The Last Storm (A Última Tempestade)
46 Capítulo 46 - Decisões
Notas iniciais
Tudo bem?
E ai... Estão gostando da fic? Não estão comentando mais :(
Aguardo coments pra prosseguir
Beijos! ;)
Alguma coisa, estava prendendo a atenção de Laika. Mesmo com a distância em que nos encontrávamos uma da outra, eu percebi isso, quando sua atenção em Dimitri, alternou para algo que consideravelmente, parecia ser maior.
–Ela está querendo alguma coisa – Assoviei para ele, da onde estava sentada ao lado de Adrian e Sidney.
–Eu já notei isso – Dimitri me lançou um sorriso curioso, enquanto seguia com o olhar, o que Laika estava observando.
–O que você está vendo filha? – Dimitri a sentou em seu colo e ela sorriu para ele, como se esse pequeno gesto, explicasse tudo.
–A áurea dela está alaranjada. – Adrian pausou seu livro, para comentar — Seja lá o que for, ela parece bastante feliz com o que está acontecendo.
–É o que parece. – Franzi o cenho, para logo em seguida, levantar do lugar e começar a andar em direção a ela e Dimitri. Quando me aproximei bastante deles, meus ouvidos captaram o som de um carro parando. Imediatamente, meus sentidos soaram alerta. Troquei um olhar rápido com Dimitri, que também havia escutado e em um pulo, se levantou do chão.
–O que aconteceu? – Sidney sibilou para nós, enquanto cutucava Adrian ao seu lado. Ele, por sua vez pareceu não gostar muito de ser interrompido.
–Rose pegue Laika. Vou ver o que está acontecendo – Dimitri me ofereceu minha filha, mas neguei com a cabeça.
–Eu vou lá ver o que está acontecendo – Respondi, evitando questionamento. Dimitri precisava voltar a confiar em mim dessa forma.
–Está bem — Ele respondeu por fim, depois de controlar sua frustração. Dimitri estava tendo muitos problemas em me deixar sentir-me útil às vezes. Em sua opinião recente masculinizada, eu deveria cuidar de Laika e ele, cuidar da nossa segurança. O ponto era, que ele havia esquecido que eu também era guardiã e quando ele mais precisou de mim, fui eu quem o salvou da vida que ele levava, quando era Strigoi.
Ignorando seus olhares de advertência, fui em direção à porta da cozinha e esperei ainda lá fora. Quando lancei um olhar para trás, Dimitri, Adrian e Sidney haviam sumido. Provavelmente, se escondido em algum lugar ali próximo. Desde que havíamos se tornado publicamente inimigos da rainha, estávamos vivendo assim. Olena abriu a porta e eu prendi a respiração, enquanto observava da pequena vidraça. Alguns segundos de surpresa e pânico, me fizeram congelar no lugar, enquanto observava aqueles dois rostos que eu tanto senti falta. Meus pais.
–Abe! Mãe! – Abri a porta da cozinha e finalmente corri em direção a eles. Quando Abe me viu, disfarçadamente empurrou minha mãe para o lado e me abraçou.
–Filha! Como eu senti sua falta! – Ele sussurrava nos meus ouvidos.
–Eu também velhote! Eu também – O abracei sem me importar que há algum tempo atrás, eu definitivamente não o tolerava. Ironia não?
–Me dê espaço, Abe Mazur – Janine o cutucou e ele desfez nosso abraço. – Rose! – Minha mãe me abraçou e eu não pude mais controlar minha felicidade por vê-los. Eu sentia muita falta deles. Muita falta da minha antiga vida, cujo eu reclamei por muitas vezes. Isso me fez lembrar-me de quando, eu era uma simples estudante. O mundo parecia ser tão mais fácil.
Quando nos separamos, minha mãe começou a perguntar algo enquanto eu enxugava minhas lágrimas, mas foi interrompido quando seus olhos, notaram algo atrás de mim.
–Meu Deus! – Janine espantada encarava, ao lado de Abe. Virei-me
e vi Laika ao lado de Dimitri, Adrian e Sidney, sorrindo e esticando suas duas mãozinhas em direção a eles. Dessa vez, Janine foi mais rápida e deixou Abe no lugar observando, como se ele se perguntasse se aquilo ela realmente real.
–Eu tenho uma neta – Janine pegou Laika dos braços de Dimitri que também sorria. – Abe! Temos uma neta! – Janine olhou rapidamente para Abe, que ainda tinha uma expressão espantada.
–Ela é mesmo real?! – Ele perguntou, enquanto ia de encontro com Janine e minha filha. –Ela é a cara do Belikov – Algo no comentário de Abe, fez meu sorriso morrer.
–Obrigada pai – Disse de mau humor, enquanto encarava o sorriso inabalável e orgulhoso de Dimitri.
–E sua também Rose – Ele tentou redimir, percebi. – Tem o mesmo sorriso de quando você era pequena – Algo na forma como Abe estava contando aquilo a mim, me fez pensar que talvez. Bem talvez, ele me conhecesse bem antes do que eu havia imaginado. Tentei ignorar isso.
–O importante é que ela saiu de dentro de mim. – Tirei Laika dos braços de Janine – Aproposito, o que diabos vocês dois, estão fazendo aqui? – Voltei para o modo negócios, ignorando os olhares perplexos de Abe e Dimitri. Minha mãe pelo menos, estava adorando deixar para lá assuntos familiares e pessoais.
–Viemos ver nossa neta – Abe se aproximou novamente de nós e
Laika soltou uma risada alta. Ela claramente, queria ir com seu avô. – Está vendo? Ela que vir comigo. – Ele disse triunfante. Contra gosto, a passei para o colo de Abe, que imediatamente saiu da sala, ao lado de Olena – Vou tirar ela de assuntos chatos, ao lado da vovó Belikov – Ele comentou e eu virei os olhos. Quando eles partiram, Sidney e Adrian, também os seguiram em silêncio.
–Pois bem – Fiz sinal para que minha mãe, se sentasse no sofá da sala. –Além de Laika é claro, o que te traz aqui? – Eu realmente estava melhorando a minha parte profissional.
–Encontramos Natasha Ozera – Minha mãe disse sem rodeios. Minha boca se tornou um grande ó. Imediatamente, senti o corpo de Dimitri, se aproximando do meu no sofá.
–Está falando sério? – Perguntei a Janine – Onde ela está?
–Está em Las Vegas – Minha mãe deu de ombros. – Pode ser que agora, não esteja mais – Ela pausou para notar minha reação. – Mas de qualquer forma, estamos apostando que ainda esteja lá.
Lembrei-me imediatamente, de quando eu havia ido á Las Vegas. Um nó se formou em minha garganta, enquanto lembranças não muito boas, voltaram a minha mente. Pela rigidez no corpo de Dimitri, ele havia recordado de algumas lembranças também. Afinal, foi lá que nos encontramos, logo após meu encontro com Robert Doru. Foi onde lutamos e eu o desviei em um gesto desesperado, da estaca de Eddie Castilhe, meu amigo.
–Encontraram a casa? Alguma outra informação? – A voz determinada de Dimitri, me fez espantar meus pensamentos, como possivelmente ele também tinha feito.
–Encontramos um endereço e pretendo averiguá-lo melhor, quando sair daqui – Está era minha oportunidade. -Tatiana está perdendo a paciência com o desaparecimento de vocês — Minha mãe estava aborrecida, percebi.
–O que está acontecendo de verdade? — Me vi curiosa demais.
–Ela culpa vocês pelo desaparecimento de Natasha Ozera — Isso já era uma notícia bastante óbvia — Seu antigo namorado que também era guardião, está enxendo a cabeça de Tatiana contra você e Dimitri. — O jeito como minha mãe pronunciou aquilo, fez meu sangue ferver.
–Por que simplesmente não o interrogam? — Dimitri exaltou um pouco sua voz. — Será que ninguém entende que ele está por trás disso? — ele perguntou indignado.
–As pessoas não querem ver Dimitri — Minha mãe respondeu. — Para elas e inclusive para Tatiana, a melhor solução agora é achar um culpado. — Minha mãe gesticuou para nós dois e eu perdi minha paciência.
–Eu vou com você – Disse por fim, limpando minhas mãos suadas nas minhas jeans.
–Você não vai – Dimitri me lançou um olhar de advertência. Sério dessa vez. – Você vai ficar aqui conosco. Está sendo perseguida pela Rainha.
–Você também camarada! – Ergui um pouco o tom da minha voz. – Esqueceu-se disso?
–Rose... Você não vai – Dimitri parecia cansado. – Não vou deixar você ir.
–Eu... Acho que vou ver Laika – Janine levantou do seu lugar, enquanto tentava nos dar privacidade.
Quando estávamos sozinhos, me voltei para Dimitri.
–Eu vou sim, Dimitri Belikov – Cerrei um pouco meus olhos.
–Já conversamos sobre isso Roza — Ele pausou para respirar — É muito arriscado!
– Eu vou atrás da Natasha Ozera e nem você, nem ninguém, irá me parar. – Mesmo que eu quisesse controlar, minha voz era sombria.
Levantei do sofá em um pulo e comecei a seguir em direção à porta dos fundos. Dimitri não me parou dessa vez. Antes de girar a maçaneta, me voltei para ele, que estava ainda sentado no sofá. Apenas me observando. – Não tente me impedir – Minha voz saiu em um quase inaudível sussurro. Pela tristeza que eu vi em seus olhos, eu sabia que ele finalmente havia entendido o significado daquilo para mim. Eu nunca iria perdoar Tasha por tudo o que ela havia feito. Eu iria atrás dela.
Fale com o autor