The Last Penguins

9 Capítulo 9 - Tempo e Dimensões Relativas no Espaço


Notas iniciais
O capítulo anterior termina com Ghe falando alguma coisa sobre o passado de Gary, o Pinguim Inventor. O grupo, acompanhado de Tia Arctic, entra na TARDIS, uma cabine azul que Ghe diz ser presente de um velho amigo dele.

A TARDIS era maior por dentro do que por fora. Aliás, bem maior por dentro. No centro, havia uma espécie de máquina, com vários botões, painéis, alavancas e um grande tubo azul-esverdeado em cima. Do outro lado, havia um corredor, que, ninguém além de Ghe sabia até então, mas dava para diversos aposentos.

"TARDIS..." Explicava Ghe "É a sigla em inglês para Time and Relative Dimensions in Space. Essa TARDIS foi feita a partir de uma máquina duplciadora da LaddoWare.".

"LaddoWare?", perguntou Azul.

"É, te explico depois.", falou Lila.

"A TARDIS original, da qual essa foi duplicada, pertence a um velho amigo meu. Eu já insisti diversas vezes, mas ele nunca me disse seu verdadeiro nome. Eu costumava a chamar ele do jeito que ele pedia pra ser chamado. "O Doutor". Durante algum tempo, nós viajamos juntos no tempo e no espaço através da TARDIS dele. Depois de um tempo, ele teve de partir. Tudo o que pedi foi que ele deixasse eu duplicar a TARDIS, para ficar de lembrança. Ele concordou contanto que eu a mantesse escondida, e assim fiz, mantendo-a por anos segura no subsolo, na Laddoware. Eu nunca usei a TARDIS duplicada, então só testando pra ver se a viajem no tempo vai dar certo.", disse Ghe, apertando alguns botões, checando painéis e puxando alavancas.

"Espera um pouco", disse Justin. "Você está dizendo, que... isso... viaja no tempo?!".

"Bom, pelo menos a TARDIS original viajava", explicou Ghe. "Quanto a essa, não prometo nada, por enquanto. Vamos na tentativa.".

A TARDIS começou a tremer, e fazer barulhos estranhos. Ela começou a balançar de um lado pro outro, como se fosse um navio em alto-mar num dia de ondas agitadas.

"ACHO QUE ESTÁ FUNCIONANDO!" Falou Ghe, com entusiasmo.

Depois de um tepo, a TARDIS parou.

"Vamos ver, vamos ver...", Disse Ghe animado caminhando em direção a porta, seguido pelos outros.

Ghe saiu um pouco antes e sorriu. Quando os outros sairam em seguida, estranharam o ambiente à sua volta.

"Fantástico!", disse Ghe.

"É impressão minha...", falou Aamelo "ou este é..."

"Exatamente, Aamelo.", concluiu Ghe, satisfeito. "O Club Penguin colonial."

Todos olharam maravilhados. As construções, a vestimenta dos pinguins... era difícil dizer quem estava mais impressionado naquela hora: O grupo, ao chegar no Club Penguin colonial, ou os pinguins da época, ao verem pinguins estranhos com roupas do futuro sairem de uma cabine azul que apareceu do nada.

"E pra onde estamos indo?" Perguntou Azul.

"Para o laboratório de Garywald VIII.", disse Ghe, firmente.

E eles foram. O laboratório de Garywald, parente distante de G, o Pinguim Inventor, ficava no topo da Montanha, que na época, ainda não era o local aonde os pinguins costumavam a ir para jogar Morro Abaixo. Aliás, muito pelo contrário. O laboratório era um pequeno castelo de pedra. E em volta dele, haviam vários pinguins segurando torchas e forcados.

"ISSO É BRUXARIA!", gritavam alguns. "QUEIMEM O BRUXO!", gritavam outros. Ghe foi abrindo caminho entre a multidão e gritou:

"UM MOMENTINHO DA ATENÇÃO DE TODOS, POR FAVOR!"

Todos viraram o olhar para Ghe.

"Só queria dizer que vocês estão perdendo um festival de comida grátis lá no Forte Nevado.", completou Ghe.

No momento, todos, excerto o grupo, sairam correndo em direção ao Forte Nevado.

"É sério isso?", perguntou Bibi.

"Não", disse Ghe. "Por isso temos pouco tempo até uma multidão de pinguins coloniais revoltados voltarem para nos condenarem a fogueira.".

Dito isso, Eles tentaram entrar, mas viram que Garywald tinha trancado a porta.

"Ora..." Disse Ghe. "Parece que terei de usa-la." E assim, tirou uma pequena vara metálica com alguns botões e uma luz azul na ponta.

"Protejam os olhos!", falou enquanto apertava um botão na vareta que fez uma espécie de scanner na fechadura da porta e a fez quebrar. Assim, abriu a porta e foi entrando, seguido dos outros.

"O que foi isso?", perguntou Bampede.

"É uma chave de fenda sônica. Sonic screwdriver, se preferir. Outro presentinho do Doutor.", sussurrou Ghe. Agora fale baixo antes que Garywald nos escute prematuramente e entenda errado nossas intenções.

Eles subiram devagar as escadas do primeiro andar, que não tinha muita coisa, para o segundo. Lá sim, era o laboratório de Garywald.

"Com licensa, estou me dirigindo ao Dr. Garywald VIII?", perguntou Ghe.

Garywald era um pinguim muito parecido com seu descendente, Gary, excerto pelo bigode e poucos cabelos brancos. Também usava uma espécie de terno-jaleco, com um relógio de bolso.

Garywald parou de mecher em sua invenção, virou-se e disse:

"Sim... e estou falando com...?"

"Ghe Laddo, Dr. E esses são meus companheiros de viajem. Agora, preciso saber a respeito dessa invenção que o senhor está equipando.", disse Ghe, num tom formal.

"Oh, sim. Um mecanismo para interagir com fantasmas. Pode te transformar num, ou trazer de volta! Fascinante, não?"

"Sim, sim...", falou Ghe, triste. "Mas temo que deveri pedir para o senhor desistir dessa máquina. Ela causará um SÉRISSIMO problema no futuro.".

Então Ghe sentou-se, e explicou pra Garywald de onde o grupo vinha, e o apocalipse zumbi eminente.

"Na festa de Dia das Br... (Ghe lembrou que as bruxas eram odiadas nessa época) bem, em uma festa no futuro, seu descendente, Gary, descobriu sua máquina e a reativou-a. Todos os fantasmas que estavam lá, e estou falando de milhares, foram libertados. Eles demoraram cerca de dois meses, mas conseguiram arranjar uma forma de assumir o corpo dos pinguins mortos, e estão aterrorisando e matando todos os pinguins, transformando-os em zumbis. Então peço que por favor, desista dessa máquina.", concluiu Ghe.

"Nossa...", disse Garywald, impressionado. "Eu não sabia que minha invenção causaria tanto problema as gerações futuras. Caramba. Tudo bem, eu até topo destrui-la, mas só tem um problema..."

"Qual?" Perguntaram todos.

"Bem...", começou Garywald. "Todos os cidadãos querem destruir a minha máquina, desde que comecei a ter ideias de construi-la. Então construi ela praticamente indestrutível, com apenas um sistema de difícil auto-destruição.".

"Ora, o que está esperando?", Perguntou Azul. "Mostre-nos!".

Garywald mostrou

"Isso..." Comentou Bampede "Isso parece uma daquelas máquinas de jogos de dança de fliperama.".

"O que?", Perguntou Garywald.

"Coisa do futuro, Dr. Garywald. Coisa do futuro", Respondeu Ghe. "Mas enfim? o que estamos esperando? Tem uma sequência, não? Vamos dançar!"

"É, esse é o problema", Continuou Garywald. "Eu projetei a máquina para que somente eu possa desativa-la com a impressão de meus pés... e... eu não sei dançar muito bem.".

"Ora, vamos, tente!", Insistiram todos.

"Olha... eu vou passar vergonha se tentar dançar aqui na frente de vocês..."

"DOUTOR GARYWALD VIII!" Gritou Ghe, assustando a todos. "Você sabe o perigo que nossa geração corre?"

"Realmente..." Pensou Garywald.

"O mundo vai acabar se o Doutor não dançar.", Concluiu Ghe.

Garywald, ainda que relutante, subiu na máquina de dança.

Notas finais
E aí? será que o Garywald dança bem?
(PS: Desculpe, gente, mas acho que esse capítulo vai sair bem curto...)