The Last Storm (A Última Tempestade)
15 Capítulo 15 - Conto de Fadas
Notas iniciais
Beijos
Abri a porta e acendi a luz. Dimitri estava se acomodando na minha cama.
-Hey camarada, cuidado com o sapato. — Lhe disse, enquanto tentava tirar as pedrinhas brilhantes do meu cabelo.
Dimitri fez uma careta, e eu o vi pelo espelho da penteadeira tirando os sapatos, para deitar na cama.
Voltei para minha tarefa árdua, sorrindo.
-Merda de pedrinhas. — Chiei quando um maço de cabelos meus, sairam nos meus dedos.
-Rose deixa isso e vem aqui — Dimitri pediu com uma voz sensual, enquanto batia na cama. Olhei para o espelho e vi aquele homem lindo deitado ali, centímetros de mim e na minha cama. Um arrepio me percorreu. Ele já estava sem o blazer, sem os sapatos e sua camisa de linho, estava levemente desabotoada, mostrando seu peito nu.
Precisei de muita força de vontade, para não esquecer as malditas pedrinhas e pular em cima dele. O ar já estava completamente quente no quarto.
-Daqui a pouco — Eu disse, e ele virou os olhos.
-Rose você sabe quanto tempo eu estou esperando por isso?... — ele começou e eu o interrompi rindo.
-Me espera que já vou — disse rindo da situação. Eu não iria ficar em paz, enquanto não tirasse aquilo do cabelo.
Dimitri bufou e se acomodou melhor nas minhas almofadas brancas, se abraçando a uma delas.
Voltei para as pedrinhas e comecei a tira-las novamente.
Logo todas sairam, e eu só precisei desamarrar o coque. Assim que consegui, puxei o ziper do vestido e virei para Dimitri com expectativa.
-Ah merda — murmurei percebendo que ele havia dormido. Sua respiração era branda. Joguei o vestido no chão e caminhei em direção ao banheiro, depois de ter pego minha camisola preta. Eu busquei pela minha confortável camiseta de dormir, mas eu não a encontrei em lugar algum.
Quando voltei para o quarto, depois de uma ducha rápida, apaguei a luz e comecei a subir na cama com cuidado, para que Dimitri não acordasse. Comecei a puxar a coberta para nós dois, quando percebi que ele tinha algo enrolado em si. Cheguei mais perto dele, devagar. Era minha camiseta de dormir.
Sorri e toquei seu rosto delicadamente, me aproximando mais dele. Tomei um susto e prendi a respiração, quando seus braços se envolveram em torno da minha cintura, me puxando para mais perto. Um reflexo pensei. Me enrolei bem perto dele e fechei os olhos, saboreando aquele cheiro que só ele tinha.
Acordei com alguém tocando levemente meu ombro, com movimentos circulares. As memórias da noite anterior eram frescas na minha mente. Abri um sorriso gigante, antes de me virar com cuidado, para não tirar os braços de Dimitri ao redor de mim. Ele estava acordado. Seus olhos chocolate me analisando com carinho e amor. Ele sorriu quando me viu e me puxou mais para perto de seu peito.
-Tudo bem? — Dimitri tirou o cabelo do meu rosto e me beijou, antes de eu responder.
-Tudo bem sim — Disse depois de me separar dele, acariciando sua face com a ponta de meus dedos.
-Eu dormi — ele franziu o cenho, desapontado e eu não pude deixar de rir baixinho.
-Você está cansado amor — Encostei nossas testas e fechei os olhos. — Nossa conversa foi exaustiva ontem — Voltei a olhar para ele, que tinha um novo brilho no olhar.
-Sim — ele concordou — Mas agora estou acordado.
Não tive tempo de reagir. Em um sopro, Dimitri se colocou em cima de mim, colando nossos corpos.
-Eu estou acordado — ele voltou a dizer, enquanto beijava meu pescoço. — E acho que eu vou começar a recuperar o tempo perdido.
Arfei.
-Agora? — Não que eu não quisesse aquilo, mas eu tinha certeza absoluta que Lisa estava atrás de mim, por eu ter sumido da festa.
-Sim, agora — ele mordiscou minha orelha, enquanto puxava minha camisola para baixo, se livrando dela.
Queimei. Puxei seu rosto para o meu e o beijei. Um beijo que deveria ser proibido, de tão urgente e apaixonado. Eu puxei a camisa de Dimitri com urgência, enquanto ele se livrava de suas calças.Eu sentia muita falta dele, e pela urgência de suas mãos em meu corpo nu, sabia que ele pensava o mesmo. Quando todas as roupas estavam no chão, enlacei minhas pernas em sua cintura.
A sensação do corpo dele no meu agora, não chegava nem perto da nossa primeira vez. Dimitri na cabana havia se segurado demais, com medo de me machucar. Agora, ele estava totalmente desenfreado e ansioso como eu estava. Sua boca tomou conta do meu corpo e suas mãos, me levaram a loucura.
Quando terminamos, deitei a cabeça em seu peito para normalizar minha respiração. Dimitri virou lentamente para mim, e depositou um beijo na minha testa suada.
-Eu te amo Roza — ele repetiu mais uma vez.
-Eu também te amo — consegui dizer, enquanto o abraçava apertado contra mim.
-Eu senti falta disso — Dimitri disse, enquanto seus dedos traçavam linhas de fogo pelas minhas costas.
-Eu também senti — Admiti rindo baixinho. Dimitri puxou meu rosto delicamente para encara-lo.
-Você não esteve com mais alguém esteve? — Que tipo de pergunta era essa? Bem agora?. Virei os olhos, enquanro encarava seus olhos ciumentos.
-É claro que não — comecei a distribuir beijos pelo seu rosto, que logo foi suavisando.
-Hum — Dimitri tentou bancar o possessivo, mas começou a rir quando comecei a lhe fazer cócegas.
-Eu não tive outro homem Dimitri — parei derrepente e ele puxou o cobertor para nos cobrir. A temperatura estava baixando mais.
-Não posso pensar em ninguém te tocando... — Dimitri me empurrou de costas na cama, enquanto afundava sua cabeça em meus cabelos.
-Não vai acontecer camarada — o beijei denovo, enquanto tinha seu rosto em minhas mãos — Eu já tenho você. — Tentei amenizar a situação. Derrepente, voltei a lembrar do velho Dimitri ciumento de St. Vladimir.
Dimitri sorriu lindamente para mim e voltou a me prensar na cama.
-Hey — protestei quando senti sua animação voltando. — Já? — Eu comecei a rir, enquanto ele me beijava o pescoço.
-Sabe que eu poderia passar assim por dias não é? — Dimitri mordeu meu pescoço e separou minhas pernas.
-Dimitri! — O alertei, quando senti seus dentes em meu pescoço. Eu sabia que isso ia me deixar um belo chupão rouxo.
Muito tempo depois de alternarmos entre cama e chuveiro, resolvemos nos trocar e sair relutantemente do quarto. Dimitri e eu combinamos que não iriamos pular nenhuma etapa dessa vez. Contaríamos com calma para todos os nossos amigos, e depois, para meus pais, que finalmente estavamos juntos.
Dimitri abriu a porta do seu quarto, que era de frente para o meu, e eu entrei com ele, me deitando na cama enquanto ele trocava de roupa. Como se não fosse nada demais, Dimitri resolveu ficar nu na minha frente.
-Camarada! Pode colocar uma roupa? — Perguntei rindo e tampando meu rosto com uma de suas almofadas.
-Gosta de algo? — ele me perguntou brincalhão, enquanto colocava sua jeans. Repetindo a pergunta, que eu havia feito a ele na cabana.
Sem resposta para aquilo, lhe lancei a almofada com toda força, acertando em cheio sua cabeça. Eu gargalhei, antes de me arrepender de fazer aquilo. Dimitri pulou em cima de mim na cama, e me prendeu debaixo de seu peito nu.
-Isso não é justo — me debati debaixo dele rindo.
-Isso é muito justo — ele sussurou no meu ouvido, antes de me beijar.
O calor voltou com força e já estavamos pedindo por ar. Dimitri enfiou uma de suas mãos dentro de minha blusa de frio, enquanto a outra estava no ziper do meu jeans.
-Não. — Olhei para seus olhos escuros de desejo. — Se continuarmos nesse ritmo, não vamos mais sair do quarto — Beijei o topo da sua testa.
-Eu aceito isso. — Ele voltou a me beijar e eu cedi. Eu nunca iria me cansar dele. Nunca. Em poucos segundos, a tentativa de estarmos vestidos se fora.
Notas finais
Oq acharam?
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