The Last Song

10 Capítulo 10


Mais tarde eu recebi uma ligação dela...

_ alô?

_ eu disse que iria te ligar

_ sentiu minha falta

_ você não faz ideia o quanto

_ nossa

_ você acreditou... não acredito – ela começou a ri – está bem é serio, é... estava com saudade da sua voz

_ eu sabia.

_ convencido... lembrei o que ia falar com você, o show está marcado pro final de semana... mas amanhã eu explico direito, já que vocês vão ter esses três dias de ensaio

_ sem folga?

_ nenhuma...

_ você pega pesado. Nem se for pra ficar com você?

_ não inventa.

_ você sabe que você não vai agüentar e vai me agarrar lá mesmo

_ da pra parar de ser convencido...

_ tá bom, parei.

_ vou desligar

_ desliga não...

_ que coisa mais fofa, implora que TALVEZ eu pense no seu caso

_ vai sonhando

_ ótimo, então... até amanhã

_ até amanhã – ela ficou em silêncio – não vai desligar?

_ vou, só estou tomando coragem – comecei a rir – eu sabia que você ia rir

_ eu sabia que você não consegue ficar longe de mim

_ cala a boca... agora é sério, estou indo

_ mas tão cedo.

_ eu vou sair

_ agora é assim?

_ calado, eu vou sair com o meu irmão

_ ah! O amado Edward... vai lá.

_ ciumento

_ nem nos seus sonhos eu iria ter ciumes de você

_ duvido... tchau – ela desligou. Ela só iria sair com o irmão, porque eu estava tão possesso? Tira ela da cabeça Gerard.

[...]


3 dias depois, The Roxy, 21:45

_ 15 minutos

_ então, vocês estão prontos?

_ nascemos prontos — ele ficou me olhando — bem, vou para o camarim — ele passou por mim e falou — me encontra lá, te dou 5 minutos — e saiu, autoritário. Em menos de 3 minutos eu já estava lá.

_ O que você quer? — foi eu fechar a porta para ele me agarrar, quando vi já estava deitada no sofá com ele sobre mim beijando meu pescoço — para.

_ o que foi agora?

_ Você vai ter um show daqui a... — ele me beijou outra vez, me cortando, odeio isso.

_ se você continuar falando não vai dar mesmo

_ calado — agora foi minha vez de beijar ele, eu já estava quase sem a minha roupa quando...

_ 5 minutos, estamos esperando você — ele parou de tirar minha roupa e começou a rir quando falaram — você faz alguma idéia aonde está a Vick? ela sumiu já faz 10 minutos. — pela voz era o Mikey... veio outra voz um pouco mais alterada — SEU GAY DA CU, SE VOCÊ NÃO SAIR DAÍ EM 5 SEGUNDOS, EU VOU ARROMBAR ESSA PORRA! — esse concerteza era o Frank, Gerard ignorou e voltou fazer o que estava fazendo antes comigo — OK! EU AVISEI

_ ele vai arrombar a porta

_como se o pigmeu fosse muito forte — ele começou a rir, eu olhei séria para ele — ah! está bem... ESTOU INDO

_ VEM LOGO SEU VIADO

_ VAI PRO INFERNO

_ que amor

_ é — ele piscou pra mim

O show foi ótimo, a platéia foi ao apice no final, eu fui conversar com alguns organizadores e nem vi eles saindo do palco.

[...]

Não vi a Victória no Backstage, talvez ela estava me esperando no camarim, cheguei lá não estava, ótimo ela ia ver só... do nada a porta abriu, me virei só vi uma garota me agarrando.

_ ele está ai? — Victória perguntou para o segurança

_ está sim — ele deixou ela entrar

_ Gerard, eu fiquei te procurando pelo pub todo e... — Victória ficou parada olhando a cena

_ Vick!

_ Oi — ela me olhou com raiva — acho que eu atrapalhei... bem tchau — ela saiu furiosa, droga. Fui atrás dela.

_ HEY! VICTÓRIA!

_ você não precisa me explicar nada. Aliás não tinhámos nada.

_ Vick...

_ vai lá, ela deve está começando sozinha

_ Vick...

_ você não pode controlar elas, eu entendo, vai lá.

_ Vick...

_ eu sei, eu não sou tão boa como elas.

_ PUTA QUE PARIU VICK DEIXA EU FALAR — ela se calou — ela apareceu do nada, eu não vou voltar para lá, sim eu posso controlar elas se eu quiser, e não, elas não são tão boas quanto você — Victória me deu um tapa na cara — porque?

_ me esquece — ela saiu andando.

Não me ligava mais, não olhava mais na minha cara nos ensaios e só falava comigo quando era realmente necessário. simplesmente, não queria me ver nem pintado de ouro.

_ o que houve entre você e a Vick? — perguntou Frank

_ nada, estamos normais

_ não estão não, no Sabado vocês estavam se falando direito e agora não conseguem ficar no mesmo lugar.

_ normal, Frank temos que finalizar esse CD, por favor. — senti meu celular vibrar — alô?

_ Você é o responsável pela Sofia?

_ sim.. o que aconteceu?

_ explico aqui, pode ser?

_ claro, estou indo — desliguei — o que ela aprontou — falei baixo

_ então?

_ era da escola da Sofia... tenho que ir

_ Boa sorte

Cheguei na escola, fui direto para a secretaria aonde eu vi uma garota de cabelos negros, sentada de cabeça baixa, Sofia.

_ Boa tarde — a diretora falou — posso conversar com você a sós?

_ tudo bem — fomos para uma sala do lado da secretaria — o que aconteceu?

_ Sofia brigou com uma com uma companheira de classe. ela chegou a bater na garota — me assustei, Sofia não era violenta.

_ qual foi o motivo?

_ ela não quis falar, mas se arrependeu do que fez. Terei que dar suspensão para ela, 3 dias

_ eu vou conversar com ela

_ bem, pelo o que a professora que estava na sala na hora falou... ela tem contato com a mãe? — era só que faltava

_ não... ela está morta

_ Ah! isso explica, bem vou deixar ela te explicar. era só isso, obrigada por vir

_ tudo bem — sai da sala — vamos

_ pai eu...

_ depois você me explica — sai dali com ela.

_ Sofia o que aconteceu? — Maria perguntou ao ver Sofia chegando em mais cedo e comigo

_ ela vai me explicar isso agora — levei ela para o quarto — então, quer me contar o que aconteceu com você hoje?

_ ela que começou, eu mal entrei na sala e ela já veio implicar comigo.

_ qual foi o motivo disso tudo?

_ ela falou que eu era uma idiota e que era inutil desse jeito porque não tinha mãe... eu fiquei com tanta raiva que parti pra cima dela — Sofia começou a chorar, fiquei sem reação, a única coisa que consegui fazer foi abraçar ela — eu quero a mamãe de volta — não falei nada, precisava de ajuda, pedi pra Maria ficar olhando ela pra mim, e sai. Não acredito que ia fazer isso, mas a única pessoa que a Sofia gostava sendo do Sexo feminino, tirando a Maria, era Victória. Toquei a campanhia, ela abriu quando eu ia falar ela fechou a porta na minha cara. Ótimo — Victória é importante, por favor — demorou alguns segundos, ela abriu a porta

_ o que você quer?

_ preciso de sua ajuda.

_ deixa eu ver se entendi... Sofia está sentindo falta da mãe dela e você acha que eu consigo resolver?

_ ela te adora, pode dar certo — ela ficou me olhando

_ Saiba que eu estou fazendo isso por ela — ela pegou a bolsa e saiu comigo.

_ olá

_ oi

_ seu pai me disse que você não estava legal... está melhor?

_ não

_ o que aconteceu hen? — Deixei Victória com ela. Fui para a sala. o meu celular tocou, atendi.

_ alô?

_ O Frank me disse, a Sofia está bem?

_ está sim, foi um problema na escola, depois eu te explico direito

_ qualquer coisa me liga

_ está bem — passei a mão no cabelo

_ fica bem, tchau — ele desligou, joguei o celular no sofá e sentei. Eu entendia a Sofia, também estava sentindo falta da Alice.

Estava saindo da cafeteria, quando parei perto da rua. Vi uma mulher indo atravessar, só que vinha um carro na toda, ela não viu.

_ HEY? — fui até ela e a puxei de volta pra calçada

_ meu deus o que foi isso? — ela se afastou de mim, pude ver como ela era. Ruiva, com os olhos azuis que mais parecia como um oceano — eu sou muito desatenta. Obrigada, você salvou minha vida

_ não precisa agradecer — eu e ela estávamos ofegante por causa do susto

_ posso pelo menos saber o seu nome?

_ Gerard

_ prazer, Alice — ela sorriu — estou atrasada, fica com meu telefone e conversamos depois — ela me deu o cartão — obrigada outra vez — ela me deu um beijo no rosto e saiu andando.


_ ela está dormindo, está melhor — Victória me acordou do meu transe — que garota insuportável, até eu teria batido nela — estava totalmente desligado — Gerard?

_ ham?

_ está me ouvindo?

_ desculpe estava desligado... obrigado

_ não precisa agradecer — ela ficou me olhando — você ainda sente falta dela também né?

_ muita

_ entendo... você precisa superar isso, a Sofia precisa de você. Agora mais que nunca — acenti com a cabeça. ela me abraçou — desculpe por eu ser tão estupida com você

_ tudo bem, eu merecia — abracei ela forte. Ficamos ali por um tempo — Victória

_ fale

_ você é importante para mim

_ você também é — beijei ela, ela logo se entregou ao beijo, precisava daquilo e ela também, só paramos quando ouvimos um pigarro, Maria

_ desculpe atrapalhar, mas... Gerard a Sofia está te chamando.

Depois de conversar com a Sofia, Victória foi embora e eu fiquei no quarto, sozinho como sempre

_ Vai querer alguma coisa? Você já está a algum tempo ai.

_ Não Maria, obrigado

_ qualquer coisa me chama – Maria era como se fosse uma mãe para mim, já que eu morava distante dos meus pais. Sempre ela me ajudou com a Alice na gravidez e depois a criar a Sofia.


_ Bom dia Maria! – Alice abraçou ela

_ Bom dia Alice, como está a pequena aí?

_ chutando e comendo muito – Alice sorriu – vou sair rolando daqui a pouco – ela riu

_ Bem eu fiz a panqueca que eu te prometi ontem

_ com chocolate. Hum, Maria o que eu seria sem você? – Alice deu um beijo no rosto dela

_ estou com ciúmes

_ não fique amor – ela riu e me beijou

_ Ok, vou deixar vocês a sóis – Maria saiu da cozinha

_ eu te amo – Alice segurou meu rosto e sorriu

_ eu também te amo – beijei ela de novo


Acabei pegando no sono, sonhei com os momentos que eu passei com ela. Com os dias em que ficava o dia todo sozinho com ela, Alice me fazia falta, muita falta.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.