The Last Storm (A Última Tempestade)
59 Capítulo 59 - O Começo do Fim
Notas iniciais
Gostaria de agradecer a todos vocês que tiveram acima de tudo paciência comigo, pelos dias e até semanas em atraso nas postagens. Pelas chantagens bobas, quando eu só queria que as pessoas me dissessem que eu estava fazendo um trabalho bom. Um trabalho para vocês poderem ler e relembrar por algum tempo, momentos inesquecíveis de VA.
Muito obrigada especialmente a todos os comentários, as recomendações. Sem vocês, eu não teria conseguido chegar até o fim como agora.
VOCÊS SÃO DEZ E FOI DEFINITIVAMENTE UM PRAZER PRA MIM E PARA AS MINHAS COLABORADORAS MILA E KAH PELA AJUDA PRINCIPALMENTE, QUANDO MEUS LAPSOS DE CRIATIVIDADE, INSISTIAM EM ME ABANDONAR.
Enfim um muito obrigada e boa leitura.
**Leiam as notas finais**
Dimitri correu para frente da casa e sinalizou para um velho furgão de entregas, com os vidros pintados de branco. Eu quase enfartei, quando vi quem estava saindo de dentro do carro. Minha mãe ágil como sempre, com Christian Ozera ao seu lado e talvez o mais perdido de todos, Abe Mazur, ao lado de Eddie Castilhe. Como se não me bastasse, que estavam dirigindo o furgão era Mikhail, namorado e marido atual, da Sra. Karp.
-Meu Deus do Céu – Tive que me controlar para não começar a gritar e acabar de vez com o plano. Eles se aproximaram rapidamente de nós e quando o fizeram, me voltei para Abe, que parecia um tanto feliz e empolgado com aquilo. –O que você está fazendo aqui, em particular? – Perguntei de dentes cerrados. Embora Abe quisesse claramente ajudar, eu não conseguia imaginar uma utilidade para ele, no meio de uma batalha, além é claro, de falar tanto no ouvido do inimigo, que o irritasse a ponto de botar uma bala em sua própria boca.
-Vim ajudar filha – Ele falou e eu virei os olhos. Logo Dimitri estava na frente, com minha mãe logo atrás e Adrian conversava alguma coisa com Mikhail que eu não consegui entender.
-Dimitri eu não acredito que você chamou eles – Me voltei ainda mais irritada, me forçando ao máximo, para não começar a gritar.
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-Que tal discutirmos isso depois? – Janine sibilou quanto posicionava sua estaca em mãos. Dimitri se aproximou, mas sem antes olhar ao redor, para ter a certeza que estávamos realmente sozinhos no aposento escuro.
-Vamos entrar e cercar Tasha – Dimitri depois de tudo, resolveu contar agora sobre o seu plano, que envolvia nada menos, do que minha família genética ou não, quase toda. Christian ao lado de minha mãe, também parecia bastante decidido. Adrian com seu novo utensílio metálico estava logo atrás. Eddie e Mikhail, dando cobertura aos Moroi. –Trouxemos Christian, para que tente convencer Tasha a não opinar pelo pior.
-Acha mesmo que ela ira ouvi-lo? Você fala de mim, mas consegue ser pior! – Fechei e abri meus olhos, enquanto o relógio corria e eu, tentava normalizar minha respiração.
-Filha eu acho que uma discussão, talvez não seja a ideia mais inteligente por agora – Abe ajeitou seus óculos e eu arfei.
-Dimitri vamos mata-los – Supliquei a ele, enquanto olhava rosto por rosto ao meu redor.
-Você me ofende Kiz. – Abe ajeitou seu novo modelo para o combate. Um moletom preto. Se fosse outra e qualquer circunstância, eu havia rido. Ele estava absurdamente engraçado com aquilo. Mas não agora. – Eu tenho treinado com sua mãe e não sou tão ruim assim, quando aprendi a usar meu elemento. – Ele me deu um largo sorriso. Virei os olhos.
-Se você matar um.... – Apontei com o dedo indicador, no peito de Dimitri, enquanto a raiva me dominava. – Um deles Dimitri, eu nunca vou te perdoar... — Como se eu não tivesse que me preocupar o suficiente com minha bunda e a de Dimitri, eu teria que garantir a segurança de meus pais, o marido de Lissa e os meus melhores amigos. Sim, eu poderia estar sendo extremamente rigorosa com Dimitri e talvez no final das contas ele não tivesse de toda a culpa, mas no momento, eu estava nublada pelo que veria a seguir.
Dimitri não respondeu ao meu questionamento. Ele me olhou durante um longo tempo e eu não gostei do que vi ali. Sua decisão estava formada, da mesma forma como eu tinha certeza absoluta, que ele não iria medir esforços, para cumprir com sua promessa silenciosa. Ele daria a vida por mim.
Em silêncio formamos fila. Dimitri estava na frente com minha mãe e eu logo atrás. Resolvemos de última hora, que somente Christian iria entrar conosco, deixando os demais como uma reserva, caso as coisas fugissem do controle. Mikhail e Dimitri, distribuíram comunicadores entre nós e repassaram um plano, que parecia estar muito bem entendido, antes mesmo de eu saber. Tentei não pensar muito sobre como as coisas haviam no final das contas, fugido do meu controle daquela forma. Eu queria apenas sair dali e abraçar minha família e minha filha querida e ver tudo aquilo, como um sonho ruim.
Em passos largos e precisos, entrei com Dimitri e Christian, tomando todo o cuidado, para que não chamássemos muito a atenção. Como era previsto, o local onde estávamos dava para um tipo de cozinha, com três refrigeradores centrais, uma pia e alguns pratos sujos, em cima de um tipo de mesa improvisada. O lugar parecia em geral, bastante organizado e limpo, para alguém que estava foragido a meses e mal queria ser encontrado.
Sons vindo do outro cômodo, me fizeram alerta. Todos nós fomos para trás de um grande armário, quando passos urgentes, ameaçavam se aproximar. Era uma mulher cantarolando alegremente, enquanto carregava uma bandeja com alguns plásticos vazios dentro. Sangue. Ela era humana e eu continuava a não entender, como algumas pessoas conseguiam prestar esse tipo de trabalho para vampiros. Eles não tinham amor ao próprio pescoço? A resposta era bastante básica. Não.
Enquanto eu questionava a sanidade mental da mulher, Dimitri a segurou por trás e tapou um grito, que ela prontamente ia soltar, quando encarou seus olhos. Embora ela tivesse mais de quarenta notáveis anos, lutou nos braços de Dimitri, para que ele a soltasse. Com um golpe preciso em sua cabeça, a mulher amoleceu em seus braços, ficando desacordada. Rapidamente, nos desfizemos do corpo desacordado, a empurrando para o canto, enquanto esperávamos por algo maior.
O som de pessoas se fazia agora bastante notável.
-Presumo umas cinco ou seis pessoas – Dimitri murmurou próximo do meu ouvido. Antes que tivéssemos tempo de pensar sobre nosso próximo passo, um dos guardas humanos de Tasha, nos vê na cozinha e a confusão de arma quando Dimitri se coloca na minha frente e eu, empurro Christian para trás de mim.
Sem nem ao menos nos esperar para dar explicações, o homem foi para cima de nós.
-Intrusos! – Ele grita. Um homem gordo de quase dois metros, chega para ajuda-lo, mas logo é empurrado sem muito esforço, por Dimitri. Mais três humanos aparecem e dessa vez eu resolvi agir, chutando um com toda a força. O homem bate em um dos freezers e cai desacordado.
-Rose vai!– Dimitri da um belo muro na cara do gordo, enquanto grita para que eu Christian seguíssemos em frente. Sem pestanejar segui, deixando que ele facilmente lidasse com os humanos. Outro grito, me fez suspirar aliviada.
Para nossa sorte ou não, seguimos por um longo corredor vazio e pouco iluminado. As paredes brancas embora dessem certa cor ao local, não possuía se quer uma pintura ou laminaria.
-Chris, espere aqui – O empurrei para trás, quando percebi o final do corredor. Christian murmurou algo que eu não entendi muito bem, mas logo foi abafado por uma investida contra o meu estômago com força. Cambaleei pra trás e Christian se colocou protetoramente na minha frente. Para o azar dele e o meu, estávamos lidando agora com um guardião, que quando viu o rosto de Christian, hesitou um pouco e logo voltou a tentar me atingir. Dessa vez eu desviei e atingi seu estômago com um chute preciso.
-Vai para trás – Gritei para Christian, enquanto tentava desviar um murro no rosto. Ele me fitou confuso por um momento, mas logo percebi que ele havia tomado uma decisão. –Não vai sozinho! – O guardião investia para cima de mim com golpes fortes, tentando me imobilizar. Antes que eu pudesse tentar outro argumento, Christian voltou a correr. Ele estava indo encontrar sua tia.
-Seu merda – Dei uma cotovelada com força na cabeça do guardião. Meu sangue agora fervia por antecipação e medo, por Christian que agora estava sozinho. – Por que está seguindo essa louca? – Perguntei sufocada.
-Você é mãe de um Strigoi! – Ele socou meu rosto e eu cambaleei para trás.
-Minha filha não é um Strigoi – Me levantei e dessa vez eu não iria errar. Dei um giro e chutei seu peito, o pegando desprevenido. Automaticamente, meu cotovelo alcançou seu rosto e ele caiu desacordado.
Abaixei para respirar por dois segundos, e uma mão em minhas costas, me fez levantar. Era minha mãe.
-Vocês burlaram o plano? – Perguntei atônita. – Onde está Dimitri?
-Natasha sabia de nós. Dimitri está lá fora com os outros, tentando conter a guarda da rainha.
-Meu Deus! – Fechei meus olhos com força, enquanto tentava processar aquilo. Havíamos caído definitivamente em uma cilada.
-Ela ainda está aqui dentro. Precisamos acha-la – Janine que já estava com sua estaca em mãos, me olhou decidida.
Seguimos juntas para a próxima sala. Era uma imensa sala de jantar,com vidros escuros, deixando o aspecto perfeito para a moradia de um Moroi. Continuamos seguindo lado a lado pelos cômodos. Um barulho horrível e um grito, me fez mais alerta, logo que alcancei outro cômodo. Natasha Ozera, estava rendendo seu próprio sobrinho Christian com seu namorado ruivo Phillip, ao seu lado. Além deles, mas dois Moroi e três guardiões possivelmente deles, estavam a postos.
Diferente de tudo o que pensei, ela tinha uma expressão feliz e completamente realizada. Percebi ali, que tudo havia sido parte de um plano. Ela havia nos atraído exatamente para onde queria e quando bem queria.
-Foi bem fácil te achar Rose – Ela gargalhou e eu engoli seco. – Janine minha querida eu nunca imaginei seriamente que você fosse a favor disso tudo – Ela deixou seu rosto ainda mais infantil, quando resolver ser cínica ao extremo. – Ajudar Rose, mesmo sabendo que ela carregou um Strigoi dentro de ventre? – Natasha voltou a me olhar.
-Como você pode estar aqui, se você está sendo sequestrada por mim? – Cerrei meus olhos, conforme veneno destilava em minhas palavras.
-Bem pensado – Tasha se fingiu novamente de ingênua. Phillip apertou mais o pescoço de Christian e ele, protestou pela dor. Sua pele agora, tinha uma coloração vermelho pelo esforço, e eu duvidará que demorasse muito a tudo aquilo, virar um pandemônio de fogo por toda a parte. –Mas eu acho que seus informantes não conseguiram te avisar a tempo, que eu contatei Tatiana aos prantos, avisando que tinha conseguido escapar finalmente dos braços da terrível e fora da lei Rose, junto com seu marido patético Dimitri Belikov. – Pela careta que ela fez, percebi o quão citar o nome de Dimitri, ainda a irritava. Natasha Ozera, não havia superado ter sido trocada por mim.
-Solte Christian, Natasha – Minha mãe resolveu falar. – O menino não tem nada haver com isso.
Ela deu uma longa risada triste, enquanto caminhava até seu sobrinho. Minha mão se apertou em minha estaca.
-Sabe que realmente te amo – Ela tocou o cabelo suado de Christian em sua testa. Ele prontamente recusou enojado. – Te amo tanto que queria te poupar ao máximo estar aqui. – Quando Christian recuou pela segunda vez, Tasha decidiu deixa-o e voltou a caminhar em novamente. Seus olhos fitaram os meus. – Mas, a vida segue.
-Você é uma filha da puta! – Xinguei alto, não me importando em quão grave, estava minha situação.
-Limpa sua boca para falar de mim, mãe de Strigoi! – Ela surtou dessa vez. Seu rosto de porcelana. Com algum esforço, ela conseguiu se recompor e voltar a sorrir.
-Meu Deus, você está cada dia mais louca – Murmurei, enquanto observava com qual facilidade ela conseguia mudar sua personalidade. Tasha estava nitidamente abalada psicologicamente. Notei no canto de seu lábio sangue. Ela havia se alimentado.
-Conheceu meus dois amigos? – Ela voltou a falar, mas ignorei. – Estão aqui para servir de testemunhas a rainha, de que apontei o lugar certo, de onde eu tinha fugido – Tasha choramingou. –Aproposito... – Novamente sua expressão mudou. –Eu acho que a guarda real deve estar aqui logo, então temos que nos apressar. – Tasha foi às pressas para onde antes ela estava sentada e eu vi o brilho de uma arma, em suas mãos, quando ela levantou. Engoli seco e automaticamente, eu vi a tensão nos ombros de minha mãe.
-Abaixe isso Tasha – Minha mãe disse, enquanto observávamos Tasha brincar com a arma em mãos.
Passos atrás de nós soaram altos e eu tremi. Tudo estava acabado.
Tudo a partir dali, passou como um verdadeiro borrão. Eu vi meu pai e logo atrás dele, quem e mais temia estar ali. Dimitri. Eles corriam em minha direção e eu não sabia explicar muito bem o porquê, até que uma bala foi disparada. Um grito e um corpo no chão.
Eu gritei com tudo o que tinha, quando Dimitri. Meu Dimitri, estava esticado no chão, com uma bala certeira no peito. Era o final para mim. Corri ao encontro de seu corpo, tão rápido quanto Christian se livrou do seu invasor e avançou sobre sua tia. Eu vi pela minha visão periférica nublada agora pelo choro, quando os meus outros amigos entraram ali gritando.
-Dimitri! Pelo amor de Deus! – Toquei seu peito ensanguentado fazendo pressão. Seus olhos, os olhos que eu tanto amava estavam abertos por esforço e sua boca, já jorrava sangue.
-Roza... – Ele conseguiu dizer, enquanto convulsionava um pouco.
-Não me deixa... Pelo amor de Deus não me deixa.... – Comecei a gritar, ficando totalmente ausente a tudo aquilo. – Laika precisa de você. Eu preciso de você.
-Meu amor – Dimitri tocou meu rosto. – Você sempre foi e sempre será meu único e absoluto amor.
Fechei meus olhos por um momento, enquanto absorvia parte de seu calor, que estava me deixando.
-Não me deixe... – Sussurrei, quando percebi que Dimitri estava perdedo a consciência. – Por favor, não me deixe....
Olhei ao redor desesperadamente, enquanto tentava achar ajuda. Eu precisava de alguém.
E foi no meio de todo aquele caos, que eu encontrei aqueles olhos verdes determinados. Eu sabia o que veria a seguir. Ele novamente, estava salvando a minha vida.
Notas finais
PROMETO QUE MEU ÚLTIMO PEDIDO :)
Se bastante gente comentar e recomendar, vou colocar um epílogo e talvez capítulos extras, explicando um pouco sobre como ficou a vida de Rose e Laika, depois de tudo o que aconteceu.
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