Notas iniciais
Bom dia gente!
tudo bem com vocês!?
Segue mais um cap e estou anunciando, que a fic está chegando no final :(
Muito obrigada a todas as leitoras, que estão participando sempre comigo na maioria dos caps :)
Então....vamos comentar e aproveitar para recomendar, quem ainda não o fez...
Beijossssss

Definitivamente, o rosto de Dimitri era impassível e eu quase ri, quando ele tentou esconder ao máximo, seus pulsos cerrados, pelo seu ciúme e indignação. Antes que eu pudesse me divertir um pouco mais com aquilo, Adrian resolveu interromper o silêncio, talvez com medo de um possível murro de Dimitri.

-Trago notícias de Sidney – Adrian se apressou a dizer. Quando Dimitri ouviu o nome de Sid sendo citado, amenizou um pouco suas feições. Mordi o lábio. Isso, não era o que eu queria exatamente e nem era, meu plano inicial.

-O que? – Dimitri se sentou na borda da cama, enquanto observava atentamente Adrian e enxugava suas mãos em uma toalha bordô.

-Ela me pediu para te entregar isso, com os possíveis horários e dia que Tasha tem solicitado sangue, do laboratório de Robert.

Dimitri prontamente pegou o papel e começou a lê-lo.

-Aqui diz que a próxima entrega poderia ser hoje – Dimitri levantou a cabeça do papel e franziu o cenho. Seus olhos passaram rapidamente por mim, mas cruzei meus braços e desviei o olhar. –Ainda assim, pode ser arriscado – Dimitri falava para si mesmo, mas notei que ele queria que eu escutasse.

-Talvez nos devêssemos parar de ser bunda moles e pegássemo-la de uma vez – Respondi de mal humor.

-Adrian, pode nos deixar sozinhos por um momento – Dimitri resolveu falar depois de uma longa pausa. Como se não precisasse de argumentos mais, Adrian sinalizou com a cabeça e nos deixou sozinhos no quarto, alegando que ia fazer mais algumas apostas. Assim que ele saiu, me sentei de costas para Dimitri, na cadeira da escrivaninha.

-Rose... – Ele suspirou pesadamente. – Eu entendo que você está chateada comigo, mas isso não vai melhorar em nada nossa situação.

-Pro inferno que não vai! – Me virei para ele com raiva. – Eu posso até aceitar dividir essa merda de plano com você, mas com toda a certeza, não vou ser seu capacho ou abaixar a cabeça para as suas ordens – Cerrei um pouco meu olhar, mas Dimitri se manteve inabalável.

-Não se trata de baixar a cabeça ou não e sim, de usar a inteligência – Ele continuou com sua postura arrogante e eu me irritei ainda mais. – Se estivéssemos ouvido você em entrar com tudo, estaríamos possivelmente com uma bala na testa, assim como o amigo de Eddie nos disse! Lembra-se? – Dimitri aumentou só um tom sua voz, mas logo o normalizou. Ele também, estava claramente se controlando, para se manter firme.

-Talvez a tivéssemos matado – Cruzei os braços no peito e levantei da cadeira. – Quem iria saber? Você? Ah sim é claro... – Ironizei. – Você e sua merda Zen toda.

-Rose, chega com essa discussão absurda. – Dimitri se levantou de onde estava e começou a caminhar em minha direção.

-Fique onde esta ou eu não respondo por mim – Cerrei ainda mais meus olhos e coloquei uma mão na frente, para que ele não se aproximasse.

-Rose, chega – Dimitri suspirou cansado mas eu me negava a ceder.

-Chega por quê? Por que cansou da sua palhaçada zen? Por que cansou de me fazer de idiota?

-E o que queria que eu fizesse? O que queria que eu dissesse, Rose? Uma mentira? Você foi errada no que fez e sabe muito bem, que coisas piores poderiam acontecer, se mais gente descobrisse sobre isso. – Dimitri agora não conteve mais sua voz.

-Eu não queria que você fizesse merda nenhuma! Já está feito e nem você nem ninguém, pode mudar isso. Ouviu bem? – Minha respiração já estava bastante desigual. Eu rezava nessa hora, para que Adrian estivesse longe do nosso quarto.

-O que quer de mim? — Dimitri mostrou suas duas palmas, de uma forma que lembrava rendimento.

E foi ai que eu soube exatamente o que fazer. Caminhei até Dimitri e antes que ele pudesse prever, virei minha mão aberta em seu rosto, deixando ali a marca dos meus dedos. E foi ali também, que percebi ter feito à coisa certa. Era a coisa que eu deveria ter feito, há muito tempo atrás, mesmo sentindo que uma adaga, cruzava meu coração.

-Eu queria que você parasse de me apontar uma vez o dedo, e me agradecesse, por que basicamente eu dei minha própria vida, para salvar a sua. – Disse quase em um sussurro. Eu sentia lágrimas ameaçarem cair, mas me mantive firme. Dimitri ainda tinha uma expressão tanto paralisada, quanto admirada. Eu não sabia definir. – Eu fiz de tudo Dimitri. Fui contra todos, que diziam para eu te esquecer e que você era caso perdido! Eu fui atrás de você na Rússia! Eu dei meu próprio sangue por você e é só o dedo que consegue me apontar? – Dessa vez, as lágrimas começaram a sair pelos meus olhos. – É só desse jeito que consegue agradecer? Ferindo-me ainda mais? – Funguei e rapidamente, limpei uma lágrima que descia pela minha bochecha.

Mesmo tentando desviar o olhar, eu sabia que lágrimas estavam se formando nos olhos de Dimitri e que ele as continha, da melhor forma que pode.

-Rose... – Meu nome foi pronunciado em um sussurro.

-Eu tenho que ir achar o Adrian... – Passei mais uma vez minhas mãos pelo meu rosto, limpando os traços de choro.

-Espere Rose... – Dimitri insistiu, mas eu já estava saindo.

Assim que passei a porta, senti sua mão quente me segurando, e com um suspiro Dimitri disse:

- Roza... – ele me puxou para dentro do quarto e fechou a porta e tentou continuar, era explicito que ele estava emocionado – me...

- Não me venha pedir desculpas, Camarada. Você está sempre me ferindo, mesmo quando não quer. Eu nem sei mais se foi uma boa você ter vindo. Você deveria ter ficado na casa de sua mãe, e ter me deixado aqui sozinha cuidando do futuro de nossa filha. Na verdade, começo a me perguntar o porquê foi que você se casou comigo. Foi por Laika? Porque que você se casou comigo Dimitri? POR QUÊ? – Eu estava me alterando novamente, eu vi uma lágrima cair pelo rosto de Dimitri, mas não iria retroceder agora. – Vamos Dimitri, vamos ir atrás de Tasha. Depois podemos ir cada um para o seu lado.

Eu não queria me separar de Dimitri, mas ele sempre estava machucando meu coração, eu não estava com muita vontade de ser, para sempre assim. Assim que pensei em sair daquele quarto e soltar as lágrimas que eu novamente estava segurando para não cair, Dimitri não deixou. Ele colocou suas mãos em meu queixo e me obrigou a olhar em seus olhos. Dimitri estava chorando. Eu vi em seus olhos, a tristeza que ele estava sentindo. A culpa, a angustia, mas também via todo o amor que ele tinha por mim.

— Rose, não duvide nunca do meu amor por você. Eu não tenho sido o melhor dos maridos, e nem o que você merece. Mas eu realmente amo você, mais do que qualquer coisa. Eu vim pra cá sabendo que há uma chance de não ver novamente a nossa filha, sabendo que essa era praticamente uma missão suicida – E pausou para conter um soluço, mas logo continuou. -Vim porque não consigo ficar um dia sequer longe de você. Talvez não tenha sido uma boa escolha por deixar nossa filha, e ela ter o risco de não crescer com a gente do lado, mas sabia que se algo acontecesse com você e eu não estivesse aqui, eu não suportaria viver. Fiquei bravo por você não ter me contado sobre a fuga de Victor antes, e na hora estava tão irritado e acabei falando aquilo. Mas Rose, se a situação fosse ao contrario, e se fosse você que tivesse se tornado um Strigoi eu iria atrás de você, eu teria feito à mesma coisa que você, teria ido tentar te livrar daquele fim trágico, e com certeza eu hesitaria da mesma forma que aconteceu, e se você tivesse me prendido naquele apartamento como eu fiz com você. Não seria forte e sairia de lá, eu teria sucumbido ao seu desejo. E se eu soubesse que Victor era a chave para que você estivesse em meus braços novamente, eu tiraria ele de Terasov quantas vezes fossem necessárias, só pra poder ver seu sorriso mais uma vez. – Dimitri me lançou um sorriso triste e meu coração doeu ainda mais. — Rose me perdoa por ser um ingrato, que não pensa antes de falar e simplesmente te magoa. A última coisa que eu quero é te ferir novamente, só eu sei como é se sentir culpado por suas lágrimas. Eu te amo demais minha Roza.

E foi ai, que eu acabei soltando as lágrimas que estava segurando por tanto tempo e várias outras mais. Logo eu estava soluçando e Dimitri me embalando em seus braços quentes e fortes.

Ouvimos uma batida na porta e Adrian falou

-Sou eu... – Ele respondeu com receio de talvez, estar interrompendo algo.

- Entra. – Dimitri disse, enquanto mexia em meu cabelo.

- Já sei como entrar na casa da Tasha, sem que possamos ser reconhecidos! –Adrian disse, se sentindo feliz consigo mesmo, por ter encontrado uma resposta, para o nosso problema.

Notas finais
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