The Last Storm (A Última Tempestade)

33 Capítulo 33 - Nada É Tão Fácil Quanto Parece


Notas iniciais
Meninas!
Me perdoem... eu realmente estive bem ocupada esses dias.
Segue mais um cap pra vcs :D
Espero que gostem!
Aguardo os coments
Beijoss!

Dei mais uma garfada no meu bolinho, antes de voltar a encara-los. Todos, sem excessão, estavam desviando os olhares. Meus pais encaravam sua própria comida, enquanto minha sogra os servia. Dimitri estava em sua postura rígida e absoluta de guardião, enquanto se perdia em seus próprios pensamentos. A única pessoa que partilhava nitidamente do meu nó no estômago, era Vik, que tinha uma expressão, que era uma mistura de nojo e nervosismo.


–Estou aguardando... — Disse baixo, mas o suficiente alto para todos ao redor da mesa, pudessem ouvir.


–Rose... — Dimitri me chamou. Sua voz era cansada. Assim, como sua expressão derrepente.


–Sem Rose, Dimitri! — Aumentei um tom na minha voz. Nesse exato momento, eu lutava com todas as minhas forças, para me manter sentada no lugar. Eu já estava cansada dessa ladainha e suspense. Havia algo bem grande ali e hoje não passaria em branco. Eu não fazia idéia do que era, mas meu sexto sentido, me apontava para o lado mais sombrio.


Foi então, que eu quase morri engasgada. Vik havia levantado com toda força de sua cadeira, antes de começar a gritar.

–Por que vocês não dizem logo para ela? — Vik encarava um por um. Seus olhos eram brilhantes e determinados.


–Você não sabe do que esta falando! — Dimitri levantou de sua cadeira. Não da mesma forma que Vik. Ele o fez, devagar e graciosamente, mesmo com sua altura gigantesca. Sua voz tinha um leve toque acentuado, por causa de seu sotaque russo.


–Olhe para ela! — Vik não abaixou o tom, mesmo diante da figura masculina e autoritaria de seu irmão. — Ela precisa saber!


Com essas palavras, foi como se um bip perigo, fosse ativado em meu cérebro. Mas, antes que eu pudesse fazer alguma coisa, minha mãe resolveu falar.


–Rose está grávida! — Pelo seu tom, pude perceber que como eu, minha mãe estava tomando tudo de si, para se controlar. Suas mãos estavam fechadas em punhos. Grande parte do seu controle de guardiã, suspeitava estar se evaporando, desde que descobriu que eu estava grávida.


–Janine — Abbe levantou e tocou seu ombro, usando seu tom de voz gentil. Definitivamente a coisa era séria.


–O que eu preciso saber? — Me levantei cuidadosamente da cadeira. Minha voz era urgente.


Rapidamente, Dimitri que estava ao meu lado tentou me ajudar, mas eu dispensei, gesticulando com uma mão.

–Não precisa camarada... — Quando me coloquei totalmente de pé, voltei a falar. — Me contem logo e parem de enrolar.


Dimitri trocou um olhar significativo com meus pais. Mensagens silenciosas, eram transmitidas ali. Eu torcia, para que o bom senso os iluminassem. A verdade era a melhor coisa para mim naquele momento. Ou ela, ou eu iria morrer de tanta curiosidade.


Longos segundos se passaram, até que Dimitri resolveu falar. Ele tomou um longo suspiro, e recebeu acenos positivos dos meus pais. O resto dos Belikovs estavam inquietos em seus lugares. Embora a tensão fosse gigantesca e dominante, todos estavam em silêncio.

Meus pais se sentaram, acompanhados de Vik, que repetiu o gesto. Ela estava nitidamente aborrecida, mas concerteza, tranquila o suficiente depois de sua declaração.


–Natasha Ozera está desaparecida. — Dimitri disse, sem rodeios.


–Oque? — Precisei perguntar novamente. -Como assim? — Minha cara surpresa, deve ter me denunciado. Voltei a sentar na cadeira, com cuidado.


–Ela sumiu Roza.... — Dimitri suspirou, antes de tapar seus olhos cansados com as mãos. Ele ainda, permanecia de pé. Quando voltou a me olhar, havia alguma coisa esquisita e nova em seu olhar.


–Como isso aconteceu? — Sem me controlar, meus olhos foram na direção dos meus pais, que deram de ombros ao mesmo tempo.


Se não fosse por essa situação de agora, poderia ter sido considerado cômico a sintonia dos dois. Essa sintonia, era algo que eu deveria me preocupar depois. Havia uma cumplicidade estranha entre eles. Será que estariam juntos? Rapidamente, empurrei essa linha de raciocínio para longe de mim. Problemas amorosos entre meus pais, definitivamente poderiam esperar.


–Tatiana voltou a Corte. — Dimitri esclareceu isso, sem necessidade. Eu já sabia que ela teria voltado a Corte. Eu vi seu rosto, pela cabeça de Lissa. Seu rosto, e de seu amante quando chegaram a Corte.


Dimitri agora me encarava curioso, tentando ler meu rosto. Sua expressão era cautelosa, como se medisse palavra por palavra, antes de me dizer alguma coisa. Dimitri sempre Dimitri. Era sempre protetor. Tão protetor, que as vezes se tornava um chato.


–Continue... — Disse, após virar os olhos.


–Depois que Tatiana voltou.... — A voz de Abbe tomou conta do cômodo. Me virei para ele, que também parecia escolher as palavras. — Natasha estava a todo custo, tentando convencer a rainha de que meu neto... — Um nó se formou na garganta de Abbe. Isso era nítido para mim. Eu nunca na vida o vi hesitar. Meu pai era o tipo de pessoa dominadora, inteligente e que quase nunca se intimidava. Quase nunca, mesmo.


Tentei me manter parada no lugar, apenas aguardando. Era algo impossível para mim naquele momento. Eu ansiava por respostas. Eu gritava por elas dentro de mim.


Uma mão de minha mãe tocou o ombro de Abbe, que sorriu para ela gentilmente. Como se com aquele simples gesto, tivesse passado toda a força necessária para ele naquele momento, ele voltou a falar.

–Ela tentou convencer a rainha de que meu neto era um monstro — Completou Abbe em tom amargo. Ele não me encarava. Seus olhos eram tristes e rancorosos, como eu suspeitava serem reflexos dos meus.


Minha respiração estava irregular. Eu estava dando muito de mim naquele dia, naquela conversa. As pessoas estavam achando que meu bebê era um strigoi? Era impossível.


Lágrimas começaram a rolar pelos meus olhos, sem que eu pudesse controla-las. Eu estava queimando de fúria e medo por dentro. Senti os braços de Dimitri ao meu redor, mas eu dispensei, o empurrando para o lado com o resto da força que tinha. Seu olhar surpreso, dessa vez não iria me pegar desprevenida. Eu precisava ser forte. Eu tinha que ser forte.


–Continue... — Disse determinada, me negando a voltar a chorar. Limpei as lágrimas com força dos meus olhos.


–Rose, eu acho que.... — Dimitri voltou a falar. Ele estava surpreso e preocupado comigo.


–Não! — Gritei para ele. Vi Olena pular em seu lugar, pela minha visão periférica. — Chega! — Continuei gritando para Dimitri. — Eu vou saber de tudo de uma vez! — Lágrimas já não desciam mais pelos meus olhos. Minha tristeza havia sido tranformada em pura fúria.


Longos segundos se passaram, enquanto eu voltava a tomar fôlego. Dimitri me encarava pasmo, sem saber o que fazer.

–Continue... — Me voltei para Abbe, que me encarava em dúvida e medo. — Continue — Repeti, em tom perigoso, enquanto apertava o encosto da cadeira com as minhas mãos. Nós brancos em meus dedos, denunciaram a força do aperto.


–Ela tentou fazer a cabeça da rainha! — Dimitri começou a dizer, para minha total surpresa. Seu tom era sombrio. Qualquer vestígio de preocupação ou hesitação, havia sumido. — Tasha fez pessoas e mais pessoas acreditarem que nosso filho era um Strigoi. — ele riu sem humor, para si mesmo. — Ela acusou Lissa de estar escondendo você e eu... — Seu tom perigoso e receoso estava me causando calafrios.


–E o que aconteceu? — Surpresa tomou conta de mim.


–Ela desapareceu... — Abbe virou os olhos, fingindo se importar. Notei que Dimitri e minha mãe, tinham olhares semelhantes. Uma mistura bem suspeita. Foi ai que tudo se encaixou. A bomba vierá para nosso lado, sem dúvida alguma. — Ela está sumida e a Corte está um caos.


–Vocês estão de parabéns — Virei os olhos, fingindo surpresa. Eles ignoraram isso. Resolvi voltar ao assunto inicial. — Quão sério foi? — Resolvi perguntar mesmo sabendo a resposta.


–Tão sério que estamos sendo caçados — Dimitri saiu de perto da mesa e de mim. Seu tom puto e revoltado, quis me fazer rir. Minhas suspeitas estavam todas confirmadas.


–Não venha me dizer que agora estamos sendo suspeitos de sequestrar a Ozera? — Eu ri. Minha mudança de humor estava me assustando também. Isso sem dúvida alguma era repugnante e monstruoso, mas a situação era cômica.


–Na verdade é isso mesmo o que está acontecendo.... — Dimitri disse, depois de um longo suspiro. — Estamos sendo caçados pela Corte e querem que respondamos pelo sumiço de Tasha Ozera.


–E agora? — Perguntei derrepente. — Estamos ferrados, não é? — Virei o olhar para meus pais. — Grande parte da empolgação inicial havia sumido, se transformando em receio momentâneo.


–Na verdade estamos para resolver isso... — Abbe voltou a dizer. A mudança de humor era genética. — Temos motivos para acreditar que ela forjou isso.


–Não me custa acreditar também... — Refleti. Era do feitio da Ozera furjar seu próprio desaparecimento.


–Ela quer mais hibope e acabou conseguindo — Dimitri voltou a sentar do meu lado. Suas mãos encontraram as minhas. Minhas palavras ainda doiam nele. Eu notei, pelas suas feições tristes.


–Me desculpe... — Disse em um sussurro, derrepente ignorando todos ao nosso redor. Dimitri estava tão triste e aborrecido com tudo isso, quanto eu. E o pior, foi que nem ao menos liguei para seus sentimentos e suas intenções. Ele queria a todo custo, me livrar de mais stress e eu simplesmente fui grossa com ele.


–Está tudo bem... — Dimitri tocou minha barriga pontuda e eu peguei sua mão.


–É por isso que você não me queria fora de casa? — Dei a ele um sorriso triste.


–Sim... — ele me respondeu com outro. — Eu não posso correr o risco...


–Desculpa... — Beijei sua testa. — De verdade, me desculpa.


–Está bem amor... — Dimitri depositou seu rosto em meu pescoço, passando várias sensações boas por mim.


Um pigarreio alto, nos fez voltar a realidade.Era Abbe.

–Por isso também demoramos — Minha mãe completou. Ela estava um pouco mais calma agora. — Eu e Abbe tentamos achar Natasha, mas percebemos que estavamos sendo seguindos, no último mês.


–Faz tempo isso? — perguntei a minha mãe


–Dois meses no máximo. — Ela esclareceu, voltando a sentar na cadeira. Meu pai, repetiu o gesto. — Não queriamos te preocupar.


–Eu sei... — Admiti, sorrindo fracamente. — E agora?


–E agora que vocês casam e ficam aqui... — Olena resolveu falar. Ela estava sorrindo fracamente para mim. Embora seu sorriso fosse pequeno, era caloroso o suficiente.


–E ainda tem um casamento... — Fechei os olhos e abri com força. Eu havia esquecido do casamento.


–Viva naturalmente filha... — Abbe voltou a tomar minha atenção. — Nós vamos dar um jeito.


–Não é como se eu conseguisse viver presa o tempo todo. — Virei os olhos. — Essa prisão esta me matando.


–Não tanto quanto sua busca por informações, ou sua fome... — Dimitri me fez rir com seu comentário frustrado.


–Tem razão camarada — Toquei seu queixo. — Vamos preparar as coisas pro casório. — Virei os olhos. — Podemos lidar com Tasha depois.

Notas finais
Parece q eles vão se casar :D