Notas iniciais
Segue uma prévia da continuação da fic...
Por motivos diversos, como eu estar sem beta e estar bastante chateada, estou parando com a fic por aqui, por enquanto.
O número de leitores da fic é imenso, o que está contrastando com a participação das leitoras em comentários e recomendações.
Aconteceu pelo menos umas dez vezes hoje de eu visitar perfis de leitoras que nunca vi durante a fic e sei que estão lendo.
Dessa forma,pela falta de participação das leitoras, tomei essa decisão.
Cientes de suas compreensões e me desculpem as que acompanham, mas não tem como se escrever algo, quando não está satisfeita.
Beijinhos.

Forcei meus olhos, para tentar ver além do denso nevoeiro. Árvores gigantescas me cercavam na escuridão. Dei um passo para frente e a sola de meus pés em contato com a grama molhada, me fez sentir frio. Um calafrio se espalhou pelo meu corpo, conforme aos poucos, eu me recordava daquele lugar. Eu havia sonhado com ele por noites seguidas, desde que Laika havia nascido. Era o mesmo bosque.


Encarei meu corpo e notei minhas roupas rasgadas, com pontos sangrando, pelos notáveis sinais de luta. Novamente, a sensação de que eu estava sendo observada, acabou por arruinar meus sentidos. Um choro de criança, agora ecoava pelos meus ouvidos sensíveis. Caminhei mais alguns passos e parei, quando avistei uma menina de cabelos compridos e castanhos de costas, chorando. Forcei um pouco mais minha visão, enquanto me aproximava. A menina então virou de costas e eu vi ali, seus tão conhecidos e quentes olhos castanhos. Intuitivamente, comecei a andar ao seu encontro, quando parei em seco. Seus lábios estavam sujos de sangue e na sua frente um corpo morto.


Durante segundos agonizantes, prendi a respiração sem saber o que fazer. Minha visão estava nublada, a ponto de minha mente, querer me pregar peças. Durante uma batida de coração, pude jurar reconhecer aquele corpo, conforme uma angústia se apossava de mim, sem que eu pudesse entender o motivo.


Dei mais um passo para frente, forçando minhas pernas a trabalharem. Foi ai que finalmente reconheci o motivo da minha angústia crescente. Era Dimitri esticado no chão. Sem vida. Desespero se apossou de meus pulmões, enquanto eu gritava com tudo o que tinha.


Levantei as pressas da cama, buscando por ar. Minha respiração era ofegante. Dimitri se sobressaltou ao meu lado, me observando sem dizer nada. Não precisavamos. Entendimento mútuo passava por nós ao mesmo tempo, em que ele ergueu seus braço para que eu fosse até ele. O abracei e sem que eu pudesse me controlar, comecei a chorar.