Notas iniciais
Meninas! Quase me matei a pouco rsrsrsrs Eu escrevi o cap todo e esqueci de salvar. Quando dei um enviar...adivinhem? fechou tudo... tive q reescrever...

Oito semanas se passaram como um borrão. Tentei, mas sem sucesso, contactar Lissa diversas vezes. O que mais me frustrava, era o fato de ela me bloquear completamente de sua mente. A única coisa que ela deixou escapar, foi o rosto de Tatiana e seu amante, quando retornaram ao Palácio Real, há dias atrás. O contato por telefone era impossível. Dimitri sempre me enrolava com alguma conversa, sobre chamar a atenção para nós. E quando eu insistia, ele mesmo ligava, alegando que ela não poderia atender. Eu estava totalmente frustrada e maluca por informações. Eu queria saber de Tatiana, eu queria saber de Benta. E mesmo sem querer assumir, eu queria saber de Tasha Ozera.


Minha situação com as Belikova não era das mais ruins. Agora que sabiam que eu estava grávida, ficavam inventando diversas receitas e me enchendo de comida, o tempo todo. Até com Vik, minha situação estava mais amena. Ainda não ficavamos conversando o tempo todo, mas confome os dias passavam, ela já não me olhava mais com ódio.


Dimitri estava transbordando alegria pelos poros. Traços de preocupação, regularmente transpareciam em sua face, principalmente quando ele me via, preocupada com algo. Mesmo assim, a surpresa e a felicidade por ser pai, eram dezenas de vezes maiores, do que qualquer sentimento negro. Ele também, se empenhava demais no quisito casamento. Havíamos adiado a cerimônia, para que desse tempo, de pelo menos meus pais estarem em Baia. Eu não queria ser a única da minha família, em meu próprio casamento. Eu devia isso a Janine, e principalmente a Abbe.


Já eu, me sentia cada vez mais deprimida. Eu estava no sexto mês de gravidez, quase indo para o sétimo. Minhas roupas estavam super apertadas e eu regularmente, precisava das roupas de grávida, usadas pelas irmãs de Dimitri. Mesmo assim, eu não conseguia ficar parada ou sem informações. Isso me corroia por dentro. Meus pais ainda não tinham vindo me visitar. Eu não falava a dois meses com Lissa e os outros amigos meus.


Com isso, minha mente, ficava vagando sem parar, imaginando o que poderia ter acontecido, para que eles mudassem tão repentinamente de planos assim. Será que foram descobertos? Estavam sendo interrogados?


Técnicamente, nossa vida estava indo muito bem. Meus dias variavam entre comer e dormir o tempo todo. Com muito custo, Dimitri saia comigo para passear e visitar nossos vizinhos. Algumas vezes, ele me mostrava os lugares que ele gostava de visitar, ou frequentava quando era pequeno. Outras, ele simplesmente me levava para ir ao mercado, ou comprar coisas para nosso bebê. Baia era pequena, mas eu tinha que admitir que tinha uma diversidade bem interessante, de coisas para comprar.


Era tarde de domingo. Eu e Dimitri, estavamos esparramados no sofá da sala, vendo um filme. Olena e suas filhas, estavam na igreja. A única pessoa que havia sido deixada pra trás, sem ser eu ou Dimitri foi sua avó "adorável" Yeva, que sempre que podia, adotava um comentário sem graça sobre minha gravidez. Eu suspeitava seriamente, que a irônia também era genética. É claro, ninguém ganhava de mim nesse quisito, mas Yeva estava sendo uma chata nesses últimos dias, com sua implicância em nós nos mantermos sempre atentos.


Eu sabia disso, e eu repetia todo santo dia, isso para Dimitri. Mas o mesmo, estava ignorando minhas preocupações. Alegando sempre, que estávamos esperando o contato de Lissa e meus pais. Que estávamos salvos.


–Vou tentar ligar para ela denovo — Puxei o aparelho telefônico de seu suporte na mesinha da sala. Antes que eu pudesse fazer outro movimento, Dimitri tirou o aparelho de minhas mãos rapidamente.


–Sabe... eu as vezes odeio seus reflexos de guardião! — bufei com raíva.


–Sabe... eu te acho a grávida mais linda do mundo... — Dimitri me lançou uma piscada genuína, ignorando totalmente meus protestos.


–Tudo bem que eu ando meio devagar ultimamente... — Admiti fracassada. Sim, com essa barriga enorme de quase sete meses eu me sentia extremamente cansada. E eu comia como um leão. — Mas você precisa me deixar falar com ela. — Tentei mais uma vez puxar o telefone de sua mão. Em vão.


–Lissa está bem.... — Dimitri me assegurou, enquanto depositava o aparelho no lado oposto ao meu.


–Olha... — suspirei cansada. — Eu sei que você.... — Um chute havia parado minha linha de raciocínios. Um pequeno chute, vindo de dentro de mim. — Ohhhhhhhh! — Toquei rapidamente minha barriga. O bebê chutou novamente.


–Rose? — Dimitri me perguntava preocupado.


Lágrimas começaram a rolar por meus olhos. Meu bebê estava se mechendo dentro de mim.


–Rose?!!? — Sua voz foi mais urgente dessa vez. Dimitri começou a chacoalhar meus braços frenéticamente. Só assim, eu pude perceber que eu não havia falado nada para ele. — Você está bem??? — Seus olhos pararam em minha barriga grande.


Eu preferi agir. Peguei suas mãos, que antes me agitavam e as depositei em minha barriga. Como se estivesse ouvindo, nosso bebê chutou mais uma vez. Os olhos de Dimitri se abriram como pratos quando ele o sentiu.


–Ele está chutando — Ele disse abrindo um sorriso lindo. Seus olhos castanhos brilhavam em emoção aparente.


–Está sim... — Disse no meio das névoas do meu choro. Dimitri depositou sua cabeça na minha barriga e começou a acaricia-la.


–Eu estou aqui filho. — Dimitri estava conversando com minha barriga. Percebi que ele também chorava, quando senti minha blusa molhar. Eu não via seu rosto, mas notei seus soluços. Dimitri estava tão emocionado quanto eu. O mundo podia estar desabando lá fora, mas hoje éramos só nos três.


Eu comecei a acariciar os cabelos de Dimitri, em um tempo inderterminado, quando ouvimos vozes na porta. Eram as Belikov. Olena se calou no instante em que nos viu, fazendo o resto do grupo repetir o gesto.


–Rose? — Ela arriscou em tom suave. Eu estava ainda acariciando os cabelos de Dimitri. — Está tudo bem?


–Estou bem... — Disse baixinho. — Dimitri está conversando com nosso bebê. — Realmente, ele parecia alienado a todos enquanto ouvia. Eu jamas acreditei que na vida, escutaria sobre alguma coisa ou alguém, que realmente mantivesse Dimitri alienado a tudo a sua volta. Essa pessoa era nosso filho.


Olena tocou seu ombro e ele ergueu a cabeça sorrindo.

–Mãe! Escute isso — Dimitri puxou a mão de Olena e depositou em minha barriga. Meu bebê ainda estava se mechendo, reagindo ao toque e a fala deles.


–Está ficando maior a cada dia... — Olena sorriu nos encarando. Um círculo foi formado ao nosso redor, enquanto aproveitavamos aquele momento, que era só nosso.


Um bom tempo se passou, até que eu bocejei. Dimitri, que estava alerta agora, logo percebeu meu pequeno gesto, e resolveu me levar para nosso quarto, alegando que eu precisava descansar.


Quando chegamos no andar de cima, ele me sentou na pequena cama e começou a me despir. Não regi ou protestei. Eu estava exausta. Quando Dimitri terminou seu trabalho, me depositou na banheira e eu relaxei meus músculos.


–Será que vai passar? — Perguntei derrepente, atraindo seu olhar para mim.


–Será que vai passar o que, Roza? — Ele perguntou, curioso.


–Essa fome maluca.... — Assumi frustrada. Dimitri gargalhou tão alto, que eu não duvidara que todos ouviram.


–Estou falando sério.... — Tentei me manter brava, mas era imposível, com ele me olhando daquela forma. Como se eu fosse a coisa mais linda e perfeita do mundo. — Eu estou comendo como um leão.


–E está mais linda ainda! — Dimitri tirou sua mão que estava dentro da água e tocou meu rosto. — Eu te amo Roza.


Decidi não protestar mais. Bocejei outra vez e Dimitri começou a me ajudar com o banho. Quando terminamos, ele me enrolou em uma toalha e me levou para a cama. Me troquei rapidamente e liguei a tv, minutos antes, de eu me esparramar nos cobertores e almofadas. A única coisa que lembro ter ouvido por último, foram o chuveiro e o seriado americano que passava na televisão.