The Kings of Vancouver
7 Capitulo 7
Estou no centro de Hamilton e não sei para onde ir. A única coisa que sei é que Edgar irá vir atrás de mim. Começo a andar, quando meu celular começa a tocar, olho no visor e vejo que é um numero desconhecido.
–Alô?
–Alô.
–Quem é?
–Sou eu, Emily.
–Ah, que alivio!
–Eu só liguei para te dizer que seu segredo não está mais só comigo, Edgar disse para o pai dele e eles me interrogaram, mas uma coisa eu não disse.
–O que?
–Que Paulo tem uma casa na Cowper st. número 609.
–Muito obrigado!
–Se precisar de algum favor é só me ligar.
–Pode deixar.
Respiro aliviado e finalizo a chamada, em seguida entro no GPS do celular e coloco como destino Cowper st. Sigo o caminho que o GPS mostra, até que chego na frente de uma casinha ela é bem simples mas bonita. Vou até a porta e bato, uma mulher atende e diz:
–Posso-lhe ajudar?
–Sim, meu nome é Caleb e eu estou procurando Paulo.
A mulher respira fundo e dá um passo para trás.
–É... Entre, espere no sofá que vou chamá-lo.
Eu me sento e ela sobe as escadas, enquanto isso reparo na simplicidade da casa, assim como a de meu pai, ouço barulho de passos então olho para a escada, a mulher desce e diz:
–Você aceita um copo com água?
Para ser simpático eu aceito, a mulher se dirige a cozinha, que fica atrás do sofá que estou sentado. A minha frente vejo um quadro, pendurado na lareira, levanto e dou três passos até o quadro. Vejo Paulo, Vanessa e a mulher que me atendeu.
Estão todos abraçados, ouço outro barulho atrás de mim, me viro e a mulher esta pronta para me dar uma facada. Eu seguro a faca e puxo, taco-a na parede e ela se crava firmemente, a mulher tenta correr para a cozinha, mas corro para frente dela. Seguro seus braços e digo:
–Porque tentou me matar?!
Ela fecha os olhos e grita:
–Paulo!
Ele desce as escadas e quando o vejo, jogo a mulher no chão. Ela bate a cabeça e desmaia, Paulo corre e dá um pulo, no ar ele se transforma em um lobo. Ele apóia suas patas e se apóia em meu peito, me empurrando para o chão. Ele tenta morder meu pescoço, mas dou um soco em seu focinho, ele se afasta, enquanto eu levanto.
Dou um chute em seu estomago e ele cai, pego uma faca na pia e enfio em sua barriga. Ele uiva e volta ao normal. Ele desmaia, vou para o banheiro e pego uma toalha. Jogo-a em cima de suas pernas, para cobrir suas partes intimas. Puxo a faca de sua barriga e ele acorda, me sento no sofá e digo:
–Não estou aqui para brigar.
Ele parece estar tonto, ele fica olhando para as paredes e agonizando. Então tive uma idéia, pego a faca que enfiei nele e corto meu braço. Muito sangue começa a escorrer, então coloco a mão direita em baixo. Vou ate a pia, coloco um copo embaixo do corte e quando chega à metade, o corte cicatriza.
Pego o copo e coloco na boca de Paulo, ele pua o copo da minha mão e toma todo o sangue, a mulher que aparece na foto, acorda e levanta cambaleando. Eu a digo para se sentar e ajudo-a. após colocá-la no sofá, Paulo se levanta e diz:
–O que ouve?
Ainda olhando para as paredes, ele cai no sofá e diz:
–Por que estou nu?
–Eu acho melhor vocês dormirem.
A mulher levanta do sofá e diz:
–Não! Eu estou bem.
Ela sobe e diz que vai pegar algumas cobertas para Paulo. Eu ajeito Paulo no sofá e a mulher volta com duas cobertas, então resolvo perguntar, qual o seu nome?
–É Blair.
Ela responde.
–o que você é de Paulo?
–Sou a tia dele.
Ela diz colocando as cobertas em cima de Paulo.
–Eu queria me desculpar, por te jogar na parede.
–Não se preocupe eu estou bem.
Fico aliviado e feliz por não ter machucado ela, pergunto se ela é lobisomem.
–Não, o meu cunhado, bruno já era antes de conhecer minha irmã, ele transformou ela, mas não queria me transformar e ao ficar grávida Paulo já nasceu lobisomem.
–Ah.
Agora eu entendo tudo, Blair pergunta se eu quero dormir no quarto de Paulo e eu digo:
–Não há necessidade, eu durmo em um hotel aqui pertinho, mas mesmo assim obrigado.
Sorrio e ela concorda, saio, vejo as horas e já são seis horas da tarde. Eu procuro um hotel e encontro um, mas para uma noite é muito caro. Resolvo tomar uma atitude, saio do hotel e vou andando até o outro do lado da rua tem um cara sozinho, corro e quebro seu pescoço, ele cai então eu roubo sua carteira e aproveito para beber seu sangue.
Na sua carteira tem trezentos e cinqüenta dólares, mais que o suficiente, volto no hotel e pago para duas noites. O hotel é maravilhoso, o meu quarto tem até champaing incluso, no banheiro te uma hidromassagem e a cama é enorme. Deito na cama e ligo a TV que fica na parede da frente, pego meu celular e vejo que está descarregado, pego o telefone que fica do lado da cama e ligo para a recepção para perguntar se tem carregador, por sorte o telefone da recepcionista era igual ao meu.
Alguém bate na porta e eu atendo, é uma senhora que veio trazer o carregador, agradeço e coloco o celular para carregar. São sete horas, deito novamente na cama e durmo. Acordo muito bem, me espreguiço e vou para o banheiro. Tiro minha roupa e coloco um roupão, volto para o quarto e pego o celular, ligo para Paulo e enquanto isso tiro o roupão e entro na hidromassagem que já está cheia, Paulo atende e diz:
–O que você quer?
–Quero conversar, me espere na sua casa que vou te buscar para tomar café.
–Tudo bem.
Tomo um banho e vou para o quarto, pego o carregador e desço para a recepção. Ao chegar vou até o balcão e entrego para a recepcionista. Saio do hotel e olho para os dois lados da rua, não tem ninguém, então corro e apareço na porta de Paulo. Bato e Blair diz:
–Bom dia, entre!
Eu entro e vejo Paulo no sofá.
–Vamos?
Ele levanta e nós dois saímos, eu o pergunto onde tem uma lanchonete por perto.
–Por aqui.
Ele diz e mostra o Caminho com a mão, vamos caminhando até lá, chegamos escolhemos uma mesa e também escolhemos o que vamos comer. Eu peco omelete com bacon e um suco natural de laranja. Paulo só quis um suco natural de abacaxi, eu insisti que pega se mais alguma coisa, mas ele não concordou.
–Você me deve uma explicação de ontem à noite.
Ele diz me encarando.
–Sim eu lhe devo.
Tomo meu suco e começo a falar:
–Quando você se transformou, eu te dei uma facada, vi você agonizando então te dei o meu sangue.
Ele toma o suco e me encara.
–Eu ainda não te contei por que eu vim para cá?
–Não.
–Eu vim para lhe dizer que, todos acham que você está morto, mas na verdade está aqui. Então se fosse você, sairia da cidade, porque Edgar está atrás de mim e se ele me achar, pode dizer adeus para a titia.
–Eu vou sair então, vou para Toronto.
–Ótimo!
Coloco cinqüenta dólares na mesa e saio da lanchonete. No caminho para o hotel vejo a blazer de Edgar, me escondo atrás da parede de uma casa e pego outro caminho. Chego no hotel e logo entro no elevador ando até o fim do corredor e entro no quarto, mas quando olho para a cama, começo a falar sozinho:
–Ah não isso eu não admito!
Fecho a porta do quarto e vou para a recepção. Vou andando até lá, olho para meus sapatos e vejo que está na hora de trocá-los. Quando olho para frente, Edgar esta do lado da recepcionista e olhando para mim.
–Precisamos conversar.
Ele me diz e ainda distante eu digo:
–Vamos para meu quarto.
Nós subimos e quando chegamos, ele para na minha frente e fica me encarando. Ele me dá um soco no peito, eu bato na parede e ela se racha.
–O que você veio fazer aqui?!
Ele grita muito alto.
–Eu só...
Antes que termina-se ele me levanta pela camisa e me arremessa de cabeça. Eu já estava ficando bravo, ele me puxa pelo pé e diz:
–Você tem que me obedecer!
Eu o chuto e digo:
–Não, você vai me ouvir!
Ele se desequilibra e me solta.
–Eu estou sobrecarregado, depois que virei vampiro, você e seu pai só me trazem problemas e ultimamente por onde eu passo só tem mortes!
Desabafo finalmente.
–Você tem que vir comigo, você não tem escolha, é uma ordem de meu pai!
Ele abre a porta e me espera sair. Eu só saio por que não sei as conseqüências e o que pode acontecer. Ao sair vejo muita gente no corredor. Edgar sai e vê todo mundo, ali assustado e diz:
–O que vocês estão olhando em?
Na hora começam a andar, alguns entram e outros até correram.
–Anda logo!
Nós vamos andando para o elevador e descemos, na recepção não olhamos para os lados, vamos direto para o carro. Após entrarmos no carro ele me pergunta:
–Como pagou o hotel?
–Pra você ter uma idéia eu tomei banho e coloquei a mesma roupa do corpo.
–Ta, mas como você fez para...
–Eu roubei!
Digo encarando Edgar. Edgar cai em gargalhadas e diz:
–Viu só como te transformar em vampiro foi útil.
–Para mim vai ser muito útil no futuro, você que me aguarde.
Ele ri de mim e eu começo a mexer no celular. Ao chegar vou direto para o banheiro, ligo o chuveiro e tomo um longo banho. Depois de tempo, eu saio do banho e me enrolo com uma toalha que encontrei. Vou para o meu o quarto e alguém toca a campainha. Desço para ver quem é, e quando vejo Edgar já abriu a porta e Jack está lá fora. Edgar o convida para entrar, ele entra e se senta.
–Bom você ter descido, pois é com você que eu quero falar.
Edgar sobe as escadas e Jack manda eu me sentar, eu me sento e ele diz:
–Você queria chamar a atenção, é isso?
–Não te interessa!
Ele me olha fixamente e me dá um tapa na cara.
–Qual era o seu objetivo?!
–Só fui visitar uma pessoa qual o nome eu não posso dizer, por quê? Qual o problema?!
Ele se aproxima e diz furioso:
–Não tem problema nenhum, mas dá próxima vez que aprontar, irá ver as conseqüências!
–Estou morrendo de medo!
Provoco Jack.
–Deveria mesmo, por que se eu matar ou a sua linda mãe, ou seu pai...
Eu o interrompo me levantando do sofá, mas ele é mais rápido e me prensa na parede com o seu braço e diz:
–Espero que não apronte de novo! Estamos entendidos?!
–Sim!
–Tchau, tchau.
Ele sai e bate à porta, eu vou para a floresta e grito o mais alto que consigo. Eu paro porque vejo alguém, quando ele se aproxima mais eu o prenso na arvore e ela diz:
–Olá Caleb.
É Loretta, ela me derruba e corre. Quando me levanto, fico procurando ela, mas está escuro e não consigo ver direito. Eu chamo o seu nome e quando viro de costas e lá está ela. Eu corro em sua direção, para poder agarra – lá, mas ela desaparece novamente. Eu ando um pouco e vejo Loretta atrás de uma arvore, eu corro e agarro-a. nossos rostos se aproximam e quando chego bem perto pergunto:
–O que veio fazer aqui?
E ela diz:
–Precisava te ver.
Então ela me beija, eu sinto a melhor coisa de toda a minha vida. Até que Edgar me chama e eu digo a Loretta:
–Eu preciso ir.
Ela corre e eu também, Edgar está na varanda de seu quarto e diz:
–Entre, agora!
Eu obedeço e não fico bravo. Eu entro e vou para meu quarto, deito na cama e meu celular vibra. É uma mensagem que diz “Eu amei ♥ e você?”. Aposto que é de Loretta. Eu respondo que sim e dou boa noite, ela também me deseja boa noite e eu vou dormir.
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