The Last Song

23 Capítulo 23


[...]

Se Frank soubesse o odio que eu estou dele nesse momento, ele não tinha me ligado. Inferno, cheguei em casa estava tudo escuro, bati minha perna no braço do sofá... que merda nada está dando certo pra mim hoje. Entrei no quarto, peguei o celular e liguei para a Victória.

_ oi?

_ você pediu para eu ligar

_ a é, eu tinha esquecido – ela sorriu – depois do que houve também

_ eu vou matar o Frank. Estou falando sério

_ relaxa, eu já me estressei com o Edward, mas normal.

_ o que esse idiota fez dessa vez?

_ ficou me provocando, e tudo... aaa coisa de irmão mais velho.

_ entendo... quer que eu...

_ não, não precisa. Ele vai embora amanhã, vou desligar, tchau

_ tchau – desliguei, Victória não saia da minha cabeça. Dormi, sonhei com ela.

[...]

Cheguei na gravadora, faltava pouco para os garotos concluírem o CD. Minha melhor amiga foi comigo. Senti que aquela garota ia ter um ataque no coração.

_ Frank? Frank? NANICO!

_ que é Vick?

_ o Gerard já chegou?

_ seria mais fácil se você me perguntasse se vai chover hoje

_ não né?

_ não

_ ah! Quero te apresentar uma pessoa... Rose!

_ eu

_ Frank, essa é a minha melhor amiga Rose, Rose... aaaa você sabe quem é

_ oi

_olá linda – só vi os olhos dela brilhando, ele saíram conversando já era um começo. Senti uma respiração em meu pescoço, fechei os olhos

_ você ainda me mata do coração

_ bom dia para você também – eu sorri e beijei ele. Tá dessa vez foi eu que atrasei ele, já que ficamos um bom tempo se agarrando antes de entrar no estúdio.

[...]

3 dias depois...

Pensava como eu iria tomar coragem e pedir Victória em namoro. Nada vinha na minha cabeça. Tínhamos um show marcado para Sábado. Veio uma idéia na minha mente, iria colocar em prática na passagem de som. Ela ia me matar.

[...]

Sábado, Nova York, 17:00

Estava organizando tudo, vendo os últimos preparativos, faltava horas para o show.

_ isso, não coloca as grades muito perto do palco, isso. Ai que é? – falei depois de um “grito” no backstage, estava com um fone

_ estão te chamando lá atrás – falou a pessoa do outro lado

_ agora não... voltando... – um barulho de microfonia foi para todo o local aonde estávamos – mas o que é isso... – olhei para o palco e lá estava ele, o louco do Gerard.

You\'re just too good to be true

(Você é linda demais para ser verdade)

can\'t take my eyes off of you

(Não consigo tirar meus olhos de você)

Eu sorri, olhei para o lado do palco estava o resto da banda olhando para ele assustados. Eu ri, pelo que parecia, ele estava cantando pra mim;

You\'d be like heaven to touch

(Você seria como o céu para tocar)

I wanna hold you so much

(Eu quero tanto te abraçar)

At long last love has arrived

(Finalmente o amor chegou)

and I thank God I\'m alive

(E agradeço a Deus que estou vivo)

You\'re just too good to be true

(Você é linda demais para ser verdade)

can\'t take my eyes off of you.

(Não consigo tirar meus olhos de você...)

Frank e Bob entraram no palco, junto com o Mikey e o Ray, começaram a tocar no ritmo dele, eu ria daquela cena.

I love you baby and if it\'s quite all right,

(Eu te amo, baby, se é completamente, tudo bem,)

I need you baby to warm the lonely nights

(Eu preciso de você, baby, para aquecer as noites solitárias.)

I love you baby trust in me when I say

(Eu te amo, baby, acredite em mim quando eu digo...)

Oh pretty baby don\'t bring me down I pray

(Oh, coisinha linda, não me deixe deprimido, eu imploro)

Oh pretty baby now that I found you, stay

(Oh, coisinha linda; agora que eu te encontrei, fique)

And let me love you baby, let me love you.

(E me deixe te amar, baby, me deixe te amar...)

Todo mundo aplaudiu, inclusive eu, ele desceu do palco, veio até a mim e perguntou

_ Quer namorar comigo? – eu não sabia o que responder, minha voz tinha sumido. Depois de alguns segundos, respondi

_ aceito seu louco – ele me beijou, pronto agora todos sabiam de nós dois, que para mim não era problema nenhum.

[...]

Depois do show, saímos para comemorarmos, Victória foi para casa e eu acabei exagerando outra vez. Dirigia bêbado, quase bati, estava tão louco que nem sabia onde estava indo. Acabei achando o apartamento da Victória, só para constar era 3:40... da manhã. Tocava a campanhia insistentemente.

_ Já vai, já vai... – ela abriu a porta – Gerard?

_ oi – sorri

_ você exagerou né?

_ só um pouquinho. Não posso voltar para casa nesse estado, deixa eu ficar aqui essa noite?

_ vem entra – entrei, se não fosse a parede eu teria caído – meu deus, você não consegue ficar em pé

_ o mais incrível nisso, é que eu vim dirigindo e não bati em lugar nenhum – eu ri

_ seu doido, você poderia ter se matado. Você precisa de um banho... gelado

_ você vai me dar banho? Adoro! – ri mais ainda

_ cala a boca – ela me sentou no sofá – fica aí! – eu deitei

_ eu não posso dormir, posso fazer outras coisas contigo mais interessantes – Victória me deu um tapa – ai

_ A Sofia não merece um pai bêbado desse jeito

_ HOHO ela nunca vai me ver assim, prometo – Victória começou a rir

_ Amor, a cada 20 frases que você fala, 19 você coloca o “eu prometo” no final

_ é?

_ é, agora vai dormir

_ só se for na sua cama, agarrado contigo. Uhuw!

_ se você me molestar, eu te mato

_ vou ser um anjo – sorri, ela me deu um beijo e me levou para o quarto.

No dia seguinte, 11:30 da manhã

_ cacete porque eu bebi? – levantei zonzo, acho que eu bati em todos os cômodos do quarto, chegando perto do banheiro escorreguei e cai sozinho – ai!

_ Gee... você está bem?

_ minha cabeça vai explodir – sentei no chão – eu quero morrer

_ é, você não está bem – ela levantou, estava com um vestido de dormir curto, preto com algumas rendas perto do colo, fiquei olhando – o que?

_ você estava assim e eu não fiz nada? Concerteza eu estava muito doido

_ para de ser tarado, nem de ressaca você muda

_ você é má comigo, auch!

_ que?

_ minha cabeça – levantei e me joguei na cama dela de bruços – que dor

_ vou fazer um café bem forte, já volto – ela saiu, olhei para o lado e vi o celular dela. Sou curioso, peguei e vi algumas fotos, quando parei em uma que tinha ela e o ex dela se beijando – Gerard... vem pra cá

_ estou indo – larguei o celular na cama e fui para a cozinha

_ pronto – ela me entregou uma caneca e ficou com outra – que cara é essa?

_ nada, é só a dor de cabeça

_ não é cara de dor, é cara de raiva. Aconteceu alguma coisa?

_ já disse que não é nada – terminei de beber o café – tenho que ir – levantei.

_ espera... você está bem mesmo? – ela segurou meu rosto, peguei a mão dela e beijei – qualquer coisa me liga

_ está bem – sorri e sai.

[...]

Depois que ele saiu, fui para o quarto. Quando peguei o celular vi uma foto minha com o Michel. Eu não tinha mexido nas fotos só se... droga! Liguei para ele – Gerard?

_ fala – a voz dele estava séria

_ preciso te explicar uma coisa

_ não precisa, Victória eu estou dirigindo, estou morrendo de dor de cabeça, deixa pra depois

_ G...

_ tchau – ele desligou, que droga.

[...]

_ tchau – desliguei, estava chegando em casa, não prestei atenção e quase bati num carro – FUCK!

_ O que aconteceu contigo? – Maria perguntou quando eu passei pela sala

_ nada, estou de ressaca

_ ressaca? Você bebeu ontem? – ops!

_ er... sim

_ Gerard Arthur Way! – ela falou cruzando os braços

_ estou subindo – fui para o quarto, tomei um banho e deitei. Iria ficar ali o dia todo, sem ver ninguém.

_ pai?

_ oi amor – sentei

_ está tudo bem?

_ aham, só estou com dor de cabeça – Sofia subiu na minha cama – que foi?

_ nada. Eu sonhei com a mamãe hoje. Acordei assustada e vim para cá, só que você não estava. Daí eu dormi aqui mesmo – ela sorriu

_ vem cá, eu te amo muito sabia? – abracei ela

_ Sabia, eu também amo você muito – ela me abraçou forte – pai, porque você não dormiu em casa? – ótimo, o que eu ia responder agora?

_ porque você é tão curiosa?

_ porque você nunca responder o que eu pergunto?

_ chega né! – ela riu

_ está bem, dessa vez você escapou... – ela me abraçou de novo.