The Klexos Project O projeto klexos - Livro 1
1 Capítulo 1 - Japão, Tóquio 2017 -11h35
O sol se apresentava tão forte naquele dia, contudo não havia vento e as salas pareciam fornos ,mesmo com os ventiladores ligados ,"É incomum como clima se comporta ,á momentos de inconstância", pensou Senshi, os alunos da turma 3B estavam ansiosos para que o sinal tocasse oque fazia o calor aumentar, encontrava-se sentado em sua cadeira dura, as mãos seguravam o rosto e o seus olhos semi-serrados, ele apenas prestou atenção nas conversas das duas alunas sentadas atrás dele:
—Não sei por que você esta tão animada pros resultados...
—Estou confiante so isso, afinal dessa vez eu estudei.
—Você tem certeza? — afirmou a jovem olhando para frente- não só você estudou Kaila, na verdade não sei por que vocês todos persistem nisso...
—SIM eu tenho e eu sinto que dessa vez vai ser diferente , quando tocar vamos correndo para o mural Mei!
—OQUE?-indagou a jovem- vai esta lotado de alunos
—Mas eu quero ver o resultado antes de todos e mesmo que eu não seja a primeira colocada, vou ficar feliz de ver que outra pessoa, que não seja um certo alguém ,como de costume, consiga esta no topo do ranking -disse apertando os punhos
'Então era isso" pensou senshi, "os resultados dos exames e o ranking dos melhores alunos iam ser expostos no mural hoje ",não que fosse novidade para ele o tal resultado, "não vou me dar o trabalho de levantar quando sinal tocar ":
—Eu sinto do fundo do meu coração que sou eu serei a primeira colocada — disse Kaila na empolgação
Senshi fez um som de risada abafada, as duas jovens atrás perceberam contudo ele apenas abaixou sua cabeça e tentou dormi no meio daquela euforia, à brisa do ventilador que batia em seus cabelos molhados de suor e em sua camisa grudada na pele fazia um frio que o ajudava a relaxar, a professora na frente da sala ja havia desistido de dar a aula e apenas se sentou em sua cadeira balançando as folhas de atividades como forma de amenizar aquele calor que fazia ,mesmo com todos aqueles barulhos de carteiras arrastando e adolescentes falando alto ou a te mesmo o calor foi insuficiente para evitar que ele não dormisse, ele se sentava bem no meio da sala um pouco mais a frente, o que é bem incomum para alunos que são antissociais, a sala era bem grande ,a frente havia á mesa da professora com sua louça e 6 filas de carteiras ,justo ele sentava bem no meio .
O Anseio foi logo cedido pois finalmente o sinal havia tocado e os corredores que antes haviam um silencio, logo se encheram de barulhos de pessoas correndo ,eram portas abrindo violentamente de cada turma, as escadas se ouvia os passos rápidos e alguns alunos caindo, aquela dupla de alunas que estavam atrás perceberam que ele não havia nem mexido um musculo para ver o resultado e continuou deitado naquela carteira:
— Rápido MEI!
O primeiro andar estava cheio de alunos e os murais com seus papeis, todos expondo os exames de cada turma ,havia barulhos misturados de alegria e felicidade por terem passado, ou de tristeza por não terem conseguido tira a nota desejada, enfim a sala 3b,os jovens daquela turma fizeram sons de desapontamento e se dispensaram entre as outras turmas, bom realmente não foi novidade dessa vez ,o tal mural ficou vazio , ate mesmo os que ficaram com suas notas bem abaixo da média não estavam se importando tanto quanto a colocação do primeiro lugar, todos ali que se esforçaram estavam zangados , oque lhes restava era apenas se esforçarem mais para os próximos exames .
No meio daqueles alunos alvoraçados , vinha com passos lentos um aluno da 3A , seus cabelos longos tingidos de um loiro meio surfista preso em um coque, veio caminhando calmamente carregando consigo seu lanche, seus passos eram lentos e ele observava o cenário de cada turma ,ate que aquela cena de desapontamento de costume chamou a sua atenção, ele se encostou na coluna em frente ao tal mural e diferente dos outros ele sorriu :
—Aquele desgraçado — disse balançando a cabeça rindo e subindo as escadas .
Focando naquele numero o tal primeiro lugar tão esperado e almejado havia um nome sim o nome que nunca sai dali e ninguém o consegue desbancar , Senshi Yamada.
Com os corredores vazios, já que todos estavam no primeiro andar, o rapaz foi caminhando tranquilamente e cantarolando, enquanto na sua mão direita ele vinha tomando seu iogurte e na outra carregando uma lata de refrigerante ,foi procurando pelas portas abertas um sinal de alguém ,os corredores eram bem longos era de costume aquela escola ter muitas turmas no mesmo andar ,ele foi passeando com os olhos cada porta até finalmente encontrar um rapaz solitário deitado com o rosto afundado nos braços ,sentado bem no meio de várias carteiras vazias.
O calor que emanava daquela sala era de se sentir mesmo não adentrando ela , o rapaz com seu corpo esguio e com seus passos silenciosos foi deslizando entre as carteiras em movimentos meio dançantes com cuidado para não encostar e acabar fazendo barulhos , ele parou em frente ao jovem e mesmo não parando de tomando seu iogurte , abriu um sorriso malicioso, ergue-o o outro braço com a lata fria em sua mão e foi descendo ate encosta no pescoço do jovem que já estava em seu decimo sono :
—PORRA! -com um solavanco Senshi levanta esfregando a mão no pescoço gelado –ODEIO QUANDO VOCÊ FAZ ISSO!
—São 100 ienes de nada, aqui-disse ele entregando a bebida, puxou uma cadeira e sem vira ela se sentou com a parte do encosto pro seu peitoral- não foi ver seu resultado?
—Eu? -disse retirando da carteira e entregando os 100 ienes ao amigo- claro que não, eu já sabia ...
—Você é muito exibido ,obrigado, então você vai direto para casa do seu pai quando sair daqui?
—Não, disse a ele que iria estudar na biblioteca até tarde, mas a verdade que eu vou me escrever naquele teste farmacêutico ,disseram que vão pagar bem caso eu tome uns comprimidos . . .
—Ah sim então é hoje...por que que você não faz como as pessoas normais e acha um lugar para trabalhar em meio período?
—Meu pai não permitiria que eu trabalha-se, ele acha que como já vou herda a fortuna dele e ser o que ele quer que eu seja, não preciso me esforça ,a não ser sentar a minha bunda nessa maldita cadeira e exerce minha função de estudante...
—Caralho isso é um sonho de muita gente, cara imagina só, eu sem ter que ir trabalhar e só estudar sabendo que tem um futuro prontinho a minha espera -ele esticou os braços a cima da cabeça se jogando para trás na mesa- seria muito bom . . .
—As coisas não são oque parece Hikaru -Senshi afrouxou a gravata abaixando a argola de sua blusa, por estarem apenas os dois não teve vergonha de tira o blazer, levantou as mangas da camisa branca suada e nos braço havia hematomas- você poderia ir comigo hoje?
—Claro , falando nisso essa sala está um inferno de quente-tentou mudar de assunto sem dizer nada sobre as manchas do amigo, fazia isso para que ele se sentisse confortável em sua presença ,então evitava de ir mais longe e enchê-lo de perguntas -vocês não tem ar-condicionado ?? -disse tirando as blazer-isso aqui está o próprio forno
—Ele quebrou infelizmente, mas a sorte é que os ventiladores estão quebrando o galho.
—De quem??-disse balançado a blusa e o suor caindo-o vento está indo apenas direto para você e eu estou morrendo aqui.
Infelizmente o tempo de descanso não era longo então o sinal para quinta aula tocou, os alunos subiam calmamente depois de olharem os seus resultados, à volta foi mais tranquila diferente daquele alvoroço, cada um foi pacientemente retornado suas carteiras e esperando seus respectivos professores:
—Bom essa minha deixa, a gente se ver mais tarde-disse Hikaru levantando e se vestindo, havia uma garota atrás dele esperando que ele sai-se, era o único da sua turma que não tinha voltado para aula ainda, o rapaz foi caminhando em passos dançantes fazendo pulinhos balançando os braços ate porta onde ficou com a metade do corpo ainda para dentro e a outra metade para fora e gritou
— NÃO ESQUECE DE TOMAR SEU REFRI SEU PUTO ,UM BEIJO – disse e saiu .
Senshi abriu rapidamente a lata tomou de uma vez so , levantou e a descartou no lixo , percebeu que estava só com a camisa branca com as magas arregaçadas, correu para carteira vestindo o blazer, a volta dos alunos forneceu o silêncio , mas de decepção, era comum não o parabenizarem e ou ter o tratamento de indiferença, não que isso o incomoda-se, não era de ficar interagindo com outras pessoas, tinha preguiça, contudo ele solto um pequeno sorriso, não era um sorriso de sínico ou de deboche , era apenas um sorriso singelo , ficara feliz em ver o quanto os seus colegas de sala se esforçavam, já havia sido uma meta em supera-lo.
(100 ienes- equivale , R$5,00)
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