The Last Storm (A Última Tempestade)
34 Capítulo 34 - Meias Verdades E Um Vestido
Notas iniciais
Desculpem pela demora novamente.
Prometo que nos próximos eu vou postar bem rapidinho
Beijooos
Parei em frente ao espelho do quarto de Vik, apenas admirando minha aparência. Eu tinha que admitir, que Olena e as Belikova, haviam feito um excelente trabalho. Meu cabelo castanho, estava preso em um coque perfeito, formado por vários cachos. Minha maquiagem, era de um branco perolado. Encarando minhas unhas recem feitas, pude perceber o cuidado e paciência das minhas futuras cunhadas. Eu definitivamente, amava aquela família.
Falando em família, eu não poderia esquecer, da minha mãe. Como era de de esperar, ela resolveu não se misturar, alegando que estava resolvendo questões da segurança, junto com Abbe. Eu a havia deixado ir. Janine já havia ficado extremamente nervosa e apavorada, com a história do noivado de da gravidez. Um casamento, nitidamente era demais para ela. E eu também, não queria um infarto em minha cerimônia.
Mesmo com meu vestido e maquiagem impecáveis, faltava algo. Algo que eu não precisei, pensar muito para descobrir. Eu sentia falta dos meus amigos. É claro, eu deveria agradecer por sequer meus pais estarem presentes. Mas, eu não podia esquecer o fato, de que foram com eles, Eddie o amigo certinho. Mia, a garota determina. Adrian, o galanteador com eterno cheiro de cigarros. O mau humorado, Christian. E é claro, Lissa minha melhor amiga, que vivi os momentos mais emocionantes e marcantes, da minha vida. Felizmente, o meu amor agora estava comigo, ao meu lado.
E também tinha ele. Mason. Meu eterno amigo. Aquele que deu sua vida por mim. Que entrou na frente de um strigoi, para tentar me salvar. Mase havia morrido em nome da nossa amizade, e eu, seria eternamente grata a ele. Mason havia me ajudado muito, mesmo depois de morto. Antes de sua alma seguir em frente, ele havia aparecido para me informar sobre o ataque dos Strigoi.Aparecido, para me ajudar no resgate da caverna e algumas vezes também, depois.
Empurrei meus pensamentos para longe. Eu estava prestes a me casar e não poderia me dar ao luxo, de entrar mais melancólica, do que eu havia estado, nesses últimos meses de gravidez.
Respirei fundo, enquanto apoiava todo o meu peso, na pequena penteadeira do quarto. Automaticamente, puxei em minha mente por lembranças felizes. Lembrei com um sorriso, de quando vi Dimitri pela primeira vez. Da sua cara de guardião fodão e a eletricidade que passou por nós quanto ele me segurou, para não me deixar cair. A bravura com que ele me defendeu na frente de Kirova e Lissa. A paciência e dedicação dele, em todos os meus dias de treinamento árduo. Lembrei também, na nossa primeira tentativa de um beijo. Do seu primeiro presente para mim. Todas essas mais outras lembranças com Dimitri, vieram queimando em minhas lembranças. Sim, eu o amava. Eu acredito que sempre o amei e sempre irei amar. Dimitri era uma daquelas pessoas, que muitos traduzem como alma gemea. Sim, eu tinha uma alma gemea e eu ia me casar com ela daqui a alguns minutos.
–Você está bem? — A voz tímida de Vik cortou o pequeno cômodo.
–Estou... — respondi sorrindo para ela. — Apenas lembrei de algumas coisas.
Vik pareceu entender meu silêncio e apenas sorriu devolta.
–Esta ansiosa? — Ela fez uma careta e eu ri.
–Para casar com seu irmão? — Simulei outra careta, tentando arquear minha sobrancelha como eles faziam, sem sucesso. — É claro que eu estou fazendo um enorme sacrifício... — Virei os olhos e ela riu alto. — Mas...eu vou sobreviver. — Sem perceber, me aproximei mais dela e peguei suas mãos frias. — Me desculpa. — Disse suavelmente.
–Eu que peço desculpas. — Vik franziou o cenho. — Você estava tentando me ajudar, e eu... — ela bufou. — Eu estava sendo uma vaca.
Eu ri.
–Eu não me desculpo por isso. — Fiz uma careta. — E sim, por ter te tratado mal alguma vez. — Apertei suas mãos nas minhas. — Ter sido muito rude, ou algo parecido.
–Hey... Você é assim e eu já estou acostumada. — Rimos juntas, até que houve uma barida na porta.
–Posso entrar? — A face determinada e durona de Janine Hathaway, me pegou desprevenida. Não era como se eu a esperasse.
–Claro que pode... Disse sorrindo para ela, que desastrosamente, tentava caminhar em um salto alto, para mais perto de nós. Janine estava usando um vestido sóbrio e longo azul, estilo tomara de caia, como o meu e da Vik, que usava um tom verde Oliva.
–Você está linda, filha. — Janine disse tocando meu rosto.
–Suas mãos também estão geladas. — Tremi, fazendo uma careta. — Você e Vik devem estar mais apavoradas do que eu.
–Na verdade... eu estou. — Respondeu Vik, enquanto abotoava sua sandalia dourada. — E já estou saindo... — Ela se dirigiu até a porta as pressas, e quase ficou sem sua bolsa. — Aqui está você! — Ela encarou a bolsa, depois de pega-la, embaixo de um monte de roupas em sua cama. — Fiquei avontade, mas eu preciso ir buscar o noivo. — Vik piscou para mim, antes de sair pela porta, deixando eu e minha mãe a sós.
Ela comentar sobre Dimitri, fez meu coração começar a acelerar de forma frenética.
–Você sabe onde está se metendo... — Janine disse calmamente, enquanto ajeitava uma mecha do meu cabelo castanho, atrás da minha orelha.
–Eu sei mãe. — A verdade era que eu não sabia muito bem, como explicar, que isso era um sonho pra mim. Explicar, que eu era a mulher mais feliz do mundo nesses últimos meses ao lado das pessoas que amo. Que sim, minha vida não era mais perfeita, por falta dos amigos e família perto. Mas mesmo assim, eu estava feliz. Feliz principalmente, por que apesar de todas as barreiras. De todas as dificuldades, eu estava lá, ao lado do homem que eu amava e estava, carregando um filho dele.
–Eu sei que você o ama... — Janine disse, olhando bem fundo nos meus olhos. — Eu sei que ele também te ama... — Suas palavras eram sinceras, mas seu sorriso vacilou. — Mas.. Rose...
–Não, mãe. — Jacoalhei seus braços fracamente. — Você faz idéia do que eu ando passando? — Apontei minha barriga. — Eu estou correndo do mundo por ele. Para mante-lo a salvo. Assim, como Dimitri. — Acariciei minha barriga e minha mãe, acompanhou com o olhar. — E a senhora está preocupada com nossa reputação? Com o que vem depois? — Lhe lancei um olhar desesperado. — Isso não importa mais pra mim. — Sorri, encarando minha barriga. — O que existe agora é meu filho. E é por ele, que eu vou até o inferno se for preciso.
–Sabe.... — Minha mãe começou em ar sonhador. — Eu pensava assim, quando estava grávida de você.
–Sério? — perguntei curiosa. Nunca havíamos tido realmente uma conversa sobre isso.
–Sim...Mas infelizmente, meus sonhos foram esmagados, quando eu briguei com seu pai e as obrigações falaram mais alto. — Janine virou de costas para mim. Ela estava evitando meu olhar. — Sabe, Rose... Eu até me arrependo de ter te abandonado tão cedo....Mas era algo que eu precisava fazer.
–Toquei seu ombro, quando entendimento passou por mim. Eu não iria crucificar mais minha mãe, pelos anos de austência. Principalmente, quando no final das contas, ela estava apenas sendo ela mesma. Uma guardiã. Eu não fazia idéia de como minha vida iria ser dali para frente, mas uma coisa eu havia aprendido. Viver um dia de cada vez.
–Bom...- quando ela se virou para mim, a vi rapidamente enxugar uma lágrima. — Vim buscar você. Seu noivo já deve estar lá embaixo.
Sorri para ela, enquanto me puxava para a porta. Uma outra batida, nos chamou a atenção.
–Filha? — Abbe colocou somente seu nariz pontudo, para dentro do cômodo. — Posso entrar?
–Você está mesmo pedindo permissão? — Franzi o cenho, enquanto o via entrar, com um lindo buquê de rosas brancas.
–Eu vim te levar para o altar. — Abbe ajeitou graciosamente sua gravata borboleta.
–Você está um gatão heim. — Sorri marota para ele, que me ofereceu seu braço.
–Sabe filha, eu estou orgulhoso de você. — Sua sinceridade, havia me pego desprevenida.
–Por eu me casar? — Perguntei confusa. Já havíamos saido, para o corredor.
–Não. — ele rapidamente corrigiu. — Orgulhoso por você ter se tornado, a mulher que é. Uma guerreira.
Notas finais
Beijo ;)
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