The Last Bet
1 Primeiro dia no internato.
Notas iniciais
POV Annabeth
Primeiro dia de aula no internato. Tinha acabado de chegar e já estava querendo ir dormir. Já estava de noite, e passei perto de um grupo de garotos que não tiravam os olhos de mim. Eram Percy e os amiguinhos dele. Percy é um cara super pegador e que se acha muito. Quer saber? Vou passar encarando. Eles acham que eu sou aquelas estatuas publicas pra passar e ficar olhando e...
– AI! — eu acho que bati em um muro de três toneladas. Bosta! Meus livros, minha bolsa, caiu tudo no chão. Inclusive eu!
Ajeito meu boné dos Yankees, olho pra cima e vejo que bati em uma árvore. Uma árvore. Me preparo pra ter que pegar tudo do chão. Aí, como se nada pudesse piorar, uma maçã cai em minha cabeça e os amiguinhos do Percy estão rindo de mim.
Minha vontade de mostrar o dedo pra eles só perde pra minha educação. Pego a maçã e ponho de lado, enquanto começo a pegar os livros que estão em todo lugar. Quando só falta metade para acabar, uma sombra passa por cima de mim. Percy.
– Precisa de ajuda? — ele pergunta se abaixando para me ajudar.
– Parece que eu preciso. — digo pegando um livro da aula de literatura e guardando-o em minha bolsa.
– Sinceramente? — pergunta ele me passando o livro de Biologia. Pego o último livro e a maçã. Olho pra ele e digo.
– Sinceramente. — depois coloco a maçã na boca dele, sussurro um obrigada e vou conversar com Grover e com Thalia que está a alguns passos de mim. Chego lá e conversamos um pouco até o sinal tocar. Subo até a sala de Língua Portuguesa. A professora faz a chamada e começa a aula.
Metade da lousa já foi escrita quando alguém entra na sala. Percy mostra dois papeis à professora e ela diz a ele:
– Por que você mudou seus horários? — Ele enrola a professora e ela se vira pra mim.
– Hm, Annabeth?
– Sim?
– Percy está precisando de ajuda em todas as matérias e ele pediu que você o ajudasse. Você pode? — Claro que não. Mas, pelo tom de voz que a professora usou, sei muito bem que não foi um pedido.
– Claro — digo arrumando umas canetas que estavam fora do estojo.
– Pode se sentar — diz a professora a Percy. Pode se sentar? Ele vai se sentar comigo? Mas são as trevas!
Ele arruma a carteira e se senta ao meu lado. Não olho pra trás, mas sei que muitas meninas estão me olhando feio. Explico algumas coisas a ele, que não demora a entender. Essa história de ajuda está me cheirando mal...
Pego minhas coisas, mas Percy não sai da minha cola. Esse menino já está me deixando irritada. Vou ao meu armário e pego o meu jaleco. Agora é aula de química.
– Cadê seu jaleco? — pergunto arrumando os livros em minha bolsa.
– No meu armário — disse ele dando de ombros.
– Por Zeus! Vá buscar.
– Hm, ok. Vamos? — ele pergunta. Esse garoto tem alguns problemas.
– Mas oque... Vamos!- digo. Não vou brigar com ele. É o mesmo que brigar com meu irmão. De 2 anos.
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