The Last Storm (A Última Tempestade)
44 Capítulo 44 - O Ataque
Notas iniciais
Tudo bem gente?
Segue mais um cap pra vcs :D
Aguardo os coments e recomendações
Beijos!!!
Jamais pensei que estaria tão enferrujada quanto agora. Nem nos meus primeiros dias de volta a St. Vladimír quando fugi, estavam chegando perto desses três meses de terror. Apenas alguns meses sem ação, acabaram por limitar de vez meu condicionamento físico. A prova viva disso, era o fato de eu mal sentir minhas pernas, enquanto tentava levantar da cama, depois de descansar de um treino de quatro horas seguidas.
Dimitri dormia pacientemente ao meu lado. Laika, respirava de uma forma bastante tranquila, denunciando também sua exaustão. Desde que voltei a treinar com Dimitri, Laika passava a maior parte do tempo com Adrian e Sidney. Ironia ou não do destino, eles estavam de uma forma bastante estranha namorando. Sidney, havia aceitado dar uma chance a ele e seu novo hábito sobre abandonar os cigarros e álcool, que me fez lembrar, de quando ele havia cedido isso a mim. Durante um bom tempo, consegui manter Adrian fora desses vícios malucos dele. Gostaria de pensar, que Sidney pudesse manter o mesmo.
Nesse meio tempo, Vicky arrumou um trabalho no centro em uma lanchonete local. Dimitri estava me devendo já há duas semanas, uma visita ao seu novo trabalho. Ele sempre usava do meu cansaço, como desculpa. Além de Laika é claro. Dimitri relutava ao máximo sobre sairmos de casa. Eu estava dividida seriamente entre saber se ele achava pior que saíssemos e ela ficasse, ou se saíssemos nós três.
Laika estava a cada dia, mais linda. Suas bochechas agora um pouco mais rosadas e também redondas, me faziam querer morde-la a todo tempo. Suas roupinhas estavam se perdendo cada dia mais rápido e Lissa sua madrinha, não cansava de mandar a toda semana nova remessa de roupas e brinquedos para ela. Minha mãe, também havia enviado alguns brinquedos junto com Abe, mas infelizmente a parte mais importante ela não podia cumprir por enquanto. Ela não conseguia sair da Corte Real agora. Eles estavam seguindo uma pista de Tasha Ozera na Romênia. Não sabia muita coisa sobre esse plano maluco, mas Dimitri sempre comentava algo comigo. Grande era o medo dele, que eu o abandonasse com Laika e fugisse atrás de Tasha para acertar as contas com ela, com minhas próprias mãos. De um todo ele não tinha totalmente errado.
Segui em direção ao banheiro e parei em frente ao espelho, encarando meu reflexo cansado. Novamente eu mal havia conseguido dormir. Sempre o mesmo pesadelo sobre a mesma criança. Nunca entendi muito bem o que isso significava, mas de uma coisa eu tinha certeza. Algo bem estranho estava acontecendo ali. Isso já se estendia pelo terceiro mês.
Um choro de criança, me fez sair de meus pensamentos e ir em direção ao berço de Laika. Eram só alguns passos até o banheiro onde estava, mas mesmo assim, Dimitri havia conseguido chegar primeiro. Eu ainda apostava que alguém conseguisse ser mais alerta e atento do que Dimitri. Desde que Laika nascera, seus sentidos se tornaram ainda mais aguçados. Ele acordava com qualquer sopro diferente no ar e o mais estranho e até engraçado, era que por algumas noites, ele ficava rondando a casa em busca de perigo.
–O que aconteceu filha? – Dimitri sussurrou baixinho perto do ouvido de Laika. Ela tinha suas bochechas encharcadas pelo seu choro. Quando ouviu sua voz, ela acalmou um pouco, mas não cessou seu choro completamente.
–Será que ela está com fome novamente? – Perguntei ainda sonolenta, se aproximando deles.
–Eu não sei... – Dimitri pensou por um momento. – Rose, acende a luz do abajur por favor. – Dimitri me pediu, embora soubéssemos que era desnecessário, pela nossa visão noturna. Mesmo assim, obedeci e me coloquei próximo deles novamente.
–Hey, bebê – Peguei Laika dos braços de Dimitri ainda soluçando e a aninhei nos meus braços. – Eu estou aqui. – Beijei sua testa suada e um pouco fria demais.
–Ela está fria não está? – Dimitri perguntou preocupado.
–Sim. – Respondi um pouco ausente. – Será que ela ainda está com frio? – Franzi o cenho enquanto a encarava. Dessa vez, Laika havia cessado seu choro e me encarava pensativa e um pouco triste.
–Vou pegar mais um cobertor. – Dimitri foi em direção ao armário e pegou de lá, um cobertor marrom, que me entregou para enrolar Laika.
Uma batida na porta, nos fez um pouco alertas. Dimitri a abriu e Olena entrou pela porta, usando um robe azul escuro.
–A escutei chorando. – Olena se aproximou de mim e beijou a testa de Laika. – Não se preocupe Rose, é a idade – Ela sorria otimista para mim.
–Agora está se acalmando um pouco. – Disse para ela, enquanto encarava os olhos relutantes de sono de Laika, enquanto eu a embalava em meus braços.
–Vou buscar uma mamadeira com chá – Olena disse sorrindo, indo em direção à porta.
Dali para frente, tudo aconteceu rápido demais.
Laika começou a chorar novamente. Desesperada dessa vez. A encarei preocupada ao lado de Dimitri. Houve um barulho muito alto no andar debaixo. No mesmo instante, uma vertigem e enjoo muito forte, tomaram conta do meu corpo, denunciando o perigo aparente. Laika ainda chorava desesperadamente, enquanto meu sangue pulsava em alerta. Troquei um olhar em pânico com Dimitri, segundos antes, de ele voar em direção à porta. Estávamos sendo atacados.
Enrolei Laika nos cobertores e entrei com ela dentro do pequeno banheiro, a depositando atrás de um cesto de roupas. Ela ainda chorava freneticamente, mas eu não podia vacilar dessa vez. Houve um grito e eu temi por Dimitri, embora soubesse que não era ele que havia gritado. Pela tom de pânico feminino, era possivelmente uma de suas irmãs ou Sidney. Posicionei-me em alerta máximo na porta do banheiro, fechando Laika lá dentro e apunhalando com força minha estaca. Eu tinha que estar pronta para qualquer coisa. Pânico começou a se apossar de mim, conforme segundos agonizantes de barulho de coisas sendo quebradas, estava se tornando mais próximo. Laika ainda chorava desesperadamente mas seu choro fora um pouco abafado pela porta. Logo depois um grito, dessa vez no corredor e minha porta do quarto, foi quase arrombada, quando Adrian e Sidney passaram por ela.
–O que está acontecendo?! – Adrian gritou para mim. Ao seu lado, Sidney estava com olhos em pânico.
–O que diabos você está fazendo aqui? – Sibilei para ele. –Passem para trás vocês dois! – Os empurrei para fora do caminho, atrás de mim na frente da porta do banheiro. – Vocês dois fiquem ai dentro com Laika e não saiam até eu ordenar! – Os empurrei mais forte dessa vez.
–Mas que merda! – Sibilei com raiva, enquanto me aproximava da porta. Dessa vez, fui surpreendida por Vicky aos berros.
–Rose! Onde está Dimitri e minha mãe? – Vicky se aproximou de mim. – Estamos sendo atacados! Tem Strigoi aqui! – Meu sangue gelou completamente, conforme eu tentava não surtar. A primeira imagem que vi em minha cabeça, era minha filha.
–Fique aqui dentro. Eu vou atrás de sua mãe e Dimitri. – Puxei Vicky que não precisava de nenhum incentivo. – Onde estão os outros? – perguntei enquanto olhava o corredor. Ouve mais um barulho e eu sabia que Dimitri estava lutando.
–Estão trancados em seus quartos – O tom de Vicky era tão obvio, que me fez questionar do por que ela não ter feito à mesma coisa que eles.
–Não sai dai – A alertei. A náusea não estava forte, denunciando que os Strigoi não estavam tão perto de nós. – Eu vou buscar os dois. – Fechei a porta do quarto com Vicky dentro e comecei a andar pelo corredor. Além do som da provável luta no andar debaixo, só se ouvia o choro de Laika. A cada passo que eu dava, reprimia uma urgência louca de voltar lá e correr com Laika para bem longe dali.
Quando pisei na escada, ouve um som de algo sendo rasgado e então, silêncio absoluto. Desci as pressas o resto dos degraus e me deparei com Olena e Dimitri em pé, próximos de dois corpos sem vida no chão. Strigois.
–Dimitri – Disse com cautela, enquanto olhava tudo ao redor. A porta da sala havia sido arrombada e alguns objetos da sala, estavam espatifados no chão.
Dimitri levantou sua cabeça com cuidado, e me olhou.
–Sente alguma coisa? – Eu sabia o que ele queria dizer. Graças ao meu poder Shadow kissed eu podia sentir os mortos. Sentir os Strigoi em potencial.
–Nada – Respondi com certeza. Meus olhos ainda vagavam o perímetro em busca de algo.
Dimitri suspirou aliviado e foi só ali que realmente o notei. Embora seu cabelo lindo e castanho estivesse totalmente desalinhado, ele não tinha uma marca sequer de sangue pelo corpo. Isso servia também, para qualquer amassado, que não fosse por ele estar dormindo. Dimitri ainda me surpreendia.
–Onde está Laika? – De repente, sua expressão de alterou um pouco. Preocupação deram espaço.
–Está trancada com Vicky, Sidney e Adrian no nosso quarto. – Respondi olhando Olena. Diferente de Dimitri, ela tinha um machucado do lado direito de seu rosto. Não esperei por uma resposta de Dimitri, que já estava subindo as escadas correndo. Segui em direção a Olena. Ela não tinha expressão alguma no rosto, enquanto encarava os corpos no chão.
–Você está bem? – Soltei um pouco meu aperto na estaca enquanto chegava mais perto dela.
–Eles invadiram a minha casa – Amargura e um pouco de dor, tomavam conta da voz de Olena. – Nenhum monstro nunca invadiu minha casa – Percebi que Olena falava aquilo mais para ela mesma, do que para mim.
–Está tudo bem agora sogra – A abracei meio de lado, tentando passar algum conforto, que nem eu ao menos tinha. Aquilo havia me deixado sem ação alguma.
–Dimitri matou os dois. – Olena começou a chorar no meu ombro. Aquilo para mim foi uma das piores sensações do mundo. Olena era como minha mãe. Uma verdadeira rocha. E eu nunca imaginara ver as duas chorando ou frágeis alguma vez na vida. Isso eu não poderia aceitar. – Ele está bem? — Percebi então, que ela estava em choque e ausente a tudo o que acabará de acontecer.
–Dimitri está bem. – Nem precisei dizer uma segunda vez. Dimitri estava descendo os degraus com Laika em seus braços. Meu pequeno bebê estava com uma chupeta branca e suas bochechas redondas, cobertas com lágrimas secas. Quando ela me viu, ergueu suas pequenas mãos em nossa direção. A peguei no colo e ela segurou meu dedo. Laika agora não chorava, mas ela estava triste, como se entendendo o que havia se passado.
–Tirem ela daqui – Olena ordenou limpando as lágrimas e se erguendo – Não é bom para a criança conviver com mortos tão cedo.
–Eu concordo – Dimitri se aproximou de mim e me ajudou com Laika para que pudéssemos nos distanciar dali. Lancei um olhar para a escada e vi Adrian descendo abraçado com Sidney, que parecia bastante enojada com o que via. No topo da escadaria, estava Sônia, olhando pennsativamente para os corpos no chão.
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