The Killers II- Interativa
5 04- Despair is Born
Notas iniciais
O Desespero Nasce
“A maioria dos homens vivem vidas silenciosas de desespero” — Henry Thoreau
Matar, matar, matar. Era essa a palavra que ecoava em minha cabeça, não havia acreditado de início, afinal a simples menção de derramar o sangue de outra pessoa, e justo eu, que desde cedo via a crueldade do ser humano. Filos matando pais, maridos matando esposas, vizinhos matando uns aos outros por motivos fúteis e sem sentido. Eu poderia mesmo achar que aquele urso estava tentando colocar desespero em nossos corações, mas eu sempre soube, que o desespero já estava conosco a muito tempo antes.
Percebia isso enquanto olhava para os meus colegas, as expressões vazias, cheias de dor e sofrimento. Como se a esperança tivesse sumido de seus corações, mas eu não poderia permitir que eles se entregassem, não vou deixar que o Monokuma nos use como suas bonequinhas. Havíamos nos reunido no restaurante depois do que havia acontecido, Miya ainda estava um tanto perturbada, era de se esperar, ela acabou de escapar da morte.
– Ei pessoal, não podemos ficar assim- foi Albert que começou a falar- se ficarmos aqui parados, estaremos fazendo o que aquele urso quer.
– E o que podemos fazer? – Aru sibilou desanimado- não há como fugir, e nós vimos o que o Monokuma é capaz de fazer, estamos presos e sem alternativas.
– Talvez...- Onihiru levantou-se nos olhando com um ar de riso- não precisemos seguir as ordens dele. Talvez, pudéssemos nos adaptar a essa situação.
– Você está falando sério? – Watashima bufou cruzando os braços- acha mesmo que é possível viver aqui para sempre?
– Não para sempre- ele continuou- mas só o tempo necessário, é o nosso primeiro dia aqui, mas não sabemos quanto tempo se passou desde que desacordamos, e se fizer mais de um dia? Já estariam procurando por nós, até porque uma boa parte de nós são celebridades, pessoas muito conhecidas, notariam na hora.
– Então – eu falei calmamente- está sugerindo que fiquemos aqui, nos adaptando, até que nos encontrem? É isso?
– Exato! Assim, ninguém precisa matar ninguém, até porque construir uma cidade dessas sem ser notado é totalmente impossível.
Eu dei um leve sorriso, então haveria mesmo uma esperança, pude notar que outros dos meus colegas também sorriam, pude ver que aos poucos uma centelha de felicidade crescia em seus corações, não era necessário matar ninguém, precisávamos apenas esperar que nos achassem. Meu pai, ele com certeza deve estar procurando por mim, e eu estarei aqui esperando que ele venha me resgatar.
– Mas, quem exatamente viria nos resgatar? – Aya perguntou de maneira delicada.
– Oras- Kazuyo disse- a polícia, quem mais?
– Upupu, vocês são mesmo ingênuos- e sem nos darmos conta Monokuma estava ali diante de nós, rindo com as mãos na barriga- estão mesmo contando com a polícia? Mas que bando de imbecis.
– De onde você saiu? – Percy falou atordoado.
– Não interessa, eu vim aqui para lhes dizer que eu esqueci de dar um aviso. Vocês terão que escolher um de vocês para ser o líder de turma.
– E qual a necessidade disso? – Perguntei.
– Simples minha querida jornalista. Essa cidade é cheia de coisas perigosas, e como precaução, eu vou dar ao líder da turma, as chaves do hospital e a lista diária do mercado. Para tornar o nosso joguinho de assassinato, mais interessante. Agora sem mais perguntas, queriam escrever o nome de alguém nesses papéis e passem para mim.
Mordi o lábio de raiva, ele estava mesmo levando aquilo a sério? Quem seria o sádico por trás de tudo aquilo? Peguei o papel e olhei para os meus colegas. Qual deles poderia ficar incumbido de ter a chave de remédios perigosos a seu dispor? Alguns deles me parecem realmente perigosos... Nossa, nem sei porque estou pensando nisso, será que eu não consigo confiar neles? Olhei em volta mais uma vez e escrevi o nome. Depois que todos entregaram os papéis ao Monokuma, ele olhou um por um e deu uma alta gargalhada:
– Onihiru-kun, você é nosso novo líder de turma- ele jogou para o garoto um chaveiro com cerca de três chaves- meus parabéns, agora aproveitem o seu período de vida colegial! Upupu...
E dizendo isso ele desapareceu tão rápido como havia aparecido, ficamos encarando Onihiru sem saber ao certo se o que lhe acontecera fora algo bom ou ruim. Mas fora Annie quem quebrou o silêncio do local:
– Tudo bem, agora se não se importam eu já vou indo. Tenho mais o que fazer- disse saindo a passos duros- boa sorte, senhor líder de turma.
E assim como ela, um por um se retiraram do lugar. O clima continuava pesado, como se o desespero ainda estivesse presente. Eu suspirei me levantando da cadeira, ia sair, mas senti uma mão me segurando, era Albert. Depois que todos saíram ele soltou-me, como se estivesse esperando estarmos a sós para poder falar comigo:
– Desculpe te segurar assim- ele disse sorrindo- mas é que eu precisava conversar com você.
– Tudo bem Albert, você está sentindo algo?
– Não, é que eu estou com medo sabe? Não é que eu esteja desconfiando de alguém, mas eu mal conheço essa gente, como eu posso ter certeza de que nenhum deles vai matar para sair daqui? Como ter certeza de que um deles já não está planejando um assassinato?
– Não acho que nenhum deles vá matar ninguém, confesso que tenho receio de que algo aconteça- eu peguei em sua mão- tenha esperança Albert, nós vamos sair dessa, todos os dezesseis vamos sair rindo daqui, vamos ser grandes amigos e um dia quando lembrarmos dessa situação, nós vamos rir.
Ele sorriu, eu podia sentir o quão triste ele estava, podia ver que seus olhos não possuíam o mesmo brilho de quando eu o encontrei na academia. Ele abaixou os olhos encarando o chão, ele tinha medo, e para ser sincera, eu também tinha. Mas ter esperança o essencial no momento, com o dedo movi seu queixo e o fiz olhar para mim:
– Não precisa ter medo, eu vou proteger você- falei sorrindo.
– Obrigado Yuuka-san, sei que pode parecer estranho, mas confio muito em você, sabe, como se eu te conhecesse desde antes. Sabe, na minha família eu nunca pude sentir que confiava realmente em alguém. Meus pais me veem apenas como uma maneira de lucrarem ainda mais- ele falou tristemente- escrever poesias era uma válvula de escape, uma forma de fugir da realidade, mas a ganância da minha família chegou até elas.
– Não existem famílias perfeitas- sibilei- todas tem seus defeitos.
– A sua parece ser perfeita Yuuka, sabe quando eu via você e o seu pai na televisão, tão unidos, tão felizes. Eu queria que a minha família fosse assim também.
– Nem sempre fomos unidos Albert, nós ficamos mais próximos depois da morte da minha mãe, porque só tínhamos um ao outro.
– Sei...desculpe ficar tocando nesses assuntos chatos.
– Tudo bem, é bom desabafar sobre isso com alguém.
Albert puxou-me para perto de si, abraçando-me pela minha cintura, repousou a cabeça em meu ombro e eu pude sentir as lágrimas quentes descerem por seu rosto. Eu retribui o abraço, ficamos ali por muitos minutos. Era como se eu o conhecesse desde antes, desde muito tempo antes de vir parar aqui, mas não era verdade, nós nunca nos vimos pessoalmente. Devia ser apenas uma sensação, mas apesar de tudo, eu era sua amiga agora e não iria deixa-lo por nada.
° ° °
No dia seguinte as coisas estavam aparentemente mais tranquilas, não se via o mesmo ar pesado do que no dia anterior. Ao sair do meu quarto, pude notar que o dia estava um tanto quanto nublado, mas o sol continuava lá em cima, forte e quente, provavelmente devia ser verão. Mas a minha maior surpresa fora, de que eu Albert estava diante de mim, carregando consigo um buquê gigantesco e bastante colorido:
– Mas, o que é isso? – Perguntei com um sorriso desajeitado.
– É um presente Yuka-san, um presente pela nossa grande e duradoura amizade! – Ele disse meigamente, e eu pude sentir que tinha corado até a alma- não se sinta constrangida, vamos pegue logo.
Peguei o buquê com cuidado, ele exalava uma fragrância bastante agradável, provavelmente ele as colheu do jardim, mas só dele ter se dado ao trabalho de selecionar flor por flor já era um motivo para que eu ficasse grata. Eu puxei-o para perto dando-lhe um beijo no rosto, ele apenas riu envergonhado:
– Bom, muitos ainda não acordaram. Quer dar uma volta?
– É melhor irmos para o restaurante, ficamos de nos encontrar lá todos os dias lembra? Mas prometo que depois saímos.
Ele assentiu e foi andando na minha frente. Albert era uma pessoa realmente gentil e bastante meiga, tinha seus problemas é claro, com os pais gananciosos e a falta de amor em sua família, mas isso não afetara quem ele era. Ele continuava a se preocupar com os outros e eu podia confiar nele para o que quisesse. Voltei para guardar o meu buquê no quarto e quando saí dei de cara com Aya. A garota não estava mais vestindo o kimono, trajava agora um vestido branco de renda, que ia até a metade das coxas, os cabelos soltos eram ainda maiores.
– Bom dia Haryama-san, dormiu bem? – Eu a cumprimentei com um sorriso no rosto.
– Bom dia, eu dormi muito bem sabe, aquele kimono estava muito quente, é bom ter trocado de roupa- ela falou em um bocejo- temos que ir para o restaurante, não é?
– Sim, se quiser eu te acompanho.
– É, pode ser.
E foi andando a minha frente, ela estava bem diferente de ontem, sua voz estava mais relaxada e ela pouco lembrava a garota fofinha que eu vi no hospital, mas pouco importava agora. Afinal eu não sei nada sobre nenhum deles. Fui andando lentamente, pensando se a ideia de Onihiru daria mesmo certo. Nos adaptar e esperar até que alguém venha nos resgatar.
Aya entrou no hotel antes de mim, mas eu percebi que Watashima estava observando algo ao lado prédio, me aproximei dela aos poucos, e toquei com o indicador em seu ombro, ela virou-se assustada, mas ao ver que era eu, ela apenas suspirou:
– O que está observando aí?
– Tem que um corredor ao lado do prédio, eu não tinha reparado nele antes- ela falou animada- vamos ver até onde vai dar? Pode ter alguma saída!
E pegando minha mão ela me arrastou através do corredor estreio, era um local de difícil acesso, bastante apertado, mas dava para andar normalmente, andamos por alguns minutos antes de nos depararmos com um muro, indicando que o local eram saída. Mas haviam duas janelas pouco acima de nós.
– Aqui devem ser os banheiros- disse Watashima- então dá para acessar esse corredor pelos banheiros, não é?
– Muito interessante, mas podemos sair daqui?
Ela riu e voltamos, ao sair daquele corredor eu tive a sensação de que estava saindo de dentro de um cubículo minúsculo para um local livre e gigante- resumindo, era uma sensação muito boa- entramos no hotel em silêncio, todos os outros já deviam estar no restaurante, eu pensei ter visto alguém passar atrás de nós, uma espécie de vulto branco, mas não havia ninguém lá. Balancei a cabeça e subimos as escadas, quando chegamos no restaurante todos os outros já estavam lá.
– Finalmente a bela adormecida acordou- Annie comentou em tom irônico- achei que não fossem mais acordar.
– Bom dia para você também Annie- falei com um sorriso sentando-me em uma das cadeiras, Watashima sentou-se do meu lado- bom dia para todos os outros.
– Gente, sabem o que eu andei pensando- Kazuyo falou calmamente- talvez, isso seja apenas um teste da escola. Sabe, para saber se somos mesmo qualificados para fazer parte dela.
– Teste? – gritou Miya- que tipo de teste enfia meia dúzia de lanças em você?
– Bom, era só algo que eu estava pensando, porque quem mais teria poder para construir um lugar como esse.
– Sinto que ela tem razão- comentou Kocho enquanto encarava o chão.
– Bom, temos certeza de duas coisas- falei- primeiro que quem quer que tenha criado isso, tem que ser muito rico e influente, construir um lugar como esse leva tempo e com certeza alguém notaria, a menos que ele pagasse suborno ou fosse obra do próprio governo. Ou talvez, isso seja algum experimento da escola para ver como seus alunos se sairiam vivendo isolados do resto do mundo.
– Viver aqui para sempre- comentou Onihiru- mas seria a escola que está fazendo esse jogo?
– Eu não sei.
– Isso é tudo muito estranho- comentou Percy levando uma das mãos ao queixo- se queriam nos testar, porque não fazer isso na própria escola? Qual o intuito de gastar bilhões numa escola como essa?
Ficamos em silêncio por alguns minutos, enquanto olhava para a face dos meus colegas todos preocupados, com o que poderia acontecer com eles. Com exceção de Onimaru que apenas descascava uma maçã pacientemente, como se o mundo ao seu redor não importasse. Foi quando sem querer ela cortou a ponta do dedo com a faca, vi quando uma gota escarlate desceu pelo seu dedo enquanto a garota praguejava algo. Mas o mais impressionante, foi que Kazuyo gritou feito uma louca, levantando-se da cadeira e dando alguns passos para trás antes de cair no chão desnorteada. Eu corri em seu auxílio ajudando-a se levantar:
– Você está bem?
– Estou, eu só preciso sair daqui.
– Tudo bem, eu te levo até o seu quarto- e lentamente saímos dali.
° ° °
– Tem certeza de que tudo está bem? – Perguntei a garota, quando chegamos na porta do seu quarto.
– Sim, eu só tive um surto, sabe, eu tenho uma fobia imensa a sangue, não posso nem ver uma gota sem que eu entre pânica- ela falou dando um sorriso desajeitado- é por isso que eu nunca uso sangue falso nas minhas fantasias.
– Todos temos medo de alguma coisa- comentei- é normal, eu por exemplo tenho um medo forte de altura, por isso eu nunca apareci em nenhum helicóptero.
– Sério? – Ela perguntou surpresa- mas você já andou de avião não foi?
– Sabe, eu sempre ando dopada, por isso não me desespero muito.
– Entendo, mas desculpe te preocupar com minhas manias bobas, acho melhor descansar por hoje, tudo isso está me deixando louca- ela falou enquanto destrancava seu quarto- Yuuka, você tem algo de que tenha se arrependido algum dia?
– Bom, acho que sim. Tem umas coisas que eu queria ter feito, mas agora é tarde demais entende? Então eu tento compensar fazendo outras coisas. Mas, porque está me perguntando isso?
– Apenas curiosidade. Sabe, podemos fazer um desfile de cosplays qualquer dia desses, tem uns adereços no mercado, e você daria uma ótima Paradox- ela falou enquanto ria timidamente- mais uma vez obrigado por me ajudar.
– Tudo bem, descanse, amanhã vai ser um dia muito cheio.
Ela acenou em afirmativo e entrou no quarto trancando a porta atrás de si, eu andei lentamente de volta ao hotel, foi realmente uma surpresa saber que ela tinha fobia de sangue. Mas aquela pergunta que ela me fez... será que ela queria me contar alguma coisa? Talvez eu pergunte a ela qualquer dia, quando ela tiver se recuperado do susto. Lembrei de minha mãe, de como ela costumava me dar conselhos, de como ela conversava comigo sobre coisas que muitos pais tinham saudade de conversar. Eu tenho saudade dela, muita saudade. Por isso eu não vou me render ao Monokuma, nem e nenhum dos estudantes, vamos todos vencer o desespero.
– Aviso importante- a voz de Monokuma começava a ecoar por todas as ruas, aquela voz tão irritante- todos os estudantes entrem em seus quartos por favor, eu tenho um comunicado muito importante a fazer a todos vocês. Upupu...
O que aquele urso maldito estaria querendo dessa vez? Desespero? Nos incitar a matar uns aos outros? Quem quer que esteja por detrás de tudo isso tem uma mente muito sádica, e eu irei descobrir quem é, custe o que custar, não vou deixar que ele ou ela, ou seja quem for, faça isso conosco, eu realmente não posso permitir.
° ° °
Sentada na minha cama, eu tentava ao máximo conter minha emoção, o que aquele urso queria daquela vez? Será que ele tinha algo para nos mostrar? Considerando o que ele fez com a Miya eu sei que posso esperar qualquer coisa dele. Mas sei que independente do que ele nos mostrar hoje, nenhum de nós vai se render ao desespero, nenhum de nós fará o que ele quer:
– Upupu- a televisão ligou-se mostrando a imagem do urso- vocês são realmente muito chatos, já se passou muito tempo e vocês ainda insistem em manter a esperança, por isso eu irei dar um motivo para que vocês saiam logo dessa cidade. Upupu...
A tela piscou centenas de vezes antes de mostrar a imagem do meu pai. Ele estava na bancada do noticiário, sorria como sempre, olhando para as câmeras com aquelas expressões que somente ele sabia fazer. Falava sobre o clima, sobre o aumento dos preços e sobre os esportes com a mesma naturalidade de sempre, e foi então que ele falou em meio a uma risada alta:
– E agora, vamos a nova lista dos estudantes que fazem parte do corpo estudantil da Hope’s Peak Academy- ele disse pegando em um monte de papéis, sem é claro desmanchar o seu sorriso- posso dizer que tenho orgulho em ler essa lista, pois minha filha é claro, está entre eles.
Meu pai, ele sempre fora o meu salvador. Desde que minha mãe morreu ele estivera comigo, sempre que eu precisei ele estava lá ao meu lado, eu podia conversar qualquer coisa com ele e ele me ouvia com uma paciência tremenda, sempre me incentivava a fazer o que era certo e aquilo em que eu acreditava, não sei o que seria de mim se ele não estivesse ao meu lado, se eu o perdesse também.
A tela chiou um pouco e gritei quando ela voltou ao normal. O estúdio estava completamente destruído, faíscas de fios elétricos explodiam em alguns locais, o balcão e o chão sujos de sangue seco, papéis e equipamentos espalhados, como se um massacre tivesse ocorrido no lugar. Ouvi um pequeno rangido vindo da televisão, logo vi, o que aparentava ser uma garota, cabelos negros presos em marias-chiquinhas, uma máscara do Monokuma no rosto, vestido preto e sujo de sangue, ela arrastava uma cadeira de rodas, e preso nela estava... meu pai? Sim, era ele, estava amarrado a cadeira, os olhos vendados, a boca amordaça, arranhões e hematomas se espalhavam por todo o seu corpo, enquanto a garota saltitava e ria ao redor dele numa cena sádica.
– Pai, não, você não pode fazer isso- eu gritava desesperada, eu precisava salvá-lo a qualquer custo.
Foi quando o vídeo cortou para uma tela negra, onde estava escrito: O que acontecerá com o único pilar que Misaki Yuuka possui? Quer salvá-lo? Só depois da graduação.
Então era isso, é essa a sensação que ele queria que nós sentíssemos. Esses pensamentos confusos, esse aperto no peito, essa tremedeira que causa arrepios por todo o corpo. Meu Deus, o que eu estou fazendo? Então isso é o desespero? Estou desesperada? E agora, o que vai acontecer, será que eu vou mesmo conseguir manter a esperança? Pai... eu não posso perder você.
° ° °

Alunos Sobreviventes 16/16
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