The Lady In My Life

29 Meu amor imenso por Emma Swan!


Notas iniciais
- Agradecemos os comentários, favoritos e acompanhamentos. - Só resta mais 3 caps para o fim da fic. - Boa leitura!!!

(Algum tempo antes)

{Margaret}

Acho que se eu estivesse indo conhecer seus pais, não estaria tão nervosa quanto agora! – Connie afirma, chamando minha atenção.

Sorrio e olho ao redor, admirando as planícies verdejantes de Massachussetts, tentando impedir que o vento leve a echarpe que protege meu cabelo.

Meu pai era um alemão austero, meu amor, além de católico fervoroso... Duvido que isso lhe botasse menos medo do que meus filhos! – replico, convicta.

Você tem razão! – concorda, esboçando um meio sorriso.

Seus dedos tamborilam na direção e isso é um indicativo que ainda está nervosa, procurando uma forma de me revelar o que realmente a incomoda.

No dia que me convidou para acompanhá-la ao casamento e me apresentar como sua namorada, fiquei tão feliz que, na hora, não pensei no quanto tudo isso é delicado – faz uma pausa e parece refletir sobre o que dirá na sequência – Mas, depois, analisando a situação friamente, ocorreu-me que sua revelação pode acabar prejudicando esse momento tão especial para Emma e a noiva dela... – prossegue e, a medida que fala, sua voz fica mais baixa – Talvez fosse melhor esperarmos um pouco mais para revelarmos tudo a eles – sugere.

Suspiro e retiro os óculos, refletindo sobre o que ela acabou de dizer.

Perdi dois terços da minha vida fingindo sentimentos e camuflando quem realmente sou... Peça-me tudo, Connie, menos para que eu continue sendo uma farsa! – exijo, girando o rosto para observá-la, embora ela permaneça fitando a estrada – Não é segredo para ninguém que “CL” me cortejou durante meses, enviando-me flores e bilhetes e todos naquele rancho, a essa altura, já sabem que estou levando o meu “admirador secreto” para o casamento – explico – Será bastante estranho, para não dizer patético, que eu apresente Constance Langdon, ou seja, CL, como minha amiga e não como minha namorada – prossigo e, mesmo que eu entenda sua preocupação em não querer ser uma convidada indesejada, não consigo disfarçar a mágoa com sua sugestão – Tenho certeza que se fosse um homem no seu lugar, ele não teria esse receio... Por que temos, então, que ocultar o que sentimos e agirmos sempre de uma maneira tão melindrosa? Por que insistimos em nos preocupar com o julgamento e a reação dos outros? Por que não pensar primeiro no quanto isso nos fará bem? — a bombardeio com perguntas, como se tivesse escrevendo o manifesto gay.

Constance estaciona no acostamento e me abraça com força. Seus lábios buscam os meus, enquanto ela me rouba um beijo de tirar o fôlego, daqueles que nos levam a ouvir sinos imaginários repicando.

Você é uma mulher incrível! – afirma, acariciando-me o rosto – Fico feliz em saber que o nosso amor foi um dos motivos de sua transformação, porque é muito prazeroso ver essa nova mulher desabrochando. Eu sabia que minha insistência para reconquistá-la não seria em vão! – diz, deixando transparecer nos olhos cor de mel sua felicidade.

Escuto outro veículo se aproximando, mas nem isso impede que eu volte a beijá-la, sentindo seus dedos subirem pela minha nuca e se perderem entre os fios platinados, puxando-os delicadamente.

Interrompo o beijo: — Connie, é melhor prosseguirmos com a viagem, porque se não chegaremos depois das noivas – brinco, provocando-lhe um riso divertido.

Rouba-me um último beijo e se ajeita no banco do motorista, ligando o veículo: — Qual de nós duas será Louise? – pergunta, referindo-se as personagens que “representaremos” na festa.

Sorrio, passando a mão pelo cabelo, percebendo que a echarpe voou. Quem sugeriu que fôssemos de Thelma e Louise foi ela, embora a ideia de ir vestida de regata e calça jeans para o casamento da minha filha não tenha me agradado em nada.

Bem, você será Louise! A única coisa que me anima em ser uma das duas é ficar com o Brad Pitt... – respondo, tentando parecer séria.

Constance reage ao meu comentário ousado abrindo a boca e arregalando os olhos: — Margaret, depois de todo aquele discurso, você vai ter uma recaída hétero? – inquere, fingindo perplexidade.

Instantes depois, estamos rindo francamente, enquanto o carro atravessa o portão de entrada do rancho.

***

Quando subimos juntas a escadaria que terminava na varanda, havia um verdadeiro comitê nos aguardando. Os olhares de todos se voltaram sem disfarce para nossas mãos entrelaçadas e, como não havia motivo para prolongar ainda mais minha revelação bombástica, não tardei a apresentá-la como Constance Langdon, minha amiga da adolescência e namorada.

Depois disso, senti como se tivesse me livrado de um incômodo fardo. Mas os outros ficaram tão perplexos e assustados com a novidade, que tenho a impressão que há um elefante dividindo o ambiente conosco, já que o clima não podia estar mais pesado.

Isso é uma brincadeira? – David é o primeiro a romper o silêncio desconfortável, porém, levando em conta a entonação de sua voz e seu semblante carregado, ele não ficou nem um pouco satisfeito com a notícia.

Obviamente, sua reação hostil não me surpreende. Inesperado seria se ele se mostrasse tolerante e procurasse compreender a situação: — Não, David!- respondo secamente – Não é nenhuma brincadeira e vou dizer uma coisa a você que deve valer para todos: – falo, olhando dele para os outros – eu amo Constance e vamos ficar juntas! Aceitar isso é opcional. Nenhum de vocês deve se sentir obrigado a nos entender, mas exijo respeito e disso não abro mão!

Quando encerro minha fala, ouço palmas animadas e sinto-me como uma militante dos direitos da comunidade LGBT fazendo um discurso inflamado.

Muito bem, tia, você tem meu apoio incondicional! – as palmas são seguidas de uma exclamação emocionada e logo vejo que a primeira incentivadora do meu romance com Constance é Mary, minha sobrinha por afinidade.

A alegria escandalosa dela contagia Jefferson, James, Ruby e Regina que começam a sorrir e aplaudir também, desanuviando o ambiente e fazendo surgir os primeiros raios de sol em meio as nuvens carregadas que se formaram no momento que apresentei “CL” a todos. Percebo que Constance solta um suspiro aliviado e seus dedos não estão mais tão gelados como antes.

Tinker que está perto de nós, aproxima-se mais e fala: — É um prazer conhecê-la! – abraçando minha namorada – Espero que você se sinta a vontade e tenha certeza que esta família irá te acolher muito bem – garante, gentil – Pode ser que um ou outro... – acrescenta em tom confidente – reaja de uma maneira hostil. Porém não se preocupe que isso não é prerrogativa sua! Eles são complicados, independente de você! – minha nora tenta não especificar, todavia ela poderia ter trocado tranquilamente o plural por David, que a frase não perderia o sentido.

Sinto-me tão leve com essa acolhida amistosa, após um primeiro instante de tensão, que esqueço por alguns instantes da pessoa mais discreta de todas. A única que, até agora, permaneceu impassível. Relanceio o olhar pela varanda e não demoro a encontrá-la: está parada ao lado da noiva, olhando para Connie e eu com aquele ar introspectivo que lhe é tão característico.

Quando Tinker se afasta, digo para Constance: — Meu bem, vamos falar com Emma e Regina?

– Claro, estou ansiosa para conhecê-las! – responde.

Após as apresentações formais, minha namorada fala: — Estava com tanto medo que minha presença aqui trouxesse algum desconforto para vocês! – revela, passando a mão pelo cabelo, ainda não totalmente confortável.

Pode ter certeza que sua entrada nesta família não foi mais tumultuada do que a minha! Para ser franca, foi até bem tranquila... – Regina afirma, simpática – Não sei se Margaret já lhe contou, mas me apaixonei por Emma quando ainda namorava David – sussurra e Connie recebe tal notícia com ar incrédulo, mostrando que não estava a par desse detalhe – Pois é, parece que somos uma família italiana! – acrescenta, sorridente, fazendo uma alusão a natureza emotiva e dramática daquele povo europeu.

Elas duas continuam conversando e aproveito para abordar minha filha: — Por que está tão calada, meu amor?

Você tem me surpreendido tanto ultimamente, mamãe, que às vezes fico até sem saber como reagir diante de tantas mudanças – confessa – Nunca pensei que a veria namorando com uma mulher, muito menos declarando seu amor por ela da maneira categórica que fez há alguns minutos... – parece abismada - Isso tudo me soa tão surreal que devo estar sonhando! – continua, esboçando um meio sorriso.

Apesar do riso em seus lábios, sua resposta me pareceu um pouco dúbia, então decido sondá-la.

Durante anos dei tantas demonstrações de intransigência e insensibilidade que, agora, é até irônico que eu esteja aqui, cobrando o respeito das pessoas, principalmente exigindo isso de você, a vítima recorrente da minha intolerância – reconheço, pegando em sua mão – Mas eu sempre soube que você é uma pessoa melhor do que a sua mãe... – o nó que se forma em minha garganta impede a conclusão da frase, mas cravo meu olhar no dela, esperando que Emma entenda esse pedido mudo de apoio.

Deixe de bobagem, mamãe... – contesta com um tom falsamente severo – Eu jamais seria um obstáculo para sua felicidade! – abraça-me – Se tiver alguma dúvida sobre o relacionamento entre duas mulheres, não hesite em me perguntar – brinca, arrancando-me um sorriso – Diga para Constance que ela será vigiada de perto e que nem cogite a ideia de lhe fazer sofrer! – conclui, alargando ainda mais a reação dos meus lábios com essa demonstração de ciúme e proteção.

Ei, o que vocês tanto conversam? – Jefferson interrompe o momento – Estão falando sobre coisas lésbicas? – zomba.

Separo-me de Emma para repreendê-lo: — Meu filho, eu vou lhe propor um desafio: que tal passar um dia sem fazer comentários sarcásticos?

– Margaret, você sabe muito bem que uso o humor como um mecanismo de defesa e para superar situações traumáticas, como a que presenciei agora há pouco – ironiza de novo.

Não me diga que minha recém-descoberta sexualidade lhe traumatizou?! – entro no jogo dele.

Para ser honesto, nem um pouco! – replica, desdenhoso com as mãos enfiadas nos bolsos da calça — Sempre soube que o lesbianismo de Emma era genético! ­– completa e tanto ela como eu sorrimos com seu último apontamento.

Jefferson se aproxima e me abraça, puxando a irmã para o aperto também. Enquanto estamos unidos por esse círculo fraternal, meu filho diz que Constance é linda e que ele não poderia estar mais bem-servido de madrastas. Enquanto me divirto com seus comentários bobos, procuro David com o olhar, pois quero que meu primogênito também compartilhe desse momento. Porém, verifico que nem ele nem Mary estão mais na varanda e essa constatação me deixa em alerta.

***

{Mary}

Quando David percebeu que ninguém estava prestando atenção em nós, pegou-me pelo braço e saiu me arrastando para dentro da casa. Já no quarto, chaveou a porta e jogou as malas sobre a cama, fazendo o mesmo com nossas roupas.

O que você está fazendo? – pergunto, confusa.

Já não bastava eu ter que vim participar dessa palhaçada do casamento de Emma e Regina, agora terei que fingir que é super normal que minha mãe, uma mulher heterossexual, também vai se deixar contaminar por essa modinha de romance lésbico – praticamente cospe as palavras, jogando o frasco de perfume com violência dentro da bolsa.

É impressionante como David tem a capacidade de me surpreender negativamente. Suspiro, tentando me lembrar de algum mantra budista que me traga serenidade para saber enfrentar e contornar essa situação sem perder a paciência com ele.

Chérie, você acha realmente que sua mãe é uma mulher que segue modinhas? – procuro fazê-lo pensar racionalmente – Acho ilógico que alguém decida sair do “armário” – uso os dedos como aspas - ...aos sessenta anos apenas para seguir uma tendência. Principalmente se levarmos em conta que estamos falando de tia Margaret, uma das pessoas mais ponderadas e sérias que eu conheço!

– Não acho! – rebate, turrão – O que eu acho ilógico é você não entender a correlação das coisas. Primeiro, mamãe é envolvida por essa aura lésbica, por culpa do convívio com Emma e Regina – ele me soa como um destemperado - Aí, do nada, surge com essa desocupada aqui. Uma mulher que não tem vergonha na cara e que deveria se dar ao respeito, ao invés de ficar corrompendo uma senhora de bem e mãe de família.

Tapo os meus ouvidos e tenho vontade de gritar: — Não aguento mais escutar esse discurso de ódio, repleto de clichês preconceituosos e falso moralismo – brado, indignada – Sua mãe deixou claro o quanto ama Constance e você deveria ficar feliz, pois, depois de tantos anos sozinha, Margaret encontrou alguém que, até onde pude perceber, faz muito bem para ela. Então, deixe de agir como um moleque mimado e idiota, porque é esse o papel que sempre insiste em representar nessa história.

Durante meu desabafo o rosto dele fica lívido, porém, quando paro de falar, fita-me com ar de desdém e dispara: — Prefiro agir como um moleque mimado e idiota, a protagonizar uma cena tão patética como a que você fez há alguns minutos – arqueia uma sobrancelha – O que foi aqueles gritinhos de incentivo e aquelas palmas, Mary? Por que insiste em fazer o tipo hippie liberada e defensora de todas as formas de amor? – o tom debochado que emprega as palavras me magoa profundamente.

Fecho os olhos tentando não dar vazão as lágrimas que se formaram ao ouvi-lo me dizer coisas tão cruéis: — David, talvez muitas pessoas pensem que alguém como eu, que se entusiasma com o amor e que acredita na felicidade, esteja ela onde e em quem estiver, está fazendo um tipo! É possível também que pessoas amargas e cínicas, feito você, achem minhas reações falsas e exageradas, mas, lamento te desapontar, chérietrato-o pelo apelido carinhoso que lhe dei na adolescência – Eu não estou atuando! E se é essa a impressão que lhe passo, acho que nosso namoro não sobreviverá a essa festa de casamento! – concluo, melancólica, pois cheguei a acreditar que o nosso relacionamento poderia funcionar.

Apesar de David, às vezes, mostrar esse comportamento horrível, ele tem seus momentos de namorado perfeito e apaixonado que já haviam me cativado.

Quando volto a fitá-lo, percebo que está sério e abandonou o ar sarcástico que trazia no rosto agora há pouco. Cruzo os braços sobre o peito, buscando em mim mesma, algum conforto e amparo neste momento que me sinto tão vazia.

Mary... – emprega a voz uma inflexão vacilante.

Não vou embora com você! – interrompo sua tentativa de falar – Vou ficar aqui e fazer o que mais gosto na vida: testemunhar e celebrar o amor! – digo calmamente, enquanto sorrio emocionada – Queria muito que você estivesse ao meu lado durante a cerimônia – afirmo – Mas se permanecer aqui implica continuar agindo desta forma intolerante, prefiro que vá! – murmuro e seus olhos fitam o chão.

Caminho até a porta e, antes de destrancá-la, falo: — Queria que o David por quem eu me apaixonei, e que é absolutamente oposto a esse que, de tempos em tempos, você deixa vir à superfície, ganhasse a batalha e passasse a ser o único a existir!

Depois da minha declaração, espero mais alguns segundos, porém ele nada diz. Então, destranco a porta e saio para fora, fechando-a sem olhar para trás e deixando-o sozinho com seus próprios pensamentos.

***

{Regina}

Sentei-me em um banco na varanda para contemplar o último pôr-do-sol que apreciarei como solteira. Emma veio me fazer companhia e agora está deitada com a cabeça apoiada sobre minhas pernas. Aproveito para lhe fazer cafunés, afundando os dedos em sua vasta e sedosa cabeleira dourada.

Hmm... Isso é quase tão bom quanto sexo! – murmura de olhos fechados.

Espero que esse sexo, ao qual se refere, seja o que faz comigo! – exclamo, arrancando-lhe um sorriso gostoso.

Não, estava me referindo ao sexo selvagem que fiz com Scarlett Johansson na sexta-feira passada! – zomba.

Dou-lhe um tapa com força e ela profere um “ai”.

Sou uma mulher totalmente monogâmica, meu amor! A única que desperta minha libido e meus desejos mais sacanas é você – diz, tentando me enganar com essa conversa mole.

Sei – falo, descrente – Só por causa dessa sua brincadeira, nunca mais vamos assistir um filme com Scarlett Johansson!

Seu sorriso se amplia: — Quem liga para Scarlett Johansson, quando se pode fazer um filme erótico com Regina Mills? – replica, contagiando-me com seu senso de humor.

Hmm... Sua resposta foi muito ousada, srta. Swan, e merece um beijo igualmente atrevido! – digo, encostando minha boca na dela e enfiando a língua entre a passagem dos lábios, provando todo o seu sabor – Poderíamos estrelar nosso primeiro filme amanhã, durante a noite de núpcias – brinco, depois que o beijo é interrompido.

Você sentiu isso? – diz, erguendo um pouco a cabeça com os olhos surpresos e desvirtuando a conversa.

– Sim, um dos nossos bebês parece meio agitado! – explico e ela olha para meu ventre, enfeitiçada.

Queria poder passar o tempo todo com eles! – seu tom melancólico me faz compreender o real sentido dessa afirmação.

Mas você está sempre com eles, meu amor! – procuro amenizar a tristeza que seus olhos transparecem, fazendo-a perceber que ela é tão mãe dessas crianças quanto eu – Nos poucos dias que passamos separadas, eu dormi com seu pijama, porque assim eles podiam sentir a presença das duas mães – falo e coloco a mão dela sobre minha barriga – E sabe qual é a música preferida deles? – continuo, despertando sua curiosidade – Moon River na versão de Emma Swan!

Revelo algo que ela desconhecia: em uma das vezes que minha noiva estava tomando banho, aproveitei para gravar uma de suas performances, pois adoro dormir escutando sua voz e não podia ter isso quando Emma precisava voltar para Boston.

Você não se cansa de me surpreender, Regina Mills! – admite – Mas vou retribuir a surpresa – acrescenta, misteriosa.

Pelo jeito que fala, até parece que você também não vive me surpreendendo, Emma Swan! – contesto, divertida – O que está aprontando dessa vez?

– Precisamos ir até os estábulos! – confessa, levantando-se e me estendendo a mão para que eu faça o mesmo.

Quando chegamos ao local, ela vai até uma das baias e volta trazendo um cachorrinho fox terrier nos braços: — Tinker disse que os donos não o querem mais, porque tiveram que amputar uma das patas dianteiras dele! – explica, mostrando-me o animalzinho – E se não for adotado, será sacrificado! – continua – Então, eu pensei que ele poderia ser mais um integrante da nossa família, junto com os nossos bebês, Ravenna e Snow – sugere, com os olhos brilhando – O que você acha?

Sorrio e não poderia estar mais encantada por essa mulher que eu escolhi para compartilhar a minha vida. Não sei se algum dia perderei essa capacidade de me apaixonar por Emma e espero sinceramente que isso nunca aconteça, pois é muito reconfortante sentir por alguém, esse amor imenso que ela me desperta.

– Eu acho que agora nossa família está completa! – respondo, aproximando-me dela e acariciando o pelo do cãozinho, enquanto trocamos beijos ternos e apaixonados.