The Last Storm (A Última Tempestade)
48 Capítulo 48 - Las Vegas
Notas iniciais
Tudo bem? ^^
Segue mais um cap pra vcs e espero que gostem
Queria mandar um beijo para as leitoras novas e agradecer pelo comentário de todas vocÊs, que estão fazendo com que mesmo chateada eu ainda continuo com a fic
Beijossssssssss
A respiração passiva de Dimitri e Laika, era sinal de que eles finalmente haviam adormecido. Esperei mais alguns minutos, para reunir toda a coragem que precisava, para virar e encarar Dimitri na cama. Ele estava de costas para mim, fazendo com que eu não conseguisse ver seus olhos. Suas costas estavam bastante relaxadas e sua respiração, era regular. Por um momento, me segurei para não tocar seus cabelos castanhos. Fechei meus olhos com força, conforme me lembrava de que mal estávamos nos falando nos últimos dias. Ainda estava sendo doloroso demais aceitar nossa distância física e emocional.
Respirei fundo e logo me levantei da cama, antes que meu emocional já abalado, me impedissem de vez, de abandonar Dimitri e minha filha ali. Rapidamente, peguei minhas coisas no armário e as depositei com cuidado em minha mochila. Por um momento, pausei meu progresso para novamente analisar Dimitri de Laika. Dessa vez, eu busquei seu rosto e mesmo no escuro, o conseguia ver muito bem. Dimitri ainda aparentava estar em um sono pesado, como de nossa filha. Agradeci mentalmente a presença de Janine naquela casa. Graças a ela, Dimitri havia relaxado nos últimos dias, enquanto sabia que mais pessoas, o estavam ajudando na vigilância.
Mal terminei de fechar minha mochila e me vestir, já estava no corredor caminhando com cuidado, para que ninguém notasse minha fuga. Graças aos anos de treinamento e sobrevivência forçada, eu consegui me sair bem e finalmente fechar a porta de minha casa atrás de mim. Caminhei pela grama verde, com cuidado para não fazer barulhos demais. Quando finalmente alcancei a rua, me virei pela última vez a casa que eu estava hospedada há meses. A casa de Dimitri.
Ajeitei minha estaca de prata no bolso, conforme ia caminhando em passos largos para o ponto de taxi de Baia, que ficava a menos de um quilômetro dali. Conforme eu caminhava, culpa, medo e raiva iam se misturando dentro de mim. Ver os rostos de Dimitri e Laika ali no meu quarto, era algo que eu precisava lidar agora, ou eu nunca iria acabar de uma vez por todas, com essa história de monstros e contos de fadas que só Natasha Ozera, era capaz de inventar.
-Sra. Belikov? – Jorge, um antigo morador de Baia me cumprimentou, quando cheguei ao ponto de taxi.
-Boa noite Jorge – Tentei parecer o mais calma possível. – Pode me levar até o ponto de trem? – Pedi gentilmente. Embora eu soubesse que ele não tivesse muito contato com minha família, ainda sim, era arriscado demais dar a ele muitas informações. Baia era do tamanho de um ovo, dificultando bastante minhas escolhas.
-Claro, mas a Sra. Irá viajar sozinha a esta hora da madrugada? – Jorge olhou atrás de mim, em busca de mais algum parente meu.
-Eu irei tirar alguns dias de folga – Me apressei em meu discurso pronto. – A vida de casado nem sempre é muito fácil. – Tentei ao máximo, fingir uma postura melancólica e pelo rosto preocupado do velho homem, eu havia sucedido bem.
-Entendo – O homem se postou solidário e eu tive que me segurar, para não começar a gritar para que ele me tirasse dali o mais rápido possível. A imagem de Dimitri vindo em minha direção com um olhar assassino, de repente, não era de todo impossível.
-Podemos ir? – Insisti – Eu tenho que encontrar meus pais no aeroporto. – Menti pela segunda vez.
-Claro. Eu levarei a Sra até lá – Jorge se ofereceu para pegar minha bolsa e eu achei melhor encerrar de vez, aquela discussão estúpida.
Seguimos para o aeroporto conforme ele havia mencionado. Eu insisti para que ele me deixasse apenas na ferrovia, mas para o velho homem, era um absurdo, uma jovem senhora sozinha àquelas horas da noite. Assim que alcancei o aeroporto, notei que estava para amanhecer. Comprei meu bilhete para o próximo voo e em menos de trinta minutos, eu estava partindo, graças a um golpe de sorte.
Já se passava da hora do almoço, quando finalmente cheguei em Las Vegas. O sol era brilhante e acabara por me fazer, tirar minhas diversas camadas de roupas, por causa da diferença gritante de temperatura. Sem muitas opções ou tempo para agir, me hospedei no primeiro hotel que um taxista local me ofereceu, para poder ter tempo de analisar minhas opções e endereços, que Eddie havia me passado.
-Um quarto por favor – Solicitei a recepcionista, enquanto pegava dinheiro para pagar
-Sua identidade Sra. – A recepcionista solicitou e eu entreguei com receio, a identidade que Dimitri havia me dado, quando precisamos fugir. Nela, estava o nome de Giuliana Pavel.
Quando finalmente peguei as chaves do quarto, me certifiquei para que não chamasse atenção demais. Las Vegas, era o lugar favorito de muitos Moroi. Subi rapidamente para meu quarto, enquanto me pegava pensando na minha casa. A essa altura, Dimitri, meus pais e inclusive Laika, estavam cientes do meu sumiço. Eu precisava agir rápido ou uma verdadeira equipe da Swat, viria atrás de mim, caso algo desse errado.
Tracei uma breve rota, conforme supostamente as peças, que eram informações de Eddie, pareciam se encaixar em minha cabeça. Quando definitivamente meus olhos começaram a protestar, percebi que havia passado grande parte do meu dia, trancada naquele quarto. Meu estômago roncava ferozmente e eu começara a suspeitar, que se eu não ingerisse nada nos próximos minutos, iria ter problemas para raciocinar.
Tomei uma ducha rápida e me vesti com uma camiseta de Dimitri e um shorts de moletom. Sentir o cheiro de pós-barba dele ali, era o melhor que eu poderia me conformar, antes de voltar para seus braços em casa. Liguei a televisão para ver o noticiário, enquanto devorava um lanche improvisado, que eu havia pedido no quarto.
O som da fechadura sendo aberta, me fez jogar meu sanduiche para longe, enquanto eu me posicionava para o ataque, com minha estaca em mãos. Eu estava prestes a atacar o invasor, quando um homem bastante alto e de aparência suicida, vestindo uma jaqueta de couro marrom e cabelos soltos, estava entrando no meu quarto. Meu marido Dimitri Belikov.
-Mas o que? – Perguntei atônita, enquanto o observava entrar calmamente no cômodo e fechar a porta atrás dele.
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