The Last Storm (A Última Tempestade)
28 Capítulo 28 - Baia
Notas iniciais
Tudo bem?
Segue mais um capítulo pra vcs
Não deixem de comentar... queremos saber o que estão achando!
Bjooo
Eu passei a maior parte da viagem dormindo. Ir até a Sibéria, era tão longe como eu me lembrava. Dimitri, diferente de mim, passou o tempo todo perdido em pensamentos. Pensamentos, que eu preferi não interferir.
Eu fiquei longe dele por um ano, mas eu tinha certeza absoluta, que ele não tinha ainda falado com sua mãe. Tirei essa conclusão óbvia, não só pelas suas mãos suadas nas minhas, mas pelo seu rosto de medo. Dimitri ainda tinha medo de não ser aceito por sua familia, o que eu acreditava, ser uma tremenda bobeira.
Estávamos na estação de trem, aguardando para pegarmos um carro. Já tinha se passado do meio de tarde e o sol ainda brilhava tímido, por causa do inverno. Paramos para comer, logo que Dimitri ouviu o ronco nítido da minha barriga. Ele olhava encantado enquanto eu pedia comida. Tentei pensar nisso como, se ele quisesse seu filho saudável, ao invés de sua noiva roliça.
Eu estava parada em uma das mesas do café o observando, enquanto ele estava conversando com uma jovem, em uma banca de revistas. Dimitri, notei que estava comprando um pequeno livro de capa amarelada, que só quando ele chegou mais perto, pude notar que se tratava de um volume de velho oeste. Fazia muito tempo que eu não o via com um desses.
Velhos hábitos nunca mudam.
–Aonde você acha que vai com isso? — Perguntei enquanto levantada da cadeira.
Dimitri sorriu misteriosamente para mim.
–Vou levar para minha mãe — ele disse antes de selar nossos lábios em um beijo rápido.
–Vai levar para a Olena? Eu pensei que era para você — disse entrelaçando nossos dedos para voltarmos a andar.
–Minha mãe também adora isso — Ele beijou minha testa — Se esqueceu que aprendi a gostar de velho oeste com ela? — ele me perguntou. Puxei pelas lembranças nebulosas em minha mente, quando estive na casa de Dimitri pela primeira vez. Realmente, eu vi a coleção de livros que Olena tinha, mas pior do que isso, era o fato de ele ter me declarado esse gosto, quando ainda era Strigoi.
Andamos até o estacionamento de carros para alugar. Dimitri pagou a vista por uma SUV preta.
–Recordações de guardiões hum? — O provoquei. Dimitri sorria de lado para mim. Suvs eram carros usados pelos guardiões. Eu e ele tínhamos experiências com elas.
–Eu prefiro carros grandes — ele deu de ombros — Além do mais, não tinha nada de interessante.
Como sempre, Dimitri estava dirigindo. Eu me ofereci dar uma ajuda, mas Dimitri dispensou imediatamene, alegando que sabia o caminho sem pestanejar. Eu não duvidava. Podia até ser, que ele não os visitava faziam anos, mas ele com certeza nunca esqueceria o caminho.
Peguei-me pensando em Sidney. Eu há havia conhecido na Sibéria. Sidney era uma ótima amiga, embora isso não tenha acontecido de imediato, por causa de seus receios com os vampiros. Mas sim, ela esteve sempre lá para me ajudar quando eu precisei. Quando eu estava atortoada pelos acontecimentos horrendos e assombrosos da minha vida. Eu precisava ligar logo para ela, assim como para Lissa para saber das novidades não tão boas, eu tinha certeza.
Encarei a janela do carro, observando a paisagem, sem realmente ve-la. Estávamos cada vez mais se distanciando do centro. A mão de Dimitri na minha perna, me trouxe de volta.
–Está tudo bem Roza? — Ele massageou minha coxa e meus pensamentos tomaram outro rumo. Eu estava tentando perdidamente esquecer meus medos.
–Não se esqueça do que combinamos — Levei minha mão até sua coxa direita. Dimitri segurou uma risada.
–É! Nem pense que aquilo foi só para me trazer para cá — fiz uma careta e ele gargalhou, já não se contendo mais. Dimitri havia dito que não iria mais fugir de mim, quando chegássemos em Baia.
–Aquilo não foi só para te trazer para cá! — suas mãos se apertaram na minha coxa — Acha que sou feito de que? — Ele franziu o cenho e eu ri da sua cara de bobo.
–Não sei camarada....Mas você estava se saindo melhor do que eu... — disse aborrecida. Sem duvida alguma, nem parecia que ele estava se importando muito. Já eu, estava no meu rosto à frustração.
–Isso por que eu tenho um controle melhor do que o seu... — ele disse, como se isso fosse óbvio.
–Ah claro! — debochei — Vamos ver quem tem um controle melhor quando chegarmos. — Aquilo foi uma promessa e Dimitri também percebeu, pois ele logo fez um comentário. Eu estava conseguindo distrair sua mente. Dimitri estava muito tenso e uma pequena distração, não fazia mal a ninguém.
–Isso é uma aposta Sra. Belikova? — Dimitri usou meu novo sobrenome. Ainda não estavamos casados é claro, mas eu já me sentia como sua esposa, e acredito que ele pensava o mesmo. Eu não precisava de formalidades. Dimitri era meu e eu dele.
Encarei o anel em forma de rosa que ele havia me dado. Meu anel de noivado.
–Pode apostar... — respondi sorrindo para ele. Dimitri me pegou observando o anel e também sorriu.
Não demorou muito mais do que alguns cochilos meus e nós estacionamos no meio fio, da antiga casa de Dimitri. Ele pegou minha mão quando descemos no carro. Lancei um olhar para ele e vi seus olhos apavorados.
–Hey... — o virei para mim, nos fazendo parar na grama verde da frente da casa. — Vai ficar tudo bem ok? — O beijei rapidamente antes de abraça-lo. Dimitri segurou em mim com força, como se pudesse sugar um pouco da minha confiança.
Paramos em frente a porta, enquanto ele o encarava. Segundos se passaram, antes de ele decidir bater.
Olena sua mãe, estava parada na porta com as mãos na boca, o encarando. Foram longos segundos de expectativa. Eu já estava quase falando, quando Olena começou a falar.
–Dimitri? — Ela estava com uma mistura de pavor e surpresa no rosto. — É você, meu filho? — Lágrimas começaram a rolar pelos olhos dela. Arrisquei dar um olhar para Dimitri, que tinha a expressão parecida com a de sua mãe, mas ele ainda se mantinha mudo e no mesmo lugar. — Como isso é possível?
Finalmente os olhos de Olena foram para mim.
–Você? — sua expressão era confusa. — Você o trouxe de volta?
–Ela me trouxe de volta mãe — Dimitri tomou as rédeas da situação, quando percebeu que eu estava sem fala. Somente isso, para ele resolver falar alguma coisa.
–Di...Dimitri! — Exclamou Olena ainda desacreditada, mas vendo uma lágrima que escorreu lentamente da bochecha de Dimitri, ela se jogou nos seus braços o pegando de surpresa. Os dois se abraçaram com força e falavam em russo, enquanto choravam culpiosamente. Eu em estado de manteiga derretida, chorava quase que soluçando, mas com um sorriso nos lábios. Olena percebendo que eu estava ao seu lado, se soltou do filho e segurou minhas mãos, me olhando nos olhos enquanto falava:
–Você o trouxe de volta querida. Obrigada....Senti sua falta Rose — Sorrindo ela me abraçou, mas não durou muito tempo, pois a bruxa, ou melhor Yeva apareceu, dando uma sombra de sorriso para o neto, e me olhando longamente, eu sustentei o seu olhar enquanto um frio, percorria a minha espinha.
Falando em russo com Olena, ela nos fez entrar e nos sentarmos. Em pouco tempo, o resto da família chegou. Sônia foi a primeira, que nos abraçou e chorou bastante quando viu seu irmão restaurado. Ela estava com um bebê pequeno em seu colo, que para minha total surpresa, havia sido batizado com nome de Rose. Eu chorei ainda mais quando soube.
Depois, Karolina veio com Paul e a filha dela não estava junto, o que estranhei. Ficamos conversando. Paul não saia de perto de mim. Ele sempre pareceu fascinado por mim, e agora depois de descobrir o que eu fiz pelo seu tio, ele estava quase que me idolatrando. Ficamos conversando durante algum tempo, mas nunca tocando no assunto sobre nosso bebê ou nosso noivado, embora eu notasse o olhar curioso de todos na minha mão direita.
Eu estava receosa pela chegada da terceira irmã de Dimitri, mas sabia que teria que enfrenta-la mais cedo ou mais tarde. Afinal, Vik poderia estar ainda com muita raíva. Não demorou muito, para que ela entrasse na casa. Seus olhos vieram diretamente para mim. Dimitri havia ido à cozinha, pegar algo para eu comer. Ela não o viu.
–O que ela faz aqui? — Rosnou, olhando sem desviar em minha direção. Olena ofegou. Ela não sabia que havíamos brigado, mas quando Viktoria se aproximou de mim, eu automaticamente levantei do sofá, sentindo mesmo que incoscientemente a escuridão do espírito invadindo minha mente.
Respirei fundo, sabendo que se não me controlasse, as coisas iriam ficar muito piores e sairiam do meu controle. Mesmo depois de entender um pouco o lado de Vik, eu fiquei sim magoada com o que ela me disse, ainda lembrava cada palarva que havia saido de sua boca
"Se você fosse minha amiga, você não estaria agindo assim. Você não tentaria ficar no meu caminho. Você age como se amasse meu irmão. mas não há como você possa ter amado. De maneira alguma você entende o amor..."
Eu sabia que me lembrar daquelas palavras, agora não me ajudariam em nada, mas não havia nada que pudesse mudar o peso delas, enquanto fluiam em minha mente. A escuridão estava me golpeando, fazendo com que eu começasse a ver tudo vermelho. A raiva, a magoa e o ressentimento, só estavam servindo como combustível para o meu estado negro.
–Vik, o que pensa que está fazendo? — Olena exclamou, quando eu estava na minha batalha familiar. Elas estavam falando uma com a outra e eu nem havia percebido.
–Estou tentando entender como ela tem coragem de vir aqui, depois do que ela me fez — Respondeu irritada, ainda me olhando.
–Você não tem noção do favor que eu te fiz Viktória. — explodi — E se você pensa que só por que é a irmã do homem que eu amo, eu vou deixar você continuar falando assim comigo... está completamente enganada — Veneno saiu pelas minhas palavras.
Surpresa pela raíva e o ódio que estava em mim, Olena sentou de volta na poltrona de one havia levantado para enfrentar sua filha em minha defesa.
Antes que alguma coisa fosse dita, os olhos de Vik se arregalaram e ela começou a tremer. Foi quando eu notei que uma sombra imponente estava atrás de mim. Dimitri havia se juntado a festa e trazia com ele, pães russos. Mesmo com tudo o que estava acontecendo, meu estômago roncou.
–Vik... — Dimitri murmurou, quando ela saiu do seu estopo e ele se aproximou a abraçando fortemente.
–Co...Como?? — Ela falava e uma sombra de entendimento apareceu em seus olhos. Eu torci para que fosse da maneira certa. — Você ....Você mentu para todos nós.
–Não! — Nessa hora Dimitri se afastou dela e veio para o meu lado. A escuridão me pegou desprevenida ouvindo suas palavras.
–Lave sua boca antes de me chamar de mentirosa... Seu irmão sim havia se tornado um strigoi, mas eu consegui salva-lo. — Sussurrei.
Yeva finalmente havia resolvido falar alguma coisa. Ela olhou dentro dos meus olhos.
–Lute Rose...Não deixe a escuridão te dominar....Pelo seu filho... — Era como se ela falasse em minha mente. Mas não foi isso que me pegou mais desprevenida. Foi a palavra filho que ela havia usado. Eu não havia contado nada até agora a elas, e duvidará que Dimitri também o havia feito. Mas, Yeva sabia. Ela assim como Benta, sabia.
Antes que eu pudesse sequer processar mais alguma coisa, Dimitri me abraçou e me depositou no seu colo, no sofá, enquanto sussurava palavras doces de encorajamento.
–Vamos Roza! Eu sei que você consegue... Pelo nosso filho...-ele sussurava no meu ouvido.
Nosso filho. Nosso filho
Fechei meus olhos, respirando pesadamente. E lutei pela minha sanidade. Foi quando algo veio a mente.
"Eu e Dimitri, em uma casa pequena mas confortável. De mãos dados olhando para um berço, onde uma pequena menininha com cabelos negros da cor dos meus, e a pele muito branca, dormia tranquilamente."
–Você me faz muito feliz minha Roza — Sussurou Dimitri em meu ouvido.
Foi como se um interruptor fosse desligado na mesma forma que foi ligado anteriormente. Nessa hora, consegui controlar a escuridão.
–Obrigada camarada — Falei feliz. Ele beijou meus cabelos e voltei meus olhos para a familia que nos olhava silenciosos. Passei meus olhos por cada rosto. Olena demonstrava felicidade, Karolina me olhava sorrindo, como quem dizia "bem vinda a família" e os demais, da mesma forma mesmo que eles não sabendo que a criança era do Dimitri me fez sentir feliz com isso. Somente Yeva estava com seu rosto em branco. Viktoria também me olhava descrente.
–Por que vocês brigaram? Eram tão unidas — Pronunciou Olena.
–Por que graças a ela, eu perdi o cara que me amava, — Respondeu ela cínica. Agora eu explodi, mas não pela escuridão. Mas por mim mesma.
–Ah, pelo amor de Deus Vik! Aquele cara era um maldito filho da puta, que só queria te levar para a cama e sabe o que mais?? Ele deu em cima até de mim! E conhece muito bem sua família, não é mesmo Sônia?
–Oh Deus Vik! Você se envolveu com ele? — Ela gritou se levantando.
–Era meu namorado, antes da Rose atrapalhar! — Sua voz era afiada, mas confusa.
–Graças aos santos que ela inteferiu! — Disse Olena, me olhando agradecida. Assenti para ela com um pequeno sorriso.
–Vik a Rose me contou tudo o que aconteceu...Esse moroi que você estava envolvida é o pai da filha de sônia. — Falou Dimitri com sua forma de mandão. Vik arfou mais, antes que alguma coisa fosse dita.
Uma tontura filha da mãe me pegou desprevenida, me fazendo segurar no sofá para não cair.
–Céus... — exclamei baixinho, mas não passou despercebido por Dimitri.
–Vamos Roza....você precisa se deitar...- ele passou seus olhos preocupados para Olena, — Mãe, vou leva-la para meu antigo quarto ok? Amanhã terminaremos nossa conversa e explicarei tudo a vocês.
Assentindo, Olena me deu um beijo na bochecha, mas não olhei para mais ninguém. Somente me deleitei quando Dimitri me pegou no colo, me levando para o quarto.
Notas finais
Então comentem
Alias quero mandar um agradecimente SUPER MEGA ESPECIAL PARA A LINDA "Lêh" Obrigada pelas palavras flor, nós adoramos, sua recomendação! Beijos
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