The Last Storm (A Última Tempestade)
18 Capítulo 18 - Casa Comigo?
Notas iniciais
Sentei na minha mala para fechar. Era impressionante como nossas coisas duplicam ou triplicam quando fazemos a mala de volta para casa. Quando terminei, me esparramei na cama enquanto lia novamente o bilhete, que Dimitri deixou em baixo da minha porta.
Roza;
Fiz uma reserva no restaurante La Vitta para nós dois, esta noite.
Tenho uma surpresa para você.
Passo em seu quarto logo que terminar meu turno.
Esteja pronta para mim.
Com Amor, D.
Dimitri sempre conseguia me surpreender. La Vitta era um restaurante de alto padrão aqui na Corte. Como ele havia conseguido uma reserva, eu não sabia. Fechei o bilhete e o deixei de lado. Lancei um olhar para o relógio da cabeceira e vi que ainda tinha uma hora.
Tomei um banho de banheira e abusei dos cremes para o corpo, que havia ganhado de Lisa. Logo em seguida, parei em frente a minha mala recem fechada, para analisar minhas opções.
Estava frio na Corte, mas eu estava derrepente cansada do meu habitual jeans. Revirei um pouco a mala e notei que tinha trazido um vestido preto curto e um par de sandálias de salto alto, para emergências. Era esse mesmo.
Peguei o vestido e comecei a vesti-lo. Passei uma leve maquiagem e usei um batom vermelho vivo. Deixei de lado meu longo casaco preto para quando eu saisse, e comecei a abotoar as sandalhas.
Não demorou muito, Dimitri bateu na porta.
–Entre — disse, depois de jogar a mala dentro do armário e fechar a porta.
Dimitri entrou e fechou a porta atrás dele. Quando ele me viu, antes de falar qualquer coisa, cercou minha cintura com suas mãos e me beijou. Um beijo faminto e cheio de amor.
–Você está linda — ele disse, quando encostou nossas testas juntas.
–Você também está — O beijei denovo. Dimitri estava usando calças jeans, botas e um longo casado de couro. Por baixo do casaco, estava uma cacharrel de gola alta preta. Ele estava divino.
–Senti sua falta — Ele se apertou mais a mim, beijando meu pescoço demoradamente. Um arrepio percorreu meu corpo.
–Eu também senti — Puxei seu casaco para mais perto de mim. Eu não fazia idéia de como contar para ele que eu estava partindo amanhã. Só de pensar em mais tempo longe dele, meu coração apertava.
Saímos de mãos dadas do meu quarto, derrepente ignorando os olhos curiosos dos outros. Como Dimitri havia prometido, havia uma reserva em seu nome, e uma mesa para dois estava posicionada perto das grandes janelas de vidro. La Vitta era lindo por dentro. Uma grande escultura de gelo estava no centro do salão, que era decorado de flores exóticas.
Dimitri já estava tomando conta da situação. Ele pediu um vinho tinto e me perguntou, o que eu gostaria de comer. Acabamos por escolher, um raviolli de cogumelos. Minha fome estava gigante esta noite.
Durante o jantar, conversamos sobre o meu dia e sobre o dele. Dimitri achou muita graça, quando lhe contei sobre as fofocas a nosso respeito. Ele disse que daqui para frente, seria muito pior. O que mais me chamou a atenção, é que diferente de mim, Dimitri não se importava com a fofoca de nossos amigos. Quando citei que Christian havia nos visto ele confirmou.
–Hey camarada — apertei seus dedos nos meus em cima da mesa. — Você viu o Ozera e nem me avisou?
–Amor eu ia dizer mas achei irrelevante — ele sorriu para mim. — E sem contar, que isso iria te deixar aborrecida. — Ele tinha um ponto.
Nossa comida chegou rápido e eu a devorei. Não me importando é claro, em pedir uma torta de chocolate para a sobremesa. — Dimitri parecia curioso e entretido sobre minha fome repentina. Eu admito. Eu também estava.
Derrepente a idéia de começar a contar tudo a ele sobre amanhã, era tentadora. Esse era o momento. Uma música soava de longe, no grande salão. Era o som de violinos. Empurrei o prato para o lado, quando terminei e encarei seus olhos chocolate.
–Dimitri eu tenho algo para te dizer... — Ele prontamente pegou minhas mãos na dele e esperou.
–Eu estou indo com Christian embora amanhã — Curiosamente, sua expressão só se alterou um pouco. Ele estava triste, assim como eu.Mas eu não o havia pego de surpresa.
–Eu já sabia — ele assumiu com um sorriso triste. — Eu soube agora pouco quando encontrei o Christian.
–E você não me falou nada? — perguntei.
–Eu iria falar, mas você foi mais rápida. E além do mais, eu queria passar o maior tempo hoje com você, sem preocupações.
–E agora? — perguntei com um sorriso triste
–Agora você vai e volta o mais rápido para mim — Ele estava tentando soar otimista. — Ou se você quiser.... — ele parou para me encarar, antes de falar suas próximas palavras. — Eu vou no seu lugar, e te deixo com Lisa.
–Nem pensar — respondi sem pestanejar. — O Ozera é meu moroi e eu não posso deixa-lo.
A determinação em minha voz, fez Dimitri me lançar um olhar de puro orgulho. Poderíamos estar indo para passar um tempo longe um do outro, mas ainda assim, sabiamos de nossas obrigações. Eles vem primeiro.
Seguimos abraçados para o nosso dormitório, quando saímos do restaurante. Dimitri passava para mim conforto e segurança. Quando chegamos no corredor dos nossos quartos, Dimitri foi pegando a chave das minhas mãos e abriu a porta.
–Hey camarada! — Ergui uma sobrancelha desconfiada para ele.
Dimitri me ignorou e abriu a porta, se jogando em seguida na minha cama.
–Oww — eu protestei, enquanto tirava minhas sandálias. — Você sabe o que eu falei sobre os sapatos! — Tentei parecer séria e ele tirou seus sapatos, antes de se acomodar nos travesseiros, mais uma vez.
–Sabe que eu me pergunto como será... — ele estava refletindo para si mesmo, percebi. Percebi também, que ele não terminou a frase.
–Do que você está falando? — Perguntei, enquanto olhava meu reflexo, no espelho da penteadeira.
–De quando formos para nossa própria casa — Ele deu de ombros, e eu fui obrigada a virar para ele, espantada.
–O que quer dizer? — Um nó se formou na minha garganta.
Dimitri levantou da cama e pegou minhas mãos, sorrindo misteriosamente. Eu pude notar, seu olhar determinado. Eu comecei a tremer, com medo de suas próximas palavras.
Como se notando minha hesitação, Dimitri tocou meu queixo com a ponta dos dedos, me passando conforto. Eu não consegui ignorar isso. Seu simples toque me causava um turbilhão de emoções.
Quando ele finalmente me percebeu relaxar, passou para a próxima etapa do seu plano misterioso.A mesma mão que ele tinha no meu rosto, seguiu para o bolso de sua jeans. Eu segui o movimento com olhos ansiosos, enquanto ele se ajoelhava na minha frente e tirava uma pequena caixa azul de veludo do bolso.
Meu coração começou a bater frenéticamente no meu peito e minha respiração se tornou irregular. Eu queria começar a gritar, mas me forcei a me manter no lugar, deixando que ele seguisse. Dimitri abriu lentamente a caixa e eu vi um anel. Um anel de ouro, com uma linda rosa vermelha no centro.
–Oh meu Deus!! — Não consegui mais conter meu espanto, enquanto ele sorria com expectativa para mim. Era um dos momentos que eu mais gostava. Dimitri sorria de uma forma linda.Mas eu estava tão espantanda.
–Rose... — Ele começou devagar e eu senti que lágrimas já rolavam frenéticamente pelo meu rosto. Ele ainda tinha uma de suas mãos na minha, e a outra segurava a caixinha do anel. — Você aceita se casar comigo?
Eu não sabia o que responder. O mundo parou e minha respiração também. Eu tinha que me forçar a respirar denovo. Eu estava chorando tanto, que minha vista estava embaçada. Eu nunca na vida me imaginei nessa forma. Eu sabia que minha situação com Dimitri, era delicada. E por isso, eu aceitava qualquer coisa que pudessemos ter. Mas casar? Ele me queria como sua mulher?
Tentei parar de chorar, enquanto ele me encarava com expectativa.
–Sim. — Disse, em meio a um sorriso. Mas Dimitri, pareceu não acreditar. — Sim! — Repeti mais forte dessa vez.
Como se fosse possível, o sorriso de Dimitri aumentou mais ainda. Ele colocou o anel em meu dedo trêmulo, enquanto os seus estavam quentes. Em seguida, ele me beijou. Não demorou muito, para o beijo se tornar algo urgente. Quando nos separamos, foi para pegar ar.
–Minha! Minha! — Dimitri repetia entre beijos no meu rosto.
–Camarada eu estou toda babada! — Eu repetia sem parar, rindo. Ele não se importava e continuava beijando.
–Eu te amo tanto Roza — Ele disse quando parou para olhar para mim — Eu te amo tanto que chega a doer. — Suas palavras eram tão sinceras e lindas de ouvir. Eu não parei para pensar dessa vez, enquanto o levava para a cama.
Dimitri estava tão ansioso quanto eu. Era como se quisessemos estar o mais perto possível um do outro. Meu vestido preto estava rasgado no chão e a jaqueta dele foi parar em cima do abajour, o derrubando no processo. Eu não sabia dizer onde meu corpo começava ou o dele terminava. Estavamos nos fundindo em um só naquela noite.
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