The Last Storm (A Última Tempestade)
52 Capítulo 52 - A Mansão
Notas iniciais
Tudo bem?
Primeiramente, gostaria de agradecer a recomendação de uma de nossas leitoras! Obrigada por recomendar!!!
Segue mais um cap e espero que vocês gostem.
Vou pedir mais uma vez. NÃO SEJAM LEITORAS FANTASMAS!!! Se vocês acompanham a fic, deixem um comentário. Não levará mais do que dois minutos! =)
Estão gostando da fic? Recomendem, para que outras leitoras possam conhece-la.
Boa leitura e aguardo os COMENTÁRIOS E RECOMENDAÇÕES para postar, o próximo capítulo.
Tudo parecida preto e branco ao meu redor. Eu mal notava as pessoas apressadas, passando por mim e Dimitri na rua, enquanto seguíamos para o endereço que Haroldo havia acabado de informar. Dimitri me analisava com cautela enquanto caminhávamos, embora preferisse se manter em silêncio durante todo o processo.
Paramos com o taxi bem próximo de mansão bastante luxuosa e conferimos a numeração.
–1587. É aqui mesmo. – Comentei com Dimitri, enquanto olhava o papel do meu bolso.
–Natasha tem dois seguranças – Ele comentou e me voltei para encara-lo. Dimitri tinha seus olhos em um ponto não muito distante, atrás dos portões de ferro maciço, onde dois homens de preto, conversavam pacificamente. Eles eram humanos.
–Talvez ela mantenha a segurança humana, para despistar os supostos inimigos dela – Virei os olhos e Dimitri se virou para mim.
–Talvez – Ele comentou vagamente – Mas eu não descarto a possibilidade de Dhampirs e até Morois com ela, lá dentro. – Dimitri apontou novamente para a construção.
–Podemos se livrar dos guardas – Comentei, enquanto a adrenalina por antecipação, estava começando a se apossar do meu corpo.
–Podemos começando, apenas com a análise do local. Tasha com toda a certeza, deve sair dai. Podemos aborda-la na rua – O plano de Dimitri era razoável, porém lento. Tasha poderia sair de sua fortaleza daqui à algumas horas, dias ou até semanas. Não tínhamos todo o tempo de mundo.
–E se ela, demorar a sair? – Perguntei, sem precisar completar a frase. Dimitri havia entendido.
–Temos que arriscar. – Dimitri pegou minha mão e eu notei, que o taxista estava começando a se intrigar pela demora. – Além do mais, nós não sabemos quantos mais, estão do lado de dentro. Tasha é astuta e inteligente o suficiente, para não estar sozinha.
–Merda – Bufei.
–Você sabe que eu estou certo. – Dimitri voltou a encarar o vidro do carro. Os humanos, ainda estavam ausentes a nossa presença. Talvez por ser um bairro residencial ou simplesmente por serem burros demais.
–É por isso que falei merda – Virei os olhos e Dimitri sorriu, embora eu notasse um pouco de tensão pairando no ar. – Se ao menos tivéssemos alguém lá dentro – Murmurei pensativamente, enquanto tentava pensar em algo.
No mesmo instante, um carro de entregas branco, se aproximou da casa. E eu Dimitri ficamos rígidos, uma vez que a atenção dos humanos, se voltou para o veículo próximo em frente ao pesado portão. Eles tiveram uma conversa rápida e logo o veículo foi liberado.
–O que merda é isso? – Sussurrei, enquanto analisava com cuidado.
–Parece um carro de entregas – Dimitri respondeu ao meu comentário.
O veículo foi estacionado e eu vi um singelo logotipo em vermelho. Mas, por causa da distância, estava quase ilegível. Forcei meus olhos na direção do veículo, mas mesmo assim, estava difícil distinguir alguma coisa.
–Dimitri, eu acho melhor... – Comecei a dizer, mas Dimitri me interrompeu, quando começou a falar em russo, com o taxista. Fiquei bastante impressionada, em como Dimitri conhecia pessoas. A conversa foi bastante rápida e antes que eu pudesse perguntar o tema, o taxista desceu do carro e começou a atravessar a rua, indo em direção à mansão. Eu estava curiosa e intrigada demais, para fazer qualquer pergunta. Eu apenas observei.
O homem pegou seu celular, enquanto disfarçava para se aproximar do portão. Os guardas humanos, estavam tão entretidos com o motorista do carro de entregas, que se ausentaram a presença do taxista. Depois de agonizantes segundos, o taxista enfim havia sido rápido. Voltou para o carro e fechou a porta. Dimitri puxou algumas notas de dinheiro do seu bolso da calça e entregou ao homem, enquanto conversavam em russo. Embora eu me sentisse extremamente excluída, resolvi esperar. Logo foi dada a partida no carro e começamos a nos mover.
–Onde estamos indo? – Perguntei para Dimitri.
–Já chamamos a atenção demais – Ele comentou, enquanto olhava ao redor. –O nome que estava escrito no carro, era de um laboratório russo. – Ele continuou e eu me ajeitei melhor no banco do carro.
–O que diabos ela quer com um carro de laboratório? – Perguntei intrigada
–Sangue – O jeito sombrio e pensativo que Dimitri estava usando, me fez gelar instantaneamente.
–Ela precisa de sangue – Murmurei, conforme entendimento passava por mim. – Tasha esta sem alimentadores.
–Exatamente – Dimitri me olhou com expectativa, conforme percebia minha linha de raciocínio.
–Ela precisa se alimentar regularmente – Dimitri pausou. – E isso pode ser o método mais fácil de conseguirmos acesso.
–Podemos achar esse laboratório! – Encarei sorrindo.
–Podemos até fazer uma simulação, dos dias que ela possivelmente ingere sangue, mas o melhor método é observarmos por alguns dias.
–Eu não gosto da ideia de esperar – Fui sincera.
–Eu sei meu amor, mas não podemos nos dar ao luxo, de entrar quebrando tudo. – O jeito como Dimitri pronunciou suas palavras, me fizeram sorrir. Obviamente, essa ideia o horrorizava.
–Adoro a ideia de entrar quebrando tudo – Fingi ingenuidade e foi a vez dele, de me lançar um olhar aborrecido, denunciando que eu estava sendo absurda.
–Eu sei bem disso. – Dimitri virou os olhos.
Quando chegamos ao hotel, já se passava do meio da tarde. Segui para o quarto, enquanto Dimitri buscava algo para comermos. Abri a porta e um pouco das persianas, para que entrasse um pouco de sol, dentro do cômodo. Eu sentia meu corpo dolorosamente cansado e minha mente fritando, como ovos no concreto. Encarei pesadamente o telefone, antes de discar os números.
–Alô? – A voz de Olena, era reconhecida facilmente.
–Sogra – Comecei a falar, não contendo minha expressão sorridente, em lembrar-me do meu lar e minha família.
–Rose! – Olena alterou um pouco sua voz. – Menina, onde vocês estão? Vocês estão tomando cuidado? – Ela perguntou preocupada. Pela forma como ela falava nós, eu não tinha duvida alguma, que ela tivesse certeza absoluta, que Dimitri tinha me achado. Virei os olhos.
–Estamos bem. Não se preocupe – Disse com calma. –E minha filha? – Meu coração se apertou, a lembrar de Laika – Ela está bem?
–Minha neta está bem. Não se preocupe – Olena me certificou e eu respirei aliviada, enquanto tocava meu peito. – Seus pais estão em Baia e não pretendem partir, até você retornar.
–Eu nunca pensei que fosse dizer um dia, que estaria tão feliz que Janine não tivesse ido embora . – Olena riu um pouco e eu me senti aliviada.
–Rose nós ainda achamos que é melhor, vocês voltarem – Sua voz era apreensiva. – É muito perigoso o que vocês estão tentando fazer.
–Nós estamos bem e tudo está quase se resolvendo. – Me lembrei dos eventos de pouco tempo atrás. – Por favor, mantenha Laika segura. Eu estou morrendo por ter tido que deixa-la. – A minha angustia, estava se refletindo em minha voz. Olena percebeu isso.
–Ela esta segura. Não se preocupe
–Agora preciso desligar, mas ligo depois. – Disse, enquanto encarava minhas unhas. Dimitri não demoraria a voltar.
Assim que desliguei o telefone, Dimitri abriu a porta e o cheiro de hambúrgueres, dominaram meus sentidos.
–Estou faminta! – Salivei, enquanto levantava da cama.
–Eu meio que já sabia sobre suas preferências – Dimitri me entregou o pacote cheiroso e eu sentei na cama para abri-lo.
–Falei com sua mãe – Comentei, enquanto abria o primeiro hambúrguer. Havia mais quatro dentro do pacote.
–Não é bom usarmos o telefone do hotel – Dimitri tirou seu casaco e sentou de frente para mim, na cama. – Comprei um chip novo, para evitar rastramento.
–Eu sei que é arriscado, mas eu precisava saber, como estava a Laika – Disse antes, de morder meu hambúrguer. – Isso aqui está divino, embora falte um pouco de sal – Franzi o cenho e Dimitri riu.
–De agora em diante, vamos usar apenas o telefone descartável Ele não precisou dar mais informações. Esse era o termo usado, para aparelhos temporários.
–Estamos de acordo – Comentei de boca cheia. – Não vai comer nada?
Dimitri apenas riu, mas algo em sua risada, me fez parar para olha-lo.
–O que é? – Instiguei, mas ele permaneceu em silêncio enquanto me analisava.
–Nada – Depois de um longo tempo ele respondeu, me deixando intrigada com seu olhar e sorriso. Era como se ele soubesse de alguma coisa, mas preferisse não comentar.
–Bobo – Virei os olhos, segundos antes, de Dimitri morder meu queixo e sorrir lindamente da minha expressão irritada.
–Eu amo você — Ele disse e eu bufei.
–Espertinho — Comentei de olhos cerrados e Dimitri gargalhou.
Notas finais
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