The Last Storm (A Última Tempestade)
47 Capítulo 47 - Conversas Com Um Antigo Amigo
Notas iniciais
Segue mais um cap.
Estou bastante chateada com alguns acontecimentos recentes.
Eu e a Mila, fomos notificadas em uma de nossas fics (advertência) há dois dias atrás, pois citei o nome Saga Crepúsculo para que as pessoas que gostam da série, também pudessem acompanhar minha fic. Realmente, pensei q talvez pudesse ser errado, mas como eu mesma já li muitas fics com essa citação e não falavam absolutamente nada sobre as mesmas, achei que poderia ter colocado.
Dessa forma, peço a ajuda de vocês que são meus leitores, para que me avisem de algo está fora da classificação que nós fizemos, pois não queremos mais receber advertências e até parar com a fic.
Conto com a colaboração de vcs...pois estou pensando seriamente em parar de escreve-las e só não o fiz por que ainda recebo comentários de pessoas, que realmente gostam do que estamos fazendo, independente de outras, que estão torcendo para eu parar de continuar a fic.
Sem mais.
Dimitri mal me olhava, e aquilo, estava correndo parte do meu coração. Parte da minha alma. Em seu rosto, eu via dor e um pouco de raiva. Raiva por mim e raiva por tudo, o que estávamos passando nos últimos meses. Laika havia nascido e com ela, a preocupação em conseguirmos nos manter vivos, em um gigante ninho de cobras.
Meus pais, ainda estavam em Baia e Laika agora, mal desgrudava de Abe, seu novo avô e amigo. Embora ela ainda fosse apenas um bebê, eu tinha certeza que ela era capaz de entender muita coisa. Prova viva disso, eram as risadas e as iniciativas dela em me ver sorrindo, mesmo que meu coração estivesse quase negro.
Terminei de lavar minhas mãos na pia e me preparei psicologicamente, para mais uma rodada de sermões de Janine Hathaway. Ela estava em Baia, fazia exatamente dois dias, e conseguia me fazer sentir ainda pior, por não estar conversando com Dimitri. Sim, estávamos partilhando a mesma cama ainda, mas ele, ia se deitar, quando tivesse certeza que eu estaria dormindo. Caso contrário, ele se ocupava com qualquer coisa, ou até mesmo, inventar uma vigilância na casa para não ter que me encarar. Já eu, estava aborrecida demais para insistir com qualquer conversa, quando meu foco principal, estava em Las Vegas.
Enxuguei minhas mãos no pano de prato e chamei todos para jantar, minha nova tentativa gastronômica na cozinha. Macarrão com almondegas. Em Baia, meus dias se dividiam basicamente entre comer e dormir. Eu precisava adquirir algumas outras habilidades, além de queimar omeletes na frigideira. Não demorou muito, para que a mesa estivesse
completa e todos começassem a comer. Dimitri, como era de se esperar, sentou no outro extremo da mesa, ao lado de sua mãe e irmãos e eu, sentei próxima de Abe e Janine, com Laika em meu colo.
-Até quando vocês vão continuar assim? – O som sombrio da voz da avó de Dimitri Yeva, cortou o cômodo silencioso.
Ignorei a pergunta e acomodei melhor Laika em meu colo. Ela estava brincando sorridente, com um ursinho de morder, que Abe havia dado a ela.
-Vó eu acho melhor a Sra. Deixar eles de resolverem – Karolina, uma das irmãs de Dimitri, assoviou desconfortavelmente em seu lugar.
-Eu já falei isso para ela – Sonya respondeu, enquanto encarava seu prato.
-Vamos encerrar esse assunto – Olena Belikov ergueu um pouco seu tom de voz e eu agradeci mentalmente, pela intromissão.
O resto do almoço foi em um silêncio absoluto e quando finalmente consegui me despistar de todos, deixei Laika com Abe e fui para meu quarto rezando, para que Dimitri não tivesse tido a mesma ideia que eu. Quando fechei a porta, peguei meu aparelho celular e disquei rapidamente os números de Eddie Castilhe. Ele atendeu no segundo toque.
-Oi Eddie, sou eu – Falei baixo, com receio que alguém, pudesse me escutar.
-Oi Rose...Tem boas notícias? – Ele perguntou um pouco inseguro. Há dois dias, quando tive minha conversa séria com Dimitri, resolvi contatar alguém do meio, para que pudesse ausentar meus pais ou até mesmo Dimitri, da minha busca por Natasha Ozera. Eddie embora negasse um bom tempo, acabou cedendo quando percebeu que eu iria mesmo sem ele. Um peso enorme quase como um incomodo, pairava sobre minha cabeça, enquanto eu lembrava, de quando coloquei Eddie em uma das minhas ideias mirabolantes. Quando resolvi pedir a ele, que me acompanhasse a prisão de segurança máxima, atrás de Victor, o tio de Vasília Dragomir.
Empurrei meus pensamentos sobre isso, e voltei a realidade.
-Na verdade, estou esperando ainda as suas coordenadas – Comentei.
-Rose... – Ele pausou cansado – Tem certeza mesmo, que você vai atrás de Tasha sozinha?
-Eddie, já passamos por isso – Respondi ríspida. Eu já estava perdendo a paciência com aquele drama todo. Eu não tinha tempo a perder.
-Que seja então. Mas isso é culpa só sua e se o Belikov resolver me caçar.... – O cortei.
-Ele não irá te caçar! – Respondi pra ele. – Me passa agora o endereço que você tem ai, que eu vou me virar.
Eddie então, me passou um endereço e alguns nomes de contatos que ele tinha em Las Vegas. Novamente, a lembrança de Dimitri e eu naquela cidade, voltou com força, conforme eu anotava as inicias LV no papel em branco.
-Ok obrigado – Respondi em agradecimento e logo em seguida desliguei o telefone, para evitar mais drama da parte de Eddie. Mentalmente, fiz uma relação rápida do que eu iria levar quando partisse.
Fui tomar um banho rápido, para também disfarçar meu sumiço, e antes de me trocar, separei algumas peças de roupa em uma parte isolada do meu guarda-roupas. Peguei também um par de tênis minha nécessaire para higiene básica. Quando tudo estava depositado ali, mudei minha mochila de lugar, a colocando do meu lado embaixo da minha cama. Respirei bem fundo, atende fechar a porta atrás de mim e encontrar meus pais com Laika sentados no sofá da sala. Eu não avistei Dimitri, mas não duvidará que ele estivesse por perto. Meu sangue estava fervendo em antecipação.
-Ele está lá fora com as irmãs e mãe – Sem ao menos me olhar, minha respondeu a pergunta não feita.
-Não sei do que você está falando. – Me mexi desconfortavelmente na poltrona, que estava sentada.
-Você sabe que Dimitri te ama e o que vocês dois estão fazendo, só fara mal para a filha de vocês. – Janine continuou e eu perdi minha paciência.
-Grande exemplo você não é mesmo? Exemplo de mãe presente – Comentei de mal humor, não dando a mínima que isso, a tivesse ferido. Dane-se, Janine poderia lidar com isso, como por tantos anos eu lidei.
-Rose...Está sendo grosseira com sua mãe – Abe se tornou parte do assunto.
-Olha... – Comecei me levantando do lugar. – Acho que já estou aborrecida demais com tudo isso e Laika quer dormir. – A peguei do colo de Janine e Laika não protestou. Ela tinha seus olhinhos quase fechando, pelo horário tardio.
Não esperei por nenhuma resposta mais. Distanciei-me dos dois e voltei para meu quarto, com Laika em meus braços.
-Por que merda todo mundo se intromete na minha vida? – Resmunguei já sentada em minha cama, enquanto observava Laika adormecida. Minhas pernas estavam firmemente fechadas em meu peito e meus braços as sustentando.
Quando finalmente cansei daquela posição e resolvi me deitar, ouvi a porta se abrindo. Eu sabia que era Dimitri, por isso me encolhi mais nos cobertores e me distanciei o máximo dele. Seria bom para nós dois esse gelo, até eu voltar com a cabeça de Natasha Ozera, em um bandeja de prata.
Dimitri quietamente, se deitou na cama ao meu lado, mas algo me dizia que ele estava bem ciente de que eu não estava dormindo e mais ciente ainda, de que eu estava prestes a partir.
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