The Killers- Interativa
24 Capítulo 23- Fim da Linha- Parte II
Notas iniciais
Esther Spinnele
Cantora de Nível Super Colegial
“Todo começo tem um fim, não há uma noite que não termine ou um dia que não chegue ao final” – Monokuma
Um fim... Será que aquilo teria mesmo um fim? Seria apenas algum plano do Monokuma para que nós nos matássemos. Dentre tantas coisas eu nem sei mais no que acreditar, são mentiras demais para raciocinar. A cada pergunta certa um de nós será salvo, a cada pergunta errada, um de nós será executado. Isso tudo é muito estranho, mas se é uma esperança de sairmos aqui, então temos que agarrar com todas as nossas forças.
– Bom, e agora o que vamos fazer? – Kanoto perguntou em tom preocupado- vamos acreditar nisso tudo que ele disse?
– É nossa única chance- disse Adari- vamos nos dividir, ele falou que todas as salas foram destrancadas. Eu vou para a sala do diretor com Carlos, Joey e Daniel vão para a sala de documentos, Esther e Kanoto podem ir ver o nosso “segredo” e depois se dividirem uma vai a biblioteca e outra a recepção da escola.
– É mesmo- gritou Kanoto entusiasmada- foi lá onde eu achei aquelas pastas com os nomes de alunos desconhecidos. Talvez lá tenha alguma pista.
– Escutem, e se encontrarmos informações necessárias? Devemos tirar pelo menos vinte minutos para reuni-las não é? Onde iremos nos encontrar? – perguntou Carlos- até porque as pastas que ganhei do Monokuma já nos revelam muita coisa.
– O ponto de encontro pode ser aqui mesmo- disse Joey- agora vamos não podemos perder tempo.
– Mas antes de irmos acho que temos algo a discutir, as pastas que eu ganhei- sibilou Carlos- podem ser consideradas pistas para isso não? Elas revelam muita coisa.
(Prova N°1- Pastas de Carlos)
– E aqui tem dezessete freezers, mas somos apenas dezesseis pessoas ao todo, então deve haver uma décima sétima pessoas infiltrada nessa escola, não é? – Adari falou calmamente.
(Prova N°2- Décimo Sétimo Estudante)
– Então acho que podemos ir- disse Kanoto.
– Vamos logo então- peguei no braço de Kanoto e tirei daquela sala, tempo era precioso naquele momento.
Praticamente corremos em direção a sala de manutenção, esperando que Beep tivesse alguma informação nova que pudesse nos ajudar a responder pelo menos uma daquelas perguntas, sentia como se a chave de escape estivesse bem ali diante de mim, mas ainda assim quanto mais eu corria na direção da porta era como se ela continuasse a se afastar de mim, seria isso desespero? O mesmo desespero que eu senti no dia em que matei meu namorado? No dia em que minhas mãos se mancharam com o sangue dele? Não quero pensar nisso agora, tudo o que eu quero é sair daqui.
Chegamos ofegantes a sala de manutenção, olhamos para os lados para ver se Monokuma estava por ali, e entramos cuidadosamente. Fechamos a porta atrás de nós, Kanoto sentou-se visivelmente cansada em uma das cadeiras enquanto eu buscava o pequeno orbe branco que era o nosso mais novo aliado, a esperança que Natsuri nos deixou. Apertei o pequeno botão vermelho revelando o pequeno robô que mexeu seus olhos robóticos fitando-me com curiosidade.
– Olá Esther, é bom revê-la- ele disse com uma animação nada humana- eu vi os registros das câmeras, isso está chegando ao fim não é?
– Sim- respondi, enquanto Kanoto se aproximava- você conseguiu achar mais alguma coisa? Por favor me diz que conseguiu...
– Sim, eu consegui. Mas antes gostaria que vocês vissem algo que minha mestra deixou para vocês- o robô apontou para um pequeno objeto circular próximo a si, era uma espécie de CD, protegido por uma pequena capa de cristal- é um arquivo de vídeo, podem vê-lo no computador desta sala.
– Que arquivo?
– Um que ela conseguiu de alguma forma a qual não me contou.
O tesouro roubado do Monokuma... Então foi a Natsuri? Ela devia estar analisando o arquivo antes de querer nos mostrar para ter certeza de que eram imagens reais e que nada daquilo era uma armação do Monokuma, pelo menos é o que eu acho que ela estava fazendo. O que teria naquele arquivo? A identidade do manda-chuva? O motivo pelo qual estamos presos aqui? A resposta para aquelas perguntas?
– O que ele contém? – perguntou Kanoto temerosa.
– Veja por cima mesma- ele disse marotamente.
Tomei o disco entre minhas mãos e andei até o computador que havia naquela sala que por sinal já estava ligado, apertei um pequeno botão no gabinete, fazendo o espaço de discos deslizar para fora, pus ali o pequeno CD e apertei o botão novamente, recolhendo o pequeno disco, estava apreensiva, mais do que eu desejava, se Beep queria que eu visse aquilo era porque realmente algo de importante havia ali. Uma janela abriu-se no computador com o sinal de carregando. Logo após um arquivo de vídeo abriu-se subitamente, mostrando a imagem de uma menina de olhos azuis e expressões infantis com os dizeres: Caso 1- Sayaka Maizono.
Logo após a imagem de um banheiro apareceu, caído nele estava a garota de antes, uma faca cravada em seu abdômen, o banheiro sujo de sangue. Ela estava morta. Logo a imagem cortou para a foto de uma garota de cabelos negros e curtos e o nome Punida- Mukuro Ikusaba. Lembro das fotos dessas pessoas no Hall do terceiro andar. Logo a imagem cortou para uma garota de cabelos loiros- que não se parecia nada com a menina da foto- sendo empalada por um monte de lanças. E assim foram mostrando a morte de diversos estudantes, o último deles, Junko Enoshima, foi o mais curioso, pois mostrara a cena de um julgamento, pelo o que eu e Kanoto entendemos, aquela garota empalada por lanças estava se passando pela Junko e foi a tal da Junko Enoshima que começou a espalhar desespero pela escola e trouxe a grande Tragédia. Se não me engane uma das perguntas se referia a ela, a modelo Junko. Logo depois a foto de seis estudantes designados como sobreviventes apareceram e imagem cortou novamente para outro caso de assassinato.
Um garoto gordo chamado de “???” estava morto embaixo de uma mesa, e logo depois cortou para a execução do seu assassino. E assim sucessivamente, o que mais me chamou a atenção, foi a presença de uma menina que com certeza não estava entre as fotos do Hall, uma garota de ar infantil e cabelos curtos que foi esmagada num jogo de Tetris, e quando mostraram os sobreviventes eu vi que havia algo errado.
(Prova N°3- Arquivo de vídeo.)
– Está faltando alguém aí- comentei com Kanoto que apenas me olhou curiosa- é como se faltasse um estudante entre eles.
– Tem razão, sinto que tem alguém faltando aí- ela falou brevemente enquanto suspirava desapontada- espere, Junko Enoshima, eu vi esse nome nos arquivos do saguão de entrada, eu vou até lá e passo pelo Hall para dar uma olhada nas fotos. Você fica aí extraindo informações com o Beep.
Acenei em afirmativo enquanto ela saía apressadamente da sala, Beep continuava a me encarar, eu desliguei a tela do computador e me dirigi a cadeira mais próxima do robô sentando-me, ele moveu os olhos mecânicos antes de finalmente soltar uma palavra:
– Você quer saber o que eu descobri não é?
– Sim, vim aqui para isso. Descobriu algo novo Beep?
– Sim, eu consegui destravar a maioria dos registros da escola, e descobri detalhes interessantes sobre a Grande Tragédia, mas para que você entenda, eu terei que contar tudo desde o começo. Como você já deve saber, essa não é a Topo da Esperança original, a escola verdadeira está situada no Japão e ela está dividida em três setores, o Curso Principal, o Curso Reserva, e uma escola para crianças com grandes talentos. Essa escola além do diretor, contava com o Conselho de Classe, que possuía dezesseis alunos já formados, e um representante de cada turma, e um do curso reserva e outro do curso infantil, eles tomavam decisões pela escola. Uma das alunas do curso principal, que tem o nome de Junko Enoshima, iniciou um grupo de vandalismo que começou a espalhar “desespero” pela escola, mas toda a Tragédia começou quando o Grupo do Desespero, sequestrou os dezesseis membros principais do conselho escolar, forçando-os a jogar o mesmo jogo pelo qual você e seus colegas passaram.
– Isso é terrível, mas como isso foi acontecer?
– Não sei ao certo, mas parece que quando os alunos do curso reserva viram aquilo, ficaram revoltados, pois o dinheiro deles sustentava a escola e estava sendo usado para fazer as pessoas se matarem, é claro que era mentira, o dinheiro da escola estava sendo aplicado em pesquisas, mas Junko fez eles acreditarem que era com o dinheiro deles que aquele jogo fora feito. E assim muitos alunos do Curso Reserva se juntaram ao desespero... Incluindo alguns de vocês.
– Sim, já sabemos pelas pastas de Carlos, eu, Nina, Rachel, Aya, Joey, Ryan, Natsuri, Sea e Miranda, nós entramos para esse grupo... Aparentemente, porque eu não me lembro de nada disso.
– Mas, vocês foram salvos pelos outros estudantes, Adari Addolarata, Crucius Seamakker, Klev Bisharp, Kanoto Kimuzi, Daniel Fray, eles resgataram vocês e os prenderam nessa escola.
– Espere, mas faz poucas semanas que estamos aqui, como isso é possível?
– Não sei, apenas conto com os registros e datas que consegui identificar.
– Espere, você não citou o nome de Carlos nisso tudo.
– É porque o nome dele não aparece nos registros do Desespero, e nem dos alunos que fizeram a Esperança, apenas aparece nos registros da escola.
(Prova N°4- Registros sobre a Tragédia)
(Prova N°5- Ausência do nome de Carlos)
– Tem mais alguma coisa que queira falar? – perguntei tentando assimilar tudo aquilo.
– Não tenho mais informações por enquanto, então é só nisso que posso ajudar, mas eu tenho um pedido a lhe fazer.
– Pedido?
° ° °
Kanoto Kimuzi
Garota da Moda de Nível Super Colegial
“Não acalme-se, pois ainda não acabou” – Kyoko Kirigiri
Cheguei ofegante ao terceiro andar, toda aquela confusão estava me deixando esgotada, mas era necessário, pois se não nos esforçássemos, não iríamos conseguir sair todos juntos desse lugar. Afinal o fim está se aproximando, cada vez mais perto do que nós iríamos conseguir imaginar. Quando finalmente cheguei ao Hall, comecei a olhar as fotos uma por uma, buscando por alguém que não estivesse no vídeo, e me deparo com a pessoa a qual eu estava procurando, a loira de olhos azuis chamada de Clarabell Styvens, ela não estava naquele vídeo, embora todas as outras pessoas dos retratos estivessem lá. Porque ela não estava? Muito estranho.
Fico observando sua foto por alguns minutos, ela era realmente encantadora, o olhar sério, um pequeno sorriso brotava dos seus lábios, era como se seus olhos tivessem se perdido em algum ponto irreal, ela com certeza trazia uma sensação um tanto desconfortante a quem encarava por muito tempo. Eu toquei na pequena moldura e a movi alguns centímetros, recuei assustada, pois todas as outras molduras moveram-se lentamente, o que seria aquilo? Talvez fosse apenas impressão da minha mente. Espere, se ela era aluna da escola, então seu nome tem que estar naqueles registros com certeza. Saio dali a passos duros, qual seria a relação dela com isso tudo? Quem era aquela garota que estava em seu lugar durante o jogo? Tudo isso era realmente bastante estranho.
Corri até o saguão de entrada, não sabia quanto tempo ainda tinha por isso eu queria olhar logo aqueles arquivos. Como o Monokuma disse, todas as salas foram destrancadas, inclusive a secretaria. Entrei vagarosamente, com medo de que aquele urso psicótico fosse pular de algum lugar, me aproximei do armário onde tinha achado aquelas pastas e o abri, estava todas ali, procurei por um tempo até encontrar a pasta pela qual eu procurava, a de Clarabell, comecei a ler calmamente.
Nome: Clarabell Styvens
Super Highschool Level Ballet Dancer
Turma 79
Observações: Uma bailarina talentosa que conquistou o mundo por participar em diversos espetáculos nacionais e internacionais, nascida na Inglaterra, mas criada no Japão desde então, ela com certeza pode ser considerada a Bailarina de Nível Super Colegial.
A maioria do conteúdo da pasta eram notas, o quão o talento dela havia sido melhorado durante o tempo na academia, observações dos professores, relacionamentos com os outros estudantes da classe, e realmente alguns tópicos intrigantes- coisas que uma escola normal geralmente não notaria em seus alunos, mas não estamos falando de uma escola normal- mas o que mais me chamou atenção foi uma pequena observação em vermelho no final da ficha:
Aparentemente envolvida nos recentes acontecimentos do Super Highschool Level Despair.
Então ela realmente fazia parte do Desespero, muito intrigante. Coloquei a pasta de volta ao seu lugar e comecei a folhear as pastas dos outros estudantes, haviam alguns nomes realmente conhecidos por mim, eram adolescentes famosos mundialmente e por isso recebiam vaga na Topo da Esperança, mas ficar olhando aquelas pastas não ia ajudar em nada, acho que já está na hora de eu sair daqui.
(Pista N°5- Clarabell Styvens)
Talvez eu deva ir a biblioteca me encontrar com Esther, já que não há mais anda de interessante para se ver aqui, e que nós nem lemos todos os livros que havia na biblioteca então provavelmente, deve ter alguma pista oculta que ainda não vimos. Olhei no meu Cartão Eletrônico, as seis perguntas que devíamos responder corretamente, qual seria a resposta correta para cada uma delas?
° ° °
Adari Addolarata
Detetive de Nível Super Colegial
“A melhor maneira de pegar um criminoso é pela conversa, ele sempre dirá uma bobagem que o levará a sua própria ruína” – Hercule Poirot
A sala do diretor era um tanto quanto pequena, o papel de parede era avermelhado com o símbolo da Hope’s Peak decorando-o, o piso era de madeira e rangia aos nossos passos, no centro da sala, havia uma pequena mesa de escritório com uma cadeira acolchoada de cor azul, em cima da mesa havia um notebook que não funcionava, alguns arquivos empilhados e outros materiais que diretores costumavam usar além de um jarro rosado com rosas brancas decorando-o, no lado esquerdo, uma prateleira alta cheia de livros e arquivos mostrava o quanto diretor estaria informado sobre seus alunos, e havia ainda um pequeno banheiro particular, o que mais chamou a atenção foi uma espécie de mapa que havia sido pregado na parede atrás da mesa.
Era um mapa mostrando as três escolas que consistiam, na escola Principal, a escola do Curso Reserva e uma escola para crianças superdotadas. Mas espere, se a escola do curso reserva ficava no Japão, porque eles foram levados até aquela ilha? O que haveria de tão especial ali que eles não pudessem ficar no Japão, afinal todos os alunos reserva ainda estavam no Japão não era? Muito estranho, mas talvez seja uma pista para responder uma das perguntas que temos.
(Prova N°6- Mapa das Escolas)
– Tem certeza de que tem alguma prova aqui Adari?- perguntou Carlos retirando um dos livros da estante- e se esses arquivos forem falsos.
– Não, acho que são todos verdadeiros, mas no entanto, deve ter algo aqui que não podemos ver, ou que não poderíamos já que essa sala estava trancada.
– Se você diz- ele pôs o livro de volta a prateleira e pegou outro, quando ele o puxou vi que um papal caiu no chão, Carlos viu e o pegou, olhando-o espantado- você tem que ver isso.
Ele ergueu a foto para mim e eu a peguei com cuidado. A foto mostrava um grande grupo de alunos, provavelmente eram do Curso Reserva, mas a surpresa era que nós estávamos entre eles, na escola do Japão, mas eu não me lembro sequer de ter estudado aqui quanto mais ter ido ao Japão, isso tudo é muito confuso. Peguei um marcador vermelho da mesa do diretor e marquei nossas faces naquela foto, depois a guardei no bolso.
– Vamos continuar procurando aqui, deve ter mais alguma coisa de importante- falei apressadamente- O que tem de interessante nesses livros?
– Nada demais, apenas enciclopédias, livros sobre pedagogia, a única coisa interessante era essa foto aí no meio de tudo- sibilou Carlos- espere, o diretor era Jin Kirigiri não era?
– Sim, creio que sim.
– Mas porque não há o nome de um diretor aqui? E porque apenas dezesseis pastas se haviam centenas de alunos reserva?
– É realmente um mistério. Mas uma grande pergunta, é de onde tiramos dinheiro para fazer parte dessa escola, as taxas eram realmente muito altas.
– Nossos talentos, é claro- sibilou Carlos- eu posso ter conseguido dinheiro nas minhas lutas, Esther com seus shows, você como detetive particular, Nina nos cassinos, Sea em competições de natação e assim vai, é claro que eu não lembro de nada disso, mas parece que tudo nessa escola comprova que um dia estivemos aqui.
– Tem razão, será que perca de memória pode acontecer assim de uma hora para outra?
– Essa eu não sei responder- riu Carlos- é melhor continuarmos procurando.
(Prova N°7- Foto)
(Prova N°8- Diretor desconhecido)
° ° °
Daniel Fray
Atleta de Nível Super Colegial
“É mais um conceito, o desespero contagia” – Junko Enoshima
A sala de arquivos era consideravelmente pequena, apenas um corredor não tão longo com prateleiras de ambos os lados, e caixas e mais caixas com pastas e arquivos da escola, que deviam estar ali a anos, uma fraca luz no teto iluminava toda a sala, vi que Joey procurava incansavelmente dentro das caixas por algo que pudesse nos tirar dali, confesso que eu não estava tão engajado assim em procurar por eles, é claro que eu precisava deles para sobreviver, mas o fato de ter um assassino ao meu lado não era muito bom.
Comecei a vasculhar uns jornais velhos sem qualquer ânimo, tentando esquecer todas as mortes que aconteceram até então, não gosto de lembrar do fato de dez de nós estarem agora naqueles frigoríficos, como animais que foram abatidos, antes eu poderia até me divertir com isso, mas agora é tudo diferente. Começo a retirar os jornais jogando-os em um lugar qualquer, não havia nada de interessante em nenhum deles, mas quando eu ia jogar um deles fora, senti a mão de Joey me segurar, tudo passou pela minha cabeça, será que ele iria me matar?
– Me dê esse jornal- foi a única coisa que ele disse, eu o entreguei o jornal e ele o leu atenciosamente por alguns minutos- era isso que eu estava procurando...
– Isso o quê?
– Essa sala é apenas uma distração, não há realmente nada de importante aqui, todos esses documentos são antigos demais e outros são mesmo falsos, mas devia haver pelo menos uma coisa que valesse a pena, e é esse jornal.
Ele me ergueu o jornal e eu o peguei cuidadoso, havia uma manchete gigantesca, mostrando a foto de pessoas aparentemente mortas sendo retiradas do prédio da Topo da Esperança, deviam ser treze pessoas, ou quatorze, não haveria como deduzir e a notícia era clara:
Estranhos Assassinatos Televisionados Assolam a Academia
Ao que parece, treze alunos do Conselho de Classe da conceituada Academia Topo da Esperança foram encontrados mortos depois de uma série de assassinatos, ao que parece eles mataram uns aos outros em uma espécie de jogo doentio, e tudo sendo transmitido para os alunos do Curso Reserva da Academia, o que desencadeou centenas de protestos por todo o campus da escola, ao que parece existem apenas dois sobreviventes, Izuru Kamukura e Soshun Murasame, existe ainda uma décima sexta pessoa desconhecida que aparentemente conseguiu fugir do jogo de assassinato.
– Então quer dizer que, esse jogo aconteceu outras vezes? Isso é sádico demais para mim, mas seria essa décima sexta pessoa o culpado?
– Não, a décima sexta pessoa era eu.
– O que? — falei espantado, aquele garoto realmente me assustava.
– Quer dizer, eu não lembro de nada, mas “ele” lembra. Parece que havia um representante do curso reserva, e eu era esse representante, eu fugi do conselho depois de saber que eles estavam usando um aluno do curso reserva, tentando implementar artificialmente nele algum talento.
– Nossa, isso é muito cruel, quem era esse aluno?
– É um dos sobreviventes, Izuru Kamukura, o meu “antecessor”, é claro que ainda existe muita coisa que eu não sei ou não lembro, mas parece que eu fugi antes que aquele jogo começasse e eles o fizeram com apenas quinze pessoas.
– Isso tudo é muito estranho, mas tem uma forma de conseguir conectar tudo não tem?
– Sim, acho que tem.
(Prova N°9- Jornal)
– Upupu- a voz de Monokuma pode ser escutada em toda a escola naquele momento- finalmente chegamos a um momento decisivo de nossa vida escolar, o prazo acabou seus bastardos, é hora de vocês resolverem o mistério dessa escola, vejamos qual de vocês sucumbiram ao desespero máximo! Bem-vindos ao inferno meus queridos!
Engoli seco, estava na hora, na hora de finalmente descobrirmos quem está por trás de tudo isso e fazê-lo pagar por tudo, inclusive pelas mortes que ele causou, porque eu aprendi que quanto mais difícil for o enigma, melhor será de resolvê-lo, e esse com certeza é um enigma digo de ser resolvido.
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