Notas iniciais
Oi gente....
Acho que vocês perceberam que a Carlinha resolveu voltar a postar, e olha vcs fizeram um ótimo trabalho em mostrá-la o quanto amamos essa fic... E que ela não poderia deixar de postar, fico imensamente feliz em poder ajudá-las, e muito mais em ter a honra de vir aqui deixar o novo capitulo com vcs... Carlinha obrigada pela oportunidade, estou mto mas mto feliz! Vejo vcs lá embaixo!

Embora meu dia definitivamente tenha começado com o pé esquerdo, tentei não pensar mais sobre meus sonhos perturbantes e o rosto cheio de sangue, da menina de olhos chocolate. Resolvi me manter calma e centrada, enquanto Dimitri fazia suas pesquisas e contatos, sobre o laboratório de Robert.


–É uma rede imensa – Dimitri comentou sobre o laboratório, enquanto eu analisava calmamente, minhas unhas quebradas. Eu teria um belo trabalho para lidar com elas, quando voltasse para casa.


–O que é imenso, é a safadeza deles isso sim – Virei os olhos. Já era difícil demais eu lidar com minha incompetência, por Victor ter fugido da minha vista. Agora, eu tinha que lidar, com o irmão dele e Natasha Ozera, de brinde. – Se eu soubesse que ele daria tanto trabalho assim, teria colocado eu mesma ele nas grades, com a mesma facilidade com que o tirei. – Murmurei de mau humor, sem pensar que Dimitri estava ouvindo. Quando percebi que comentei alto demais, prendi a respiração e encarei suas costas tensas, da onde eu estava na cama.


–Rose, por favor, me diga que o que disse é mentira – Ele não se virou, mas também não precisava. Sua voz estava controlada demais, para o meu gosto.


Fechei e abri os olhos, tentando processar algum tipo de resposta, para o questionamento de Dimitri. O certo, era que eu estava sem nenhuma sugestão, para me livrar da forca.


–Rose....Como você pode fazer isso? – Notando minha falta de fala, Dimitri se virou, me encarando incrédulo e um tanto, decepcionado.


–Eu tive que fazer isso – Respondi desviando o olhar do dele. –Era a única chance.


–Não se conta como chance, tirar um criminoso de trás das grades! – Dimitri basicamente gritou e eu me encolhi um pouco, na cama.


–Eu já disse que foi a única chance! Você não quer entender! – Gritei também, me sentindo doente por dentro. Será que ele era tão mesquinho, a ponto de não enxergar a verdade? Se eu não tivesse libertado Victor, Dimitri jamais teria voltado a ser um Dhampir.


–Você não devia ter libertado ele – Dimitri baixou um pouco o tom e desviou seu olhar. – Isso não é certo! As pessoas podem acusar você! Você poderia ter sido descoberta! – Seus olhos voltaram a fitar os meus, mas sua expressão era dura e magoada.


–Mas eu não fui e agora você está aqui – Levantei da cama, me sentindo inquieta. – Acha mesmo que eu teria libertado Victor, depois de tudo o que ele fez pra ela? – Eu não precisava citar nomes, Dimitri entendia a quem eu estava me referindo. Desde o começo, Victor tem estado presente nos piores acontecimentos da vida de Lissa. Graças a ele, eu e Dimitri fomos chantageados diversas vezes por causa de seu feitiço da luxuria e graças a ele, Lissa quase havia morrido de esgotamento, enquanto ele sugava sua vida, para manter a sua maldita intacta. Se existia alguém que realmente odiasse Victor, esse alguém era eu.


–Eu só acho que o que você fez, não foi certo. – Dimitri buscou meu olhar. – Você poderia ter tentado subornar Robert, eu não sei... – De repente, ele parecia exausto. Ótimo. Eu também estava.


–E é claro... – Ironizei mexendo minhas mãos. – ele do jeito louco que é, teria aceitado conversar comigo e me explicar com calma, sobre o encantamento de estacas — Cruzei os braços no peito, me sentindo horrível.


–Isso não importa – Dimitri encarou o chão e dessa vez, eu surtei.


–Não importa uma ova Belikov! No meio desse caos todo, você só consegue estar preocupado, com coisas tão superficiais que me irritam! – Gritei e dessa vez, Dimitri cerrou os olhos para mim. –Se você gostou ou não, dane-se! Já está feito e não tem como voltar atrás. – Bufei de raiva


–Eu não teria feito. – Ele murmurou baixo, mas o suficientemente alto, para os meus ouvidos sensíveis. De todas as respostas possíveis e impossíveis, que ensaiei com cuidado em minha cabeça, nada chegou perto da reação, que eu estava tendo agora. Parei em seco no lugar, enquanto observava a expressão do meu atual marido e pai de minha filha, parado na minha frente. Eu simplesmente não conseguia acreditar, no que Dimitri havia acabado de falar.


“Eu não teria feito”


Se fosse eu no lugar dele, ele não teria feito tudo o que eu fiz? Não teria arriscado além de sua própria vida, a vida de sua amiga? Pra mim essas coisas eram relativamente pequenas, mas para Dimitri, claramente não era assim. Suas palavras deixaram bem claro, que ele não faria por mim, o que eu fiz por ele. Dimitri me deixaria morrer como a besta, que ele havia se tornado.


–É claro que não... – Lágrimas começaram a descer, desenfreadamente pelos meus olhos. Tive que me esforçar, para continuar falando. – Você teria me matado, quando tivesse a sua primeira chance, não é? Não teria hesitado. – Minha voz não era mais que um sussurro, enquanto a dor me atingia. Pela terceira vez, Dimitri havia partido meu coração em dois.


–Rose... –Ele tentou argumentar. Seu rosto agora demonstrava pesar, conforme ele notava o reflexo de suas palavras duras, em mim.


–Vai a merda! – Lhe lancei um travesseiro, enquanto saia do quarto e batia a porta atrás de mim, sem me preocupar com qualquer um agora. Apertei freneticamente os botões do elevador, enquanto minhas lágrimas nublavam minha visão. A porta se abriu e eu, agradeci mentalmente pelo elevador estar vazio. Escolhi qualquer andar para ir. O mais importante agora era sair de perto de Dimitri. Quando finalmente alcancei o andar, notei cores e luzes fortes demais. Forcei um pouco minha visão e notei que estava no andar dos cassinos.


–Tarde demais, para protestar agora – Comentei para mim mesma, enquanto forçava meus pés, a trabalharem.


Segui por um imenso corredor de um carpete vermelho, cercado dos dois lados por niqueis de todas as cores, formatos e tamanhos. Essa era a segunda vez que eu estava em Las Vegas, mas mesmo assim, as cores e formatos diversos, ainda tinham minha total atenção.

Aproximei-me de um caça-níquel e cacei em meus bolsos, por alguma moeda. Eu precisava urgentemente passar o tempo, antes que minha cabeça entrasse em parafusos. Quando realmente alcancei as moedas, uma voz masculina bastante conhecida ecoou próxima dos meus ouvidos.


–Se pensa em ganhar algum dinheiro, precisa aprender a apostar.


Virei na direção do som e fiquei um tanto surpresa, com a figura esbelta e branca, aqueles olhos verdes me encaram esperando minha reação e a unica coisa que consegui foi um misero sussurro:


–Adrian?!


Notas finais
E ai o que acharam???
Precisamos deixar nossa autora feliz!
Que tal mandar alguns reviews, ou até mesmo uma recomendaçãozinha...
Bom acho que é isso, tenham uma otima noite!
Love All you...