The Last Storm (A Última Tempestade)
49 Capítulo 49 - O Que Nos Não Fazemos Por Amor?
Notas iniciais
Tudo bem com vcs?
Me desculpem pela demora da postagem.
Eu digitei tudo e deu erro na hora de postar :(
Demorei muitoooo pra arrumar tudo novamente.
Esse cap tá bem legal pra quem gosta de cenas mais quentes rsrsrsrsrs
Um beijo e aguardo os coments ;)
Continuei encarando Dimitri entrar no quarto, fechar a porta atrás dele e simplesmente, me dar às costas, enquanto desamarrava seus sapatos, sentado em minha cama de casal. Com uma calma que definitivamente não era normal, Dimitri tirou seu casaco também.
-O que você está fazendo aqui? – Sibilei para ele novamente, que continuava me torturando com aquilo. Dimitri me ignorou por um momento. –Eu estou aqui – Repeti, virando os olhos e alterando um pouco minha voz.
-Eu sei que está – Dimitri comentou indiferente. Dessa vez, ele se levantou da cama e me encarou . Seus braços firmemente fechados em seu peito, demonstrando o controle que ele estava tendo, para controlar sua possível raiva por mim e pelo que eu havia feito.
-Então, pode me explicar o porquê diabos, você deixou nossa filha sozinha em Baia? – O encarei, espelhando sua postura.
-Você disse bem, nossa filha Rose – Dimitri tinha uma postura implacável e a cada segundo que se passava, parecia mais uma bomba relógio. Quando ele notou minha postura confusa e preocupada de repente, voltou a falar.
– Laika esta muito bem guardada pelos seus pais e minha mãe. – Ele me ignorou.
-Eles sabem então, que você veio atrás de mim? – Cansei de tudo aquilo e me sentei na cama cansada, ignorando que Dimitri também estava próximo dela. Minhas mãos se depositaram automaticamente em meu queixo e eu desviei o olhar.
-É obvio que sabem – Dimitri respondeu depois de um longo suspiro. Com calma, ele caminhou até a janela do quarto e começou a observar, o movimento lá fora. Já era noite e embora eu estivesse em um andar bastante alto, quase era palpável a movimentação das pessoas pelas ruas. Las Vegas era a cidade que nunca adormecia, independentemente do número de Strigoi ou não, lá fora.
-Você foi muito idiota em vir atrás de mim – Murmurei, enquanto encarava meus pés. – Você deveria ter ficado para cuidar de Laika.
Dimitri soltou uma risada amarga, seguida de um longo suspiro.
-O que foi? – Me virei para olha-lo. Dimitri se virou para mim, abandonando sua postura na janela.
-Você é muito absurda às vezes e eu havia esquecido, o quanto isso pode ser irritante. – Seu recado era claro, mas sua voz tinha um pouco de diversão amarga.
-E eu havia esquecido, o quanto você pode ser um chato – Virei os olhos. Dessa vez, Dimitri franziu um pouco o cenho. Seus olhos ainda estavam em mim. Meu cabelo úmido, caia livremente em meus ombros, deixando em minha camiseta, um suave rastro de umidade.
Dimitri caminhou em minha direção e eu o acompanhei seus
movimentos, pela minha visão periférica, não tendo coragem para encara-lo. Ele parou ao meu lado na cama e pegou minha mão esquerda, tocando minha aliança de casamento. – Eu me lembro do dia em que te conheci. – Dimitri sussurrou enquanto encarava minha mão. Arrisquei um olhar para ele, que tinha sua expressão sonhadora pela lembrança. – Você defendeu sua Moroi com tanta bravura. – Ele pausou, mas não mudou seus movimentos em meu dedo – Mesmo não tendo habilidade nenhuma, você me surpreendeu com suas atitudes.
-Está falando de Kirova? – Eu ri amargamente, enquanto também recordava, momentos do passado. –Aquela bruxa velha, estava disposta a me expulsar de lá e se não fosse você... – Meus olhos buscaram os dele. – Eu não sei o que teria acontecido. – Minha voz se tornou quase inaudível. Eu não podia me ver, mas não duvidava muito, que minha expressão cansada e magoada, estava espelhada na de Dimitri.
Seus olhos castanhos, me observavam agora com adoração e eu vi, todo o amor que ele tinha por mim. E que eu teimava às vezes, em ignorar.
-Eu te admirava....Não podia deixar você partir...Tinha algo em você – Dimitri tocou meu rosto com a ponta dos dedos, esquecendo momentaneamente da minha aliança. –Algo que me puxava e que me prendia.
Ouvir aquelas palavras dele, só fizeram meu coração de encher mais em amor e compreensão, como se isso ainda fosse possível. Toquei sua mão em meu rosto e fechei meus olhos, me deleitando com o toque de seus dedos quentes.
-Eu amo você – Disse voltando a abri-los. –Eu sempre vou amar você.
-Me desculpa Roza.... – Dimitri sussurrou, se levantando um pouco do chão, para encostar sua cabeça em meu ombro. –Eu não devia ter sido tão radical com você, principalmente, quando envolvia Tasha Ozera.
-Vamos esquecer essa idiota, okay? Pelo menos por agora– Comecei a mexer em seu cabelo, fazendo uma careta. – Eu não aguento mais ficar longe de você. – Puxei seu corpo para um abraço, mas Dimitri me empurrou na cama, deitando sobre mim. Sem aviso prévio, ele levantou um pouco e puxou meu corpo pela cama, até que me depositou com a cabeça nos travesseiros. Nossos olhos nunca desviaram no
processo.
-Eu amo você – Ele me disse de uma forma tão devota que me permiti sorrir. – Quando percebi que sua decisão estava tomada, não pude deixar você ir sem mim. Eu não poderia correr o risco de algo acontecer você.
-Eu estou bem agora. – Continuei mexendo eu seus cabelos.
-Eu já te perdi Roza....Não vou perder novamente. – Dimitri me fez recordar de quando, ele havia retornado a sua forma de Dhampir. O quanto me doeu a nossa separação e como eu fiquei feliz, com nossa reconciliação e principalmente. Como eu fiquei feliz, quando ele me pediu em casamento.
-Estamos casados agora e felizes – Beijei seus lábios. Como era de se esperar, Dimitri se rendeu. Toda a relutância ou implicância inútil, haviam se esgotado, conforme nos beijávamos. Sensações frias e quentes, passavam entre nós, conforme o beijo se aprofundava e nosso porto seguro, passava a ser o corpo do outro. Dimitri tirou sua camiseta azul e quando se distanciou de mim, sentando sob seus pés na cama, para desfivelar sua calça, ele pareceu notar minha vestimenta finalmente.
-Conheço essa camiseta. – Ele apontou rindo. Meu coração quase parou, diante minha visão daquele Deus Russo.
-Não sei do que você está falando – Fingi surpresa, enquanto me sustentava em meus cotovelos. Apenas analisando seu peito.
Dimitri se debruçou lentamente e começou a levantar minha camiseta, até a altura dos seios. Quando pausou, levou seus lábios até minha barriga e começou a depositar beijos molhados por toda parte. Um suspiro involuntário saiu pelos meus lábios e ele riu contra minha pele.
-Está jogando baixo camarada – Apontei e ele apertou minha cintura. – Sabe que estou me perguntando, como você conseguiu descobrir meu quarto, se eu pedi sigilo sobre minha estadia. – Comentei, ignorando suas mãos que agora, havia acabado de tirar minha camiseta.
-Foi bastante simples – Dimitri mordeu um dos meus seios por cima do sutiã e eu afundei minhas unhas em seus ombros. –Apenas disse que era seu marido.
-Marido de Rosemarie Hathaway ou Giuliana Pavel? – Mordi de leve seu pescoço, conforme ele me puxava mais para si, com suas mãos em meus quadris.
-De ambas – Foram as últimas palavras de Dimitri, antes de voltar a me beijar com volúpia. Suas mãos logo estavam em meu short e ele o tirou, sem muito cuidado. Estávamos ansiando pelo contato e tudo o que pudesse atrasar nesse sentido, não era bem vindo. Minhas mãos foram para sua calça jeans e ele se livrou dela e de sua roupa de baixo, rapidamente.
Enlacei minhas pernas em sua cintura e senti seu membro pulsante, por cima da minha calcinha fina de renda. Dimitri arfou com o contato e eu gemi.
-Sabe que senti falta disso... — Mordi o lóbulo de sua orelha. Dimitri desceu suas mãos até meus quadris e apertou mais, para aumentar o contato entre nossos corpos. Suas mãos foram para o cós da minha calcinha e eu as segurei no lugar. — Não tão rápido camarada -O surpreendi, mas ele me deixou guiar, sorrindo maliciosamente. Antes que ele processasse mais alguma coisa, virei por cima dele na cama, sentando em seu colo.
Debrucei em seu peito e comecei a distribuir beijos, como ele havia feito comigo. Segurei as mãos de Dimitri, embora eu soubesse quem levaria a melhor, se resolvêssemos lutar por dominação. Quando cheguei próximo demais do seu membro com meus beijos, Dimitri murmurou algumas palavras em russo, cujo significado acabou se perdendo, nos momentos seguintes.
-Roza não demore muito....Estou enlouquecendo.... –Ele repetiu de olhos fechados, enquanto eu continuava com meus beijos e mordidas pelo seu corpo.
-Você costumava ser mais resistente. – Comentei, fingindo ingenuidade e Dimitri inverteu nossas mãos de lugar. Dessa vez, ele estava segurando meus pulsos.
-Não quando estou longe de você há dias. – Eu encarei seus olhos. Meus cabelos caindo livremente por seu rosto. Voltei a beijar seus lábios e solteis minhas mãos, das suas. Dimitri agiu rápido, me virando na cama e deitando sobre mim e logo em seguida, se livrou de minha mínima peça de roupa.
-Eu já nunca tive problema com resistência – Comentei rindo e ele sorriu, enquanto se acomodava melhor no meu corpo, abrindo minhas pernas. Seu membro roçou na minha entrada e eu arfei, me preparando para recebê-lo. Dimitri afundou seu rosto em meus cabelos e me penetrou com força, puxando minhas pernas para ele. Com muita facilidade, ele sentou na cama e me puxou junto, para seu colo. Seus lábios foram para um de meus seios que ele sugava, enquanto bombeava dentro de mim com movimentos lentos. Uma de suas mãos estava apoiada em minhas costas e a outra, na lateral do meu quadril, me ajudando com os movimentos em cima dele. Sua boca em meus seios estava me fazendo se perder em sensações. Comecei a cavalgar em cima dele um pouco mais rápido, mas sua mão me manteve no lugar.
-Quem é resistente hum? – Dimitri murmurou sob minha pele e eu arfei.
-Isso não é justo. – Joguei a cabeça pra trás, enquanto ele insistia na minha tortura. Seus movimentos ainda lentos e precisos e seus lábios, deixando rastros de fogo.
Dimitri me deitou na cama e girou, para que eu ficasse em cima dele, sem desconectar nossos corpos.
-Sua vez, Sra. Belikov. – Seu sorriso malicioso, fez o meu aumentar. Comecei a me movimentar em cima dele, com movimentos rápidos. Suas estocadas estavam ainda mais profundas e não segurei um gemido de pura luxuria, quando notava que eu estava próximo do orgasmo.
-Dimitri – Murmurei seu nome, enquanto jogava minha cabeça para trás.
-Sim, Roza... – Ele apertou meus quadris e começou a se mover mais rápido. Suas mãos me apertando com força, e eu duvidara que estivesse livre de alguns hematomas no dia seguinte. Nossa liberação veio com força, junto com nossos gemidos. E quando tudo se tornou silêncio, me debrucei em seu peito, com minha testa suada.
-Eu definitivamente não penso em brigar mais com você. – Comentei quase sem fôlego.
-Eu também não meu amor. – Dimitri comentou rindo, enquanto beijava o topo da minha cabeça.
-E eu também penso sobre fazermos isso mais e mais vezes – Levantei meu rosto para encara-lo. Ele tinha uma expressão agora serena, mas seus olhos brilhavam com desejo. – Não é como se tivéssemos toda a liberdade do mundo, morando na casa da sua mãe. – Franzi o cenho com o comentário. Eu realmente não tinha nada a reclamar sobre o fato de sermos vizinhos de quarto de Vicky, mas era bastante complicado às vezes, ter privacidade sabendo, que as paredes definitivamente tinham ouvidos.
-Quando resolvermos oque viemos resolver, tudo estará bem. – Dimitri se levantou um pouco das almofadas, e beijou minha testa.
-Vamos voltar para a Corte e ficar próximo de Christian e Lissa – Sorri com o pensamento. Meu coração ainda se apertava com a distância.
-Também, mas estou mais ansioso para comprarmos uma casa e termos mais filhos. – Dimitri abriu um sorriso gigante e eu engoli seco.
-Mais filhos? – Perguntei um pouco sufocada. Eu não havia pensado nisso até aquele momento. Que talvez eu pudesse ter mais filhos. Havíamos acabado de fazer amor, sem preservativo, como em todas as outras vezes, depois que voltamos a nossa vida ativa, assim que Laika nasceu. Eu estava ferrada.
-Por que essa cara? – Dimitri me olhou, franzindo o cenho. Seus dedos deslizavam gentilmente pelo meu braço.
-Acha que podemos ter mais filhos? – Perguntei confusa.
-Eu não vejo por que não... – Dimitri juntou suas sobrancelhas de uma forma engraçada e pensativa. Se não fosse pelo momento de pânico, eu teria rido. – Se você ficou grávida da primeira vez, por que não poderia ficar novamente?
-É verdade – Pensei por um momento. Minha voz estava bastante falha.
-Não quer mais ter filhos? – Dimitri me tirou de meus devaneios. Voltei a olhar seus olhos e me lembrei do quanto Dimitri queria uma família, mesmo no meio em que vivíamos.
-Laika já está dando trabalho demais. – Tentei contornar a situação. – Ela ainda é pequena também. – Dimitri franziu o cenho, entendendo meu receio.
-Roza....Crianças são sempre bem vindas. – Seu sorriso voltou a iluminar seu rosto e eu fiz uma careta.
-Vou ficar gorda e cheia durante meses denovo – Desviei dos seus olhos e ele puxou meu rosto com suas mãos gentis, para que eu pudesse encara-lo.
-Você ficou linda grávida e ficará ainda mais novamente. –Seus olhos agora brilhavam em expectativa. Soltei um longo suspiro.
-Vamos conversar sobre isso depois. – Voltei a depositar meu rosto em seu peito. Sua respiração já estava normalizada. –Mas eu vou pensar sobre isso. – Fechei os olhos, enquanto me sentia uma idiota por ainda cogitar engravidar novamente. O que é que nós não fazemos por amor?
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