The Kill

5 Capítulo 5 - Você está sendo vigiado...


Notas iniciais
...a noite inteira.

_Meu nome é Lince. — o rapaz se apresentou para a garota que encarava o chão. Seu olhar se direcionou às suas mãos que se localizavam a poucos centímetros de seu corpo. — Taylor, o que você acha que estamos fazendo aqui? — Ela se manteve calada. — Dá pra responder?! — ele disse já irritado.

_E-eu não sei, me...

_Matar. Exatamente, te matar. — Lince completou a fala da garota que agora o encarava com atenção e talvez um pouco de... medo. — Você nunca pensou que isso aconteceria realmente. Mas sempre quis que acontecesse. Certo? — a garota se afastou do rapaz. — Se lembra de quando sonhava em encontrar o... Tate Langdon? É esse o nome do garoto, né? Tate. Um assassino de merda. Ele é só um personagem, Taylor! Nenhum assassino morto vai vir atrás de você, se apaixonar e pedir que você morra pra ficar a eternidade passeando pela casa e derrubando coisas das paredes. — ela tinha muito medo. Ele sabia de toda a sua vida como se fosse uma matéria que se aprende na escola. Sua vida foi curiosamente investigada por um assassino.

_Como você sabe disso?

_Sei de tudo sobre você. Você não tem amigos, além do seu chefe e do seu gato. Não tem família. A única pessoa com quem você tem contato é o Dean. Pelo que sei ele era seu namorado. Como? Ele tem trinta e sete anos!

_Quem eu namoro é problema meu! E porque você quer me matar? Só porque não tenho ninguém que se preocupe comigo? — Taylor se levantou do sofá e começou a fitar o rosto inalterável de Lince. Ele permanecia com a expressão séria.

_Fala assim de novo e você vai morrer mais cedo. — ele ameaçou.

_São duas da manhã... Posso dormir? — ela perguntou com medo.

_Vai, mas não tenta nada. O Max vai estar na porta. — ela se levantou e seguiu até o quarto de hospedes já que o seu estava destruído. Ao passar pela porta e trancá-la ouviu a respiração pesada de Max que estava encostado na parede. Ela se deitou e tentou dormir. Se revirou na cama e nada. Ela tinha medo de morrer durante o sono. Incomodada com o que estava acontecendo, se levantou da cama e foi ao banheiro onde havia uma tesoura e alguns remédios. Duas formas de morrer porém nenhuma suficientemente boa. Se ela cortasse a garganta ou os pulsos provavelmente gritaria de dor e chamaria atenção, já com os remédios... É uma forma mais discreta, quer dizer, não sentiria muita dor, não chamaria atenção... É boa. Ela escolheu alguns frascos e os levou até a cama. Abriu o primeiro e só havia um comprimido. Nos outros, nenhum. Como ela se mataria com um comprimido? Largou tudo no chão e começou a andar pelo quarto reconsiderando a tesoura deixada sobre a pia...


Notas finais
De novo um capítulo curto. Mas agora eu vou poder postar com mais frequência, eba! Ah e eu estou tentando desenhar os personagens!
~Laminasinhas~