Notas iniciais
Primeiramente...Queria agradecer por todos os comentários. Estou me empenhando o máximo para ficar bem legal essa fic. A idéia original é muito boa. Espero que vocês gostem.
Beijooo*

Eu passsei o resto do dia trancada no quarto. Agora eu já tinha o vestido, e Lisa tinha tudo sob controle. Nesse exato momento, eu pude sentir pelo laço, que ela estava com Christian. Ele havia acabado de se deitar com ela na cama. Me expulsei para fora de sua cabeça. Minha vida amorosa estava um caco gigante. Eu não precisava ver mais a felicidade dos outros.


Sim, eu havia definitivamente colocado um pouco final na minha vida amorosa com Dimitri. A sua cara de espanto ainda machucava meu coração. Mas o que eu iria fazer? Ele que escolheu assim e não eu.


Me lembrar daqueles olhos castanhos me fizeram questionar se eu havia feito a coisa certa. Eu tinha que ter feito a coisa certa. Já se passara um ano, e eu tinha que dar um passo adiante na minha vida. Eu tinha que me permitir ser feliz.


Por outro lado, estar hoje com ele na loja parecia tão certo. Ajuda-lo a escolher uma roupa, ou receber seu sorriso agradecido, que era feito só para mim ainda faziam meu coração bater mais rápido.


Eu sentei na cama. Já era tarde para os Moroi, mas cedo para os humanos. O dia estava claro lá fora. Pude perceber, assim que olhei para a janela. Rapidamente sai de debaixo das cobertas e segui em direção ao espelho. Meu cabelo estava um caco como eu temia. E meu rosto inchado por passar horas chorando. Isso tinha que acabar.


Vesti o primeiro moletom que vi no armário e segui para o Spa da Corte, onde meu antigo amigo ambrose trabalhava. O salão estava quase vazio, uma vez que a maioria dos moroi estava dormindo. Já outros, que provavelmente tiveram dificuldade de marcar um horário no salão como eu, estavam no meio da "noite" disputando uma vaga.


Fui em direção a recepção, e encontrei uma jovem moroi sentada, lixando suas unhas compridas e vermelhas.

–Pois não? — ela soava sonolenta. Tive dó dela. Provavelmente os funcionários estavam tendo trabalho extra esses dias.


–Estou procurando por uma vaga no salão. — tentei soar clara e gentil.


–O que deseja fazer? — ela perguntou derrepente, puxando uma agenda marrom de dentro de uma gaveta.


–Eu sou uma das madrinhas no casamento de Vasília Dragomir e preciso de uma ajuda — sorri sem graça. Ainda bem que a atendente era experiente.


–Você está com uma aparência horrível — ela derrepente dispertou, encarando minhas olheiras fundas. Yes. Eu havia terminado definitivamente com meu ex namorado. Ela queria que eu estivesse como?


–Eu sei... — respondi depois de alguns segundos. — Pode me ajudar?


A moroi pensou por um momento e logo puxou um aparelho prateado do seu bolso. Alguns minutos depois, eu fui chamada.


Sai do salão quatro horas depois. Eu tentei não trombar com ninguém, enquanto escondida frenéticamente meu cabelo debaixo de um longo lenço vermelho. Não que houvesse muitas pessoas passeando pela corte, mas a idéia de trombar com alguém de bob's era constrangedor.


Eu havia acabado de fechar a porta do meu quarto e dado a primeira mordida em meu muffin de nozes quando alguém mateu na porta. Será que ninguém dormia aqui não? Levantei de mal humor e abri a porta. Para minha total surpresa, era Janine Hathaway e Abe Manzur.


–Mãe? Pai? — perguntei confusa derrepente. Os dois tinham expressões ilegíveis.


–Vai nos deixar entrar? — Minha mãe exigiu na porta. Seu mau humor pelo visto não tinha mudado muito. Assim como sua aparência.


Abri caminho para que passassem e notei que ela encarava o pano vermelho da minha cabeça.

–Isso é do penteado — virei os olhos. Ela concentiu.


–Não vimos aqui pelo penteado — ela disse simplesmente. Mas logo foi interrompida por Abe.


–Deixa disso Janine — ele deu um passo em minha direção. — Eu quero falar com Rose primeiro. — Abe me deu um abraço apertado, que eu retribui.


–Sentimos tanto a sua falta minha filha — Abe sorriu quando voltou a me olhar — Não liga para sua mãe — ele virou os olhos e em seguida, os lançou rapidamente para Janine — Ela estava com saudade e só isso.


–Não me inclua nas suas frases prontas Abe. — minha mãe disse derrepente. — Mas mesmo assim, eu gostaria de saber como você está.


A mudança brusca de assunto me pegou desprevenida.

–Vejo também que você anda comendo no quarto — ela lançou um olhar para minha cama e viu meu café da manhã. — Isso tem haver com Belikov?


–É claro que não mãe — me deviei ela e voltei a devorar meu muffin. Eu não queria aquelas perguntas. Não agora.


–Ouvi dizer que vocês andaram amigos — Janine tinha a voz afiada demais para o meu gosto. Eu odiava os fofoqueiros de plantão.


–Nós apenas estamos interpretando papéis. — Me senti derrepente infeliz com essa declaração. Minha mãe sabia sobre Dimitri. Aliás, todo mundo sabia. O simples fato de eu ter recebido olhares de dó quando voltei, deixaram isso bem claro. A pobre coitada abandonada pelo seu namorado. Abe sabia também, mas ele tentou ser mais gentil do que minha mãe. — Não tem nada mais que isso. — Disse determinada para minha mãe. Ela me analisou por um momento.


–Bom... se você diz — ela desviou o olhar. — Vamos mudar de assunto. -Janine já estava sentando na minha cama, de frente para mim. Abe estava na cadeira.


–Sim? — perguntei curiosa.


–Como está o sistema de segurança? — minha mãe me pegou desprevenida. — Eu cheguei a pouco tempo e não quis atormentar os guardas com minhas perguntas.


Sim, era óbvio. Minha mãe era cem por cento profissional. Talvez, bem talvez eu achasse que ela queria saber, como foi ficar um ano longe de todo mundo. Essa idéia evaporou da minha cabeça, em um instante.


–Está tudo sob controle — bebi meu iogurte — Não precisa de preocupar. — Ela pareceu concordar.


–É preciso mesmo — ela disse mais para si mesma, do que para mim. — É um evento muito grande — Seus olhos voltaram aos meus. Antes que ela pudesse continuar, Abe tomou a vez.


–Filha agora quero falar uma coisa — Foi a vez de Abe falar.


–Sim? — perguntei, me virando para encara-lo.


–Gostaria de saber se você não pretenderia passar um tempo comigo depois do casamento — ele disse sem rodeios.


Wow. Abe sabia mesmo como pegar alguém desprevenido.

–Você sabe que eu protejo Christian — o encarei. — Não posso me dar ao luxo de abandona-lo assim.


–Eu sei filha, mas pensei em algo rápido. Um final de semana qualquer — Abe estava realmente querendo um tempo comigo? Bom... Se tudo desse certo, talvez eu pudesse aceitar dois ou três dias com ele na Turquia.


–Está certo — respondi. — Eu falo com você depois do casório velhote.

Seu apelido ainda o perturbava. Eu ri.


Logo depois disso, eles foram para a porta, prometendo me encontrar amanhã na festa. Beijei os dois, mesmo diante da cara de urgh de minha mãe. Logo depois fechei a porta e voltei para o meu cantinho feliz.


Agora eu só precisava esperar pela festa, para sair do quarto.