The Last Flame of Fire
3 Capítulo 3 - The Past
Notas iniciais
Mais um capítulo, aproveitando o feriado pra postar.
Esclarecendo um pouco mais do passado da Katsumi e também o capítulo anterior!
Depois de dizer aquilo, todos permaneceram em silêncio durante um tempo, até que Daisuke percebeu realmente o que ele tinha dito, ele ia pedir desculpa, mas antes mesmo que ele fizesse tal ação, Katsumi se levantou, pegou a Vulpix no colo, e seguiu rumo ao seu quarto. Daisuke ficou sozinho e pensando no que tinha feito durante um tempo sentando ainda na sala, sem escolha ele resolveu ir para seu ‘quarto’ improvisado também, chegando lá ele fechou a porta, se dirigiu a cama logo em seguida sentando-se na mesma e apoiando seus cotovelos nos joelho e cobrindo o rosto com as duas mãos ainda apoiadas nos joelhos.
– Por que eu tive que falar aquilo?! Eu sou idiota ou o que?! – Disse Daisuke, sua expressão era de culpa, afinal depois daquilo ele estava se sentindo culpado pelo que ele disse....Já havia amanhecido, era um dia bem ensolarado na ilha de Cinnabar, Lily já havia ido comprar as roupas para Daisuke, como prometido por parte dela. O garoto de olhos dourados acabava de acordar, mas diferentemente do Sol que estava radiante essa manhã, ele ainda se sentia culpado pelo acontecido na noite passada e não estava com uma grande disposição. O garoto se dirigia a cozinha, chegando à mesma, vê Lily já preparando o café da manhã, panquecas, mas não avista Katsumi.– Bom dia, Daisuke. – Cumprimenta Lily á Daisuke, com um sorriso no rosto. – Bom dia. – Recebe uma resposta não muito animada por parte do garoto, que não sorriu, apenas continuou com o rosto de pouco disposição.– Ah, já sai mais cedo e comprei suas roupas, elas estão ali. – Disse Lily apontando para as roupas em cima da mesinha de centro da sala.– Ah, sim, obrigado. – Agradeceu, mas ainda assim sem sorrir, Lily percebendo a falta de disposição do garoto estava prestes a perguntar o que havia acontecido, mas o garoto faz uma pergunta que já queria fazer, antes da mesma falar algo, ele queria se desculpar. – A senhora viu a Katsumi hoje? – O garoto recebe como resposta um aceno negativo por parte de Lily.– Mas já está quase na hora do café da manhã, poderia ir chamá-la pra mim? – Pergunta a mulher, recebendo um aceno positivo por parte do garoto....Daisuke estava parado em frente da porta do quarto de Katsumi, ele pretendia se desculpar com ela, mesmo que ela não aceitasse suas desculpas, o sentimento de culpa dele iria ser aliviado, nem que fosse um pouco. Ele abre a porta, lentamente, ele olha pelo quarto procurando ela, mas a vê dormindo, na verdade, na cadeira da mesa de seu computador com sua Vulpix em seu colo também adormecida. Ele se aproxima dela, estava prestes a tentar acordar a mesma, quando percebe o assunto que estava sendo pesquisado no computador, provavelmente a noite toda, já que fez a garota dormir em frente ao computador.No computador de Katsumi, apresentava um nome e um perfil de uma mulher chamada Maria Waizu, ele reconheceu esse sobrenome, e depois de poucos segundos, percebeu que se tratava de alguma parente sua, pois Waizu era também seu sobrenome, ele começou a ler o perfil descrito no computador ao lado da foto de uma mulher com os cabelos loiros, lisos e curtos na altura um pouco acima do ombro, repicados, e com os olhos dourados.‘Maria Waizu34 anosData de nascimento : 21/08/1980Data de desaparecimento : 02/01/2009Família : Daisuke Waizu (filho; desaparecido), Carlos (marido; falecido)’Depois de ler isso Daisuke congelou, ele havia lido seu nome ali, e ele estava desaparecido?! E aquela mulher seria sua mãe que havia desaparecido?! Então ele não havia para onde ir já que seu pai faleceu e sua mãe esta desaparecida á algum tempo?! Ele estava tão surpreso que não percebeu que Katsumi estava acordando e que havia chamado por ele, ela chamou três vezes, e sem obter resposta, abriu a mão e desferiu um tapa no rosto do garoto de olhos dourados, que finalmente saiu de seu transe e caiu sentado no chão, e em seguida soltando um “ai” pelo tapa recebido.Katsumi percebeu que ele já tinha visto o que ela havia pesquisado a noite, afinal ela prometeu que iria pesquisar sobre algum parente dele, mas diferente do que ela esperava, a sua pesquisa não foi das mais empolgantes, o pai de Daisuke havia morrido em um acidente de carro e sua mãe estava desaparecida desde 2009, que através de seus cálculos, seria quando o garoto teria cinco anos já que ele tem a mesma idade que ela; 10 anos; pouquíssimo tempo atrás de quando seu pai foi morto, ela quando descobriu tal informação sentiu uma pena muito grande por Daisuke, afinal ela havia perdido o pai mas ainda tinha a mãe, e ele? Ele havia perdido toda sua família.– Você viu, não foi? – Disse em um tom calmo e com pena, o garoto abaixou a cabeça e acenou que “sim” com a cabeça. Katsumi soltou um suspiro longo, logo em seguida levantando e tirando a Vulpix de seu colo; que havia ficado acordada com ela durante a noite; para botá-la com o máximo cuidado, para não acordá-la, sobre a cama, e depois indo em direção de Daisuke e estendendo a mão para o mesmo, para ajudá-lo a levantar do chão. Depois que os dois já estavam de pé, Katsumi disse. – Eu pesquisei a noite... E, bom... Foi isso que eu achei... – A garota de olhos escarlates disse, com um tom de tristeza na voz, e com a expressão igualmente triste, abaixando a cabeça e olhando para o chão. Daisuke lembrasse que ele tinha que se desculpar, e não ser o motivo de pena, sorri e olha para Katsumi.
– Bom, minha mãe apenas desapareceu, não é?! Ela ainda pode estar bem. – Disse com toda sua positividade que o garoto poderia ter. – Eu... Vim aqui pra pedir desculpas pelo que eu disse ontem... Quer dizer... Eu não queria insinuar que sua mãe trai... – Mas antes mesmo de Daisuke terminar de falar, ele é interrompido por Katsumi.– Hm? – Ela tinha um expressão confusa. Depois de alguns segundos de silêncio, ela percebe o que foi dito e fala com uma elevação no tom de sua voz. – É claro que minha mãe não faria algo assim!! – Disse com raiva. – O que eu estou querendo dizer é que... Eu não tenho memórias antes dos meus quatro anos... Não me lembro de nada... Eu pensava que era normal se esquecer de coisas que aconteceram nessa idade, mas o que você disse me fez pensar melhor sobre isso... Não precisa se desculpar! – Disse abaixando o tom de voz e logo em seguida sorrindo. — Agora vamos para o café da manhã que eu já estou com fome e provavelmente a Vulpix também! Pode ir que eu vou acordar ela....Daisuke e Katsumi já tinha se arrumado e feito sua higiene matinal, eles estavam na cozinha, a degustar de suas panquecas. Katsumi usava um lacinho vermelho para prender seu cabelo, outra blusa regata, limpa, e seu casaco preto por cima, e usava uma calça jeans um pouco clara. Daisuke usava uma blusa social branca de manga curta, um casaco marrom por cima e calças jeans escuras. Tudo estava indo bem, até que Katsumi resolve perguntar para sua mãe, algo que não seria muito adequado para o momento.– Mãe... Por que eu não tenho lembranças antes dos meus quatro anos, e por que nem você e nem meu pai tem olhos vermelhos mas eu tenho? – Pergunta com uma expressão normal, como se fosse a coisa mais comum de se perguntar. Daisuke se engasgou com a panqueca, a Vulpix com sua ração Pokémon e Lily com seu suco, depois Lily apenas encarou Katsumi durante alguns segundos, soltou um suspiro e disse. – Primeiro terminem o café da manhã, e depois eu conto tudo... – Disse Lily, depois disso Katsumi avançou em sua panqueca desesperadamente, para descobrir tudo o mais rápido possível....Todos já haviam terminado de comer, Lily estava sentada em uma poltrona, em frente do sofá onde estava Katsumi com sua Vulpix no colo e Daisuke também no sofá. Lily suspirou e disse.– Certo, eu vou começar... – Disse a mãe de Katsumi, que depois começou a contar tudo.Flashback on*Seis anos atrás, em uma tarde...Uma mulher loira de olhos castanhos, Lily, e um homem de cabelos castanho e olhos da mesma cor, John, choravam sentados no sofá de sua casa. Eles choravam pela notícia que eles haviam recebido está manhã através de um exame, a notícia era que Lily, não poderia ter filhos, pois era infértil, e para uma mulher que sempre quis ser uma mãe, isso não era uma notícia muito agradável, eles estavam em prantos, as lágrimas não cessavam e eles continuaram assim por um tempo...De tarde neste mesmo dia...O casal tinha os olhos vermelhos de tanto chorar, uma notícia daquelas era como se o chão embaixo deles sumisse, mas algo os tirou de seus pensamentos, uma batida forte na sua porta, os dois levantaram e andaram em direção a porta, em passos lentos. Chegando a mesma, a abriram, não avistaram ninguém, pensando ser uma pegadinha de mal gosto, já iam fechar a porta até que um grunhido por parte de alguém os chama atenção, eles olham para baixo e, deitada no chão havia uma criança, uma garotinha com um colar e com as bochechas molhadas de lágrimas, ela parecia estar dormindo, eles notaram um papel, o pegou e viram o que tinha escrito nele.‘Imploro para que cuidem dessa criança como se fosse uma filha, seu nome é Katsumi, ela acaba de fazer quatro anos, pode não se lembrar de muita coisa, mas façam com que ela não tire este colar por nada’A mensagem estava escrita em vermelho... Escrita com... Sangue?! O casal olhou mais uma vez a criança no chão, e com isso, a esperança deles voltou a aquecer seu coração...Flashback off*– Então... Quer dizer que eu não sou filha de vocês de verdade? – Katsumi foi a primeira a se pronunciar depois de minutos de silêncio, a garota recebeu um aceno positivo por parte da ‘mãe’, Lily estava com uma expressão triste, Daisuke e Vulpix surpresos, e Katsumi continuava com a mesma expressão, séria, depois inflou a bochechas e fez uma cara de raiva, Lily percebeu e ia pronunciar algo, mas Katsumi disse primeiro. – Eu não estou com raiva por não ser sua filha de verdade, pra mim você e meu pai sempre serão meus pais, afinal vocês cuidaram de mim! Eu estou brava por não terem contado isso pra mim! – Depois disso Lily se levantou, foi em direção a Katsumi e deu um abraço e soltou um “Me desculpe, filha...”.– Espera aqui que eu vou buscar uma coisa para você, afinal você quer ser uma treinadora Pokémon não é? – Depois disso saiu em direção ao quarto.Daisuke, Vulpix e Katsumi ficaram em silêncio até que Daisuke se pronunciou.– Por que será que naquele bilhete falava pra nunca tirar esse seu colar? Nunca tinha parado pra reparar nele... Ele é bem... Curioso... – Disse Daisuke.– É, só sei que eu nunca experimentei tirar e agora que eu não tiro mesmo!! Afinal aquele bilhete estava escrito com sangue, e acredite, ninguém ia usar sangue pra fazer uma brincadeira... – Depois disso Lily voltou com alguma coisa na mão, a escondendo atrás das costas, chegando perto de sua filha e mostrando a mesma. Era uma mochila vermelha e preta.– Abra ela e veja o que tem dentro! – Disse Lily, e assim Katsumi fez, e lá dentro, viu um porta insígnias, ela nunca tinha visto um igual, era preta, mas havia umas linhas que se espalhavam pela caixinha e que na parte plana de cima da caixa, tinha o formato de uma chama. – Eu fiz pra você, estava esperando pegar seu primeiro Pokémon para colocar o símbolo, e como você tem a Vulpix que é de fogo, coloquei uma chama.– Quando fez isso? – Perguntou Katsumi confusa, afinal não havia visto sua mãe fazendo essa caixinha.– Oras, quando eu ficava no quarto eu avançava mais e mais nela! Achava que eu ficava fazendo o que lá o dia todo?! Dormindo?! — Disse com um leve tom de irritação na voz e cruzando os braços, mas logo depois se acalmou e disse novamente. – Abra! – E assim Katsumi fez novamente. Dentro a caixinha tinha como se fossem várias camadas, para colocar as insígnias de cada região, mas o que mais chamou a atenção foi uma passagem dentro da caixinha, uma passagem para o S.S.Anne daqui a dois dias na 1ª classe, seu destino, Pallet, o local onde praticamente todos os treinadores começam suas jornadas, Katsumi ficou boquiaberta, logo em seguida saindo como um verdadeiro furacão guardando várias coisas dentro da mochila, já se preparando para sua jornada....Já era de tarde e Katsumi já havia arrumado tudo em seu estilo furacão, dentro da mochila, roupas, suas pokebolas e outras coisas já estavam devidamente organizadas.Ela resolveu dar uma andada pela cidade a procura de algo que chamasse sua atenção, ela foi com Vulpix e Daisuke, ela havia comprado uma bainha de cinto que a mesma já utilizava, guardando sua espada, estava uma tarde tranquila, se não fosse por terem avistado Rockets disfarçados, apenas os reconheceram pois, um dos Rockets era o qual Katsumi havia nocauteado duas vezes, e os Rockets também perceberam Katsumi, Vulpix e Daisuke, assim os três saíram correndo seguindo Katsumi como ordenado por ela. Eles estavam correndo em direção da casa de Katsumi, notaram que já haviam feito um Rocket os perder de vista, só falta o que Katsumi já nocauteou duas vezes, eles se escondem no porão da casa, onde o pai de Katsumi trabalhava, e a garota atrai a atenção do Rocket de propósito.– O que você tá fazendo?! Não seria melhor só nos escondermos e... – Ele para de falar quando vê o Rocket descendo as escadas e sendo acertado; de modo não cortante; pela espada de Katsumi e caindo desacordado no chão.– Vem! Vamos atrás do outro! – disse Katsumi. – Ah, e você deve saber usar alguma arma por ai, escolhe. – Dito isso Daisuke solta um suspiro, ele observava cada arma até que uma chamou sua atenção, um par de adagas com o cabo azul-escuro. – Olha, adagas são um pouco difíceis de usar e necessitam de treinamento e... – Ela para de falar ao perceber que ele dava cortes no ar com a arma, usando-a do jeito certo, Daisuke pronuncia um “O quê?” e Katsumi responde boquiaberta. – Nada não...
...Eles haviam encontrado o Rocket e o perseguiam, a ideia de Katsumi era perseguir para achar novamente o Q.G. dos Rockets, só que dessa vez lembrar o caminho, mas chegando perto da floresta, eles perdem de vista o Rocket.– Caramba, pra onde ele foi. – Dizia Daisuke, ele ouve um barulho vindo de um arbusto, quando ele se vira, vê que o Rocket já estava prestes a o atacar, se não fosse por um Flame Wheel de um Pokémon atingir o Rocket.– Ahh, droga, nocauteado não podemos segui-lo e descobrir onde fica o quartel da Equipe Rocket. – Disse Katsumi emburrada.“Muito obrigado pela preocupação de eu ter sido atacado ou não” – Pensou Daisuke, logo em seguida se virando para ver qual o Pokémon que o havia ajudado, era um Growlithe que assim que notou que estava sendo observado, ficou em posição de ataque e rosnou. – Calma!! Não sou inimigo, não vou te atacar. – Disse para o Pokémon, depois de dito isso o Growlithe se acalmou, parou de rosnar e se sentou. – Obrigado pela ajuda. – Disse ao Pokémon. — Bom... E agora? – Disse se dirigindo a Katsumi.– Vamos voltar, não temos nada mais pra fazer aqui já que ele foi nocauteado... – Depois que a garota disse isso, eles começaram a andar em direção de casa, mas o Growlithe seguia Daisuke.– Hm? Oque foi? – Disse se abaixando e afagando o ‘cãozinho’, que apenas pulou para o colo dele, o lambendo como um verdadeiro cachorrinho.– Bom, já da pra entender que ele gostou de você... Se quiser uma pokebola, te empresto uma minha... – Disse a garota dos olhos escarlates, olhando para Daisuke e Growlithe, os dois apenas se olharam, Growlithe concordou com a cabeça e em seguida olho para Katsumi. – Tá, já entendi. – Tirou uma Pokebola das que guardava no bolso e entregou a Daisuke. – Agora você tem que pegar uma Pokedex e um cartão de treinador no laboratório do Professor Lucas, você vai querer ser treinador Pokémon?– O que um treinador Pokémon faz? – Pergunta Daisuke.– Luta junto com seus Pokémon’s, vence batalhas de ginásio e outras coisas. – Disse Katsumi. – Se você quiser ser treinador Pokémon vai ter que viajar pelos continentes também.– Parece legal, vou pesquisar sobre isso, quero ver mais de como é ser treinador Pokémon! – disse com determinação se levantando rápido, derrubando a pokebola no chão e a quebrando. – Ehh, pode me emprestar mais uma? – Fala olhando para a pokebola quebrada no chão e com um sorriso torto para Katsumi que estava com uma cara não muito contente.... Katsumi, Daisuke, Vulpix e Growlithe já haviam chegado a casa e contando para Lily; que seria a coitada que teria que pagar mais uma passagem no S.S.Anne e comprar as coisas de treinador para Daisuke, já que o mesmo não tinha dinheiro e não tinha pra quem pedir a não ser ela; e ela, por ser uma pessoa muito boa, aceitou ajudar.– Já estou vendo que vou ficar pobre. – Disse Lily enquanto comprava as coisas pela cidade e entregava 300 pokedollars para um vendedor que a entregava uma mochila.Continua...
Notas finais
Até o próximo capítulo o/
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