The Lady In My Life
8 O Prazer de Estar com Emma Swan.
Notas iniciais
{Regina}
Nossos lábios ainda estão unidos num beijo insaciável e molhado. Minha língua, ousada, busca a dela enquanto as respirações ficam cada vez mais irregulares. Emma me põe no chão e, lentamente, empurro-a até o sofá, fazendo-a sentar-se no móvel.
♪♫ Eu tava aqui na minha e você foi aparecer
Derramando estrelas sobre a minha solidão
Eu sei, eu não queria nem de longe conhecer
Alguém pra iludir de novo o meu coração ♪♫
Coloco-me de pernas abertas sobre suas coxas, sentindo suas mãos subirem e descerem pelas minhas costas. Apoio as minhas na sua face, atraindo a boca dela para mim, aproveitando para prender seu lábio inferior com meu dentes.
Seu cheiro, sua pele e seu sabor atiçam meu desejo e lembro-me do dia que transei com David pensando nela. Entretanto, prová-la na realidade é mil vezes melhor do que na minha fantasia.
Poderia me enganar, imaginando que minha falta de timidez é provocada pelo álcool, porém tenho consciência que sou uma mulher naturalmente desinibida nessas horas, principalmente quando a luxúria me domina, como está acontecendo agora.
Deslizo meus dedos por baixo de sua jaqueta e arfo ao sentir a textura de sua pele. Desço a peça pelos seus ombros e braços, experimentando a firmeza dos músculos. Nossas bocas só se separam quando ofegamos de desejo ou precisamos respirar.
Minhas mãos encontram a barra de sua blusa branca e começo a subí-la, ansiosa por ver seus bonitos seios apenas cobertos pelo sutiã e contemplar seu colo desnudo.
[E]:- Calma... Você não acha... que estamos indo... rápido demais, Regina?- indaga, suspirando, ao mesmo tempo em que segura minhas mãos e deposito beijos no seu pescoço.
♪♫ Você não poderia surgir agora
Você nem deveria me olhar assim
Alguma coisa diz que é pra eu ir embora
E outra diz que eu quero você pra mim ♪♫
[R]:- Sinceramente? Não!- respondo, incisiva, livrando-me do seu aperto.- Eu preciso te sentir fisicamente como já imaginei algumas vezes.- arremato, sincera, e continuo de onde parei, subindo a blusa e expondo sua barriga.
Abre aquele lindo sorriso que sempre me derrete e sorrio de volta. Agora, ela já sabe que há algum tempo povoa meu imaginário. Entre beijos e sorrisos, consigo, finalmente, retirar a vestimenta por completo.
Seus seios são perfeitos, simétricos, rijos e não resisto à tentação de tocá-los sob o tecido de algodão branco que os cobre parcialmente.
Emma tomba a cabeça para trás, entregando-se às minhas carícias e exponho um dos seus mamilos, passando meus lábios nele, sentindo sua maciez no mesmo instante que acaricio o outro por baixo da lingerie.
Ela enrosca os dedos no meu cabelo e levanta meu queixo, fazendo com que eu solte o bico que sugava, capturando minha boca em outro beijo arrebatador.
[R]:- Vamos para o meu quarto!- decreto, enlaçando seu pescoço e ela, surpreendentemente, levanta-se e me ato aos seus quadris, “abraçando-a” com minhas pernas.
Quando dou-me conta já estamos no meu dormitório e a única luz que ilumina o ambiente é a da lua, entrando pelas portas de vidro que levam até a pequena sacada que há no local.
Emma me conduz até junto da cama, colocando-me no chão. Passa as mãos nas minhas coxas, subindo o vestido que uso e ergo os braços para ajudá-la a se livrar dele, experimentando um arrepio em cada parte do corpo que seus dedos tocam.
Percebo que sua respiração se altera, quando constata que uso apenas uma calcinha de renda negra por baixo do vestido.
Abraço-a, encaixando meu corpo ao seu, vendo meus mamilos eretos tocarem sua pele quente.
Encontro o zíper lateral de sua saia e desço-o, notando quando a peça cai em cima dos nossos pés. Ela usa uma cueca feminina branca e sua excitação é tão visível quanto palpável.
Não contenho o impulso e passo a mão de forma despudorada pela região, percebendo sua rigidez pelo tato.
Ofega em resposta e puxa-me para si, deixando-me ainda mais inflamada quando seus lábios saboreiam a minha boca e descem até o meu pescoço e colo, marcando a pele com um rastro molhado, fazendo todos os pelos se erriçarem.
Gira, sentando-se sobre o lençol de seda que cobre o leito, puxando-me e fazendo com que eu fique novamente em cima de suas pernas.
Sua língua macia, cálida e úmida brinca com um dos meus mamilos, enquanto ela toca o outro seio com seus dedos longos e habilidosos.
É inevitável não sentir sua ereção no vértice das minhas coxas e a mágica que sua boca e mãos fazem pelo meu corpo está me deixando cada vez mais entorpecida.
Seu toque é ao mesmo tempo terno e quente e sinto-me totalmente acariciada por ele.
Enfia uma das mãos dentro da minha calcinha, começando a massagear meu clitóris endurecido e, em resposta, ato-me aos seus cabelos, gemendo, enquanto espasmos de prazer percorrem meu corpo mesmo sem ela me penetrar.
Seus dedos, por fim, invadem-me e começo a rebolar os quadris, desfrutando de suas unhas cravadas na pele da minha bunda.
Mordo o lóbulo de sua orelha, reprimindo os gritos de êxtase, chocando meu ventre contra seu abdômen, ouvindo-a sussurrar baixinho junto ao meu ouvido:- Você não sabe o quanto desejei tê-la assim!
Sua declaração me incita ainda mais e um fogo abrasador se alastra em mim, concentrando-se na entreperna.
Beijo-lhe, grunhindo nos seus lábios, chupando sua língua, entregando-me a um violento e extasiante orgasmo, que domina todos os meus sentidos, gritando o seu nome.
Só percebo que já estou deitada de costas no colchão macio da cama, quando sinto o tecido de algodão da calcinha descendo pelas minhas pernas.
Emma refaz todo o percurso da lingerie, beijando-me desde os tornozelos até a face interna das coxas.
Lambe meu clitóris, chupando os resquícios do extraordinário gozo que acabei de experimentar e arqueio a pélvis, buscando o contato dos seus lábios no meu sexo.
Ela me saboreia como um degustador provando um raro vinho.
Puxo-a pelas suas mechas douradas, pois quero sentir meu gosto em sua boca e volto a beijá-la, envolvendo-a com as pernas, notando que ela continua usando a cueca feminina, enquanto sua excitação ainda está evidente.
Deslizo os dedos pelas suas costas, afagando-as, e coloco-os por baixo do tecido, removendo a peça, apalpando os músculos torneados do seu bumbum.
Agarra meus pulsos e senta-se, meio ajoelhada, entre as minhas coxas.- Olhe para mim!- pede-me, rouca.
♪♫ Eu tava aqui pensando em tudo mais menos você
E achei tão engraçado ter prestado atenção
Na sua distraída intenção de me entender
Como se já soubesse a chave da minha prisão ♪♫
Meus olhos se encontram com os seus. Seu olhar ardente também denota insegurança e vulnerabilidade e não quero estragar esse momento que sei ainda é tão delicado para ela.
Apenas sinto quando seu órgão finalmente toca o meu, já que estou hipnotizada pelas suas íris esmeraldas. Ela, todavia, não me invade.
Na realidade, a glande roça o meu nervo inchado e Emma se apoia com as mãos colocadas ao lado do meu torso, esfregando seu sexo no meu, sem jamais me penetrar.
Abraço-a, encarando-a e noto que sua respiração fica descompassada quando volto a enlaça-la pelos quadris.
Aumenta o ritmo, acariciando meu clitóris com seu membro rijo, fazendo-me experimentar uma sensação diferente de tudo que já vivenciei, algo extremamente erótico.
Seu corpo fica tenso e não demora muito para que ela derrame sobre o meu ventre um líquido quente e viscoso, estremecendo de prazer em cima de mim, demonstrando que atingiu o clímax.
Sou envolvida pelos seus cabelos loiros quando debruça-se com cuidado, empurrando-me contra o colchão, emitindo um forte gemido e segue friccionando seu sexo no meu.
Nossos murmúrios se confundem e arranho suas costas com as unhas ao ser arrebatada pelo segundo orgasmo, num espaço curto de tempo, na mesma noite.
O suor salgado que molha ambos os corpos escorre para as bocas e nossas peles desfrutam de um contato tão íntimo como se fôssemos duas páginas de um mesmo livro¹.
Estamos ainda deitadas, tentando acalmar as batidas frenéticas dos corações e recuperar o fôlego.
Emma rola suavemente para o lado e já sinto falta do seu peso sobre o meu corpo. Mudo de posição também, ficando face a face com ela e aproveito para afastar alguns fios molhados do seu rosto.
Ela sorri para mim, em meio a um bocejo e encosto a ponta do nariz no seu:- Não durma!- suplico, tentando vencer o cansaço que também me domina, pois adoraria ver o dia amanhecer ao seu lado.
Quando suas pálpebras se cerram, insisto:-Por favor, não durma!- sacudindo levemente o seu ombro.
[E]:-Não estou dormindo! Tenho certeza que você bancará a Bela Adormecida antes de mim.- responde, brincalhona.-Mas não se preocupe, amanhã te desperto com um beijo.-acrescenta, sonolenta.
Sorrimos ao mesmo tempo, mas o sono nos vence quase que instantaneamente.
♪♫ Mas eu não poderia fugir agora
Você nem deveria tentar assim
Alguma coisa diz que é pra eu ir embora
E outra diz que eu quero você pra mim
Nem sei se eu quero pensar mais nada. Nada...♪♫
***
Desperto sentindo uma essência cítrica peculiar e inconfundível invadindo meu olfato. Quando abro os olhos, deparo-me com um anjo loiro dormindo serenamente ao meu lado, com os lábios entreabertos. E ouço o barulho de carros e pessoas característico de uma manhã de domingo em Nova York.
Moldo com os dedos as curvas do seu corpo nu, sem tocá-la, pois não quero despertá-la ainda. Meus olhos contemplam cada centrímetro de sua pele que ficou oculto pela parcial escuridão da noite anterior.
Observo que ela tem adoráveis sardas no colo e nos ombros, além de um sinal em forma de digital na parte superior esquerda de seu abdômen.
Seu corpo é todo definido, como de uma desportista profissional, provavelmente fruto de anos de exercício, já que Emma é triatleta, uma modalidade que combina a natação, o ciclismo e a corrida, ou seja, a praticante precisa ser muito resistente e ter um vigor físico invejável.
Ao visualizar, pela primeira vez, seu corpo inteiramente despido, penso que tenho a minha própria Deusa Hermafrodita² e suspiro extasiada diante de sua magnífica beleza.
Cubro-a com um lençol até a cintura, pois sei o quanto ela é acanhada e a nossa intimidade ainda está sendo construída.
Aproximo-me lentamente, depositando um cálido beijo nos seus lábios suaves, passando minha língua sobre eles e vendo-a pestanejar os cílios, abrindo os olhos devagar.
[R]:-Humm... Pelo visto, coube a Bela Adormecida despertar a princesa com um beijo!– ronrono, num tom apaixonado.
[E]:-Estamos num conto de fadas escrito por Neil Gaiman³, portanto, não há problemas se as ordens forem alteradas. – rebate, espirituosa e adoro como Emma sempre me surpreende com seu vasto conhecimento sobre a cultura em geral.
[R]:- Então, dormiu bem, minha princesa?- questiono, brincando com seus cachinhos.
Pega minha mão, beijando os nós dos meus dedos e responde:- Sim, minha bela! Melhor impossível! — afirma, galanteadora.
[R]-Sei que você não come nada antes do meio-dia, portanto não me oponho que passemos o resto da manhã aqui, na cama.–sugiro, pois de fato ao seu lado não sinto necessidade de nada mais.
[E]-Acho uma ideia perfeita!-faz uma pequena pausa.-Mas... Regina, eu queria te perguntar uma coisa e espero que você não me leve a mal.-acrescenta, séria.
Algo no seu tom me faz ter certeza de que sei exatamente o que ela vai questionar, porém digo-lhe calma:-Pergunte o que quiser. Acho que nessa situação não há espaço para melindres.-concluo.
[E]-Poderia dar milhões de voltas para te perguntar isso, mas como não há espaço para melindres, também não há para rodeios. O que houve entre nós, ontem à noite, foi uma das coisas mais bonitas que aconteceu na minha vida. Já não é segredo que estou apaixonada e pude perceber que o meu sentimento é correspondido, todavia você não é uma mulher livre agora e jamais tive a menor intenção de ficar entre ti e o meu irmão.-para um pouco e apoia a cabeça com a mão, para depois finalizar:-Então, o que você pretende fazer, Regina?
[R]:–Nunca tive a pretensão de colocá-la numa situação assim. Não seria nem um pouco justo contigo e, apesar de David não ser exatamente uma pessoa agradável, na maioria das vezes, também não seria certo com ele.-digo, categórica e prossigo:-Acho que jamais estive apaixonada por seu irmão! Quando o conheci, ele mostrou ser uma pessoa interessante, gentil e acabou me cativando de alguma maneira. No entanto, com o passar do tempo pude notar que David tem sérios desvios de caráter, principalmente depois que te conheci e vi a forma grosseira como ele a trata.- faço uma pequena pausa, vendo sua expressão triste.- Eu me apaixonei por você e por isso vou terminar com ele, assim que voltar da viagem. Entretanto, o meu relacionamento com seu irmão não teria futuro.- sentencio, enfática e seu semblante se suaviza diante do meu último comentário.
[E]:-Tenho certeza que ele vai me amar ainda mais depois disso!- destaca num tom tragicômico.
[R]:-Infelizmente, isso é algo que teremos que enfrentar! Porque, por mais que, à priori, eu não diga o real motivo para o nosso rompimento, uma hora ou outra é inevitável que ele venha a saber.- respondo, sorrindo para aliviar a tensão.
[E]:-Não se preocupe, já estou acostumada com as adversidades e, por mais que eu, espantosamente, o ame, não abriria mão da minha felicidade por ele.- declara, incisiva.
Beijo-a, pois não resisto a esses lábios macios tão suculentos. Quando nos afastamos, ela torna a falar:-Há algo que eu nunca lhe perguntei que me intriga, especialmente agora! Você já tinha... ficado com mulheres... antes?!- questiona, hesitante.
Sorrio devido ao seu recém descoberto jeito curioso e com sua pergunta “cheia de dedos”:- Não, Srta. Swan! Ontem foi a primeira vez que fiquei com uma mulher. Simplesmente porque nunca senti-me suficientemente atraída por nenhuma outra.- esclareço.- Porém, saiba que sempre estive aberta para me apaixonar por pessoas, não por gêneros, pois me considero uma mulher muito bem-resolvida!- concluo, taxativa.
[E]-Humm... Você é uma mulher única, Regina Mills!- responde, acariciando meu rosto.- Agradeço o destino por tê-la trazido a mim! Mesmo que o “cupido” não fosse muito amistoso.- afirma, divertida e imagino David alado, atirando flechas em nossa direção com cara de poucos amigos.
Esta visão também provoca meu riso franco e ficamos mais alguns minutos na cama simplesmente desfrutando da companhia uma da outra.
***
Depois de tomarmos banho e nos arrumarmos, vou para a cozinha preparar um sanduíche de peito de peru, com requeijão light, salada e molho agridoce para nós duas, além de suco de abacaxi com hortelã, pois precisamos fazer uma refeição rápida, já que Emma necessita ir daqui a pouco.
Quando terminamos de comer e estamos passando pelo corredor do loft, ela me abraça por trás e me beija a nuca, pegando-me desprevenida e provocando um calafrio na minha espinha.
Ainda com o nariz enterrado nos meus cabelos, indaga:- O que tem por trás desta porta, Regina? Pois não lembro de ter me mostrado este cômodo ontem!- afirma, curiosa, sinalizando a porta da biblioteca.- Não me diga que é aí que guarda os cadáveres?! Sabia que você tinha que ter algum podre escondido, Srta. Mills!- acrescenta, brincalhona e viro-me de frente para ela, segurando seu rosto entre minhas mãos.
[R]:-Que ofensa grave, Emma Swan! Vou abrir a porta e você verá que aqui está guardado apenas “O Tesouro de Rackham, o terrível”– rebato no mesmo tom que ela usou.
Fica incrédula e adentro no recinto. Vou até uma das estantes e retiro “Le trésor de Rackham le Rouge” da prateleira, mostrando-lhe:- Vejo que a senhorita não conhece o trabalho de Hergé*! Finalmente algo que Emma Swan desconhece!- aponto, zombando dela.
[E]:-Muito maduro da sua parte! Não sabia que estávamos numa competição sobre quem tem mais conhecimentos acerca da cultura pop.- rerdagui, irônica.
Numa atitude bem infantil estiro a língua para ela e digo:- Não tenho culpa se você foi uma menina ligada só a contos de fadas na infância e se absteve das mágicas aventuras de Tintim e seu inseparável cão Snowy (Milu).- respondo, provocativa.-Como imagino que seu francês é afiado, vou lhe emprestar esse livro que está segurando para que não passe mais vergonha quando o assunto Tintim vier à baila em um dos requintados jantares na mansão Bayern.- digo, sarcástica.
Ela sorri de volta e passeia seu olhar pela biblioteca até se deter em um retrato que está pendurado ao lado de uma das estantes.
[E]:-Bonita foto, onde você a conseguiu?- pergunta, com expressão intrigada.
[R]:-Eu fui a uma exposição desta fotógrafa, há algum tempo, pois adoro fotografia. E um amigo meu tinha um amigo que a conhecia e eu acabei sendo apresentada a ela durante o evento na galeria.- explico, curiosa com o seu interesse.–Conversamos bastante e ela acabou me presenteando com essa foto, quando mencionei que a considerava a Ansel Adams** de saias.- concluo o meu relato.
[E]:- Interessante... Qual o nome desta artista?- questiona.
[R]:- Mary Nolan, você conhece?
Sorri para mim e responde:-Eu sabia que essa paisagem me era familiar! Creio que essa foto foi tirada há alguns anos em Tara***, a fazenda da minha tia, Eva Swan-Nolan, irmã do meu pai.- esclarece.- Mary é minha prima!- acrescenta, divertindo-se com meu ar espantado.
[R]:-Nossa... Estou abismada! Sua família é cheia de artistas, cada um ao seu modo, nas suas profissões!- digo, admirada.- Pelo visto estou cercada por Swans desde sempre! Daqui a pouco vou descobrir que seu irmão Jefferson desenhou o vestido de noiva da minha irmã.- concluo, sorrindo para ela.
[E]:- Por falar em irmã, sei muito pouco sobre sua família!- enfatiza, abraçando minha cintura.- Mas a saga do clã Mills ficará para depois, visto que já está tarde e realmente preciso ir.-prossegue, roçando os lábios entreabertos nos meus e aproveito para deslizar os dedos nos seus fios loiros, beijando-a com voracidade e sentindo nossas línguas se encontrando dentro das bocas.
Despeço-me dela em frente ao prédio, deixando claro que já estou com saudade e suspiro ao ver o seu BMW amarelo virando a esquina.
Entro no apartamento, imaginando a difícil conversa que terei logo mais à noite com David.
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