The Last Flame of Fire

1 Capítulo 1 - Revenge


Notas iniciais
*Hey o/. Finalmente comecei essa fic que eu já estou planejando fazer desde... *para pra pensar* O começo do ano passado e finalmente tomei vergonha na cara e comecei!*O Capítulo ficou grande graças a flashback's, foi revisado com a ajuda da minha amiga MaDreamers! E ela também uma criou uma personagem que está para aparecer em breve!*Ele teve um pouco de comédia, mas não muita pelo motivo de muitos flashback... tristes.*Se passa em um universo diferente de Pokémon no anime/mangá/jogos, eu sempre achei um pouco injustiça os treinadores ficarem lá sem fazer nada, só dando ordens, enquanto seus Pokémon's ficam lá, lutando, ai do nada, veio essa ideia na minha cabeça!*Essa é minha primeira fic, então qualquer erro, peguem leve, please?E eu acho que chega de falar, vejo vocês nas notas finais! Ah, e a imagem seria da Katsumi, tinha na minha pasta, fiz umas modificações de cor e ficou assim, se você for o dono da imagem me avise e colocarei os créditos : https://lh3.googleusercontent.com/HhM5DOFv7am-ODSh8cJG54CL6_77e9lBUmLV7U1mb-0=w640-h480 *Obs: Esse capítulo foi editado e reescrito dia 09/10/2014, mas não houve alteração alguma na história, apenas em escrita.

"Os Pokémon's sempre lutaram aos comandos de seus treinadores, que nada faziam além de dar ordens, cansados disso, os Pokémon's se revoltaram contra os treinadores, causando a 2ª guerra dos Pokémon's. Mesmo nessa grande guerra, que durou anos, haviam Pokémon's que permaneceram ao lado de seus treinadores por pura vontade, como também houve o contrário, treinadores que ficaram do lado dos Pokémon’s achando a causa da revolta deles justa.

Nesta guerra, que assombra a memória de muitos que a viram com seus próprios olhos, nem treinadores nem Pokémon's ganharam, e no final, foi feito um acordo para que a paz e harmonia entre treinadores e Pokémon's voltasse.

E assim acabou a guerra, com um acordo de que Pokémon's e treinadores teriam que batalhar lado a lado em ligas, ginásio e outras batalhas, os Pokémon's com seus 'poderes' naturais e treinadores usando qual arma fosse, tanto armas brancas — como lâminas -, quanto armas de fogo..."

Era um dia ensolarado de uma manhã, que seria um dia razoavelmente normal em Cinnabar, mas como mencionado, seria um dia normal, se não fosse por uma aura sombria, tensa e... Assustadora na cidade. Mais precisamente, a aura emanava de uma garota de cabelos lisos castanhos escuros — Que passavam um palmo e meio abaixo dos ombros -, presos em um rabo de cavalo por uma fita azul-clara. A garota tinha uma pele bem clara, olhos escarlates, vestia uma jaqueta preta com capuz – Mas não estava usando o capuz no momento — e bolsos, de um tecido confortável, uma regata branca por baixo da jaqueta, uma calça jeans azul escura, uma bota marrom discreta com detalhes em vermelho na sua base e algumas linhas em vermelho desenhadas na bota. E usava um acessório que chamava atenção por ser um tanto curioso e incomum, um colar normal de prata, mas o que era curioso não era o colar em sim, mas o pingente, que era uma pedra azul, como uma safira azul, mas com uma coisa que o deixava muito curiosa, dentro dessa pedra havia uma chama azul que queimava incansavelmente, discretamente e intensamente mesmo dentro da pedra, podia-se ver as chamas se movimentando, tranquilamente e ao mesmo tempo ferozes, e mesmo assim a pedra permanecia intacta, como se a chama não a afetasse.

Mas a aura assustadora que a rodeava não permitia que as pessoas reparassem nesses pequenos detalhes desse colar curioso, todos que percebiam sua aura já recuavam, saiam do caminho e muito menos se atreviam a dirigir uma palavra a ela — Afinal, todos sabiam como a garota era conhecida na cidade -, os que dirigiram-na a palavra, receberam como resposta apenas um olhar assassino e medonho, fazendo com que o individuo já se afastasse e não se atrevesse a praticar o ato novamente. Ela andou com essa aura até chegar à área mais florestada de Cinnabar, aquela floresta a fazia se sentir bem mais calma. Sentou-se na grama de um local mais aberto, bufou e disse furiosamente:

– Aquela metidinha, mimada e sínica! Ela não deveria ser treinadora Pokémon, mas sim uma atriz, nisso ela se daria bem!

Flashback on*

9:00 horas da manhã deste mesmo dia...

A garota de olhos escarlates acorda assustada, com os olhos arregalados, com a respiração ofegante, e com os batimentos cardíacos acelerados, por conta de mais um de seus pesadelos.

“Mas que droga, esses pesadelos me adoram né?! Toda noite eu os tenho, e o pior é que nunca me lembro do que sonhei realmente, só acordo com essa cara de idiota!!” Pensava a garota de olhos escarlates.

Ela estava vestida com um pijama de manga comprida de um tom vermelho claro, junto com uma calça comprida de mesma cor, com os cabelos completamente desajeitados que se encontravam presos com uma fita preta de qualquer jeito, com algumas mechas soltas em vez de estarem presas pela fita.

Ela repara no relógio no formato de um Azumarill, a cauda redonda do Azumarill era oca e tinha um relógio, e o mesmo mostrava que eram 9:05 da manhã, o que já animou a garota em pensar que cada hora que passava ela ficava mais perto de receber seu primeiro Pokémon, afinal, hoje seria o dia em que poderia escolher o seu inicial no laboratório do professor Lucas, o professor encarregado de entregar os Pokémon’s iniciais dos treinadores de Cinnabar e também encarregado das pesquisas na cidade. Poderia ser uma ilha meio monótona, mas era um ótimo lugar para estudarem-se fósseis de Pokémon, já que os laboratórios de lá foram os primeiros a desenvolver a tecnologia de ‘trazer Pokémon’s fosseis de volta à vida’.

A garota tinha tudo que era necessário para se tornar uma treinadora Pokémon e ganhar seu cartão de treinadora juntamente com sua Pokédex. Ela tinha 10 anos, já havia acabado a escola Pokémon, — A qual se termina com 10 anos-, e tinha sido uma das pessoas escolhidas da sua escola para escolher o Pokémon desta vez, todo ano, as crianças com 10 anos que foram melhores nas suas escolas eram escolhidas entre as outras para escolher um inicial.

“Pelo menos esse pesadelo me serviu como um despertador dessa vez, me acordou na hora.” Pensou rindo baixinho com seu próprio pensamento e logo em seguida falando em voz alta – Agora sim todo meu esforço vai valer a pena !! – Disse com determinação e levantou-se de sua cama, e, parecendo com um verdadeiro ‘furação’, foi correndo para seu banheiro cuidar da sua higiene matinal, escovando os dentes, tomando um banho e vestindo uma blusa regata branca, um casaco preto, colocando uma calça jeans azul escuro, e por último prendendo o cabelo com uma fita azul-claro. Logo em seguida descendo as escadas que davam para a sala, onde sua mãe estava sentada no sofá. Sua mãe tinha cabelos loiros compridos e lisos e olhos castanhos. Ela usava uma blusa social branca, uma calça preta e sandálias. Tomava uma xícara de café tranquilamente e logo cumprimentou sua filha.

– Bom dia filha, pelo visto acordou na hora, são apenas 9:30 e a entrega dos Pokémon’s será apenas as 10:00 horas. – Disse a mulher, sorrindo gentilmente.

– É... Agradeço ao meu pesadelo dessa vez, ele me serviu de despertador, pelo menos dessa vez. – Disse com um pequeno sorriso de lado e dando uma risadinha.

– Deixe-me adivinhar, não se lembra novamente o que sonhou? – Perguntou a mulher com uma expressão neutra.

– Não, mas acordei como sempre, com uma cara de idiota. – Disse dirigindo-se a cozinha, a qual era do lado da sala e havia abertura que permitia ver a cozinha da sala, e quem estava lá, e vice-versa. Ela preparou um sanduíche rapidamente para o café da manhã e logo depois dirigiu-se ao sofá, sentando-se ao lado de sua mãe.

– Não fale isso... Você não acorda com cara de idiota, só com cara de tonta mesmo – Disse com uma expressão falsa de tristeza que depois mudou para um sorrisinho irônico no canto de sua boca para sua filha, que soltou uma risadinha.

– Mas isso não vai estragar o dia de hoje! Afinal vou ganhar meu primeiro Pokémon! – Disse levantando-se animada e repentinamente, fazendo com que derrubasse o sanduiche da sua mão no chão, fazendo com que o ketchup sujasse completamente o piso – Err... – Olhou para sua mãe que apenas a encarou de volta.

– Eu não vou limpar isso... – Disse com uma expressão séria olhando para o sanduiche caído no chão.

– Tá bom... Já entendi – A garota disse já indo limpar sanduiche e toda a sujeira do ketchup, com cuidado para não sujar sua roupa.

10 minutos depois...

“Terminei de limpar” Pensou, e em seguida se assustou quando olhou no relógio e percebeu que faltavam apenas 10 minutos para a entrega dos Pokémon's e que ela não poderia chegar atrasada! – Mãe, já terminei de limpar, já vou indo!! –Gritou da sala para sua mãe que estava no quarto dela.

– Tá bom! – Gritou sua mãe do quarto.

Ela saiu desesperada em direção à porta, colocando suas botas marrons com detalhes vermelhos que estavam encostadas na porta, e saindo em disparada.

...

A garota dos olhos escarlates corria com todas suas forças, já avistando o laboratório Pokémon e agradecendo por sua casa não ser tão longe do mesmo. Chegando lá, ela abre a porta bruscamente e entra apressadamente, chamando a atenção dos vários cientistas que trabalham ali, a garota ficou parada, com uma cara envergonhada por ter chamado tanta atenção, então fechou a porta cuidadosamente e tratou de ir a sala do professor Lucas o mais discretamente possível, chegando à sala do mesmo, ela para na frente dele, ofegante, e apoiando as mãos nos próprios joelhos.

– Professor Lucas! – Disse, logo em seguida notando que não havia ninguém mais além dela e o professor na sala. Pensando que havia chegado atrasada ela se desespera. – Eu cheguei muito atrasada?! Já entregaram os Pokémon’s?!

– Não, você não chegou atrasada. – Respondeu o professor. Ele sorria com o modo que a garota entrou em desespero. – Na verdade todos tem mania de se atrasar no dia da entrega de Pokémon’s, você foi uma das primeiras a chegar. O professor tinha cabelos negros e curtos, olhos castanhos e usava um óculos simples, um jaleco com uma blusa social branca e uma calça também branca e sapatos em um tom marrom. — Senhorita Katsumi Tsuyo, eu suponho? – Perguntou o professor, recebendo como resposta da garota um aceno positivo com a cabeça. – Sente-se, provavelmente ainda vai demorar até os quatro outros treinadores chegarem.

–Umh? – A garota chamada Katsumi tinha uma expressão confusa. – Como assim quatro? Não há apenas 3 iniciais?

– Sim, mas este ano duas pessoas empataram com as médias, você e a senhorita Katie tiraram as maiores médias de todas as escolas, apenas uma vai conseguir ficar com o Pokémon.

“Oque?!?!” Agora Katsumi descobriu que era possível gritar em pensamento. Ela estava com os olhos arregalados piscou algumas vezes até gritar – OQUE?!?!

...

Todos os outros treinadores já tinham chegado, todos haviam pegado suas Pokédex e cartões de treinadores, dois já haviam escolhido seus Pokémon's, um garoto pegou Charmander e uma garota Bulbasaur, restava apenas um Squirtle, e chegava a hora de descobrir quem ficaria com o inicial, Katie e Katsumi já estavam discutindo e as duas tinham um olhar de ódio uma pela outra, quando o professor disse como iria ser decidido quem ficaria com a tartaruga de água.

– Eu soltarei o Squirtle da pokebola dele, o treinador que ele simpatizar mais, será seu treinador oficialmente.

Dito isso, o professor solta o Pokemon, que fica encarando as duas treinadoras, confuso. Katsumi tenta se aproximar mais do Pokémon, mas o mesmo apenas a ignora, logo em seguida corre na direção de Katie que até agora estava parada, parando na frente da mesma e em seguida sorrindo.

– Já podemos perceber que Squirtle simpatizou mais com Katie, desculpe Katsumi e parabéns Katie. – Disse o professor, inexpressivo. Katsumi que ainda estava paralisada por ter sido completamente ignorada pelo Pokémon e Katie que estava sorrindo para o mesmo, mas bastou o professor virar as costas que Katie olhou para Katsumi com um sorrisinho cínico e irônico, e por incrível que pareça, seu Pokémon fez o mesmo que a sua treinadora. A garota de olhos escarlates não conseguia acreditar que não havia conseguido o Pokémon, algo pelo qual ela esperou por muito tempo, se esforçou no colégio para conseguir ótimas notas, e agora, havia apenas falhado.

“Sínica metidinha” Pensou Katsumi, se referindo a Katie, depois de receber seis pokebolas do professor, seis, pois não tinha nem um inicial, e então saiu do laboratório.

Flashback off*

Nesse momento o cabelo de Katsumi cobria seus olhos e sua aura sombria não estava mais presente, mas, havia na verdade, tristeza no ar.

“Desculpa pai, eu não consegui... Tudo isso foi em vão, não vou conseguir cumprir o meu objetivo pelo qual treinei todos estes anos.” Pensou Katsumi. “Espero que possa me perdoar.” Katsumi deu um sorrisinho entristecido.

Flashback on*

5 anos atrás...

Katsumi, com apenas 5 anos, brincava com seu pai e sua mãe dentro de casa, eles riam e se divertiam, era assim todo o tempo em que eles podiam estar juntos. Seu pai tinha cabelos castanhos e curtos e olhos da mesma cor, usava uma blusa branca e uma calça preta, e sua mãe um vestido azul bem claro de alças.

Eles imaginavam que esse dia iria ser igual aos outros, porém algo mudou o ‘destino’ deles, sua mãe já não estava tão agitada, hoje já havia conversado com seu marido, e estava sentindo que algo ruim iria acontecer, mas ele disse que ela estava errada e disse para a mesma apenas se divertir.

Sua mãe estava mais que atenta, ela estava nervosa, até que ela percebeu um barulho de noite enquanto Katsumi e seus pais assistiam a um filme na TV. Desconfiada, ela mandou Katsumi buscar o livro que a mesma tanto gostava no quarto dela — Apenas uma desculpa para tirar a menina da sala -, o qual sua mãe havia ganhado do marido, Katsumi obedeceu.

O pai de Katsumi foi checar o que tinha sido o barulho estranho, que parecia madeira sendo cortada ou riscada, para ser mais exata, a madeira da porta. Para tranquilizar sua esposa, Lily, apenas disse que deveria ser apenas um Meowth ou um Pokémon do tipo arranhando a parede da casa deles. Mas ao sair lá fora, o que o esperava não era um Pokémon, era alguém que simplesmente iria conseguir acabar com o destino dessa família, e, antes mesmo dele perceber, o ‘alguém’ o atacou no estômago, fazendo um corte preciso e profundo neste local, e tudo que ele pode ver antes de sua visão se apagar completamente foi um R vermelho passando rapidamente pela sua visão e uma sombra sendo, ‘puxada’ talvez?

Quando Katsumi voltou trazendo o livro de sua mãe, encontra-a em frente à porta, ajoelhada, chorando em desespero. Katsumi vai chegando mais perto, e quando ela se dá conta do motivo do desespero de sua mãe, ela mesma já havia entrado em desespero. O livro caiu da sua mão atingindo o chão, com um barulho que, naquele momento, para Katsumi, não havia existido, era como se todo o mundo tivesse entrado em silêncio, tudo que ela ouvia era o som dos soluços de sua mãe, o som do seu corpo acertando o chão quando a garota caiu de joelhos, e logo, seus próprios olhos começaram a se encher de lágrimas, e caiu em prantos junto com sua mãe ao ver seu pai com um corte no estômago e ao seu lado um pedaço de papel com um R desenhado em vermelho.

A garota não se esqueceria tão cedo deste ‘bilhete’ e dessa marca.

2 dias depois, no velório de seu pai...

O tempo estava nublado, o céu acinzentado e a tristeza era presente no rosto de todas as pessoas que lá estavam, o pai de Katsumi era uma pessoa boa... Um ferreiro que fazia armaduras e armas das melhores qualidades, simpatizava com todos e era uma pessoa muito feliz, um bom pai e um marido dedicado, toda aquela tristeza fazia com que até a aura daquele lugar fosse mais triste e com certeza afetaria qualquer pessoa, até as mais alegres.

Katsumi e sua mãe não conseguiam controlar o choro, a tristeza era presente no rosto delas, Katsumi e sua mãe amavam muito aquele homem, e elas ficaram paradas lá por bastante tempo, apenas observando o tumulo.

...

Algumas pessoas já haviam ido embora, porém uma figura se destaca indo em direção a Katsumi e sua mãe, uma mulher mais precisamente.

–Senhora Lily Tsuyo? – Perguntou a mulher recebendo como resposta um simples aceno por parte da mãe de Katsumi, ou simplesmente Lily – Eu sou a Oficial Jenny, alguns detetives do meu quartel estavam examinando a cena do crime, como à senhora deve ter visto, achamos um bilhete com a letra R, vários assassinatos já aconteceram e foi deixado para trás um bilhete igual a este... Aparentemente pessoas sem ligação alguma e mortas com cortes de lâminas... – Disse a Oficial olhando para o túmulo à frente enquanto continuava a falar. – Suspeitamos que seja a Equipe Rocket, porém ela já foi destruída há algum tempo atrás, mais precisamente alguns meses, mas não foi encontrado o Líder da Equipe Rocket, Giovanni, que talvez esteja causando tudo isso e tenha reunido mais Rocket’s. Não achamos mais nenhuma pista sobre o assassinato do seu marido além do bilhete, nem impressões digitais, nem a arma do crime, apenas sabemos que ele foi cortado profundamente no estômago por algo muito afiado para fazer um corte de tal gravidade... Os quarteis não apenas de Cinnabar, mas os de outras cidades ainda estão à procura de sinais da Equipe Rocket, apena queríamos informá-la sobre isso... – Jenny parou de encarar o tumulo e se virou para Katsumi e Lily. – E, meus pêsames... – Dito isso a Oficial passou a mão pela cabeça de Katsumi, afagando-a de modo reconfortante, depois, virou as costas e foi embora, deixando para trás Katsumi e sua mãe.

...

Já era tarde e todos já haviam ido embora, mas Katsumi e sua mãe ainda estavam lá, Lily estava preocupada com sua filha e até citou a ideia de ir embora, pois já estava tarde, pelo motivo de Katsumi não ter dito sequer uma palavra durante o velório, mas a garota se recusava a ir e a mãe dela entendia... Entendia que ela adorava o pai, que ele sempre tinha sido um pai presente, porém já estava escurecendo e Katsumi e Lily tiveram que ir embora, deixando para trás apenas o túmulo, escrito: “John Tsuyo, descanse em paz 1960-2009”

E a última coisa que Katsumi pensou antes de ir embora, com os olhos vermelhos e raivosos de tanto chorar foi uma coisa:

“Vingança”

Ela iria ter sua vingança, iria vingar o seu pai, e não adiantaria ninguém dizer a ela que a vingança seria algo ruim e que ela, ao se vingar, ia se tornar uma pessoa igual ao assassino de seu pai. Para ela, isso era uma mentira. Ela não pensava assim, e essa pessoa que matou seu pai iria pagar na mesma moeda. Iria obter sua vingança, e ela desejava isso com todas a forças da sua alma.

1 ano depois ...

O pai de Katsumi era um ferreiro, e antes de falecer, havia feito para sua filha — E com a ajuda da mesma ainda que pequena -, fez uma espada e uma armadura. A espada tinha um cabo um pouco grande, provavelmente para ser usada com as duas mãos, tinha o cabo preto, a lâmina era feita de ouro branco muito forte e que não quebraria fácil, uma lâmina reluzente e afiada. Seu pai, John, era um dos ferreiros de melhor qualidade e esse tipo de material não era difícil para ele, a espada também tinha detalhes em vermelho. A armadura igualmente feita de ouro branco com detalhes avermelhados, mas não era uma armadura pesada, era uma armadura leve que apenas cobria algumas partes do corpo, bem poucas, mas que era feita de um material resistente, por ela não ser pesada, isso auxiliava a velocidade de Katsumi, e ela usava esta armadura e esta espada todos os dias para treinar. O motivo? : sua vingança; ela a cada dia melhorava suas habilidades mais e mais, para que quando se tornasse uma treinadora Pokémon, o que já era seu antes de seu pai ‘partir’, e mais ainda agora que ele se foi, pela sua vingança, para poder ir atrás dessa tal Equipe Rocket, a qual ela não esqueceria o nome e que prometeu a si mesma que nunca iria esquecer.

Flashback off*

Um barulho que parecia ser de um Pokémon a tirou dos seus devaneios, o barulho vinha da floresta, mas o que mais chamou a atenção não foi o barulho do Pokémon, mas na verdade o ataque Flamethrower usado pelo mesmo, e que logo em seguida incendiou uma árvore, mas não era uma chama normal, era uma chama... Diferente. Era uma chama azul!

“Mas o que?!” – Pensava Katsumi – "Que Pokémon usaria um Flamethrower dentro de uma floresta?! E por quê a chama é AZUL?!” Pensou consigo mesma.

A curiosidade fez Katsumi adentrar a floresta correndo, indo em direção à árvore que pegava fogo, já era de tarde então o sol não estava tão forte, o que facilitou o encontro do local do suposto “incêndio de chamas azuis”.

O “incêndio” fez com que vários Pokémon’s saíssem em desespero da floresta, fugindo das chamas azuis que se alastravam pelas arvores e folhas secas caídas pelo chão, que cobriam a floresta.

Chegando lá o que ela vê a deixa surpresa, eram Pokémon’s caídos no chão, queimados, provavelmente pelas chamas azuis, porém, um ainda estava de pé, uma pequena Vulpix. Estava machucada, com cortes entre outros machucados, e a pequena raposinha era quem lançava as chamas azuis!

Isso surpreendeu Katsumi. Ela nunca havia visto uma Vulpix com Chamas Azuis, na verdade ela pensava que isso não poderia existir, mas quando ela notou o quê, ou melhor, quem, a Vupix atacava, a chama dentro de si queimou mais forte, porém um detalhe que passará despercebido por ela, é que a chama de seu colar também queimava com mais intensidade, mas algo a tirou de seu estado paralisado e surpreso, percebendo que a Vulpix seria atacada pelo motivo que a fez ficar surpresa, vendo isso ela não podia ficar parada, ela simplesmente pulou na direção da Vulpix, pegando-a no colo e saindo correndo novamente, não percebendo que a pedra de seu colar queimava mais intensamente ainda, ignorando as mordidas que a Vulpix dava nela para tentar escapar, que provavelmente estava assustada com tudo isso. Percebendo isso ela olhou para Vulpix e começou a afagar a cabeça da mesma, passando a mão por todo o pelo das costas da raposinha também, um pelo macio mesmo depois de estar cheio do sangue da pequena raposinha.

– Calma, eu não vou te fazer mal... Calma... – Disse Katsumi tentando parecer confiável e acalmar a Vulpix.

Ela continuou correndo o mais rápido que podia do motivo que a tanto deixou surpresa e o que atacava a Vulpix, porém, esse era o momento, ela não poderia perder a oportunidade, feito isso ela disse para a raposinha:

– Olha, pelo que parece eles estão atrás de você... Concordaria ficar em uma pokebola minha até ser seguro eu te soltar? Eu prometo que te solto e te deixo ser livre de novo, e aí, trato feito? – Pergunta Katsumi para a Vulpix que demora um pouco para responder, mas acena positivamente com a cabeça. A Vulpix estava confiando nela e ela não ia descumprir essa promessa, Katsumi tira uma Pokébola de seu bolso, a coloca na frente de Vulpix, que apenas aperta o ‘botão’ da pokebola, fazendo ela se abrir. Logo uma luz vermelha envolve a Vulpix e a puxa para dentro da pokebola, que se fecha logo em seguida, piscando o ‘botão’ em verde confirmando a captura.

Katsumi percebe que teria que esconder a pokebola de Vulpix, afinal eles estavam atrás dela, ela percebe que já estava de volta ao campo mais aberto que estava antes, local que ela conhecia muito bem. Ela gostava muito de ir lá frequentemente. Ela usa o tronco de uma árvore caída, usada como banco por ela nas vezes que ela visitava aquele lugar, para esconder a pokebola.

– Fica ai até eu voltar, tá bom?! – Disse para a Vulpix dentro da pokebola.

Em seguida se virou e adentrou novamente a floresta, se encontrando novamente com o que fez sua chama queimar mais forte, em determinação... E, em vingança.

Continua...

Notas finais
A imagem não me pertence e eu tinha em uma pasta do meu computador, apenas editei mudando algumas cores e etc, se você for o dono dessa imagem, me avisa e coloco os créditos da imagem.Esta fic também esta sendo postada no fanfiction.net :https://www.fanfiction.net/s/10153297/1/The-Last-Flame-of-Fire* Uma notícia boa para você que gostou da fic : Essa fic será gigante, pretendo que tenha uma temporada para cada região de Pokémon! Ou seja... Muito Capítulo!!* Eu posso acabar demorando para postar mas acredite, eu não abandono uma fic nunca!! Mesmo que eu demore um ano eu vou postar, mas não se preocupem eu não vou demorar um ano... Eu 'acho'...Bom... Vejo vocês no Próximo Capítulo ^^