The Last Storm (A Última Tempestade)
39 Capítulo 39 - Descobertas Ao Avesso
Notas iniciais
Tudo bem com vocês?
Me perdoem pela demora mas é complicado eu postar toda hora... minha vida está bem corrida ^^ vou tentar agilizar o máximo possível pra vcs mas isso vai depender dos coments pra eu me animar hahaha
Queria aproveitar e agradecer a todas pelos comentários, inclusive as ex-gasparzinhas... haahahaha. Sobre as sugestões, estou analisando todas e vou tentar melhorar, por isso é tão importante o comentário de vcs ^^. Estão ansiosas par o nascimento do bebe da Rose? Eu tbm!!!!!
boa leitura e bom frio pra todo mundo o
Se vcs comentarem promettooo que posto rapidinho ^^
Eu estava ansiosa. Completamente e incontestavelmente ansiosa. Encarei minha aliança dourada por um momento, enquanto mil pensamentos começaram a passar pela minha cabeça. Esse pequeno pedaço de ouro, significava que mesmo contra tudo e contra todos os empecilhos colocados entre eu e Dimitri, hoje era a Sra. Belikov.
Todos os sentimentos, que passaram por mim durante nosso casamento, ainda estavam marcados dentro da minha alma. O rosto preocupado e cauteloso de Janine. A bravura o amor de Abe e a felicidade que os meus amigos me proporcionavam, apenas com sua presença.
Infelizmente, todos tinham ido embora logo após a cerimônia. Abe e Janine, haviam voltado para a Turquia, onde passariam alguns dias para não levantar suspeitas. Os outros, voltaram para a Corte Real. Lissa e Christian, haviam sido os últimos a partir, deixando comigo Sidney e Adrian, que estavam desocupados e aparentemente, fora de suspeitas maiores. Os dois, estavam começando a se dar bem. O que, era uma surpresa para mim. Sidney era alquimista e odiava os vampiros e tudo relacionado a eles. Eu já havia ficado bastante surpresa por ela gostar de mim. E bom Adrian era Adrian. Sempre galanteador e cheio de si. Lembro-me de quando o conheci, logo que voltei para St. Vladimir com Lissa. O cheiro de cigarros de cravo e álcool era sua marca registrada.
Lancei um olhar a janela da sala, onde eu passava maior parte do meu tempo agora, revisando entre comer e ficar sentada no sofá vendo algum filme e me deparei com Sidney e Adrian rindo de alguma coisa lá fora. Eles estavam sentados no balanço do jardim. A expressão deles era de descontração e Sidney, estava rindo de alguma coisa que ele estava contando.
–Roza... – O meu nome sendo pronunciado pela voz mais linda do mundo, me desviou dos meus pensamentos.
–Oi... – Sorri timidamente para meu marido Dimitri.
–Você está bem? – Essa pergunta havia conseguido mudar meu humor já debilitado.
–Você não se cansa de me perguntar isso? – Respondi desviando o olhar, após um longo suspiro.
–Eu pergunto, por que te amo e quero saber como se sente... – Dimitri jogou baixo. Ele sentou perto de mim no sofá, logo depois de colocar meu balde de pipocas ainda cheio, para longe de mim.
–Hum hum – Cruzei meus braços no peito, tentando sem muito sucesso, ignora-lo.
–Eu me preocupo com você... Com nosso filho... – Dimitri não se contentando, aninhou seu rosto no meu pescoço, me causando arrepios involuntários. Realmente ele tinha um ponto eu tinha que admitir. Depois das minhas recentes contrações seguidas, Dimitri estava mais preocupado do que nunca, com a minha segurança e a do seu filho.
–Eu sei, mas isso não quer dizer que você precisa repetir toda a hora o mesmo disco – Eu ainda tinha o rosto aborrecido e os braços cruzados no peito.
–Eu prometo que vou ser mais original – ele piscou e eu ri um pouco. Dimitri me encarava com olhos esperançosos e brincalhões. Deus, como eu o amava.
–Eu estou bem... – Toquei gentilmente seu rosto – Estamos bem... – Peguei uma das suas mãos e a depositei na minha barriga grande.
–Ele esta mexendo. – Dimitri apontou surpreso.
–Ele esta participando da conversa. – Apontei sorrindo para ele. – Ele gosta de ouvir sua voz.
–Será que é menino ou menina Roza? – Dimitri me pegou desprevenida com a sua pergunta. A curiosidade pelo sexo do bebê era evidente entre nós, mas nunca havíamos parado para pensar cuidadosamente sobre isso.
–Eu não sei... – Encarei pensativamente minha barriga – Sua avó e sua mãe acham que é uma menina.
–Já posso me imaginar com duas Roses na minha vida – Rimos juntos.
–Vai ter que nos agüentar guardião Belikov – Selei nossos lábios rapidamente.
–Eu te amo – Dimitri me disse, enquanto tentava me abraçar. Ultimamente, nosso contato era Rose, barriga, Dimitri.
–Eu também te amo. – Toquei seu rosto com a ponta dos dedos.
–Tem alguma noticia sobre Natasha Ozera? – Pela cara de indignação de Dimitri, notei que meu assunto, não era muito bem vindo. Pro inferno que não era. Eu estava me irritando com aquele suspense todo.
–Roza... Denovo não – Dimitri virou os olhos
–Dimitri... eu preciso saber – Insisti puxando sua camisa azul, enquanto depositava vários beijos por seu pescoço.
–Você é incorrigível Roza... – Ele suspirou rendido a mim. Dimitri poderia dar milhares de voltas, mas sempre acabava sucumbindo aos meus desejos.
–Estamos procurando por ela – Ele disse por fim.
–Alguma pista? Sei lá,,, – Tentei soar otimista, enquanto encarava seus profundos olhos castanhos.
–Nada Roza...Ela se realmente armou para nós, está muito bem escondida. – As feições de Dimitri eram indecifráveis. Eu poderia jurar por um momento, ter visto desapontamento em seu rosto, o que me causou um nó no estomago e um ciume que estava quase me cegando. Eu tinha que admitir mesmo sem querer, que Dimitri já teve sentimentos bons relacionados a Tasha. Ele havia se desapontado muito com ela em nosso último encontro. O rosto horrorizado dele e o psicopático dela, apareceram em minha mente, como no dia em que ela resolver gritar para que todos ouvissem, que eu estava grávida de um monstro. Se um dia eu tive pena de Tasha Ozera, isso havia morrido ali.
Como se notasse meu desconforto, Dimitri me encarou e resolveu me chamar. Nem tive tempo para responder. Ouvimos passos, denunciando o final da nossa conversa.
–Vocês estão ai! – Olena nos surpreendeu, aparecendo próximo da televisão, com uma travessa cheia de pães russos.
–Minha sogra adora contribuir para a dieta da baleia assassina – Apontei enquanto encarava a cesta de pães. Decidi ignorar o tópico anterior.
–Depois você se preocupa com o peso Rose... Está grávida e precisa de alimentar – Olena apontou.
–Já que vocês insistem... Aceito um pedaço de pão – Virei para Dimitri, que já estava se levantando do sofá.
–Quer também um chocolate quente? – Dimitri era completamente sem graça. Ele sabia que eu adorava chocolate quente.
–Não precisa nem perguntar – Toquei minha barriga – Eu estou faminta. – Comecei a querer levantar, quando Dimitri me interrompeu.
–Fique sentada Rosa, eu pego pra você. – Dimitri disse
–Novamente com isso? – Cerrei um pouco com olhos para ele. – Eu estou grávida e não doente.
–Dimitri pode deixar que eu preparo para ela. – Olena interrompeu nossa pequena discussão sem nexo. – Joshua te ligou
–Quem é Joshua? — Me voltei para Dimitri, que estava agora suando um pouco.
–Um amigo – Uma resposta vaga era tudo o que precisava.
–Que amigo? – Ergui uma sobrancelha desconfiada para ele, enquanto levantava de vez do sofá.
–Um amigo Rose... – Ele respondeu sem dar muita importância.
–De que tipo? – Algo me dizia que havia muito mais, do que os dois estavam falando.
–Do tipo que o está informando sobre os ocorridos na Corte Real – Foi Olena que disse. Dimitri lhe lançou um olhar aborrecido, mas ela não se importou.
–Mãe! — Ele a repreendeu.
–Ela tem que saber...Afinal, é sua esposa – O jeito que Olena estava o irritando era quase cômico. Ela estava falando como se fosse a coisa mais simples do mundo. Eu também pensava assim.
–E ai? Encontraram a Natasha Ozera? – Só a simples pronuncia novamente daquele nome, trazia para mim, uma idéia suicida de matá-la. Grande parte do que estava acontecendo a mim e a Dimitri, era culpa daquela maldita víbora. Natasha poderia tentar de todas as maneiras fingir e inclusive, arrumar quantos namorados ela quisesse, mas eu conhecia muito bem aonde ela queria chegar. Ela não pararia até acabar comigo por tudo que eu havia feito a ela. Principalmente, por ter roubado seu amor. Amor doentio. Mas mesmo assim, eu iria insistir em saber algo.
–Estamos procurando ainda – Dimitri e suas respostas vagas. Ele não queria conversar comigo sobre isso.
–E? Camarada eu preciso saber de mais – Cruzei os braços no peito e fiz beicinho. Eu odiava ser a vítima das coisas, mas Dimitri já estava meio aborrecido. Qualquer deslize, poderia me custar muita coisa.
–Eu vou tentar descobrir mais coisas Roza – Dimitri deu um passo para mais perto de mim, me oferecendo um pedaço de pão. –Joshua é um antigo amigo que se formou comigo aqui na Russia. Ele agora, esta trabalhando na Corte, enquanto acompanha um dos Moroi da realeza. Está sendo meus ouvidos e olhos de lá.
–Lissa sabe sobre ele? – A imagem do imenso muro branco a toda vez que eu tentava entrar na cabeça dela, estava me frustrando.
–Sabe.. – Dimitri mal me encarava. Ele estava omitindo bastante coisa.
–E eu fazendo papel de besta – Apontei enquanto erguia uma sobrancelha desconfiada para Dimitri.
–Não faça assim Roza... é necessário – Seus olhos marrons imploravam perdão de uma forma, que deveria ser proibida
–Dimitri tem razão. – A voz de Olena soou. – Ele esta apenas se preocupando com vocês.
–Isso vai passar em branco por agora...Mas quero saber de tudo – Dei meu aviso. Dimitri suspirou pesadamente como ele costumava fazer quando ainda estávamos em St. Vladimiri, quando eu fazia algo bem estúpido na frente dele.
–Você definitivamente não existe Roza – ele disse exasperado e eu ri junto com Olena.
Depois de uma longa conversa em Russo com o tal Joshua por telefone, Dimitri resolveu sair, me deixando sozinha em casa com as Belikova. Ele havia dito simplesmente que precisava sair e que eu não poderia sair de casa. Era para eu espera-lo. Eu odiava essa história sobre ser vítima, quando eu deveria estar erguendo as mangas para ajudar as pessoas a achar aquela mulher maluca.
Adrian e Sidney ainda estavam rindo de alguma coisa lá fora. Isso, me fez lembrar nas minhas épocas de quase flerte com Dimitri. Na época, em que ele era um semi Deus e eu o idolatrava como. Não me entenda mal, ele é um Deus Russo para mim, mas não há nada comparado com o amor quando acontece. Aquela sensação mágica de passar o dia todo esperando para ver a pessoa e pensando, no que sera que ela acha de você. Poderia ser coisa da minha cabeça confusa, mas eu estava apostando naquele momento enquanto os observava pela janela, que algo bem parecido estava ocorrendo ali.
Resolvi ir até eles lá fora. Olena estava nos fundos lavando algumas peças de roupa e as Belikova estavam fora. Eu queria desesperadamente uma companhia, que não fosse a televisão. Peguei meu casaco e comecei a passar pela cozinha, para ir lá para fora, quando uma tremenda dor, me fez segurar com tanta força na pia, que nós brancos, se formaram entre meus dedos. No mesmo instante, um grito meu acabou soando tão alto, que eu não pude conte-lo.
Me apoiei com as duas mãos na pia, enquanto tentava respirar com calma. Em poucos segundos, Sidney estava ao meu lado, junto de Adrian.
–Rose...Você está bem? — Sua voz era aflita e preocupada. Adrian estava mais branco do que o habitual, enquanto encarava algo no chão. Sidney seguiu seu olhar e logo gritou o nome de Olena.
–Sente-se aqui Rose... — Ela tentava se manter calma, enquanto falava comigo. Sidney me colocou em uma das cadeiras da cozinha, enquanto respirava com dificuldade também- Vá buscar Olena — Sidney basicamente chutou Adrian, para que ele saisse do lugar. Seu rosto era uma mistura de pânico com fascínio.
–Respira Rose... Sua bolsa estourou — Os olhos de Sidney estavam brilhando enquanto ela me encarava — Mantenha-se calma está bem? — Ela pegou minhas mãos geladas em suas trêmulas.
–Ligue para Dimitri. — Foi a única coisa que consegui dizer, mesmo que quase inaudível. Um pânico crescente, estava tomando conta de mim. Meu filho iria nascer? Agora? Já era a hora? — Eu preciso dele Sidney.. — Lágrimas começaram a escapar por entre meus olhos, enquanto encarava uma poça de água no chão e seu rastro, por onde eu passei. A dor agora era latejante e contínua.
–Rose! — Olena entrou no cômodo gritando — Oh Meu Deus! — Ela me encarou com surpresa e um otimisto que nenhum de nós três estávamos tendo, naquele momento. — Parece que meu neto vai nascer — Ela disse, com lágrimas de felicidade, brotando em seus olhos castanhos. Eu tive que me segurar, para não desmaiar. Coisa, que Adrian havia acabado de fazer na minha frente.
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