The Last Song
4 Last chance to lose control
_ como foi com a Victória?
_ porque você está me perguntando isso? Foi normal... só jantei com ela, mas nada.
_ que? Cade meu irmão e o que você fez com ele?
_ deixa de ser doente... eu não ia fazer nada com ela... foi tentador o convite de entrar no apartamento dela, mas não...
_ será que dá pra você aceitar que está sendo conquistado por ela?
_ cala a boca... você pode me dar um idéia de um lugar para levar a Sofia amanhã?
_ bem... cinema, parque... que seja
_ você ajudou muito, muito obrigado
_ não há... de que.
_ vai dormir, porque bocejo pega.
_ vou mesmo... boa noite, tchau – ele desligou
_ tchau.
7:00 da manhã,domingo e meu celular tocando, inferno, quem é o corno que está me ligando a essa hora. Eu vou matar essa pessoa...
_ espero que seja importante
_ preciso de você!
_ Psicopata?
_ muito engraçado... sem brincadeiras... eu preciso de você
_ Victória eu acabei...
_ por favor? – a voz dela estava estranha
_ está bem, estarei ai em alguns minutos – desliguei – porque eu fico fraco com mulheres chorando? Inferno. — levantei, tomei um banho e sai.
_ o que aconteceu?
_ meu namorado terminou comigo, eu estou péssima
_ não acredito que você me chamou porque seu namorado terminou contigo? Quando me ligar as 7:00 da manhã num domingo, seja um assunto importante de verdade – fui pegar o elevador
_ por favor, fica comigo...
_ sinto muito, mas não posso... — ela tinha namorado e não falou nada? Ótimo – tenho uma dica para dor de cotovelo... beba até cair, você vai se sentir melhor – o elevador tinha chegado
_ Gerard, por favor? — olhei pra ela.
_ qual foi a desculpa pra isso acontecer? — estava em pé na sala dela.
_ diz ele que não dava mais certo... eu to péssima
_ você o amava?
_ aham – ela se encolheu no sofá, sentei do lado dela e a abracei – desculpe, eu sei que você não tem nada a ver com isso, mas era a única pessoa que eu tinha por perto...
_ tudo bem, perdi a cabeça...
_ você fica uma fera quando te acordam né?
_ fico
_ bom saber disso
_ nem vem com essa ideia – ela sorriu
_ obrigada
_ por...?
_ por estar aqui... achei que você ia me ignorar e voltar a dormir...
_ não consegui... porque eu não consigo ignorar um chamado de uma mulher chorando ao telefone
_ seu ponto fraco?
_ pode dizer que sim — sorri
_ acho que eu já estou melhor – disse ela ainda abraçada comigo – pode me soltar
_ ok... — soltei ela – quer sair um pouco?
_ seria otimo...
_ toma – ela me entregou um copo de café, fiquei olhando – pode deixar, não coloquei nada — ela bebeu
_ desconfio disso – fiquei olhando o copo
_ para de ser palhaço e toma logo
_ se eu morrer é sua culpa – bebi um gole – argh... socorro – fingi que estava morrendo
_ para com isso, seu louco – ela começou a rir
_ ta limpo
_ eu te disse... posso te fazer uma pergunta?
_ depende
_ vou entender isso como um sim... porque você está sendo tão legal comigo?
_ não sei... talvez porque eu adore perigo... ou simplesmente não tenho motivo.
_ perigo?
_ andar com uma Loura psicopata não é perigo?
_ começou – ela me deu um tapa no braço – eu acho que aquele dia eu estava meio estressada
_ está me pedindo desculpa?
_ há... você que tinha que me pedir desculpa, foi você que quase me atropelou
_ e começou esse assunto de novo – bebi outro gole
_ desculpe?
_ já até esqueci – fiquei olhando pra ela
_ que foi?
_ nada – paguei os dois cafés – vamos?
_ vamos.
_ de novo obrigada
_ qualquer coisa pode ligar... eu disse isso mesmo?
_ disse – ela riu, ficamos nos olhando por alguns segundos – tenho que ir – ela sorriu e saiu. Só acenei e sai.
_ seu idiota!
_ pai!
_ oi.
_ você saiu cedo hoje porque?
_ compromisso
_ com quem?
_ Sofia... shiu – sorri, ela me deu um beijo no rosto e sentou no sofá de novo, emburrada – hey, que cara é essa?
_ você saiu com aquela moça bonita né?
_ que ciumes é esse agora?
_ ela vai roubar você de mim – Maria que escutava, deu uma risada baixa
_ tira essa idéia da cabeça, ninguém vai te roubar...
_ promete?
_ prometo – peguei no rosto dela – vamos fazer o seguinte, hoje você não vai ficar em casa.
_ vou me arrumar – ela levantou e saiu correndo para o quarto
_ boa idéia pra ela esquecer do assunto
_ que assunto Maria?
_ você acha que me engana... você ta gostando dessa tal “moça bonita”
_ está com ciumes também
_ eu com ciumes... não... só preocupada, quem é ela?
_ Maria não está acontecendo nada... fica tranqüila... — sorri e abracei ela — já disse que seu eu fosse mais velho eu ia te dar uns pega
_ sai daqui garoto – ela me deu um tapa e saiu rindo.
_ Alice? — ela saiu correndo – espera... Alice! — segui ela – ALICE!
_ não cuidado...
_ q... – cai em um penhasco.
_ AH! — acordei com o celular tocando – alô? — disse ofegante
_ está tudo bem?
_ oi... aham, eu acho
_ sua voz parece de assustado
_ um pouco – respirei fundo – haaam, que houve dessa vez?
_ não consigo dormir – ela ficou em silêncio – ué, não vai me xingar de todos os palavrões possíveis?
_ não... até foi bom você me acordar... tava tendo um sonho horrível
_ quer contar
_ se eu lembrasse
_ isso explica sua voz!
_ é... acho que eu não vou conseguir dormir outra vez?
_ nossa, com medo?
_ nem um pouco – fiquei em silencio – está bem, to assustado
_ sabia.. bem, eu não consigo dormir e você não quer dormir.. vamos conversar
_ boa idéia – conversamos a madrugada inteira... — está com sono?
_ nem um pouco... odeio insonia
_ como se alguém gostasse – sorri – bem... eu estou ficando com sono agora... mas não vai adiantar nada eu dormir agora
_ bem... são 5:00 da manhã... quer fazer uma coisa diferente?
_ você não parecia ser tão atirada desse jeito
_ para de pensar só com a sua cabeça de baixo pelo menos uma vez... me encontra na estrada que dá pra New Jersey...
_ como eu vou te encontrar?
_ eu vou falando contigo... — saímos no mesmo tempo – está amanhecendo...
_ aham... — bocejei – deus que sono
_ acho que eu estou vendo você
_ eu também – pisquei duas vezes os faróis
_ é você mesmo – ela encostou, eu também... saímos do carro e fomos no aproximando um do outro – oi
_ oi – desligamos o celular
_ droga já teve o nascer do sol
_ o que você queria... fazer
_ queria ver o nascer do sol, inferno.
_ você que é devagar e não conseguiu chegar... aqui
_ você ta quase dormindo em pé... vem vamos tomar um café – fomos pra primeira cafeteria por perto – dois expressos... lembrou do tal sonho horrível
_ lembro de algumas coisas... eu caia num penhasco, sei lá..
_ que horror... obrigada – ela me entregou – vem, vamos lá pra fora.
_ está bem – pagamos o café e saímos – acho que depois de ficar horas acordado eu não vou para a gra...vadora hoje
_ percebi... eu invento alguma coisa
_ nossa... obrigado – ela ficou me olhando – que foi?
_ quem diria... depois de nós dois ter tentado um matar o outro, estamos agora... civilizados
_ verdade... — bocejei outra vez – eu preciso dormir
_ concordo contigo – entrei no carro – cuidado seu louco
_ pode deixar – sorri e sai
_ Gerard?
_ ham
_ você vai dormir até as 19:00
_ são que horas?
_ 14:00 da tarde
_ droga a Sofia...
_ já levei e busquei ela... tudo bem.
_ eu não consegui dormir a noite... droga que dor de cabeça
_ o que aconteceu?
_ tive um sonho horrível... não quero lembrar disso...
_ tudo bem, vou te trazer um remédio pra essa dor de cabeça...
_ não precisa... eu já vou melhorar
_ nem adianta... já volto.
_ está melhor?
_ aham... eu acho que é porque eu não comi nada ainda, sei lá – me sentei na cama
_ vou trazer alguma coisa pra você comer
_ nem pensar nisso... daqui a pouco eu desço
_ certeza?
_ aham – sorri – não se preocupe, vai
_ está bem... qualquer coisa me chama. — ela saiu. Victória não saia da minha cabeça – droga... — deitei de novo – para de pensar nela, para de pensar nela.
No dia seguinte
_ desculpe... Michel?
_ olá.
_ o que você está fazendo aqui?
_ vim te ver
_ não estamos mais juntos, estão... bye
_ hey hey, será que tem um jeito de eu me desculpar?
_ nasça de novo, talvez eu te desculpe – quando Victória ia sair andando, ele puxou o braço dela e a beijou.
_ está bem, tchau... — desliguei o celular, parei e vi a cena. Não sei porque meu sangue ferveu, filho da...
_ hey, chegou na hora
_ ham? É
_ está tudo bem?
_ ótimo, melhor impossível – fomos para o estúdio.
_ gente desculpe eu me atrasei um pouco
_ claro fica se agarrando com ex-namorados no corredor – falei baixo
_ o que você disse?
_ nada – bebi água
_ precisamos conversar?
_ agora?
_ agora! — ela me puxou – o que deu em você?
_ nada... talvez o seu ex-namorado pode responder
_ aquilo fo... espera, você está com ciumes?
_ eu com ciumes de você? NEM MORTO
_ não é o que parece
_ sabe qual é o mais impressionante... que você a 2 dias atrás estava chorando por ele e agora estava agarrada com ele... irônico não?
_ me deixa em paz
_ como se fosse muito difícil...
_ eu te odeio
_ pode ter certeza que meu ódio por você é maior – entrei no estúdio de novo, peguei minha jaqueta
_ ué, aonde você vai?
_ ou alguém tira ela como produtora... ou eu estou fora – saí
estava no estacionamento...
_ você conseguiu... estou fora
_ ótimo – abri a porta, ela fechou – qual é o seu problema?
_ você
_ então me deixa eu ir, e se livre desse seu GRANDE E ENORME PROBLEMA
_ não grite comigo...
_ vai chamar seu ex-namorado pra te defender... vai GRITA POR ELE
_ cala a boca
_ e depois me chamava de inútil
_ cala a boca... você não passa de um cara que não tem sentimentos por ninguém
_ beng beng beng ela acertou senhoras e senhores... agora deixa eu sair daqui, você está me dando náuseas – ela se afastou da porta do carro e eu entrei
_ não quero mais olhar na sua cara
_ vai ser fácil... me esquece – sai a toda
_ EU TE ODEIO GERARD WAY. QUE DROGA!
Parei o carro no acostamento...
_ você é cara mais imbecil do mundo – encostei a cabeça no volantes – idiota, idiota, idiota.
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