The Kings Of New York
1 Invitation
Notas iniciais
P.o.V Annabeth
16 anos. A essa idade se espera que um ser humano já tenha aproveitado pelo menos 50% da vida. Bem, este não é o meu caso. Eu sou o tipo de adolescente “normal”, o que significa, que minha vida é um tédio, sou considerada nerd, não por que sou excluída ou qualquer merda assim, mas sim porque gosto de estudar e dou valor a uma boa profissão , de qualquer modo, não importa o que falem de mim, prefiro ser nerd do que andar no grupinho das líderes de torcida e dos “bad boys” eca, pra mim, eles são na verdade, uns bebês chorões que se fazem de almas ruins e tem a inteligência menor que a da maioria do jardim de infância, o fato é que apesar de não passarem de uns filhinhos da mamãe revoltadinhos com a vida, eles ainda vivem Não ficam apenas trancados num quarto o dia inteiro estudando, claro, ficar sozinha no quarto é algo opcional, e eu não reclamo, além de conseguir uma boa nota isso preserva meu QI. Só queria ter amigos reais pra sair de vez em quando... Quer saber? Que se foda, ficar sozinha em casa é vida.
–Tcha-Tcha-Tchau senhorita- disse-me o porteiro da escola acenando enquanto se controlava para não ter um ataque de espirros, eu apenas retribuí com um aceno de leve com a cabeça, pobre homem, duvido que dure muito mais tempo
Depois de uns dez minutos, eu estava em casa
–Lar doce lar-murmurei, suspirando, e entrei correndo em casa- Oi família- disse correndo para chegar ao meu quarto.
Minha família é algo quase perfeito, eu tenho uma madrasta aceitável, um pai que paga a mesada em dia, e dois meios irmãos que apesar de umas pestes, me fazem rir de vez em quando, além de uma mãe super ricaça que mora em Nova Iorque, e de vez em quando, manda umas “lembrancinhas” não tão “inhas” assim(mas é claro que essa não é a questão).
–Ué filha, chegou mais cedo?- perguntou meu pai
– pois é- respondi, olhando do topo da escada- graças ao presentinho da mamãe, disse eu apontando para o porsche, estacionado em frente a casa. Minha mãe é dona de uma empresa chamada Olimpus, que é “somente” a maior empresa de toda a américa, ela e mais onze empresários comandam o Empire State Budling, cada um cuidando de um setor.
–Filha...-começou meu pai- sua mãe ligou hoje cedo...
–e...?-perguntei desconfiada,
–Ela quer que você vá para Nova York para um evento bem importante
Assim que ele disse isso, eu pirei. minha mãe não era aquela mãe presente, na verdade, ela quase nunca dava sinal de vida, só ligava no meu aniversário para dar o “parabéns” mais frio da história, e mandar algum presente caro, pra tentar manter a pose de que me ama, eu sinceramente nunca liguei, tipo, presentes caros são bons, eu conseguia sambar na cara das inimigas sem o menor problema de ter uma mãe falando pra mim tratar bem os coleguinhas. Mas, por mais que minha mãe não fizesse diferença na minha vida e blá blá blá, ir em um evento importante no Empire State era demais, eu já havia visto umas reportagens que falavam sobre como era a vida de gente tipo a minha mãe, e os caras viviam na maior mordomia, tinham tudo o que queriam, viviam no puro luxo, sem ter que aguentar gente idiota falando o que eles devem ou não fazer.
– E quando eu saio? Que horas é o voo? Quem vai estar me esperando?- eu saí perguntando na mesma hora, eufórica.
–Eita, moça, calma- disse meu pai- pensei que você gostasse daqui...
–Ai, pai, sem chantagem emocional, até parece que eu vou ficar la pra sempre.- eu disse revirando os olhos- agora, diz, que horas eu saio?
–senhorita, Chase, seu motorista virá lhe buscar amanhã, ao decorrer das seis horas da tarde, esteja com tudo pronto, por gentileza
–Desde quando ele está aqui?- perguntei pro meu pai que deu de ombros -Claro, estarei com tudo pronto- mas, se me permite, o senhor não é o motorista?- perguntei me dirigindo ao homem baixinho
–não, senhorita, sou apenas um mensageiro- disse o homem indo embora como se fosse normal um homem-correio aparecer todo dia na casa das pessoas falando o que eles devem fazer para ir em eventos chiques.
–ok,né-virei me para o meu pai enquanto ele observava pasmo o homem gorducho ir embora em uma range.
No dia seguinte eu acordei meio que pulando e mal me concentrei nos estudos, só queria sair pela escola desfilando e esfregando na cara de todos aqueles babacas que hoje a noite mesmo eu estaria no jornal, mas como eu queria que aquilo tudo fosse surpresa para meus “queridos” colegas de classe, eu me contive, nunca fui do tipo que busca confusão nem nada então só fiquei esperando e esperando as seis horas chegarem como uma criança espera o Papai Noel.
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