The Last Storm (A Última Tempestade)
53 Capítulo 53 - Um Quarto De Hotel
Notas iniciais
Atendendo pedidos, segue mais um cap. pra vocês.
Queria pedir um minuto de atenção: Para quem não sabe, a Mila é minha beta mas ela recentemente teve sua linda bebê e para ajudar, está sem net. Estou precisando muito urgentemente de uma beta, para me ajudar com as fics e se possível uma co-autora para o meu novo projeto.
Quem se interessar, por gentileza me mande uma mp com seu email, msn, perfil e etc pra te eu achar.
Sobre a fic, aguardo comentários e uma recomendaçãozinha vai!!!!! Tem milhares de leitoras e pouca gente comenta & recomenda. Aguardo para postar o próximo capítulo! #SEMCHORONEMVELA :)
Beijos
Resolvi seguir os planos de Dimitri e ficarmos em casa, enquanto ele contatava algumas pessoas. Minha paciência se esgotava a cada segundo, conforme eu mudava de canais pelo controle remoto da televisão. Propagandas de mulheres e homens de roupas de banho, oferecendo protetor solar, não era uma boa pedida agora.
-Não sei como alguns humanos, conseguem ser tão idiotas – Comentei de mal humor.
-Há alguns anos atrás, você adorava biquínis. – Dimitri levantou sua cabeça do computador, para me olhar. Ele sorria de uma forma, que me fazia sentir a maior parte do tempo, a mulher mais sortuda do mundo. Seu cabelo estava amarrado em um curto rabo de cavalo e algumas mechas estavam escapando do elástico. Ele vestia uma camisa branca justa e jeans escuras.
-Eu ainda tenho preferências por biquínis – Comentei o olhando. – Mas a ideia não são os biquínis e sim o cara de chapéu vermelho, falando do protetor solar.
Dimitri olhou a televisão e gargalhou.
-Ele parece um peru defumado – Continuei com a minha avaliação e Dimitri riu mais ainda da minha cara indignada.
-Só pela cor bronzeada? – Ele ironizou e eu sorri.
-Se eu usar essa coisa e parecer que sai do forno em um papel laminado, vou matar eu mesma quem inventou essa porcaria. –Virei os olhos e desliguei a televisão. Deitei de costas na cama e comecei a encarar o teto. –Estou com saudade de casa – Me vi falando alto demais, meu pensamento.
-Eu também Roza – Dimitri parou de rir, assim como eu.
-Não quer desligar isso ai e vir deitar? – Me apoiei sob meu cotovelo e sorri esperançosa para ele.
Dimitri chacoalhou sua cabeça em negativa e suspirou.
-Você sabe muito bem que eu adoraria, mas não posso abandonar isso agora – Como era de se esperar, Dimitri opinou pela obrigação.
-Vou dar uma volta, então – Suspirei e sentei na cama.
-Já anoiteceu – Dimitri me lançou um olhar de advertência, mas ignorei.
-Eu prometo não sair do hotel – Lhe ofereci um sorriso, mas ele cerrou um pouco os olhos. Novamente, achando minha ideia absurda. –Oh Dimitri, por favor – Fui até próximo dele e beijei sua bochecha, enquanto ajoelhava no chão ao seu lado. –Eu vou morrer enfurnada aqui – Resmunguei –Não paro de pensar em Laika e minha mãe.
Sua expressão se suavizou um pouco, conforme ele me analisava.
-Não saia do prédio Rosemarie – Wow. Eu não conseguia lembrar, a última vez que ele me chamou assim. Dimitri não estava brincando dessa vez. – Estou falando sério.
-Okay amor – Virei os olhos –Vou até a piscina coberta okay? No máximo vou até o caça niqueis tentar passar o tempo.
-Prefiro a piscina – Ele respondeu objetivo.
-Tem certeza que não quer ir comigo? – Sorri.
-Preciso dar uns telefonemas ainda – Ele se desculpou.
-Okay – Disse por fim, me levantando. – Já venho.
Fechei a porta atrás de mim e comecei a caminhar pelo corredor vazio. Embora tivesse anoitecido, era relativamente cedo para os baderneiros de plantão, de Las Vegas. Conforme eu caminhava até o elevador, algumas lembranças de quando estive aqui pela primeira vez, começaram a me atormentar. A briga com Adrian, Lissa exposta ao lado de Christian e o principal, Dimitri com os olhos vermelhos.
Abri e fechei os olhos, tentando expulsar esses pensamentos da minha mente. Quando o elevador chegou, comecei a analisar o pequeno mapa do hotel, que estava colado em uma das paredes do elevador. Definitivamente, o lugar era ainda maior, observando dali. Várias salas de jogos e quatro piscinas se destacavam ali.
Sem que eu percebesse, o elevador foi para o piso térreo. Quando fiz gesto para sair dele, algo me fez parar no lugar. Dois Morois e três guardiões, estavam vindo em minha direção para pegar o elevador. Apertei o botão rápido demais e para minha total sorte, o elevador foi fechado a tempo de ninguém me reconhecer. Minha respiração estava totalmente irregular, quando voltei para o quarto e acabei cancelando, meu pequeno tour.
-O que foi? – Dimitri se levantou sobressaltado do seu lugar, conforme me via respirar com dificuldade, enquanto trancava a porta. Se aquelas pessoas tivessem me visto, eu poderia dar meu plano como encerrado ali.
-Tem muita gente lá embaixo – Não precisei continuar, enquanto entendimento passava por suas feições. Dimitri voltou a sentar em sua cadeira e eu voltei para minha posição inicial, ao lado do controle remoto.
Não demorou muito, para que Dimitri voltasse a me chamar. Eu já estava literalmente, pegando no sono.
-Já achei o laboratório — Dimitri me chamou e eu quase pulei da cama pelo susto.
-Sério? Onde fica? – Perguntei curiosa, enquanto sentava na cama.
-Na verdade amor, a pergunta não é onde fica e sim, quem é seu proprietário – Dimitri me lançou um olhar aborrecido.
-Quem é o dono? –O olhei com expectativa.
-Victor Dashkov – A frase era curta e objetiva. Senti meu sangue gelar. Graças a minha completa incompetência, Victor havia fugido com seu irmão Robert, logo depois que consegui as informações que precisava sobre a restauração de Dimitri. Guardiões e políticos tentaram localiza-lo por mais de um ano, mas nunca ninguém sobre seu paradeiro. Robert foi encontrado, ainda quando eu morava com Christian Ozera, mas foi inocentado, uma vez que jurou de pés juntos, não ter nada haver com seu irmão, dado como morto. As audiências que se seguiram depois disso, resultaram em absolutamente nada. Victor foi dado como morto e Robert, como doente e psicologicamente abalado. Graças à merda da falha do poder Moroi, suas propriedades ficaram intactas e quem as estava assumindo, era Robert Doru. Para variar e como o destino era irônico, eu estava novamente no ponto zero. Las Vegas.
-Acha que isso.. – Pausei sem poder continuar. — Pode interferir em algo? – Perguntei enquanto levantava da cama. –Acha que Victor ou Robert tem alguma coisa haver com Tasha?
-Eu não sei Rose, mas é bastante estranho que eles usem o sangue, da rede de laboratórios de Victor. – Pelo tom de voz de Dimitri, percebi que ele achava a ideia um tanto tentadora para ser inofensiva dessa forma. Tanto eu quanto a maioria dos Dhampirs, achava somente um jogo de marketing da parte de Robert, sobre a morte de Victor. Um corpo, nunca foi encontrado. Apenas alguns pedações de carne, que o Governo Moroi, se negou a fazer qualquer análise, depois de uma crise histérica de Robert em uma das audiências. O caso foi arquivado e estávamos agora lidando, com uma verdadeira bola de neves.
-Não acho que ele esteja morto – Comentei pensativamente. Dimitri cortou nossa distância e me abraçou.
-É por isso que te digo, que não podemos tomar decisões precipitadas – Ele beijou meu cabelo, enquanto eu me apertava contra ele. – Se isso for realmente verdade, estamos com problemas maiores ainda. – Ele se distanciou um pouco, para me olhar.
-Ainda bem, que não entramos quebrando tudo – Sorri sem humor e Dimitri beijou minha testa, tentando passar algum conforto. – O que vamos fazer? – Supliquei. Estávamos nos dois sozinhos, longe de nossa família e tentando lutar contra o mundo.
-Vamos pedir ajuda – Dimitri disse por fim e eu o encarei curiosa.
Notas finais
Besos
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