The Lake House
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Quinn
Era estranho e ao mesmo tempo reconfortante voltar à casa do lago. A sensação de nostalgia aumentava conforme a distância diminuía.
Estacionei minha picape na área em frente a casa e apenas a admirei durante alguns minutos. O silêncio. A paisagem. Comecei a minha mudança.
As várias caixas com os meus pertences já estavam empilhadas na cozinha quando notei que a bandeirinha da caixa de correio estava levantada. Achei estranho e resolvi verificar. Havia uma carta.
Voltei a casa e peguei uma cerveja. Olhei novamente para a carta e abri para ler:
“Caro novo inquilino. Olá e bem vindo à sua nova casa, parabéns e etc. É um lugar maravilhoso, como você mesmo pode notar e tenho certeza de que vai gostar de viver aqui tanto quanto eu gostei. A propósito eu sou a inquilina anterior...”
Levantei a sobrancelha intrigada com isso de 'inquilina anterior'. Continuei lendo:
“Os correios enviarão as cartas ao meu novo endereço, mas você sabe como as coisas são, então gostaria que me enviasse qualquer coisa que venha a receber com o meu nome. Logo abaixo está meu endereço. Obrigada.”
Olhei e vi o endereço : 1620 North Racine. Tinha mais alguma coisa na carta:
“P.S.:
Me desculpe pelas pegadas na entrada, elas já estavam aí quando cheguei, assim como a caixa no sótão. Acho que deve pertencer ao proprietário.”
Ainda intrigada, fui até a frente da casa, na pequena ponte que dava acesso e não tinha nada lá. Até acendi a luz externa para ver, já que havia escurecido. Nada de pegadas. Então fui ao sótão. Completamente empoeirado e vazio. Nenhuma caixa. Olhei para a carta. Com certeza estava na caixa de correios errada.
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Rachel
No segundo dia no hospital já ganhei um plantão. Passei a noite vistoriando os quartos. Estava me sentindo cansada e sem o menor ânimo.
Ouvi um barulho de vozes e as segui até um dos quartos. Encontrei uma garotinha assistindo à um filme antigo. Ela estava bem concentrada e então falei:
“Ei... você não deveria supostamente estar dormindo?”
Ela apenas se virou e disse:
“Eu sei, mas é que...”
Eu sorri
“Tudo bem... eu às vezes gosto de bancar a médica má...”
A menina sorriu e voltou a assistir ao filme com a mesma concentração de antes. Sentei ao lado dela e olhei para a TV. Cary Grant e Ingrid Bergman. Eles estavam em uma cena de beijo e a menininha olhou pra mim com uma careta de nojo e disse:
“Ewgh... que coisa..”
Dei uma risada e disse:
“Ewgh mesmo..”
“Mas é a minha parte favorita do filme...” disse a menina. Olhei pra ela e sorri, o sorriso de retribuição dela se transformou em um bocejo:
“OK..agora, hora de dormir!”
Notas finais
Bjos e até o próximo!!
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