The Last Penguins
4 Capítulo 4 - Quem é vivo sempre aparece.
Notas iniciais
Tinha sido um longo dia, e olha que não passava de 12:00. Curioso, Ghe perguntou à Rodrigo:
“Ow, como é que você vai fazer pra se defender quando as flechas acabarem?”
“Nah, geralmente eu recolho as flechas depois de usa-las”, Falou Rodrigo. “Mas dessa vez , deixei aquela cravada na cabeça do Aamelo pro pessoal da resistência aprender o que acontece quando se fica com segundas intenções a respeito dos convidados.”
“E agora, pra onde devemos seguir?” Perguntou Lila.
“Ouvi falar que havia um grupo de resistência na Estranha Parafernália Falante, mas que eles foram mortos pelos zumbis. Mas rumores dizem que a comida deles ainda está lá, intacta. Inclusive acho que o Aamelo ia mandar um grupo de busca pra lá mais tarde, isso é, se não fosse pelo pequeno... incidente.”, Comentou Rodrigo.
“Parece bom pra mim.”, Opinou Justin. Os outros concordaram, e assim rumaram à Estranha Parafernália. Porém alguma coisa muito estranha aconteceu quando eles chegaram à Estação de Esqui. Havia um pinguim de perna quebrada gritando “AJUDA! POR FAVOR! AJUDA!”. O Quarteto foi lá ajudar, mas ao se aproximarem, eles repararam uma coisa.
“Isso não é um pinguim!” Disse Ghe. “É um robô!”. E assim, debaixo da neve, uma enorme rede surgiu abaixo do Quarteto e prendeu-os em uma árvore junto com o pinguim robô.
Então, Ghe, Lila, Justin e Rodrigo viram uma figura saindo de trás de trás de uma árvore.
“N-não é possível...” Murmurou Lila
“V-você tinha sido derrotado...” Murmurou Rodrigo.
“Pois bem, Estranhos Pinguins Fracassados... que tal um grande abraço no velho amigo Herbert?” Disse o Urso Polar, que estava exatamente igual à ultima vez em que ele havia sido derrotado pela EPF, excerto por um pequeno detalhe: Ele estava agora com uma prótese de latão no lugar de sua mão esquerda.
“Herbert, estamos todos sob o mesmo perigo.”, Disse Ghe. “Os zumbis não sabem a diferença entre mim e você, só sabem que temos carne e vão querer nos comer igualmente. Nos solte, por favor. Agora não tem mais EPF, somos todos iguais, precisamos de ajuda. Você daria um bom membro no nosso grupo de sobrevivência.”
“Pois é!”, Completou Lila. “Você é grande, forte. Mesmo sem arma alguma você já mata os zumbis numa boa.”.
“HÁ! Agora vocês querem minha amizade, não é? Creio que não. Meus propósitos aqui são totalmente diferentes.”, Continuou Herbert. “Vocês lembram do Klutzy, meu caranguejo de estimação, não é? Os zumbis pegaram o coitado. Mas estou com pena de mata-lo. Infelizmente ele está com fome e necessita de alimento. E vocês sabem... zumbis só comem... carne.”
“Então você vai nos...” Murmurou Justin, com medo.
“Dar de alimento pro Klutzy? Exatamente!” Disse Herbert, satisfeito, e começou a rir. Arrancou a prótese de latão com a mão boa, e de dentro da prótese, tirou uma faca, que segurou com os dentes enquanto recolocava a prótese do lugar. Depois pegou a faca e cortou o cabo que prendia a rede, que caiu de um modo nada confortável para o Quarteto. Herbert arrastou a rede para dentro da Estranha Parafernália, e depois para dentro da EPF, que teve sua entrada, antes escondida por um pilar da Parafernália, agora quebrada e aberta deixando até um ser tão grande quanto Herbert passar sem esforços.
O Quartel General da EPF estava bem diferente. Nos cantos aonde costumavam a ficar as operações e o Defensor do Sistema, agora estavam algumas jaulas com pinguins mortos – alguns zumbis, alguns não – e, na mesa de reuniões, estava uma enorme jaula com Klutzy e um bando de brinquedos para puffles que Herbert provavelmente teria colocado para divertir Kltuzy, mas na verdade ele só estava estraçalhando-os com as garras e comendo alguns pedaços. Na jaula de Klutzy também estavam alguns pedaços de carne de pinguim que ele ainda não havia comido das refeições anteriores.
“Klutzyyyy, chegueeeei...”, Cantarolou Herbert
“BLEEEEEERGHT”, respondeu Klutzy, indiferente.
“Papai trouxe comida nova”, Insistiu Herbert. “E essa ainda tá viva, do jeitinho que você gosta.”
Klutzy respondeu com um “Bleeeeerght” negligente praticamente igual ao anterior.
“Agora, vamos, cooperem” , Disse Herbert, soltando o Quarteto dentro da rede dentro de uma jaula bem grande e depois fechando-a e trancando-a antes que qualquer um pudesse sair.
Herbert virou as costas e começou a andar em direção a Kluzy. Rodrigo silenciosamente colocou uma flecha em seu crossbow e mirou em Herbert. Ele atirou, mas Herbert, ainda de costas, segurou a flecha no ar agarrando-a com sua mão boa e disse:
“Nem tente, pinguim. Tenho ótimos reflexos.” Jogou a flecha no chão e voltou sua atenção para Klutzy de novo.
“Estamos ferrados”, Sussurou Ghe.
“Eu não quero morrer assim...” Sussurrou Lila, choramingando. “Vamos, Ghe, você tem um plano. Você sempre tem um plano...”
“Temo que não dessa vez.”, Suspirou Ghe.
“Droga, ele consegue segurar minhas flechas no ar! Nunca vi alguém com reflexos tão perfeitos! Bom, já que vamos morrer mesmo, não custa gastar mais uma flecha tentando...” Sussurrou Rodrigo. Colocou mais uma flecha no Crossbow, mirou em Herbert e atirou. Como já era esperado, Herbert agarrou a flecha com sua pata boa no ar. Mas ele já estava ficando com raiva desses pinguins abusados, então fechou a mão e quebrou a flecha, depois jogou os pedaços no chão, virou e disse, furioso:
“VOCÊS ESTÃO MALUCOS OU O QUE?! EU DISSE QUE EU TENHO REFLEXOS PERFEITOS! VOCÊS JÁ SABIAM QUE EU ESPERAVA POR ISSO!”
“Mas não esperava por isso.”, Disse uma voz feminina seguida de um tiro na perna de Herbert, que caiu, xingando, no chão.
Eis que Tia Arctic, também conhecida como A Diretoria da EPF, surge debaixo da mesa com uma arma.
“Bem, Herbert...” Prosseguiu Tia Arctic. “Parece que seus reflexos não são tão perfeitos para reparar num pinguim abaixo de uma mesa...” empurrou Herbert para uma grande jaula que estava vazia e trancou-o. “... e também não são tão perfeitos para reparar que pouco depois que você entrou com esses pobres pinguins, eu consertei rápida e silenciosamente a entrada da EPF. E agora, eu posso tranca-la, só eu tenho a chave. E você também não reparou que na sua fúria, você acabou deixando sua chave das celas caírem no chão.”. Dito isto, ela pegou uma das chaves e destrancou a sala em que Ghe, Lila, Justin e Rodrigo estavam. “Também não teve reflexos para saber que usar uma chave compatível com todas as fechaduras das celas foi uma péssima ideia...” Disse, destrancando as celas de todos os zumbis, inclusive Klutzy, e depois correndo junto ao Quarteto antes que os zumbis os alcançassem.
“Adeus, Herbert!” Gritaram simultaneamente Ghe, Justin, Rodrigo, Lila e Tia Arctic enquanto saiam pela porta e Tia Arctic a trancava com um controle remoto.
Atrás da parede trancada da EPF, era possível ouvir Herbert gritando suas últimas palavras: “VOCÊS NÃO PODEM FAZER ISSO COMIGO! SEUS MALDITOS! ESTRANHOS PINGUINS FRACASSADOS! OS ZUMBIS VÃO COMER TODOS VOCÊS, SEUS FILH... AAAAAAARGHTHFHEH!”
Então Herbert silenciou-se e ouviu-se um som de várias bocas mastigando ao mesmo tempo.
“Obrigado, Tia Arctic”, Disse Ghe, cansado.
“Você salvou nossas vidas!” Completou Justin.
“Não me agradeçam, Agentes. Foi só uma pequena retribuição das diversas vezes que vocês salvaram a Ilha de Herbert.”, falou Tia Arctic. “Porém, não sei se ainda existem outros Agentes, ou sequer pinguins não-agentes, vivos. Vi o G fugindo alguns dias atrás, mas não tive mais notícias dele.”.
“Ele disse pra onde ia fugir?”, Questionou Lila.
“Ele disse que ia estabelecer uma base no topo da Montanha.”, Respondeu cTia Arctic.
“Montanha?” Falou Rodrigo. “Ora, é aqui do lado! Vamos lá ver se ele está bem!”
“Boa sorte, Agentes!” Disse firmemente Tia Arctic.
“Eeeei...” Disse Ghe. “Vamos lá. Venha com a gente! Seja do nosso grupo!”
“Tudo bem.”, Cedeu rapidamente Tia Arctic. “Acho que não tem mais EPF pra eu gerenciar mesmo...”
Continua...
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