... – Dimitri se aproximou novamente com seu otimismo.
Antes que eu pudesse falar qualquer outra coisa, Olena se aproximou de nós sem que eu ao menos notasse sua aparição.
-Olá meus filhos – Seu sorriso aumentou ainda mais, quando viu Laika. – Como vai meu anjinho? – Olena pegou suas duas pequenas mãozinhas.
-Boa tarde sogra – sorri ao vê-la.
-Rosemarie você estava dormindo no chão e seu cabelo, denuncia isso. – Pelo olhar curioso de Olena e o sorriso contido de Dimitri, percebi que a situação do meu cabelo, não era das melhores.
-São os malditos xampus de trigo – Murmurei mal humorada – Eles acabam com o meu cabelo.
-Eu também uso – Dimitri fez um som tão angelical, que me fez querer atacar algo nele.
-O seu cabelo é bom camarada. – Virei os olhos. – É mais curto.
-Falando em trigo, quando Laika mamou pela última vez? – De repente, o sorriso de Olena havia vacilado um pouco. Ela encarava Laika em meus braços, cuidadosamente.
-Faz umas duas horas... – Tentei contar mentalmente o tempo.
-Estranho.... – Olena continuou em sua análise que estava me matando. – Ela parece faminta.
-Ela deve ter puxado isso de mim. – Constatei
-Mesmo assim Rose... Ela está pálida demais... – O tom que Olena usará estava me assustando um pouco. Como se pensasse bem, Olena voltou a sorrir e a mudar de assunto. – Talvez ela apenas tenha um apetite parecido com o seu.
-Talvez. – Concordei de repente me sentindo estranha.
-A bela adormecida acordou – Adrian chegou com Sidney ao seu lado, dissipando toda a tensão do momento. – Olha o que eu trouxe para você! – Ele se aproximou do meu colo e entregou um brinquedo de morder para Laika, que o pegou com felicidade.
-Obrigada Adrian... – Agradeci o gesto e Dimitri, fez o mesmo.
-Se eu fizesse, sua madrinha iria me matar quando eu voltasse a Corte. – Adrian fez um som estrangulado e eu ri. Oficialmente Lissa seria madrinha de Laika e ela havia deixado ordens expressas com ele em sua última passagem, sobre comprar qualquer coisa que Laika precisasse. Tudo apontava para que Christian fosse o padrinho, mas isso eu estava escolhendo ainda com Dimitri.
-Eu também trouxe algo... – Sidney se aproximou timidamente e entregou um urso de pelúcia para mim, que coloquei perto de Laika.
-Obrigada Sidney – Dei um beijo em seu rosto. – O papo está bom, mas preciso me exercitar um pouco. – Passei Laika para os braços de Sidney e puxei a mão de Dimitri. – Cuide dela pra mim Sid.
-Rose... não fazem nem dez dias que você deu a luz. – Dimitri franziu o cenho e eu contive uma risada.
-E você acha mesmo que vou esperar quanto tempo? – Alonguei meus braços, enquanto eu falava com ele. Eu e Dimitri havíamos concordado ao amanhecer que eu me manteria na linha se, somente se ele me ajudasse com os treinos.
-Eu esperaria pelo menos um mês – Dimitri estava emburrado só para variar, mas eu senti preocupação.
-Camarada do meu coração – Parei o que estava fazendo para pegar seu rosto em minhas mãos. – Eu te amo e estou bem... Pode confiar. – Beijei seu lábios e ele murmurou alguma coisa bem feia em russo pra mim. Ignorei.
-Você ainda me mata Roza... E eu falo sério – Dimitri respondeu enquanto alongava seus braços. Estávamos vestindo moletom e camisetas.
-Eu quero estar preparada para enfrentar Tasha – Simulei um soco no alto e obtive um som exasperado de Dimitri.
-Nós já conversamos sobre isso e se você se mantiver nessa maluquice, eu vou te amarrar na cama. – Seu tom era sério e indignado, mas não consegui evitar uma piada.
-Você pode me amarrar até em cima da cama se quiser, mas depois do expediente – Pisquei maliciosamente para ele e tive totalmente sua atenção. Homens eram sempre homens.
-Não brinque Roza... – Ele me alertou e eu segurei uma risada abafada. – Não brinque ou eu vou ter que mostrar outro jeito de se exercitar.
-Estou morrendo de medo... – Fechei a distância entre nós e tirei lentamente minha camiseta sem mangas, fazendo a respiração de Dimitri, acelerar. Aproveitei-me da situação e me aproximei dele. Somente o suficiente para atacar em cima de Dimitri, minha camiseta. – Vamos treinar! – Gritei do seu lado e dessa vez, ouvi claramente um palavrão em russo.
Notas finais
Beijos
comentem & recomendemmmmm
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